quinta-feira, 22 de julho de 2021

Quem o come em chibo, não o come em bode... já garantia a minha sábia avó!

Com inusitada frequência surgem relatos de artistas a queixarem-se da magreza das suas pensões de reforma e, quase sempre, a lamentar que o país os deixe a viver no limiar da miséria. Queixinhas e lamentos deveras estranhos, diga-se. É que, atendendo à vida faustosa que ostentaram enquanto estiveram no activo, tudo leva a crer que ganharam uma maquia simpática. Mas, aos que alguns confessam, não amealharam um pecúlio que lhes permita ter uma velhice sem sobressaltos financeiros nem, tão-pouco, descontaram para a Segurança Social sobre os rendimentos efectivamente auferidos. Nenhuma destas circunstâncias me suscita qualquer critica. Relativamente às poupanças fizeram as opções que lhes pareceram melhores e quanto ao facto de terem fugido às contribuições que legalmente estavam obrigados a fazer eu próprio, se pudesse, faria o mesmo. Só perdem a razão quando se queixam. A vida é feita de escolhas e eles escolheram o que agora têm. Ou seja, pouco. Já o ganharam, esturraram e gozaram. Agora desemerdem-se, como diria o outro. E, sobretudo, não aborreçam os contribuintes, que já pagamos as tropelias de muitos vadios.


A propósito deste assunto e desta malta, ocorreu-me agora que foi esta gente que andou com o actual primeiro-ministro “ao colo” nas últimas campanhas eleitorais. Recordo-me até de inúmeros jantares, profusamente divulgados pelas televisões, de apoio ao PS, a António Costa e, depois, à geringonça. Sendo, ao que publicamente revelaram alguns destes artistas, a fuga aos impostos uma prática comum no sector, presumo que nas próximas campanhas eleitorais os diversos candidatos não queiram ver nem de perto esse pagode da cultura. Como já fazem aos do futebol.

domingo, 18 de julho de 2021

Politicos, desporto e cultura

Muito se fala – e não é só agora - das ligações entre a política e o futebol. Hoje em dia é quase impensável um político ser avistado nas cercanias de um dirigente desportivo sem que isso levante de imediato uma onda de suspeição. É, até, um daqueles temas que reúne um estranho consenso entre a generalidade da população.


Por mim, como não podia deixar de ser, estou contra esta ideia. Se o Presidente da República é adepto confesso do Braga, não estou a ver motivo nenhum para não ir ver jogos do seu clube. Ele ou qualquer outro titular de órgão de soberania.


No fundo isto é tudo uma imensa hipocrisia. Políticos e futebol é uma mistura explosiva mas já com a cultura, por exemplo, não é. Até parece que alegadamente não existem inúmeras associações alegadamente culturais a viver alegadamente à conta de subsídios do erário público com as quais, alegadamente, os políticos convivem alegre e regularmente. Era capaz de ter uma certa piada, entre outras coisas, fazer o cruzamento das alegadas despesas com refeições, alegadamente suportadas por algumas associações, com os comensais alegadamente presentes. Não sei, digo eu que não percebo nada disto mas, ouço dizer, acontecerá muito lá para o norte. Alegadamente, claro.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

No passarán!

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Os fascistas estão por todos o lado, os patifes. Até nos lugares mais improváveis. Como Cuba, por exemplo. Aquilo, diz, são manifestações de fachos por toda a ilha. Parece que querem acabar com a revolução popular que proporcionou ao povo cubano uma qualidade de vida difícil de encontrar noutras paragens onde os trabalhadores e o povo ainda não se libertaram do jugo capitalista. Maravilhas que, comprovadamente, são testemunhadas pelos muitos milhares de americanos que todos os anos arriscam a vida para, a partir da Flórida, chegar à ilha do camarada Fidel.


Mas o povo armado – em parvo – está vigilante. Nomeadamente a policia e as milícias populares de proletários, camponeses e intelectuais da mais brilhante intelectualidade. Todos juntos partirão os dentes à reacção. O que, assim de repente e de uma assentada, resolverá os três únicos problemas de Cuba. O pequeno-almoço, o almoço e o jantar.

A inclusão é uma cena muito fixe...

E está na moda. Hoje tudo tem de parecer inclusivo e todos se esforçam muito por incluir nesse conceito alarve o quer que seja mais um par de botas. Ou não. É que isto da inclusão é o raio de uma modernice idiota que nada significa e faz parecer quem a pratica ou promove, quase sempre, um verdadeiro imbecil. Veja-se este dialogo, deveras edificante se fosse verdadeiro, que circula pelas redes sociais:


Fui a um restaurante com uma amiga. A empregada chega para nos atender e cumprimenta-nos com um sorriso:


- "Olá Amigues!"


- "Amigues?", interrogo, também com um sorriso.


- "Isso mesmo, somos um restaurante inclusivo!", respondeu ela, com orgulho.


- "Olha que bom! Isso é ótimo porque daqui pouco tempo chegará um amigo que é cego. Você tem a carta em Braille?"


- "Não, não temos isso.”


- "Ok, mas também espero uma amiga, que virá com a afilhada, que é autista. Menu com pictogramas, otimizado para pessoas autistas, vocês têm?”


- "Não, desculpe...", ela disse visivelmente nervosa.


- "Não tem problema, isso geralmente acontece. Imagino que a linguagem de sinais para clientes surdos você deve saber certo?"


- "A verdade é que você está me encurralando", responde sorrindo de nervoso.


Ela não estava mais confortável, tímida de vergonha, um pouco de culpa e um pouco de desconforto também.


Então eu disse:


"- Não se preocupe, isso geralmente acontece. Mas então lamento dizer que vocês não são um lugar inclusivo, vocês querem estar na moda. Aqui, essas pessoas não conseguiriam comunicar ou pedir para comer ou beber.


Se quer ser inclusivo, inclua todos.


Todos aqueles a quem o sistema não dá oportunidade. É difícil sim, e muito, mas não devemos achar que um E, um X, ou @ no final faz de você inclusivo.”


Em conclusão. Vão ser inclusivos para a puta que vos pariu. Se todos tratar-mos os outros com o devido respeito, essa coisa da inclusão está resolvida sem necessidade de assassinar a língua portuguesa.

sábado, 10 de julho de 2021

O feitiço ainda se vai virar contra o feiticeiro...

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Como muito bem escreve um brilhante intelectual pelo qual não nutro simpatia nenhuma, hoje é mais fácil arregimentar uns milhares de pessoas para manifestações para as causas fúteis da moda – desde os gays aos animais, passando pelo racismo e “perigos” da extrema direita – do que mobilizar umas escassas centenas para protestar contra as baixas reformas ou os impostos elevados. Excepção feita – ainda que apenas na parte das reformas – ao PCP, toda a esquerda abraçou as causas minoritárias e esqueceu aquilo que realmente importa. Os problemas reais das pessoas reais. A cartilha da esquerda urbano-depressiva deixou esses problemas para aquilo a que insistem em chamar, vá lá saber-se porquê, extrema-direita. Agora admiram-se e ficam escandalizados com a popularidade que os candidatos dessa área política estão a conseguir junto dos portugueses. Ainda se vão admirar muito mais. Esperem pela noite de vinte seis de Setembro. E outras se seguirão. Desconfio que isso não traga muito de particularmente bom, mas, se assim for, sabemos a quem agradecer. E culpar.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Metam o arco-íris no rabinho...

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Se há coisa que aprecio nos autarcas da minha terra é o facto de não irem em modas. Em iniciativas parvas, nomeadamente. Como aquelas que o politicamente correcto dita como quase obrigatórias quando se quer ficar bem na fotografia. Pelo menos nas fotografias que as gajas das causas e demais alienados acham que devem ser vistas. Provavelmente noutra cidade esta fantástica muralha estaria iluminada, por estas noites, com as cores do arco-íris. Uma parvoíce agora muito em voga. Mas, felizmente, não está. Assim está muito mais bonita. E, embora tardiamente, se quiserem homenagear alguém ou alguma coisa iluminem-na de verde. Sempre é uma cena mais normal.

sábado, 3 de julho de 2021

Orientem-se, mas é...

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O problema não é a proliferação de malucos. Doidos absolutamente varridos, gente que não “junta o gado todo” e “apanhados do clima” com pancas diversas sempre existiram. Só que ninguém lhes ligava. Ou, como me ensinaram desde pequeno, dava-se-lhes o “desconto”. Hoje não é assim. Pelo contrário. Até parece que a condição de “aleijadinho das ideias” é quase obrigatória para ser ouvido, lido e tido em consideração. O mundo rendeu-se aos loucos. De tal maneira que as suas loucuras são as novas verdades e quem se atrever a questioná-las está feito ao bife.


O policiamento da linguagem é uma das missões que essa gentinha acha estar-lhe destinada. Todos têm de falar ou escrever de acordo com o que dita a sua maluqueira ou sofrerão as consequências. A vitima, desta vez – ironia das ironias – foi o “Público”. Imagine-se que teve o topete de titular uma noticia com a previsão que vamos ter “um Verão negro”. Expressão que, como não podia deixar de ser, fez disparar os alarmes no manicómio. A coisa, reconheço, até teria a sua piada. As reacções, cada uma mais exacerbada do que a anterior, seriam de rir até às lágrimas não fossem estar, cada vez mais, a fazer escola e a condicionar o que se escreve. Por mim, quero que eles vão ter um menino de olhos azuis. Vou mas é comer qualquer coisinha, que a fome é negra e hoje já trabalhei que nem um mouro.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

25 horas de serviço

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Desconheço o que se vende nesta superfície comercial. Acho, mas não tenho a certeza nem isso interessa muito, que se trata de um rede de lojas de vending, ou lá o que é. Do que não tenho grandes dúvidas é que, assim à primeira vista, parece publicidade enganosa. Ou não. Se calhar é apenas um nome bem esgalhado. Faz-me, de certa maneira, lembrar aqueles funcionários autárquicos que, alegadamente, trabalham vinte e cinco horas – ou até mais – num só dia. Há quem garanta, mas eu duvido, que acontece muito lá para o norte. Invejas.

domingo, 27 de junho de 2021

Valores europeus...tá bem, tá!

Acho graça a essa histeria toda que por aí anda em relação à Hungria. Bom, por aí anda é como quem diz. O comum dos mortais está-se borrifando para futilidades dessas e, quando muito, terá ouvido falar da azia provocada a alguma malta da política, da comunicação social ou dos grupelhos minoritários que dominam a opinião publicada por o governo húngaro ter colocado algumas restrições à divulgação de cenas relacionadas com a homossexualidade. Os políticos é que resolveram fazer disso uma questão de Estado. O que não admira. Enquanto o barulho andar à volta de questiúnculas sem importância nenhuma, eles vão passando entre os pingos da chuva.


Por cá, o Costa primeiro-ministro ficou tão chateado que – provavelmente só para aborrecer, pois não consta que o gajo abafe a palhinha – até terá colocado o emblema daquela rapaziada na lapela. De caminho falou também de valores europeus, na necessidade de todos os respeitarem e, pasme-se, até sugeriu que quem não os respeite que saia da União Europeia. O homem tem razão. Embora não se me conste que levar no cú seja um valor europeu, parece-me que respeitar quem arrecada a costeleta já o será. Há, no entanto, duas coisinhas que me deixam desconfiado quanto à honestidade intelectual da criatura e com sérias reservas quanto a integridade das suas convicções relativamente a essa coisa dos valores europeus. O cada vez maior desrespeito dos valores judaico-cristãos da Europa parece nada o incomodar e nem a aversão de BE e PCP aos tais valores europeus o coibiu de com eles fazer um pacto de governo. Devemos levar a sério um figurão destes? A piada faz-se sozinha quando se fala deste gajo...

domingo, 20 de junho de 2021

Ai o desrespeitador sou eu?!

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Os censores sempre foram estúpidos. Eram-no no tempo do Estado novo e continuam a sê-lo agora. Se calhar sempre o serão. Seja o censura feita por um organismo público ou por uma entidade privada subserviente ao poder politico. Sim, que isso embora a ninguém incomode muito também foi objecto de privatização. As redes sociais, por exemplo, pagam a uns rapazolas para monitorizar o que por lá se publica. Estes pobres coitados, provavelmente a troco de um ordenado miserável e um empregozito precário, vão censurando o que lhes parece ou, tal como os de antigamente, o que não percebem. Pelo sim, pelo não.


Os utilizadores do Facebook sabem a que me refiro. Tudo o que não seja futilidade ou o elogio dos “valores” politicamente correctos viola os “padrões da comunidade”. Uns padrõezinhos muito elevados, pelos vistos. Tanto que nem os próprios censores os entendem. Ou, então, são ainda mais burros do que aquilo que já se adivinha num censor. Deu-lhes, imagine-se, para me mandarem uma advertência. Dizem, os alarves, que este meu “comentário” viola os tais padrões. Fica o link no final do texto para quem tiver paciência aferir da gravidade da violação e tirar as suas conclusões. Eu tirei as minhas. Houve quem se revisse na publicação e fez queixinha. Cada um sabe onde lhe dói…   


https://kruzeskanhoto.blogs.sapo.pt/chapeus-ha-muitos-1520428

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Parvoíce profunda

Pior do que um lisboeta armado ao pingarelho, a achar que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, só um alentejano armado em lisboeta armado ao pingarelho a comungar da opinião do citado alfacinha. O que não falta é gente dessa. Daquela a quem basta atravessar o Tejo para desatar a depreciar tudo o que deixou para trás. Enfurece-me, isso. Um dia destes, por um acaso daqueles que apenas o zapping proporciona, deparei-me com um apresentador de televisão alentejano  a situar a sua aldeia no Alentejo profundo. Outro conceito que, para além de não perceber, me deixa para lá de possesso. O homem, sem ofensa, é parvo. A localidade em causa, Vila Boim, fica colada à EN4, um dos principais acessos à fronteira, tem a A6 quase à porta, fica a uma dúzia de quilómetros de Elvas e a cerca de vinte de Badajoz. Uma cidade com mais de cento e cinquenta mil habitantes, o que a tornaria uma das principais cidades do país se ficasse deste lado da raia. Mas isso tudo saberá a criatura. Daí que chamar “Alentejo profundo” à região onde cresceu só pode ser parvoíce ou estupidez. Ou, o mais certo, ambas. E daquelas bem profundas.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Terá sido a curiosidade que matou o gato?

 


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Desconheço as circunstâncias em que o infeliz bichano terá ido parar ao contentor do lixo. Por iniciativa própria não foi, certamente. Mas, seja lá o que for que tenha provocado o seu falecimento, o lugar do cadáver não é ali. Poderá argumentar-se que, por cá, ainda não existe uma funerária para animais e, por consequência, não é possível realizar as cerimónias fúnebres mais adequadas. Tão-pouco há um cemitério para animais de companhia, onde os seus restos mortais possam descansar em paz e possibilite aos donos prestar-lhes uma última homenagem. Uma lacuna imperdoável, como é óbvio. Mais uma, entre as muitas de que nos podemos queixar. É o que dá, por um lado, a falta de empreendedores dinâmicos que explorem um nicho de mercado cada vez mais rentável e, por outro, a ausência de representatividade autárquica do PAN ou de outros amiguinhos da bicharada. Há que captar investimentos também para isto, pá!

terça-feira, 15 de junho de 2021

Gente a precisar de tutela

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Aborrece-me, esta gente dos cães. Nem todos, convém ser justo, mas uma imensa maioria não tem respeito nenhum pelos demais e é estúpida na quinta casa. Como o dono do canito que largou esta monumental cagadela à minha porta. Que o bicho tenha de arrear o calhau onde lhe dê a real vontade, até percebo. Coitado, não há-de estar para ali a aguentar a torcida que isso ainda é coisa para lhe fazer mal. A besta do tutor – agora diz-se tutor, vejam bem a idiotice – é que o tutela muito mal. A bem dizer, ele é que precisa de ser tutelado. Com duas lamparinas pelas trombas, para começo de conversa. Umas taxinhas sobre a canzoada também era uma cena que, digo eu, era capaz de não ir nada mal...mas isso já é pedir demasiado. A malta que tutela os tutores só quer é que não os aborreçam. Afinal não são eleitos para ter chatices.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

A bazuca, os estilhaços e os atiradores do costume...

Diz que essa cena da bazuca, como o Costa insiste em chamar à ajuda europeia para amenizar os efeitos da crise provocada pela Covid, está mais ou menos orientada lá para Bruxelas. Serão, ao que parece, catorze mil milhões de euros. Gente a afiar o faqueiro, ou seja a colocar-se a jeito para pôr as mãos na massa, é coisa que não falta. Tanta que até já sentiram a necessidade de criar uma comissão de acompanhamento, ou lá o que é, para ver se aquilo, como habitualmente acontece nestas circunstâncias, não descamba. Mas não adianta. Quem já está habituado a afiambrar-se a estes dinheiros vai continuar a fazê-lo. Portanto, assim como assim, mais valia distribuir o guito pelos dez milhões de residentes no país. Dava mil e quatrocentos euros a cada um. Mais euro, menos euro. Desconheço em absoluto qual seria o impacto na economia desta distribuição de dinheiro. Mas, desconfio, pior não seria. Olhando para os antecedentes, não me parece que os sessenta por cento que cabem ao Estado ou os quarenta que vão para a iniciativa privada sejam melhor empregues. O único senão é que, como diria a minha avó, para ficarmos todos mal mais vale ficarem só uns bem. Os do costume, no caso.

sábado, 12 de junho de 2021

Mentiras novas, precisam-se...

Gosto de ler os programas eleitorais dos diversos partidos, movimentos e forças políticas diversas que se candidatam ao Município e Freguesia da minha residência. Não é que aquilo tenha grande piada. A imaginação não abunda e é, quase sempre, uma cópia manhosa de coisas que já se fazem noutras terras. O que até nem admira. Se olharmos para as propostas que os cidadãos deixam nas caixas de comentários das redes sociais onde estas cenas se discutem as ideias não são melhores e tresandam a déjà vu.  Mesmo as mais arrojadas, como aquela extravagância - chamemos-lhe assim - do investimento chinês, têm o fim que se conhece. Mas que, curiosamente, toda a gente já esqueceu.


Leio, também, com especial atenção as listas de candidatos aos diversos cargos autárquicos. Não que me importe muito com quem vai dirigir os destinos daquilo. Que isto sabem todos o mesmo. É mais para saber quem é que vão ser os novos funcionários.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Agricultura da crise

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A agricultura da crise precisa de água. Muita água. E tempo. Tempo que tem sido retirado ao Kruzes, nomeadamente. Digamos que estou a meter água noutro lado...

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Dados? Ou então não...

A entrega dos dados pessoais dos manifestantes anti-Putin à Rússia não terá sido um lapso. Lapso teria sido enganarem-se no código postal, ou isso. Aquilo foi outra coisa. Inquietante, por sinal. Mas muito mais inquietante do que dar, à respectiva embaixada, o nome e a morada de uns fulanos que não nutrem grande apreço por um ditador que costuma mandar limpar o sebo aos opositores – até porque deve ser facílimo os serviços secretos obterem esses dados – é a tolerância evidenciada por muitíssima gente perante este acto delatório, alegadamente, dos comissários políticos do PS. Isto partindo do principio que um presidente de câmara escolhe os membros do seu gabinete de entre a vassalagem partidária.


É intrigante, pelo menos para mim que não percebo nada disto, que havendo tanta e tanta gente preocupada com o “avanço da extrema-direita” e com as ameaças à democracia daí decorrentes, manifeste uma estranha benevolência para com o ditador russo. Um gajo que estará ligado a diversos movimentos extremistas europeus, a ditadores e a gente muito pouco recomendável da ala mais à direita da política europeia. Por que raio essa malta, que se indigna tanto com o Ventura – um mero aprendiz de feiticeiro, afinal – tolera indivíduos como o Putin? Há aqui uma cena qualquer que me está a escapar...

domingo, 6 de junho de 2021

São indignos, sim.

Não sou grande admirador do actual sumo pontífice. Gosto, no entanto, da sua faceta de desbocado. Como agora que, sem grandes rodeios, não esteve com mais aquelas e disse o que qualquer pessoa normal pensa mas tem medo de o afirmar em voz alta não vá ser considerada racista ou lhe seja feita outra qualquer acusação da moda. De facto quem não trabalha não é digno. E não vale a pena, como já li nuns quantos comentários a estas declarações, vir falar de reformados, doentes e afins. O homem referiu-se aos que têm como projecto de vida viver sem trabalhar e, por consequência, subsistir à custa dos que trabalham. Que isto, como muito bem diz o Bloco de Esquerda num cartaz que por aí circula, o dinheiro não cai do céu.


Por cá há muito disso. Gente que não é digna. Ou, então, existem demasiados padeiros. Trabalham de noite e têm o dia todo para estar na esplanada, com o rego do cú à mostra, a evidenciar indignidade.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Entregues à bicharada

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As novas gerações de urbano-depressivos, na sua imensa ignorância, pensam que os animais são como eles em pequeninos os viam nos desenhos animados. Só que não é assim. Na vida real eles não falam, não são fofinhos, em grande quantidade constituem uma praga e muitos têm de morrer para que outros continuem a viver.


Depois há também aquela ideia peregrina que o homem – o branco, nomeadamente – invade os habitats da bicharada e que esta, coitada, está em vias de extinção. Por mim, que vivi quase metade da minha vida no campo, não concordo nada. Pelo contrário. O abandono de imensas áreas rurais, hoje completamente despovoadas, deixou todo esse espaço entregue a espécies que antes eram muito mais controladas. Nunca, até há poucos anos, tinha visto ao vivo uma raposa ou um javali. Agora há bicheza dessa que até aborrece. Inclusivamente às portas das zonas urbanas. Com todas as chatices daí decorrentes mas que, obviamente, nada afectam os bichinhos do betão.


O mesmo com a passarada. Agora fazem ninho nas árvores do meu quintal, onde quase lhes chego com as mãos. Coisa impensável lá no monte. Mas, ao que parece, tenho de permitir que me comam as alfaces e as cerejas. Nada que importe aos idiotas que determinaram que não se podem montar armadilhas para caçar animais selvagens. Depois, quando não houver comidinha nos supermercados, queixem-se que têm larica. Ah, espera, nas estufas não entra bicharada. O pior é que essa malta que nem sabe de onde vem a comida, também não gosta de estufas...

domingo, 30 de maio de 2021

É cultura, estúpidos!

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A noticia, contrariamente ao que qualquer pessoa normal possa pensar, não foi publicada na página criminal de nenhum jornal. Nem, sequer, naquela outra que os periódicos reservam para as excentricidades e piadolas diversas. Consta, sim, do suplemento cultural de um diário alegadamente de referência. Má, na minha irrelevante opinião, mas nem por isso menos referência. Trata-se da venda em leilão de uma escultura imaterial. Ou seja, que não existe. Noutros tempos estaríamos perante uma burla. Agora é arte. E da boa, a julgar pelo preço.


Não sei por que raio anda a GNR a visitar os velhotes que vivem isolados e a alerta-los constantemente para os cuidados a ter com os burlões que se fazem passar por isto e por aquilo. Tempo perdido, está bem de ver. Um dia destes ainda depara com um velhinho que entregou as poupanças de toda a vida a um artista que lhe vendeu um quadro imaterial. Uma obra prima da pintura burlesca, quiçá. Depois sempre quero ver, com um argumento cultural desta índole, quem é o desprezível inculto que se atreve a condenar a actividade de burlar em geral.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Extermine-se a extrema-direita!

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A esquerda é boa, a direita é má e a extrema-direita do piorio. É o que garantem as pessoas inteligentes e quem se posiciona mais à canhota do espectro politico. Passe o pleonasmo. Mas até eu, que não sou nem uma coisa nem outra, concordo com a ideia. Basta-me olhar o recibo do vencimento para perceber quanto o lado esquerdo é bonzinho e a parte direita má. Nomeadamente a situada mais à extrema, que é péssima. Por mim era de exterminar esse lado, o direito. Rouba-nos aquilo que a esquerda se esforça por dar. E, patifes, quanto mais a canhota dá, mais a extrema-direita saca.


Tudo isto para dizer que sim senhor. O problema do país é mesmo a extrema-direita, como apenas os tolinhos não percebem. Mirem os vossos recibos e rapidamente vão entender quanta patifaria vai por ali. Pela direita. Do recibo.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Bestas ao quadrado

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Não sei qual é a raça do animal que fez esta dupla javardice. Algum que anda com o lombo demasiado folgado, certamente. Se tivesse que dar aos cascos para ganhar a ração não teria tempo nem vontade para escoicear ou arrear o calhau na via pública, sujando e destruindo o que é de todos. Amanhã alguém vai limpar a merda e consertar os estragos, que é para isso que lhes pagamos terão alguns a lata de dizer. Enquanto isso a alimária que partiu o banco e cagou no chão continuará espojada por aí.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Já marchava...

Por mais estranho que possa parecer a qualquer pessoa decente, o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda foram, pela mão do actual Partido Socialista, transformados em partidos de governo. Ou, pelo menos, de poder. Não surpreende, por isso, que a “indigitação” de Mariana Mortágua como futura ministra das finanças não tenha suscitado uma espécie de risota geral. Pelo contrário. Afigura-se a quase todos como uma inevitabilidade. Ou uma fatalidade, do meu ponto de vista. Mas isso, Já garantia a minha avó, cada um faz a cama onde se deita e, acrescento eu, cada qual escolhe a maneira que quiser para se suicidar e se os portugueses acham que ter a esquerda no poder é a melhor forma de o fazerem, então força nisso.


Neste contexto estava à espera que, tratando-se de um partido com responsabilidade na governação, o congresso do BE debatesse os principais problemas que nos afectam. Assim tipo, sei lá, a fraca produtividade e os baixos salários, a dívida que não pára de subir, as pensões de reformas que são contínua e sistematicamente cortadas às novas gerações ou a elevadíssima carga fiscal. Mas não. O discurso de Catarina Martins resumiu-se a “direita…direita…extrema-direita…direita…esquerda…direita…extrema-direita…esquerda…”.E é nisto que um pequeno número, ainda assim significativo, de portugueses acredita! Por mim vai de carrinho. Ou, como diz o outro, já marchava.

sábado, 22 de maio de 2021

O direito a discordar

Parece-me absolutamente normal, diria até salutar, que acerca do mesmo assunto existam pontos de vista diferentes. Não temos todos de pensar da mesma maneira e, acho eu, ninguém têm o direito de estereotipar os outros apenas por discordarem da sua opinião. Mas, infelizmente, é o que mais se vê. Parece mesmo que é proibido pensar diferente daquilo que é o pensamento politicamente correcto ou que nos é impingido pelos média.


Isto a propósito, desta vez, pelo estranho unanimismo que por aí vai relativamente ao conflito israelo-palestiniano ou à chamada crise dos migrantes. Por mim, ao contrário de quase toda a gente, na briga entre judeus e mouros estou do lado dos primeiros. Por muitas razões. Uma delas é que nem mesmo os que apoiam os palestinianos apreciariam ser governados pelo Hamas ou por qualquer outro governo de "mofamas". Embora alguns, se calhar, até merecessem passar por essa experiência.


Também naquilo a que chamam crise dos migrantes não tenho nenhuma dúvida em escolher um lado. Por mais que lamente as provações que levam essa gente a arriscar a pele para chegar à Europa, preocupam-me muito mais os que ficam sem emprego, sem os negócios e com as vidas viradas do avesso nas terras que são invadidas por essas hordas de migrantes. Como, por exemplo, acontece na Turquia e nas zonas costeiras do sul da Grécia, Espanha, França e Itália. Mas desses ninguém fala nem manifesta qualquer sinal de preocupação. E isso sim, é que é preocupante. Já dizia a minha avó que quem não é para os seus...

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Branquinho é...se trolha o diz!

Tenho para mim que os jornalistas são os principais responsáveis por esta deriva linguística que nos coloca a todos a falar de maneira esquisita. Daí que não lamente quando um deles – embora o coitado até possa não ter culpa nenhuma – é vítima desta ditadura do politicamente correcto que a classe ajudou a implementar. Como, se calhar, é o caso do profissional da Lusa que se atreveu a mencionar, numa nota para uso próprio que por acaso vazou para o público, a cor da pele de uma deputada. Para a próxima ele que faça como os trolhas de uma obra aqui perto. Apenas um deles é negro. Mas ninguém lhe chama preto. Levam o dia a chamá-lo por branquinho. “Ó branquinho olha a massa”, “ó branquinho chega aí uns tijolos” ou “branquinho pá, deixa lá as miúdas”. Vá, chamem-lhes parvos. Ou racistas, se puderem.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

A culpa é das abelhas...

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Ah, pronto, então é isso. Fico mais descansado. Eu para aqui a pensar em inúmeros outros motivos e, afinal, é por uma boa causa. Tão boa que, desconfio, nem a maior parte dos gajos que decidem sobre estas coisas pensou nela como desculpa para não cortar as ervas que invadem os espaços públicos. Mas ainda bem que as preocupações ambientais chegaram a este ponto. Ou idiotice, se preferirem. Está encontrada uma boa razão para os proprietários de terrenos não gastarem uma pequena fortuna a limpá-los. Sim, que as abelhas podem ser espertas, mas tenho sérias dúvidas que consigam distinguir ervas públicas de ervas privadas. Isso, desconfio, só estará ao alcance de um génio como o ministro da administração interna. Ou não se chamasse ele Cabrita…

terça-feira, 18 de maio de 2021

Lugares estranhos

Andam a acontecer umas cenas estranhas. Por todo o lado. No mundo, no país e, até, na minha cidade. Lá para o médio oriente israelitas e palestinianos andam, como quase sempre, às turras. Uma escaramuça esquisita, aquela. Desta vez – a primeira desde que aquela malta guerreia – a culpa não é dos americanos. Mesmo os prédios que são mandados abaixo já não explodem. Agora caem que nem um baralho de cartas, numa espécie de implosão perfeita que quase dá gosto ver.


No país, para além do Sporting ser campeão – coisa que já seria suficientemente estranha – o PS tirou o socialismo da gaveta, foi aprovada a reintrodução da censura sem que ninguém se importasse com isso, os gaiatos das escolas secundárias vestem saia em nome da igualdade, da inclusão ou de outra idiotice qualquer e titulares de cargos políticos – que tínhamos como pessoas relativamente normais – hasteiam bandeiras associadas a organizações e tendências manhosas que deviam ser mantidas longe da organização politica e social do Estado.


Na minha cidade - terra onde nunca se passa nada - vão dar casinhas de borla. Uma coisa nunca vista ou, sequer, possível até há pouco tempo atrás. Espantosa é também a tolerância a esta afronta a quem paga a casa ao banco e/ou suporta essa aberração chamada IMI. Mas no âmbito das esquisitices não ficamos por aqui. Nas próximas eleições teremos candidatos até mais não e, ando cá desconfiado, quando formos votar estaremos a escolher entre ainda mais do que aqueles que aparecem no boletim de voto.


Perante tudo isto um casal de maltrapilhos estacionar um Audi - modelo recente e daqueles mesmo bons - junto a um contentor e desatar a remexer o lixo, transferindo uns quantos itens para a bagageira do dito bólide, até me parece uma coisa absolutamente normal. E, se calhar, é.

sábado, 15 de maio de 2021

Será que guarda o graveto no cofre da mamã?

De acordo com a primeira página de um jornal publicado hoje, o actual primeiro ministro não terá conta bancária. Ora aí está um cidadão precavido. Não quer nada com essa malta da banca que nos leva couro e cabelo – no meu caso será mais couro – só por nos guardar o dinheiro. Se for pouco, pois caso seja muito guardam-no de borla. O que, parece-me, entra em rota de colisão com aquilo que nos estão sempre a impingir. Aquela lenga-lenga de que nos estão a prestar um serviço. Então, se assim é, devem ser as únicas empresas em que o preço do serviço é tanto maior quanto menor for a quantidade do serviço prestado. Sim, porque a mim ninguém me convence que dá muito mais trabalho guardar mil euros do que um milhão.


Mas voltando ao presidente do conselho – não sei se é assim que se chama, mas isto está cada vez mais parecido com o tempo em que assim se chamava – o homem lá terá os seus motivos para não ter conta bancária. Sejam eles quais forem, não me interessam. Só gostava de saber como faz para receber o ordenado, usar a via verde e outras cenas que fazem parte do dia a dia. Estou interessado em adoptar esse modo de vida. É que estou farto de contribuir para a solidez do banco onde sou cliente.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Inimputabilidades

Enquanto adepto de futebol e fervoroso benfiquista percebo perfeitamente todas as emoções daqueles que se acabaram de sagrar campeões após quase duas décadas de jejum. Muitos nunca antes tinham visto o seu clube ganhar o campeonato. Outros já nem se lembravam e a esmagadora maioria, mesmo entre os de idade mais avançada, apenas ocasionalmente teve oportunidade de celebrar uma conquista desta grandeza.


É por isso que não os culpo pelos ajuntamentos. Nem, se as houver, pelas consequências. Há, apenas, uma ou outra coisinha que me está cá a irritar. Ainda que apenas ligeiramente e nem todas, diga-se, ao mesmo nível. A primeira é aquela lengalenga do “se fosse com outros era a mesma coisa”. Nunca saberemos. Mas, o ano passado, também houve quem festejasse a vitória no campeonato e não se viu nada disto. É verdade que é malta habituada a ganhar, mas mesmo assim... Depois aquela história de, como sempre, o Cabrita nunca ter culpa de nada. É inimputável, o homem. Culpa-se a policia e fica o assunto arrumado. A ele é que ninguém o arruma.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

"Sempre juntos" ? Bom... depende!

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Sempre juntos, o tanas. Juntos em quê? Juntos com quem? Sempre juntos é, obviamente, uma expressão que não significa nada, não quer dizer porra nenhuma e quem a promove sabe muito bem que não quer estar assim tão junto de tudo e todos. De  alguns desejará mesmo manter uma razoável distância. Quererá, acredito, estar junto de alguém ou de alguma coisa. Mas isso também eu. Pode é não ser o mesmo alguém ou a mesma coisa. Seguramente não será. É por estas e por outras que vou queimar o cachecol.