
1 – Diz que aqui mesmo ao lado, em Espanha, já será possível mudar de sexo aos doze anos. Não podem conduzir, beber, fumar, votar ou trabalhar, mas podem mudar de sexo. Uma lei que, mais cedo do que tarde, conduzirá à autonomia sexual das crianças. Que é como quem diz, despenalizará os abusos. Percebe-se a intenção. Basta ver quem, tal como cá, está no poder.
2 – Ainda em Espanha – aquilo está transformado numa “gaiola das malucas” – passou a ser proibido deixar os animais sem companhia, presumo que humana, por mais do que setenta e duas horas. Ou vinte e quatro, no caso dos cães. Umas quantas questões podem, desde já, ser suscitadas. Nomeadamente quem fiscaliza ou, melhor, faz a cronometragem da ausência dos donos? E, ultrapassado esse limite, qual o tempo mínimo de permanência junto do bicho até iniciar-se a contagem de novo período em que o animal fica sozinho? Quando por cá copiarem a lei espanhola, no caso da Senhora Dona Gata que não aprecia companhia excepto o tempo estritamente necessário para “encher a mula”, como é que se resolve a coisa?
3 – A Iniciativa Liberal continua a insistir na criação de um salário mínimo regional em alternativa à aplicação por igual da actual da remuneração mínima definida pelo governo a todo o território. Vindo da IL estava mais à espera da defesa de uma diferenciação de impostos para as regiões do interior, tal como já acontece relativamente à Madeira e aos Açores. É das ideias mais desconchavadas que já foram apresentadas na cena política. Quase ao nível daquela do Pedro Nuno Santos quando sugeriu não pagar a divida para deixar as perninhas dos banqueiros alemães a tremer.


















