
A malta dos bancos não é especialmente reconhecida pela sua generosidade. É mais de se coçar para dentro, como dizia a minha sábia avó. Nem sequer chega aquele nível dos que dão um chouriço a quem lhes dê um porco. Darão, quando muito, as unhas do bacorito. Mal comparado é o que fazem com as poupanças dos portugueses. Apesar dos sucessivos apelos para que aumentem as taxas de juro a que estão remunerar os depósitos, o resultado é o que se vê.
Claro que, se existisse um banco público, o Estado podia intervir no mercado dando indicações a esse banco para subir as taxas. E quem diz os juros diz, também, reduzir ou eliminar as comissões absurdas que são cobradas aos clientes. Se esse banco público fosse, por exemplo, o maior do sector e seguisse essas práticas, os restantes não teriam outro remédio senão fazer a mesma coisa. Mas não. Por culpa das políticas de direita, dos ultra-liberais, do Passos, do capitalismo em geral ou do que mais calhar o Estado não é dono de nenhum banco. Para chatices já lhe chega a companhia de aviação que comprou um ano destes para os meninos do PS brincarem aos aviões.
O estado dá mais nos certificados de aforro!
ResponderEliminarSim, apesar de pagar uma taxa que será um terço do valor da inflação, é a opção menos má...
ResponderEliminarJá divaguei sobre isso há muito tempo, por aqui;
ResponderEliminarhttps://classeaparte.blogs.sapo.pt/1848.html
Amigo, tens os certificados de aforro que esses sim são geridos pelo Estado.
ResponderEliminarÉ um tema recorrente e sempre actual!
ResponderEliminarUma maneira ardilosa do Estado se financiar sem estar sujeito aos humores dos mercados. Os juros chegam aos 3,5% e não sobem mais. Se pensarmos que da outra vez tiveram de chamar a troika quando chegou aos 6%...
ResponderEliminarO Estado enquanto accionista único da CGD podia intervir no mercado por forma a estimular a poupança e, por essa via, combater a inflação (aliás, essa - a poupança e consequente quebra do consumo - é a única maneira de travar o aumento dos preços). Afinal não é por isso que não privatizam a CGD? É que sempre ouvi como justificação, da esquerda à direita, que era importante manter o banco na esfera pública para dar ao Estado o poder de regular o mercado. Se calhar é mais para "regular" outras cenas...