quinta-feira, 13 de julho de 2017

Não espetem o chapéu de sol aí...isso é o meu pé!

Estão a ver aquela cena - mito urbano, quase - de, chegada a época estival, não haver nos lusos areais, nomeadamente naqueles mais a sul, lugar para estender nem mais uma toalha? Não acreditem. É uma refinadissima peta. Lugar para esticar seja o que for é o que mais há. Excepto nos primeiros dez metros de areia seguintes á linha de rebentação das ondas. Que é onde o pagode se gosta de instalar. Todos muito juntinhos uns aos outros. Deve ser para se sentirem mais aconchegados. Nos restantes cinquenta metros de areia o que não falta é espaço. Mas, por alguma razão que me escapa, ninguém quer ir para lá. Nem a familia numerosa que acaba de chegar e se está a esforçar por espetar uma das suas sombrinhas no meu pé.


 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Chama-se rasgar contratos ou lá o que é...

Tempos houve em que um aperto de mão chegava para concretizar um negócio, um contrato ou simples acordo. Que, salvo uma ou outra excepção que apenas servia para confirmar a regra, os intervenientes se esforçavam por cumprir religiosamente. Hoje já não é bem assim. E, para exemplificar, nem preciso citar certos figurões alegadamente famosos. Seja na rua deles ou no circo da politica, futebol, cultura ou outras artes. Chegam as decisões da justiça. Como aquela que deu razão a uma criatura que, mesmo tendo assinado de livre e espontanea vontade um contrato de arrendamento onde constava a ecpressa proibição de ter animais no apartamento, resolveu co-habitar com um cão na casa arrendada. Diz que, com o bicho lá, a senhora fica muito mais feliz. Dependendo do tamanho do canito até sou capaz de acreditar.


Espero que a decisão faça jurisprudência. Acabo de ver uma casinha á beira-mar, com piscina e outros pequenos luxos a que me julgo com direito. O dono, que aparenta estar falido, está disposto a fazer já a escritura facilitando o pagamento em três ou quatro tranches. Pago a primeira e quando chegar a vez das outras bem pode o outro recorrer aos tribunais para resolver o contrato. Argumento que fico muito infeliz se ficar sem a "barreca" que, de certeza, ninguém ma tira. E, pelo sim pelo não, arranjo um cão.


 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Querem-nos pôr a viver como os bichos...

Um contrato é um acordo celebrado entre duas ou mais partes que, livremente, acordam entre si as condições do mesmo. É assim desde que a civilização existe. Mas vai deixar de ser. Pelo menos por cá. Se uma lei que está para ser aprovada no parlamento for por diante, nos contratos de arrendamento não pode constar nenhuma cláusula que impeça os iquilinos de meter animais nos imóveis que arrendarem. Nem, sequer, tal condição pode ser inscrita nos anúncios. Ou seja. Se eu tiver um prédio, pago com o meu dinheiro e que o Estado reconhece como sendo legitima e legalmente como meu, ainda assim, não o posso arrendar nas condições que eu - recordo, proprietário - quiser. Na opinião dos individuos que se reunem na assembleia da republica apenas sou dono para pagar o IMI.


O lobi da bicharada é, hoje, muito forte. Não me admira que, mais dia menos dia, imponham igual tonteria a hotéis e demais arrendamento turistico. O mais provável é que o façam, pois sabe-se quanto a esquerda detesta tudo o que, para além do Estado, dá dinheiro a ganhar. Urge, por isso, fazer qualquer coisa que prejudique o imobiliário. É que, por mais que alguns iluminados pensem o contrário, a esmagadora maioria das pessoas não aprecia viver como os bichos.

domingo, 9 de julho de 2017

Opções. Não sei se conhecem o conceito.

Com que então a culpa do roubo de material de guerra do quartel de Tancos foi das politicas de direita e daqueles cortes cegos em tudo o que é serviço do Estado... Pois, deve ser isso mesmo ó camaradas. Por causa das restrições orçamentais impostas por esses patifes, as chefias miltares não dispoem de magalas em número suficiente para fazer rondas e, de maneira geral, proteger os bens á sua guarda da cobiça dos amigos do alheio. Compreendo. E tambėm percebo muito bem que seria uma maçada terem de fechar o bar, a messe ou deixar os generais a pé. Quiçá, até, mais perigoso. Imagine-se que roubavam as minis, o úisque ou que o general chegava atrasado para o jantar.


 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Intolerável a tua prima, pá!

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Segundo um relatório qualquer, produzido por um obscuro deputado do PSD no parlamento europeu, não é tolerável que em Espanha e Portugal existam casas vazias a dar com um pau enquanto na Alemanha há invasores, migrantes, refugiados a dormir nas ruas. Confesso que não percebo onde é que a criatura pretende chegar ao criar esta aparente relação entre os dois factos. Ao que se sabe aquele pessoal não quer vir para cá. O ordenado de refugiado é baixo, por um lado, e por outro ninguém ocupa as periferias de um território se puder, na maior das calmas, conquistar logo os centros de decisão.


Depois há aquilo da propriedade. Coisa de somenos, ao que parece. Lá por existirem casas vazias na península ibérica não quer dizer que não tenham dono. Que, no seu legitimo direito, podem não as querer alugar a qualquer um. A não ser que o senhor esteja a pensar nacionalizar os prédios devolutos e deslocalizar aquela gente pela força. Ideia que, a bem dizer, não me admira que ocorra aos novos “Miguéis de Vasconcelos” que pululam por essa Europa fora. Que isto quando o dinheiro fala a ideologia cala-se. E sabe-se como esta invasão organizada coisa dos alegados refugiados movimenta muito graveto. A mim, o que me parece mesmo intolerável é que os alemães tenham os bolsos cheios e os portugueses os tenham vazios.



quinta-feira, 6 de julho de 2017

"Cóltura". Muita "cóltura".

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(Foto publicada na internet por: Municipio de Estremoz) 


 


Acho muito bem isso do Museu Berardo em Estremoz. Precisamos de coisas. De todo o género. Nomeadamente daquelas que tragam gente à cidade. Por mim, mesmo não apreciando por aí além essas cenas da cultura, sou gajo para ir lá dar uma vista de olhos a uma ou outra exposição. Especialmente quando os itens expostos forem assim mais ou menos como aqueles, da colecção do cavalheiro, que estão no Centro Cultural de Belém. Visitar aquilo faz-me sentir bem. Saio sempre de lá convencido que arte daquela também eu fazia. Mas bem feita.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Multiculturalismo sueco

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Diz que na Suécia a edição deste ano de um dos maiores festivais de música vai apenas contar com público feminino. Os homens não entram. Parece, segundo a organização, que é para aprenderem a comportar-se. Isto depois de no ano passado o dito festival ter sido cancelado e de, sempre que se verificam ajuntamentos desta natureza, as coisas darem para o torto.


Não sei o que pensam disto os malucos dos direitos humanos, os doidinhos do politicamente correcto ou aqueles idiotas para quem a culpa é sempre – seja qual for a questiúncula – do ocidente, do capitalismo, dos States, da ganância pelo petróleo e, em suma, do homem branco. Inquestionável é que situações desta natureza, visando preservar a segurança das mulheres, estão a suceder-se ao mesmo ritmo que o número de invasores aumenta na Europa. Embora, de certeza, não falte quem garanta que uma coisa nada tem a ver com a outra. Nem, de forma séria, se possa relacionar os indivíduos que estão a invadir o norte e centro do velho continente com o crescente número de violações e outros abusos praticados sobre mulheres. Sabe-se, aliás, que essa malta não é dada a essas práticas. Nunca acontece. Desconfio até que, neste caso do festival só para gajas, a ideia será evitar que uns quantos indivíduos altos e louros vão para lá tentar saltar para a cueca às jovens suecas.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Pão com coisas

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Não sei o que é que esta malta das panificadoras anda a meter no pão. Posso, apenas, especular. Mas pelo aspecto, de certeza, coisa boa não é. Provavelmente nem adiantará de muito indagar o padeiro acerca da natureza dos ingredientes usados lá na fábrica. Até porque, às tantas, o melhor é nem saber o que eles fazem com aquilo que comemos.

domingo, 2 de julho de 2017

Vêm aí mais promessas rançosas

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(imagem obtida na internet)


Estão aí, não tarda, mais umas eleições autárquicas. Tal como as anteriores – desde 2005, que foi quando este blogue apareceu – vão ter neste espaço toda a atenção que merecem. Pouca, portanto. E, mesmo essa, já será muita. A conversa dos candidatos – de lés a lés - vai ser a de sempre. Aborrecida, inconsequente e geralmente parva. Já dá ranço, como diria a minha avó. Esqueçam lá isso de “construir um futuro melhor para todos”. Poupem-nos a palermices como “investir na atractividade e reforçar a imagem do concelho”. Também toda a gente sabe que gostam muito da “regeneração urbana, eficiência energética, energias renováveis, modernização tecnológica, ambiente” e de outros conceitos modernaços. Sabemos igualmente que querem muito “melhorar o acesso à saúde e reforçar a coesão e a justiça social”. Não se cansem. Prometam mas é o empregozinho lá nas vossas câmaras ao bom do eleitor e vão ver que ganham isso com uma perna às costas. Ah, espera, isso já fazem. Embora não conste do programa. Mas podia passar a constar. Em nome da transparência, ou lá o que é. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

No passa nada

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Uma quantidade bastante simpática de armamento levou sumiço de um quartel. Nada de novo. Já aconteceu noutras ocasiões. Nem, pelos vistos, é coisa que constitua motivo para preocupação de maior. Só falta aparecer aí um marmanjo qualquer, como da outra vez, a garantir que as armas estão em boas mãos. E ainda há quem insista em afiançar que a história não se repete...  


 


Diz o Jornal de Noticias de hoje que metade dos portugueses toleram a existência de corrupção autárquica. Fico, confesso, basbaque perante tão surpreendente revelação. De queixo caído, como dizemos por cá. Achava eu, na minha santa ignorância, que essa taxa de tolerância rondaria para aí os noventa e cinco por cento. Ou mesmo mais. A ser verdade, este número apenas vem revelar que a outra metade dos tugas são uns ingratos. Não valorizam o esforço hercúleo que os autarcas desenvolvem em prol da criação de emprego, da dinamização da economia e da simplificação de procedimentos ao nível da decisão. Uma falta de reconhecimento perante tanta eficiência, é o que é… 


 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Os indignados da Internet têm fraca memória...

Como muito bem dizia um conhecido socialista, há muita falta de memória na politica e nos políticos. E o pagode em geral, acrescento eu, padece do mesmo mal. Vejam duas, apenas duas para não aborrecer, das mais recentes discussões suscitadas a propósito dos incêndios. Andou meia Internet a ofender a outra meia  porque uma dessas metades achava muito bem que o pessoal do rendimento mínimo ocupasse o tempo a limpar as matas. Que não, argumentava a metade intelectualmente superior e portanto supostamente de esquerda, pois isso seria uma espécie de escravatura. Tendo, por uma vez, a concordar com os últimos. Da mesma maneira que também achei uma parvoíce aquela ideia peregrina de alguém – cujo nome não vou aqui mencionar, mas que até é primeiro ministro – que sugeria colocar os refugiados que eventualmente acolhêssemos, a cuidar da floresta. Devo ter andado distraído mas, nessa altura, não dei pela indignaçãozinha que a ideia merecia...


Depois houve aquilo do suicídio que afinal não foi. Aqui d' el rei, que isto de andar a espalhar noticias falsas e, simultaneamente, mórbidas não é coisa que se faça. De facto não. Não se faz. Pena que, depois da tantas noticias boas, tenham vindo as más. Daí que não precisemos que inventem outras ainda piores. Como aquela da queda do avião, por exemplo. Que, se bem recordo, também não irritou ninguém.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Vão mas é tratar dos macaquinhos. Do sótão.

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Aborrecem-me os defensores dos animais. São parvos e, desconfio, padecem de algum problema ao nível do desenvolvimento intelectual. Não me refiro, obviamente, aos que dão o melhor de si e do seu tempo para salvar a bicharada abandonada. Esses, pelo menos na sua maioria, desenvolvem uma acção meritória merecedora de todos os encómios. A quem me apetece dar uns valentes tabefes são aqueles que estão sempre a mandar bitaites acerca de qualquer noticia que envolva animais. Seja sobre a caça à raposa, o excesso de javalis, as touradas ou os rastejantes que falecem por atropelamento quando atravessam as estradas.


Há duas ideias desta gente – ou mais, mas estas chegam para justificar o desprezo que nutro por eles – que me deixam fora de mim e com vontade de lhes torcer o pescoço. Como se faz aos pardais, para melhor exemplificar. A primeira é que para essa gente a vida de um bicho vale sempre mais do que a de uma pessoa. O que dispensa outros considerandos quanto à bondade daquelas alminhas e à lucidez que vai naquelas débeis cabecinhas. Depois é acharem que as pessoas do campo maltratam os animais e que as da cidade, fruto de uma superioridade qualquer, é que os tratam bem. Pois. Deve ser deve. Ter um cão, um gato ou um mini-porco – diz que é o que está agora na moda – fechado num apartamento é de certeza o que o faz feliz. Ao dono, talvez. Porque quanto ao pobre animal não concebo maior maltrato.




 

sábado, 24 de junho de 2017

A esquerda sofre de intolerância à livre opinião...

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A esquerda não tolera opiniões divergentes da sua. Isto nem é uma opinião. É um facto. Quem se atreve a divergir da verdade oficial está feito. Agora, a propósito dos últimos incêndios, voltámos a assistir a todo o ódio que é destilado relativamente a quem ousa sugerir que é capaz de existir, naquela tragédia toda, alguma responsabilidade politica do actual governo. E sublinho do actual. Se a atribuição da culpa for feita ao anterior até é uma coisa muito valorizável de referir. Mas, cuidado, se por descuido a culpa for também atribuída aos dois governos que precederam o anterior já é uma filhadaputice outra vez.


Nas redes sociais e nos jornais andam todos atirados às canelas do gajo que escreveu um artigo num jornal espanhol acerca da temática dos incêndios em Portugal. Uma vergonha, dizem. Querem, à viva força, saber quem é o tipo. Deve ser para lhe darem uma carga de porrada. Que é para ele aprender a não dizer mal de um governo de esquerda, o porco fascista.


E depois há aquilo da memória. Selectiva, no caso. Gostam de recordar que Assunção Cristas apelava, enquanto ministra, às boas graças de Nossa Senhora de Fátima. Algo condenável e motivo de gozo, para eles. Catarina Martins chama pela chuva no twitter. Mas isso, apesar de igualmente parvo, não merece reparo à malta da esquerdalha. Coerente esta gentinha.


 


 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Racismo, multiculturalismo e cenas parvas

Estas cenas da tolerância, da igualdade e outras que tais relacionais com o respeito pela diferença, estão a ficar esquisitas. Ou, pelo menos para mim, difíceis de entender. Cada vez mais. Mas hoje – todos os dias se aprende e nunca é tarde para aprender – fiquei a conhecer melhor alguns conceitos. Nomeadamente acerca de racismo e multiculturalismo. Diz que é mais ou menos assim. Quando, como aconteceu por estes dias no Canadá, uma mãe branca exige que o filho seja atendido por um médico branco isso é racismo. Quando na Europa as mulheres muçulmanas exigem ser atendidas por pessoal médico feminino isso é multiculturalismo. Estão a topar? Fácil, não é? Visto assim até parece óbvio. Nem sei como é que uma coisa tão fácil de entender ainda não me tinha ocorrido. É o que dá só ir ao médico quando estou doente...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Operação vinho chamuscado. Ou azeite esturrado, vá.

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Desde o fim de semana o país foi invadido por uma nova e estranha espécie. Aparenta ser inofensiva mas aborrece como o caraças. São os especialistas em incêndios. Estão em todo o lado. Menos onde são precisos, parece-me. Que era, desconfio, a combater o fogo.


A propósito de incêndios e especialistas em assuntos derivados da questão ocorreu-me, nem sei ao certo porquê, a possibilidade deste olival, repleto de pastos, dentro do perímetro urbano e colado a um bairro residencial pegar fogo. Seria uma chatice. Sem culpados, provavelmente. Já se em vez de oliveiras, fossem eucaliptos, não restariam dúvidas quanto aos responsáveis pela desgraça que se espera não aconteça...


Possibilidade de incêndio que, há uns anos, as autoridades competentes em matéria de fogaréus trataram de prevenir relativamente a uma propriedade da família situada no meio de nenhures. Um terreno de pequena dimensão, com algum pasto - ainda que bastante menos do que o da imagem, rodeado de vinhas por todos os lados e que motivou um diligente aviso das não menos diligentes autoridades no sentido de se proceder à limpeza do mesmo. Deviam ter medo que o vinho não saísse grande coisa. Pena que não tenham a mesma preocupação quanto ao azeite.

terça-feira, 20 de junho de 2017

E aos figos, quem os protege?!

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A produção deste ano promete. Pena a distância - que não permite uma colheita diária – e a passarada que não larga aquilo. Banqueteiam-se que nem uns alarves. Só a tiro. Ou à bomba, não sei. Sim, que isto à fisga não vai lá. Mas como não tenho nenhuma dessas armas fica apenas o meu lamento por não poder reduzir a população dos pássaros a, pelo menos, metade. E a ainda ficavam muitos. Depois andam por aí uns patetas urbano-depressivos a lamentarem-se por os portugueses comerem passarinhos fritos e de, ao contrário de outros países que eles acham mais civilizados, essa iguaria ainda não ter sido proibida por cá. Uns idiotas é o que eles são. Não entendem que na natureza existe uma coisa chamada equilíbrio e que, em relação a algumas espécies de aves, há muito que o ultrapassámos. A continuar assim, um dia destes figos só no supermercado e daqueles oriundos dos países onde essas pragas voadores são exterminadas sem contemplações.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Grande poeta é o povo

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Ó sol és a minha crença


nem que eu morra queimado


ainda assim não me compensa


do frio que tenho passado




O poeta popular que assim versejou, das duas uma, ou era um grande friorento ou um grandessíssimo pantomineiro. Talvez as duas. Que isto de apanhar quarenta graus à sombra e cinquenta ao sol é coisa para deixar qualquer um mais do que compensado pelos rigores do Inverno. Por piores que eles tenham sido. Por mim, não é para ser do contra mas já ia uma chuvinha. As nuvens é que não estão para isso.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Camarada, demagogo és tu. Quiçá até um populista, camarada!

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Sob o sugestivo titulo “basta de demagogia com a devolução do IRS pelos municípios” um comunista qualquer escreve, numa publicação igualmente comunista, um extenso rol de alarvidades acerca da da tributação sobre os rendimentos do trabalho, do qual recorto a parte que melhor define aquilo que o homem – e, presumo, o pcp – pensam relativamente à carga fiscal a que os trabalhadores estão sujeitos. Nem me alongo em comentários acerca das bacoradas que ali estão expressas. Já ouvi muitos argumentos acerca deste tema. Contra, alguns. Admito, também, que esta opção das autarquias será, maioritariamente, usada como bandeira eleitoral. Agora, como decorre da opinião do articulista, defender esta brutal carga fiscal e, pior, achar que os trabalhadores que ganham, por exemplo, setecentos euros – esses burgueses - não devem ter uma redução de impostos para as autarquias poderem continuar a financiar as actividades destinadas aos “pobrezinhos”, é coisa para dar vontade de rir. Ou de lhe dar um murro nos cornos.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Agência Europeia do Medicamento. Ou da Mezinha, vá...

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Vai para aí uma grande polémica por causa daquilo da sede da Agência Europeia do Medicamento. Todos a querem. Até eu. Aqui, na minha terra, é que ela ficava bem instalada. Nem sei por que raio os autarcas cá do sitio não apresentam também a candidatura da cidade. Era um bom destino a dar a alguns prédios que estão ao abandono. Por exemplo a antiga casa da câmara. Sempre era melhor do que um centro interpretativo não sei do quê que uns quantos alarves lá querem instalar. Outro seria o palacete do Bernardo – ou lá como se chama o tipo – que estará, alegadamente, à espera de fundos públicos para ser recuperado. Ao menos, assim, já que o público gasta ali o dinheiro, sempre servia para alguma coisa e não ficávamos privados do guito. São pequenos para albergar tantos funcionários?! Ora essa, aproveitam-se os entre-forros. Mas se ainda assim não chegar, temos uma zona industrial a estrear que deve dar para construir uma coisa jeitosa.


Podemos, ao contrário dos outros candidatos, não ter universidades, hospitais, laboratórios, empresas especializadas na matéria e outras ninharias. Mas temos velhos com fartura e, como é natural, são eles quem mais necessita de medicamentos. E temos vinho. Muito e bom. Que, sustentam alguns especialistas no assunto, faz muito bem à saúde e, com a tal agência cá, até podia ser elevado à categoria de medicamento.


No entanto, se a decisão de sediar aquilo em Lisboa já estiver tomada, não nos devemos deixar abater pelo centralismo lisboeta. Há que inovar. Criemos nós a Agência Europeia da Mezinha. Com sede cá, obviamente. Fica a ideia.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Façam antes pipocas, pá!

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Alguém que explique aos velhotes que não devem alimentar os pombos. Convencê-los a abandonar esta prática, admito, é capaz de ser uma tarefa difícil. Eles são muitos. Bastante teimosos, por norma e as cidades estão sobre-lotadas de pombos e de velhos que se dedicam a esta prática. Que pode, até, constituir um nicho de mercado bastante apreciado pelos vendedores de milho mas, para a população em geral, é um aborrecimento. Há que fazer qualquer coisa que nos livre de tanta passarada. Já nos chegam os passarões.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Populismo do bom

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Gosto de ouvir o Marcelo a falar de populismo. A sério. É, até, a pessoa indicada para o fazer. Percebe disso como poucos. E de outras coisas, também. Como de dizer porra nenhuma mesmo não parando de falar, por exemplo. Por mim o homem já se calava. Mesmo essa idiotice dos afectos já aborrece. E, de caminho, parava de dar graxa aos portugueses. Ou, sei lá, ia dá-la aos emigrantes tugas que andam a penar na Venezuela. Que desses, coitados, ninguém quer saber.


Que somos uns gajos desenrascados toda a gente sabe. Não é preciso que o ex-comentador nos esteja sempre a recordar isso. Temos, nesta foto, uma dessas situações. Na ausência de melhor, serviu um cabo eléctrico em fim de vida para manter a árvore fixa ao apoio que a protege durante o crescimento. Mais ou menos o que fez o doutor Bosta. Para se fixar no poder tudo lhe serviu. Até o apoio de partidos políticos seguidores de ideologias bafientas e com o prazo de validade mais do que ultrapassada pela vontade dos povos que as tiveram de sofrer na pele. Um desenrascado, o gajo. Deve ser por isso que o outro populista gosta dele.

domingo, 11 de junho de 2017

Mais mil milhões que voaram...

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A administração tributária terá deixado prescrever, no último ano, dividas ao fisco no valor aproximado de mil milhões de euros. Assim, sem mais nem menos. Sem que, aparentemente, nada aconteça. A coisa parece ficar por um simples “olha que aborrecimento, lá perdemos uns trocos”. Ou, se calhar, nem isso. Ninguém se rala por tão pouco. Agora, que se os factos ocorressem na vigência de outro governo qualquer teríamos conversa para vários dias. Afinal, trata-se apenas de uma bagatela que daria para pagar cerca de um mês de vencimentos aos funcionários públicos. Quase nada, portanto.


Mais do que a perda de tanto dinheiro – a somar a muito outro que já se perdeu em receita fiscal – o que me deixa estupefacto é a reacção que observo em meia dúzia de blogues – não me apeteceu ler mais – de acérrimos apoiantes da geringonça. Para quase todos a culpa não é do governo. Coitado, não tem responsabilidade nenhuma nisso. Os culpados são os malandros dos funcionários. Esses patifes que só atrapalham. Nisto e noutros – poucos - aspectos onde a actuação do governo ainda não conseguiu atingir a genialidade. Eu sei que reverter cortes nas reformas actuais à custa de cortes nas reformas futuras, faz toda a diferença na maneira como os reformados de hoje e os reformados de amanhã olham para o governo. Não precisamos é de ficar cegos. Ou, apenas, de não querer ver. Nem escrever.



sábado, 10 de junho de 2017

O génio da urna

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Ontem apenas ouvi as noticias de “relance”, sem lhes dar a devida atenção. No final do dia, depois dos sound bites que fui apanhando, deitei-me convencido que o tal Corbyn,  o trabalhista inglês meio maluco, tinha ganho as eleições. Afinal não, fiquei hoje a saber. Foram os conservadores. Nem sei o que me terá levado a pensar o contrário. Culpei, primeiro, a pouca atenção que dediquei ao assunto em particular e aos órgãos de informação em geral. Depois, pensando melhor, conclui que houve qualquer coisa que me levou a esse convencimento. Deve ter sido o peculiar metódo de análise dos resultados eleitoral criado por Barreirinhas Cunhal há mais de quarenta anos, que agora faz escola entre jornaleiros tugas e analistas esparveirados, segundo o qual, no que toca a eleições, quem ganha perde e quem perde ganha. É por isso que gosto de futebol. Pelos menos sei sempre quem ganha. É quem mete mais golos. O resto é conversa fiada. E na politica também.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Ervanários

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A ter em conta as cenas a que vamos assistindo, deve andar muita gente a consumir erva de má qualidade. É o que dá preferirem o produto importado. Não sei se o nosso é ou não melhor. Pode, até, ser uma merda. Mas é a nossa merda. E há por aí ao desbarato. Tanta que basta parar o carro à beira de uma estrada qualquer e encher a bagageira. Depois é só fazer o chá.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sexo, trabalho e boa-disposição...

 


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Segundo um estudo qualquer – desses estudos que ciclicamente aparecem sem que se descortine qual é a sua importância - onze em cada cem pessoas já tiveram relações sexuais com colegas de trabalho. Desconfio que, apesar da sua inutilidade, a conclusão encontrada não deve andar muito longe da verdade. Ou, se calhar, até peca por defeito. Pelo menos a fazer fé em metade do que se vai vendo, ouvindo e lendo por aí, por aqui e por outros lados.  


Ao contrário do que se possa pensar, esta prática, diz, não prejudica as empresas. Nada disso. Segundo a mesma investigação as pessoas vão com mais alegria para o local de trabalho, estarão mais motivadas e terão, por isso, um melhor desempenho profissional. Pelo menos enquanto as respectivas caras-metades não souberem. No entretanto, como diz alguém cujo nome não será aqui mencionado, são todos felizes. E ainda bem. 


Mas, a ser verdade isso da produtividade, este estudo suscita umas quantas questões. Cada uma mais inquietante que a outra. Tanto que até escuso de me alongar a identificá-las. Limito-me a constatar que há muito que se concluiu que uma pausa para café - ou para a bucha, vá - favorece a produção do trabalhador e que um intervalo para uns minutos de ginástica, garantem alguns, parece que também faz milagres no âmbito do bem estar laboral. 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A demagogia do costume

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Há qualquer coisa nessa polémica dos estagiários do Pingo Doce que se me está a escapar. Assim de repente não estou a ver questiúncula que justifique o alarido armado por aquele deputado esquisito do Bloco de Estrume. Nem, a bem dizer, consigo perceber as contas dele. Quinhentos euros limpos e dez horas de trabalho, incluindo duas de pausa para refeiçoar, é o que recebem e o horário cumprem grande parte dos trabalhadores do privado. Das duas uma. Ou o coisinho não sabe fazer contas – o gajinho é de letras, não admira que os números o baralhem – ou então nem sequer sabe o valor do salário mínimo nacional, nem qual é o horário normal de trabalho. O que, diga-se, não surpreende. Nunca deve ter vivido com um ou cumprido o outro. É nestas alturas que gosto de citar Jerónimo de Sousa: “Ele sabe lá o que é a vida”. Embora, para ser deputado, não precise de saber.



domingo, 4 de junho de 2017

Lágrimas de crocodilo

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Nem sei por que razão acontecimentos como os de ontem em Londres ainda constituem noticia. É o novo normal. É isto que cobardemente aceitamos quando estamos dispostos a acolher entre nós uma legião de gente que nos odeia e nos deseja cortar as goelas.


Hoje é o dia para as habituais lágrimas de crocodilo. Outra vez. Por esta hora já todos condenámos o ataque. Alguns, daqueles que apenas por uma má disfarçada vergonha não aplaudem estas acções, acrescentaram uns quantos “mas” seguidos de palavras como “americanos”, “petróleo” ou “Israel” entre outras patranhas. Aproveitámos também para declarar que não temos medo nenhum deles e que vamos, haja o que houver, continuar a fazer a nossa vidinha. Seguir-se-ão umas vigílias, minutos de silêncio e as inevitáveis homenagens às vitimas. Entretanto acendem-se velas, depositam-se flores nos locais da tragédia e colocam-se bandeiras e frases enternecedoras no Facebook. Tudo isto enquanto garantimos que o islão não tem nada a ver com o assunto, que a moirama não é toda igual e acusamos de islamofobia quem se atrever a associar os seguidores do profeta ao terrorismo. O habitual.

sábado, 3 de junho de 2017

Populismo selectivo

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O que não falta por estes dias é gente indignada, na internet e noutros locais menos virtuais, por a Câmara de Almada ter gasto para cima de um dinheirão a ofertar umas "cebolas" caríssimas aos seus funcionários mais antigos. Acho muito bem que o pagode se indigne com o esturranço de dinheiro público. Lamento, até, que o faça tão poucas vezes. Mas, neste caso, desconfio da indignação. Ou, pelo menos, da quantidade e qualidade da indignação vertida. Não sei porquê mas parece-me que o problema serão os destinatários da oferta. Se o relógio fosse dado a uns putos ranhosos quaisquer seria, certamente, uma iniciativa muito valorizável por ensinar as criancinhas a ver as horas. Ou se os alvos da dádiva fossem os velhinhos. Pobres ou de uma academia sénior qualquer. Estaríamos, então, perante uma atitude louvável capaz de enternecer o coração empedernido ao mais fundamentalista dos possidónios.  


O Estado e, particularmente, as autarquias locais oferecem tudo e mais alguma coisa desde que lhe cheire a voto. Almoços, jantares, viagens, livros, remédios e toda uma vasta panóplia de itens que a mais delirante imaginação consiga discorrer são dados indiscriminadamente a velhos e a novos, a pobres e a ricos. Poucos se indignam com isso e os que o fazem são logo apelidados de populistas e outros nomes pouco simpáticos. Coisa que em relação aos críticos deste caso em concreto não acontece. Lixados, estes conceitos de populismo... 


 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Não sei o que é, mas parece-me catita...

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Ainda esta estrutura – chamemos-lhe assim, dada a manifesta dificuldade em saber o que é – está a ser colocada nudos locais mais movimentados da cidade e já não falta quem lhe teça criticas ou faça zombarias diversas. Não me parece bem. Isso das criticas, claro, que zombar ainda é como o outro. Há que manter o espírito aberto e, sobretudo, aguardar pelo resultado final. Vão ver que depois de pintado aquilo até vai ficar bonito.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Catarina, a pequena

A primeira-ministra Catarina Martins já prometeu novos aumentos das prestações sociais, do salário mínimo e de mais umas quantas benesses. Não é que ache mal a intenção da pequena líder. Pelo contrário. O que me desagrada profundamente – que isto os desagrados devem ser sempre profundos - é o desprezo com que esta "coisinha" trata os restantes portugueses. Nomeadamente aqueles que ganham há um ror de anos pouco mais que o actual salário mínimo e que, a continuar assim, vão ficar em igualdade salarial com quem, antes da crise, ganhava bastante menos.  Para alguns a diminuição do leque salarial que está a ser promovida até pode constituir uma questão de justiça social. Por mim não consigo ver outra coisa senão falta de respeito pelo mérito, incentivo ao desleixo profissional e discriminação laboral e remuneratória. 


Sabe-se que aumentar apoios sociais e salários mais baixos estimula a economia, dado que os seus destinatários poem de imediato em circulação aquilo que recebem. A maioria por imperiosa necessidade e outros, não tão poucos quanto isso, apenas porque sim.  Cabeleireiros, manicuras, tatuadores e taberneiros, entre outros, que o digam. E é disso que a geringonça precisa. De pobres e de quem gaste. É por isso que não baixa os impostos. Esses ricaços que ganham seiscentos, oitocentos ou mil e poucos euros todos os meses que tratem de sustentar o optimismo nacional.  Porque os que ganham mais do que isso também já tiveram a sua benesse.