terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Nacionalize-se tudo. Até a mãezinha que os pariu.

A propósito da crise numa empresa detentora de vários órgãos de comunicação social, não falta quem defenda a nacionalização dos jornais e da rádio detidos pela empresa em causa. Bom, não de todos. O desportivo “O Jogo” não entra nas exigências desses desmiolados. A menos que me tenha escapado, ninguém até agora reivindicou que o Estado tome conta naquilo. O que significa que pode muito bem fechar que não faz diferença nenhuma. Lá está o Benfica a mandar nisto tudo, como dizem os Dragartos.


Mas, futebolices à parte, por que raio há-de o Estado nacionalizar dois jornais e uma estação de rádio? Mesmo deixando de lado as vendas miseráveis dos primeiros, a baixíssima audiência da segunda e a falta de independência face ao poder político que resultaria da intervenção estatal, que beneficio tirariam daí os contribuintes? Até porque, recorde-se, já pagam o serviço público de rádio e televisão na factura da luz para sustentar a Antena Um e a RTP. Ou querem que paguemos também um “serviço público de imprensa”?! Podia, como o outro, sugerir que nacionalizem também a puta que os pariu. Mas é melhor não dar ideias.

3 comentários:

  1. É mesmo melhor não dar ideias.

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  2. Eu também não concordo com a nacionalização (compra) dos jornais, mais que não seja porque depois o Estado é acusado de comprar os favores dos jornalistas que, obviamente, não se deixam comprar nem pelo Estado, nem pelos Accionistas.
    A isenção nos jornais é como o respeitinho, é muito bonito!

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