
Não consta que a Senhora de Fátima seja portista ou, sequer, se meta em política ou assuntos futebolísticos. Terá, quando muito, intercedido a nosso favor quando de um derrame de petróleo, ocorrido já lá vão uns anos, ao largo da Galiza. Mesmo assim o treinador do Porto fez questão de lhe agradecer as alegadas graças recebidas e que lhe permitiram ganhar o campeonato do pontapé na bola. Fez bem, o cavalheiro. Se bem que essa parte do cavalheiro, atendendo ao seu comportamento dentro dos estádios de futebol, não passa de um eufemismo mal-enjorcado. Mas, reitero, fica-lhe bem o agradecimento. Até porque Fátima e futebol têm, desde o início de ambos, muito mais em comum do que aquilo que se pode suspeitar. Os pastorinhos da Cova da Iria e os árbitros portugueses comungam uma capacidade visual muito peculiar, chamemos-lhe assim, para ver coisas que mais ninguém vê.





























