
Graças aos variados simplex’s – que até conseguem pôr vacas a voar – e à vontade politica dos representantes do povo legitimamente eleitos, mudar de sexo no registo civil, alterar o nome e conseguir o divórcio é hoje um processo que se trata num piscar de olhos. Diz, que eu dessas coisas não sei nada. Sei, isso sim, é que para cessar relações de carácter comercial com determinados prestadores de serviços é uma chatice. Para terminar um contrato com uma operadora de telecomunicações foram necessários quase três meses e duas deslocações à capital de distrito, dado que as restantes lojas do operador só servem para vender telemóveis e contratualizar serviços. O mesmo com os bancos. Até a agência local do banco público já nem serve para encerrar contas. Agora é tudo centralizado. Quase dois meses depois, de tão centralizado que é, ainda continuo, contra a minha vontade, a ser cliente. Começo a desconfiar que mais depressa vejo por aí um bovídeo a esvoaçar.














