sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Não há bicicletas grátis

Parece que o governo vai esturrar três milhões de euros a comprar bicicletas para as escolas. Para ensinar os meninos a andar de bicicleta, diz. Ainda que admitindo a existência frequente de maneiras piores de esbanjar dinheiro, não se me afigura que isto constitua uma necessidade ou, sequer, que alguém com um nível de bom senso ligeiramente acima de zero possa considerar que estamos perante uma prioridade que justifique esta ida ao bolso dos contribuintes. Se existe folga orçamental então que se diminua a carga fiscal. Os quarenta e sete por cento dos que trabalham, para sustentar os restantes e financiar estes e outros devaneios destes malucos, certamente ficariam agradecidos.


Mas não é apenas a parte do gastadouro de dinheiro público – público é uma maneira de dizer, porque todo o dinheiro do Estado é gerado pelos impostos para por particulares e empresas – que me suscita alguma irritabilidade. É que, assim de repente, não estou a ver por que raio há-de ser a escola a ensinar as crianças a andar de bicicleta. Então os papás e as mamãs servem para quê? Para tirar as fotos e publicar as fotos dos pirralhos na internet? E essa treta de que nem toda a gente tem dinheiro para comprar uma bicicleta é, também, conversa para embalar totós. Qualquer puto ranhoso tem nas mãos um telemóvel tão caro – ou, até, mais – do que uma bicicleta.


O ambiente e a sua alegada defesa estão na moda. Daí que, cada que o governo nos vai ao bolso – seja com medidas destas ou com a criação de novos impostos “verdes” – a manada abana o chocalho. Ou, como diria a minha avó, vão-lhes à peida e eles gostam.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Agricultura da crise

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Pouco percebo de alterações climáticas. Mas, se calhar, na perspectiva de alguns fundamentalistas isto constitui uma heresia. Um crime, quase. Seriam gajos, se vissem a foto, para se questionar acerca da quantidade de água que foi precisa para produzir estes produtos e, provavelmente, suscitar mais umas interrogações sobre a sustentabilidade do planeta que a mim, pobre agricultor das horas vagas, nem me ocorrem.


Confesso o meu cepticismo sobre as teorias dessa malta do clima. Tão grande, ou parecido, com o que tinha acerca dos resultados da agricultura da crise quando tudo isto foi plantado. Vá lá que não se concretizou e o resultado está à vista. Tudo isto, mais as colheitas anteriores e o que ainda há para colher. Para principiantes a coisa não está má. E, esclareça-se, tudo verdadeiramente natural. Do mais que há. É que estes, ao contrário dos ditos biológicos que podem incorporar até cinco por cento de ingredientes não biológicos, não têm um único produto químico. Zero por cento. Mais biológico é impossível.

domingo, 8 de agosto de 2021

“Pontapear ela”, a gramática.

Estou muito longe de constituir um exemplo, seja para quem for, no que se refere ao bom uso – escrito ou falado – da língua portuguesa. Por vezes arrefinfo-lhe com cada pontapé que só visto. Ou ouvido, depende das circunstâncias. Mas tudo tem um limite. E o meu é atingido quando leio ou ouço barbaridades como “vou ajudar ele”, “procurei ela” e outras bacoradas parecidas, escritas e pronunciadas por gente que sempre viveu deste lado do Atlântico. Pior ainda quando expressões desta natureza são usadas por gente que frequentou a escola no tempo em que esse era um local onde se aprendiam coisas - nomeadamente português – e não servia apenas, como agora, para adquirir competências. Seja lá o que for que isso signifique.


Um destes dias, num serviço público, ouvi uma destas calinadas. Espero que a criatura não escreva da mesma forma. Nem é tanto pelo exemplo pois, no caso, “despedir ela” não deixaria de ser adequado. Mas não. “Contratar ela” é, nos tempos que correm, muito mais utilizado. Tudo, obviamente, para “ganhar ele”.

sábado, 7 de agosto de 2021

Mudam os tempos...mas continua a mesma vontade!

Agora é que vai ser. Depois de anos a prometer tomar conta das casa devolutas, para as arrendar a preços módicos, parece que o governo vai mesmo avançar com esta intenção tantas vezes anunciada. Caberá, segundo a proposta, às autarquias tratar do assunto.


Tal como caberá aos portugueses proteger os seus bens dos comunistas e outros malucos que tomaram conta do poder e, também, de toda a cambada de invejosos, mal-feitores diversos e corruptos vários que virão a estar envolvidos nesta negociata. O primeiro passo será contornar o conceito de “devoluto”. O que, acredito, não vai ser difícil.


Como sempre acontece quando se caminha para o socialismo, as primeiras medidas são sempre fofinhas. E esta, à primeira vista, também parece. Mas não é. Constituirá, isso sim, mais uma forma de discriminação. Nomeadamente dos que pagam impostos e que, para além de ter de pagar as casas que compraram sabe-se lá com que sacrifício, vão ter de pagar igualmente as daqueles que não entendem conceitos básicos como trabalhar, poupar ou investir.


Requalificar as cidades deve constituir um imperativo nacional. Daí que até eventualmente podia concordar com esta proposta se, em lugar de “devoluto”, o critério usado fosse “degradado”. Mas isso não é coisa que assista aos comunas e afins que nos governam. A roubar, roubam o que é bom. Já vimos este filme nos tempos da reforma agrária.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Censurável? Depende...

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Parece que sujar paredes constitui um daqueles direitos inalienáveis que a constituição parida em pleno período revolucionário – no tempo em que caminhávamos alegremente para o socialismo – definitivamente consagrou. Lamentavelmente este meio de desinformar e de difundir mensagens comprovadamente falsas, escapou à fúria dos censores que elaboraram e aprovaram a lei da censura. Aquela que ainda recentemente tiveram oportunidade de alterar mas que, em vez disso, prefiram manter tal como estava. Ou seja, se escrever no Kruzes ou no meu perfil do Facebook – onde apenas duas ou três criaturas vão ler – o mesmo que as imagens mostram, sou gajo para ter uns quantos aborrecimentos. Já ao palhaço que andou a borrar paredes com parvoíces - vistas diariamente por centenas de pessoas – nada acontece. É justo.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

O deserto à nossa porta

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Os dados revelados pelos últimos censos são aterradores e deviam ter feito disparar todos os alarmes. Embora, afinal, não constituam mais do que a confirmação daquilo que já todos sabíamos. Uma vastíssima região do país está a definhar, a morrer e a transformar-se num imenso deserto e poucos se importam com isso. O que interessa às pretensas elites é discutir não-problemas como o racismo, atribuir privilégios às novas minorias de malucos, garantir que os animais têm tantos direitos como as pessoas ou criar novas causas cada vez mais desvairadas. O resto não interessa. Muito menos as pessoas que insistem em ficar nestes territórios, para onde “eles” se deslocam em massa aos fins de semana, e que quanto menos cá estiverem menos os incomodam.


Nisto da diminuição acentuada da população não culpo só os políticos. Nem os nacionais, nem os locais. Estes últimos, então, fazem o que podem para fixar população. Criam emprego que se fartam. No Alentejo, nomeadamente, quase toda a gente trabalha – está empregada, vá, que trabalho é outra coisa - na Câmara da respectiva localidade. Assim quando algum empresário, dos poucos que ainda restam, pretende recrutar trabalhadores tem de recorrer a mão de obra estrangeira e, consequentemente, trazer gente para o concelho. Parece uma boa estratégia. Por um lado fixa-se o eleitorado e por outro luta-se contra a desertificação. Pelo menos na primeira vertente tem dado resultado.

domingo, 1 de agosto de 2021

Os feijões da crise

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Tem sido uma época agrícola interessante, esta. A agricultura da crise, agora numa nova dimensão, tem proporcionado resultados surpreendentes. É, como diria alguém, a admiração da malta. E por malta entenda-se, como diria outro alguém cujo nome não será igualmente mencionado, eu e um grupo reduzido de nós. Até, contra todas as expectativas, o feijão se reproduziu em grande quantidade. Vamos ver se é desta que começo a achar que este legume é comestível...

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Dinheiro para todos!!!

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Há quem afiance que somos um país de doutores. Mas, pelos vistos, ainda assim não chegam. Deve ser por isso que o governo está a estudar um esquema que consistirá – ao que rezam as crónicas – no pagamento integral do salário, através do dos fundos da “bazuca”, a quem tirar uma licença sabática para melhorar as qualificações profissionais ou o nível de ensino.


Estou mesmo a ver. Eu e toda a gente. Isto é juntar a fome com a vontade de comer. Por um lado a esquerda concretizará o sonho de ter toda a gente a viver à conta do Estado e, por outro, mais um imenso rol de criaturas passará a poder viver sem fazer nenhum. Vou ver se me consigo incluir nesse grupo. Ao fim de quarenta anos a trabalhar acho que mereço uma oportunidade de ter dinheiro na conta sem aborrecimentos. Até já escolhi o curso. Medicina. Deve dar para estudar até à reforma.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Os abrunhos da crise

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Ou ameixas, sei lá. Sempre lhe ouvi chamar abrunhos mas, ao que parece há quem insista que são ameixas rainha-cláudia. Não vou discutir. Para mim é tudo a mesma coisa. Mas, seja lá o que for, é saboroso e, ao que garantem os especialistas da especialidade, possui uma panóplia de propriedades especialmente benéficas para a nossa saúde. Assim tipo vitaminas e cenas dessas. E um poderoso efeito laxante, também.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Não há talões grátis

CGD limita talões de multibanco a um por semana”. Ridículo. Ou poupar nos farelos. Tudo, como agora é moda, para proteger o ambiente e, de caminho, levar a clientela a optar pelos canais digitais. Opção que, como é sabido, é muito melhor para o planeta. Sim, que isto os computadores pessoais, as impressoras caseiras e o papel que gastamos em nossas casas são muito mais ecológicos do que os regurgitados pelas ATM’s.


Por enquanto, ao que parece, a medida aplica-se apenas aos extratos e consultas de movimentos. Depois logo se verá. Talvez aquela opção de imprimir o talão cada vez que levantamos dinheiro também desapareça. Ou, melhor ainda, quiçá comecem a cobrar por isso para nos desincentivar de ficar com o comprovativo da operação. Isto enquanto, para nos convencerem mesmo a usar apenas a banca electronica, não cobram uma comissão sobre cada vez que entrarmos numa agência.


Não sei se vão apurar os ganhos resultantes desta estratégia. Oxalá que sim. Com sorte podem concluir que ganharam o suficiente para suportar os custos com o papel higiénico da casa de banho da administração. Se, claro, também aí não optarem pelos canais digitais.

sábado, 24 de julho de 2021

Eh pá, "deslarguem-me" a carteira!

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Quando leio ou ouço declarações de gente da CGTP, BE ou PCP a solidarizar-se com trabalhadores em protesto por verem o seu ordenado “engolido” pelo SMN – salário mínimo nacional – só me apetece arrancar os cabelos. Os deles, que eu poucos tenho. Esse meu desejo de me atirar às pilosidades alheias advém não tanto das alarvidades proferidas pelas criaturas oriundas daquelas áreas políticas, até porque dali não espero grande coisa, mas sim com o facto de ninguém – e reitero, ninguém – ter a decência de os confrontar com a evidência que a causa do protesto que dizem apoiar é, em grande medida, culpa deles. Quem tem exigido a constante subida do SMN tem sido aquela malta, sem olhar às consequências que daí resultam para os restantes trabalhadores. A mais óbvia e que apenas um burro – ou uma besta, vá – não vê, é a desvalorização dos restantes vencimentos.


Esta postura da esquerda pouco espanto me causa. Só irritação. Muita, no caso. Para esta cambada de retardados quem ganha meia dúzia de euros para além do SMN é rico, privilegiado ou, no mínimo, tem de ser “solidário com os mais pobres”. É isso que alegam quando defendem o actual nível de impostos e recusam a sua eventual diminuição. No que diz respeito ao IRS, então, a coisa vai para lá do delirante. O argumentário, que estou sempre a ler e a ouvir, usado para justificar o roubo perpetrado ao rendimento do trabalho é, para ser simpático, próprio de uma criança de três anos. Mas triste, mesmo muito triste, é que gente aparentemente inteligente continue a votar nessa opções e, mais triste ainda, a corroborar esses argumentos. Deve ser aquela cena do quanto mais me roubas, ou lá o que é...

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Quem o come em chibo, não o come em bode... já garantia a minha sábia avó!

Com inusitada frequência surgem relatos de artistas a queixarem-se da magreza das suas pensões de reforma e, quase sempre, a lamentar que o país os deixe a viver no limiar da miséria. Queixinhas e lamentos deveras estranhos, diga-se. É que, atendendo à vida faustosa que ostentaram enquanto estiveram no activo, tudo leva a crer que ganharam uma maquia simpática. Mas, aos que alguns confessam, não amealharam um pecúlio que lhes permita ter uma velhice sem sobressaltos financeiros nem, tão-pouco, descontaram para a Segurança Social sobre os rendimentos efectivamente auferidos. Nenhuma destas circunstâncias me suscita qualquer critica. Relativamente às poupanças fizeram as opções que lhes pareceram melhores e quanto ao facto de terem fugido às contribuições que legalmente estavam obrigados a fazer eu próprio, se pudesse, faria o mesmo. Só perdem a razão quando se queixam. A vida é feita de escolhas e eles escolheram o que agora têm. Ou seja, pouco. Já o ganharam, esturraram e gozaram. Agora desemerdem-se, como diria o outro. E, sobretudo, não aborreçam os contribuintes, que já pagamos as tropelias de muitos vadios.


A propósito deste assunto e desta malta, ocorreu-me agora que foi esta gente que andou com o actual primeiro-ministro “ao colo” nas últimas campanhas eleitorais. Recordo-me até de inúmeros jantares, profusamente divulgados pelas televisões, de apoio ao PS, a António Costa e, depois, à geringonça. Sendo, ao que publicamente revelaram alguns destes artistas, a fuga aos impostos uma prática comum no sector, presumo que nas próximas campanhas eleitorais os diversos candidatos não queiram ver nem de perto esse pagode da cultura. Como já fazem aos do futebol.

domingo, 18 de julho de 2021

Politicos, desporto e cultura

Muito se fala – e não é só agora - das ligações entre a política e o futebol. Hoje em dia é quase impensável um político ser avistado nas cercanias de um dirigente desportivo sem que isso levante de imediato uma onda de suspeição. É, até, um daqueles temas que reúne um estranho consenso entre a generalidade da população.


Por mim, como não podia deixar de ser, estou contra esta ideia. Se o Presidente da República é adepto confesso do Braga, não estou a ver motivo nenhum para não ir ver jogos do seu clube. Ele ou qualquer outro titular de órgão de soberania.


No fundo isto é tudo uma imensa hipocrisia. Políticos e futebol é uma mistura explosiva mas já com a cultura, por exemplo, não é. Até parece que alegadamente não existem inúmeras associações alegadamente culturais a viver alegadamente à conta de subsídios do erário público com as quais, alegadamente, os políticos convivem alegre e regularmente. Era capaz de ter uma certa piada, entre outras coisas, fazer o cruzamento das alegadas despesas com refeições, alegadamente suportadas por algumas associações, com os comensais alegadamente presentes. Não sei, digo eu que não percebo nada disto mas, ouço dizer, acontecerá muito lá para o norte. Alegadamente, claro.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

No passarán!

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Os fascistas estão por todos o lado, os patifes. Até nos lugares mais improváveis. Como Cuba, por exemplo. Aquilo, diz, são manifestações de fachos por toda a ilha. Parece que querem acabar com a revolução popular que proporcionou ao povo cubano uma qualidade de vida difícil de encontrar noutras paragens onde os trabalhadores e o povo ainda não se libertaram do jugo capitalista. Maravilhas que, comprovadamente, são testemunhadas pelos muitos milhares de americanos que todos os anos arriscam a vida para, a partir da Flórida, chegar à ilha do camarada Fidel.


Mas o povo armado – em parvo – está vigilante. Nomeadamente a policia e as milícias populares de proletários, camponeses e intelectuais da mais brilhante intelectualidade. Todos juntos partirão os dentes à reacção. O que, assim de repente e de uma assentada, resolverá os três únicos problemas de Cuba. O pequeno-almoço, o almoço e o jantar.

A inclusão é uma cena muito fixe...

E está na moda. Hoje tudo tem de parecer inclusivo e todos se esforçam muito por incluir nesse conceito alarve o quer que seja mais um par de botas. Ou não. É que isto da inclusão é o raio de uma modernice idiota que nada significa e faz parecer quem a pratica ou promove, quase sempre, um verdadeiro imbecil. Veja-se este dialogo, deveras edificante se fosse verdadeiro, que circula pelas redes sociais:


Fui a um restaurante com uma amiga. A empregada chega para nos atender e cumprimenta-nos com um sorriso:


- "Olá Amigues!"


- "Amigues?", interrogo, também com um sorriso.


- "Isso mesmo, somos um restaurante inclusivo!", respondeu ela, com orgulho.


- "Olha que bom! Isso é ótimo porque daqui pouco tempo chegará um amigo que é cego. Você tem a carta em Braille?"


- "Não, não temos isso.”


- "Ok, mas também espero uma amiga, que virá com a afilhada, que é autista. Menu com pictogramas, otimizado para pessoas autistas, vocês têm?”


- "Não, desculpe...", ela disse visivelmente nervosa.


- "Não tem problema, isso geralmente acontece. Imagino que a linguagem de sinais para clientes surdos você deve saber certo?"


- "A verdade é que você está me encurralando", responde sorrindo de nervoso.


Ela não estava mais confortável, tímida de vergonha, um pouco de culpa e um pouco de desconforto também.


Então eu disse:


"- Não se preocupe, isso geralmente acontece. Mas então lamento dizer que vocês não são um lugar inclusivo, vocês querem estar na moda. Aqui, essas pessoas não conseguiriam comunicar ou pedir para comer ou beber.


Se quer ser inclusivo, inclua todos.


Todos aqueles a quem o sistema não dá oportunidade. É difícil sim, e muito, mas não devemos achar que um E, um X, ou @ no final faz de você inclusivo.”


Em conclusão. Vão ser inclusivos para a puta que vos pariu. Se todos tratar-mos os outros com o devido respeito, essa coisa da inclusão está resolvida sem necessidade de assassinar a língua portuguesa.

sábado, 10 de julho de 2021

O feitiço ainda se vai virar contra o feiticeiro...

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Como muito bem escreve um brilhante intelectual pelo qual não nutro simpatia nenhuma, hoje é mais fácil arregimentar uns milhares de pessoas para manifestações para as causas fúteis da moda – desde os gays aos animais, passando pelo racismo e “perigos” da extrema direita – do que mobilizar umas escassas centenas para protestar contra as baixas reformas ou os impostos elevados. Excepção feita – ainda que apenas na parte das reformas – ao PCP, toda a esquerda abraçou as causas minoritárias e esqueceu aquilo que realmente importa. Os problemas reais das pessoas reais. A cartilha da esquerda urbano-depressiva deixou esses problemas para aquilo a que insistem em chamar, vá lá saber-se porquê, extrema-direita. Agora admiram-se e ficam escandalizados com a popularidade que os candidatos dessa área política estão a conseguir junto dos portugueses. Ainda se vão admirar muito mais. Esperem pela noite de vinte seis de Setembro. E outras se seguirão. Desconfio que isso não traga muito de particularmente bom, mas, se assim for, sabemos a quem agradecer. E culpar.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Metam o arco-íris no rabinho...

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Se há coisa que aprecio nos autarcas da minha terra é o facto de não irem em modas. Em iniciativas parvas, nomeadamente. Como aquelas que o politicamente correcto dita como quase obrigatórias quando se quer ficar bem na fotografia. Pelo menos nas fotografias que as gajas das causas e demais alienados acham que devem ser vistas. Provavelmente noutra cidade esta fantástica muralha estaria iluminada, por estas noites, com as cores do arco-íris. Uma parvoíce agora muito em voga. Mas, felizmente, não está. Assim está muito mais bonita. E, embora tardiamente, se quiserem homenagear alguém ou alguma coisa iluminem-na de verde. Sempre é uma cena mais normal.

sábado, 3 de julho de 2021

Orientem-se, mas é...

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O problema não é a proliferação de malucos. Doidos absolutamente varridos, gente que não “junta o gado todo” e “apanhados do clima” com pancas diversas sempre existiram. Só que ninguém lhes ligava. Ou, como me ensinaram desde pequeno, dava-se-lhes o “desconto”. Hoje não é assim. Pelo contrário. Até parece que a condição de “aleijadinho das ideias” é quase obrigatória para ser ouvido, lido e tido em consideração. O mundo rendeu-se aos loucos. De tal maneira que as suas loucuras são as novas verdades e quem se atrever a questioná-las está feito ao bife.


O policiamento da linguagem é uma das missões que essa gentinha acha estar-lhe destinada. Todos têm de falar ou escrever de acordo com o que dita a sua maluqueira ou sofrerão as consequências. A vitima, desta vez – ironia das ironias – foi o “Público”. Imagine-se que teve o topete de titular uma noticia com a previsão que vamos ter “um Verão negro”. Expressão que, como não podia deixar de ser, fez disparar os alarmes no manicómio. A coisa, reconheço, até teria a sua piada. As reacções, cada uma mais exacerbada do que a anterior, seriam de rir até às lágrimas não fossem estar, cada vez mais, a fazer escola e a condicionar o que se escreve. Por mim, quero que eles vão ter um menino de olhos azuis. Vou mas é comer qualquer coisinha, que a fome é negra e hoje já trabalhei que nem um mouro.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

25 horas de serviço

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Desconheço o que se vende nesta superfície comercial. Acho, mas não tenho a certeza nem isso interessa muito, que se trata de um rede de lojas de vending, ou lá o que é. Do que não tenho grandes dúvidas é que, assim à primeira vista, parece publicidade enganosa. Ou não. Se calhar é apenas um nome bem esgalhado. Faz-me, de certa maneira, lembrar aqueles funcionários autárquicos que, alegadamente, trabalham vinte e cinco horas – ou até mais – num só dia. Há quem garanta, mas eu duvido, que acontece muito lá para o norte. Invejas.

domingo, 27 de junho de 2021

Valores europeus...tá bem, tá!

Acho graça a essa histeria toda que por aí anda em relação à Hungria. Bom, por aí anda é como quem diz. O comum dos mortais está-se borrifando para futilidades dessas e, quando muito, terá ouvido falar da azia provocada a alguma malta da política, da comunicação social ou dos grupelhos minoritários que dominam a opinião publicada por o governo húngaro ter colocado algumas restrições à divulgação de cenas relacionadas com a homossexualidade. Os políticos é que resolveram fazer disso uma questão de Estado. O que não admira. Enquanto o barulho andar à volta de questiúnculas sem importância nenhuma, eles vão passando entre os pingos da chuva.


Por cá, o Costa primeiro-ministro ficou tão chateado que – provavelmente só para aborrecer, pois não consta que o gajo abafe a palhinha – até terá colocado o emblema daquela rapaziada na lapela. De caminho falou também de valores europeus, na necessidade de todos os respeitarem e, pasme-se, até sugeriu que quem não os respeite que saia da União Europeia. O homem tem razão. Embora não se me conste que levar no cú seja um valor europeu, parece-me que respeitar quem arrecada a costeleta já o será. Há, no entanto, duas coisinhas que me deixam desconfiado quanto à honestidade intelectual da criatura e com sérias reservas quanto a integridade das suas convicções relativamente a essa coisa dos valores europeus. O cada vez maior desrespeito dos valores judaico-cristãos da Europa parece nada o incomodar e nem a aversão de BE e PCP aos tais valores europeus o coibiu de com eles fazer um pacto de governo. Devemos levar a sério um figurão destes? A piada faz-se sozinha quando se fala deste gajo...

domingo, 20 de junho de 2021

Ai o desrespeitador sou eu?!

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Os censores sempre foram estúpidos. Eram-no no tempo do Estado novo e continuam a sê-lo agora. Se calhar sempre o serão. Seja o censura feita por um organismo público ou por uma entidade privada subserviente ao poder politico. Sim, que isso embora a ninguém incomode muito também foi objecto de privatização. As redes sociais, por exemplo, pagam a uns rapazolas para monitorizar o que por lá se publica. Estes pobres coitados, provavelmente a troco de um ordenado miserável e um empregozito precário, vão censurando o que lhes parece ou, tal como os de antigamente, o que não percebem. Pelo sim, pelo não.


Os utilizadores do Facebook sabem a que me refiro. Tudo o que não seja futilidade ou o elogio dos “valores” politicamente correctos viola os “padrões da comunidade”. Uns padrõezinhos muito elevados, pelos vistos. Tanto que nem os próprios censores os entendem. Ou, então, são ainda mais burros do que aquilo que já se adivinha num censor. Deu-lhes, imagine-se, para me mandarem uma advertência. Dizem, os alarves, que este meu “comentário” viola os tais padrões. Fica o link no final do texto para quem tiver paciência aferir da gravidade da violação e tirar as suas conclusões. Eu tirei as minhas. Houve quem se revisse na publicação e fez queixinha. Cada um sabe onde lhe dói…   


https://kruzeskanhoto.blogs.sapo.pt/chapeus-ha-muitos-1520428

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Parvoíce profunda

Pior do que um lisboeta armado ao pingarelho, a achar que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, só um alentejano armado em lisboeta armado ao pingarelho a comungar da opinião do citado alfacinha. O que não falta é gente dessa. Daquela a quem basta atravessar o Tejo para desatar a depreciar tudo o que deixou para trás. Enfurece-me, isso. Um dia destes, por um acaso daqueles que apenas o zapping proporciona, deparei-me com um apresentador de televisão alentejano  a situar a sua aldeia no Alentejo profundo. Outro conceito que, para além de não perceber, me deixa para lá de possesso. O homem, sem ofensa, é parvo. A localidade em causa, Vila Boim, fica colada à EN4, um dos principais acessos à fronteira, tem a A6 quase à porta, fica a uma dúzia de quilómetros de Elvas e a cerca de vinte de Badajoz. Uma cidade com mais de cento e cinquenta mil habitantes, o que a tornaria uma das principais cidades do país se ficasse deste lado da raia. Mas isso tudo saberá a criatura. Daí que chamar “Alentejo profundo” à região onde cresceu só pode ser parvoíce ou estupidez. Ou, o mais certo, ambas. E daquelas bem profundas.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Terá sido a curiosidade que matou o gato?

 


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Desconheço as circunstâncias em que o infeliz bichano terá ido parar ao contentor do lixo. Por iniciativa própria não foi, certamente. Mas, seja lá o que for que tenha provocado o seu falecimento, o lugar do cadáver não é ali. Poderá argumentar-se que, por cá, ainda não existe uma funerária para animais e, por consequência, não é possível realizar as cerimónias fúnebres mais adequadas. Tão-pouco há um cemitério para animais de companhia, onde os seus restos mortais possam descansar em paz e possibilite aos donos prestar-lhes uma última homenagem. Uma lacuna imperdoável, como é óbvio. Mais uma, entre as muitas de que nos podemos queixar. É o que dá, por um lado, a falta de empreendedores dinâmicos que explorem um nicho de mercado cada vez mais rentável e, por outro, a ausência de representatividade autárquica do PAN ou de outros amiguinhos da bicharada. Há que captar investimentos também para isto, pá!

terça-feira, 15 de junho de 2021

Gente a precisar de tutela

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Aborrece-me, esta gente dos cães. Nem todos, convém ser justo, mas uma imensa maioria não tem respeito nenhum pelos demais e é estúpida na quinta casa. Como o dono do canito que largou esta monumental cagadela à minha porta. Que o bicho tenha de arrear o calhau onde lhe dê a real vontade, até percebo. Coitado, não há-de estar para ali a aguentar a torcida que isso ainda é coisa para lhe fazer mal. A besta do tutor – agora diz-se tutor, vejam bem a idiotice – é que o tutela muito mal. A bem dizer, ele é que precisa de ser tutelado. Com duas lamparinas pelas trombas, para começo de conversa. Umas taxinhas sobre a canzoada também era uma cena que, digo eu, era capaz de não ir nada mal...mas isso já é pedir demasiado. A malta que tutela os tutores só quer é que não os aborreçam. Afinal não são eleitos para ter chatices.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

A bazuca, os estilhaços e os atiradores do costume...

Diz que essa cena da bazuca, como o Costa insiste em chamar à ajuda europeia para amenizar os efeitos da crise provocada pela Covid, está mais ou menos orientada lá para Bruxelas. Serão, ao que parece, catorze mil milhões de euros. Gente a afiar o faqueiro, ou seja a colocar-se a jeito para pôr as mãos na massa, é coisa que não falta. Tanta que até já sentiram a necessidade de criar uma comissão de acompanhamento, ou lá o que é, para ver se aquilo, como habitualmente acontece nestas circunstâncias, não descamba. Mas não adianta. Quem já está habituado a afiambrar-se a estes dinheiros vai continuar a fazê-lo. Portanto, assim como assim, mais valia distribuir o guito pelos dez milhões de residentes no país. Dava mil e quatrocentos euros a cada um. Mais euro, menos euro. Desconheço em absoluto qual seria o impacto na economia desta distribuição de dinheiro. Mas, desconfio, pior não seria. Olhando para os antecedentes, não me parece que os sessenta por cento que cabem ao Estado ou os quarenta que vão para a iniciativa privada sejam melhor empregues. O único senão é que, como diria a minha avó, para ficarmos todos mal mais vale ficarem só uns bem. Os do costume, no caso.

sábado, 12 de junho de 2021

Mentiras novas, precisam-se...

Gosto de ler os programas eleitorais dos diversos partidos, movimentos e forças políticas diversas que se candidatam ao Município e Freguesia da minha residência. Não é que aquilo tenha grande piada. A imaginação não abunda e é, quase sempre, uma cópia manhosa de coisas que já se fazem noutras terras. O que até nem admira. Se olharmos para as propostas que os cidadãos deixam nas caixas de comentários das redes sociais onde estas cenas se discutem as ideias não são melhores e tresandam a déjà vu.  Mesmo as mais arrojadas, como aquela extravagância - chamemos-lhe assim - do investimento chinês, têm o fim que se conhece. Mas que, curiosamente, toda a gente já esqueceu.


Leio, também, com especial atenção as listas de candidatos aos diversos cargos autárquicos. Não que me importe muito com quem vai dirigir os destinos daquilo. Que isto sabem todos o mesmo. É mais para saber quem é que vão ser os novos funcionários.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Agricultura da crise

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A agricultura da crise precisa de água. Muita água. E tempo. Tempo que tem sido retirado ao Kruzes, nomeadamente. Digamos que estou a meter água noutro lado...

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Dados? Ou então não...

A entrega dos dados pessoais dos manifestantes anti-Putin à Rússia não terá sido um lapso. Lapso teria sido enganarem-se no código postal, ou isso. Aquilo foi outra coisa. Inquietante, por sinal. Mas muito mais inquietante do que dar, à respectiva embaixada, o nome e a morada de uns fulanos que não nutrem grande apreço por um ditador que costuma mandar limpar o sebo aos opositores – até porque deve ser facílimo os serviços secretos obterem esses dados – é a tolerância evidenciada por muitíssima gente perante este acto delatório, alegadamente, dos comissários políticos do PS. Isto partindo do principio que um presidente de câmara escolhe os membros do seu gabinete de entre a vassalagem partidária.


É intrigante, pelo menos para mim que não percebo nada disto, que havendo tanta e tanta gente preocupada com o “avanço da extrema-direita” e com as ameaças à democracia daí decorrentes, manifeste uma estranha benevolência para com o ditador russo. Um gajo que estará ligado a diversos movimentos extremistas europeus, a ditadores e a gente muito pouco recomendável da ala mais à direita da política europeia. Por que raio essa malta, que se indigna tanto com o Ventura – um mero aprendiz de feiticeiro, afinal – tolera indivíduos como o Putin? Há aqui uma cena qualquer que me está a escapar...

domingo, 6 de junho de 2021

São indignos, sim.

Não sou grande admirador do actual sumo pontífice. Gosto, no entanto, da sua faceta de desbocado. Como agora que, sem grandes rodeios, não esteve com mais aquelas e disse o que qualquer pessoa normal pensa mas tem medo de o afirmar em voz alta não vá ser considerada racista ou lhe seja feita outra qualquer acusação da moda. De facto quem não trabalha não é digno. E não vale a pena, como já li nuns quantos comentários a estas declarações, vir falar de reformados, doentes e afins. O homem referiu-se aos que têm como projecto de vida viver sem trabalhar e, por consequência, subsistir à custa dos que trabalham. Que isto, como muito bem diz o Bloco de Esquerda num cartaz que por aí circula, o dinheiro não cai do céu.


Por cá há muito disso. Gente que não é digna. Ou, então, existem demasiados padeiros. Trabalham de noite e têm o dia todo para estar na esplanada, com o rego do cú à mostra, a evidenciar indignidade.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Entregues à bicharada

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As novas gerações de urbano-depressivos, na sua imensa ignorância, pensam que os animais são como eles em pequeninos os viam nos desenhos animados. Só que não é assim. Na vida real eles não falam, não são fofinhos, em grande quantidade constituem uma praga e muitos têm de morrer para que outros continuem a viver.


Depois há também aquela ideia peregrina que o homem – o branco, nomeadamente – invade os habitats da bicharada e que esta, coitada, está em vias de extinção. Por mim, que vivi quase metade da minha vida no campo, não concordo nada. Pelo contrário. O abandono de imensas áreas rurais, hoje completamente despovoadas, deixou todo esse espaço entregue a espécies que antes eram muito mais controladas. Nunca, até há poucos anos, tinha visto ao vivo uma raposa ou um javali. Agora há bicheza dessa que até aborrece. Inclusivamente às portas das zonas urbanas. Com todas as chatices daí decorrentes mas que, obviamente, nada afectam os bichinhos do betão.


O mesmo com a passarada. Agora fazem ninho nas árvores do meu quintal, onde quase lhes chego com as mãos. Coisa impensável lá no monte. Mas, ao que parece, tenho de permitir que me comam as alfaces e as cerejas. Nada que importe aos idiotas que determinaram que não se podem montar armadilhas para caçar animais selvagens. Depois, quando não houver comidinha nos supermercados, queixem-se que têm larica. Ah, espera, nas estufas não entra bicharada. O pior é que essa malta que nem sabe de onde vem a comida, também não gosta de estufas...