segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Fala como deve ser, pá!

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Não sei quanto ganham os indivíduos que vão às televisões dizer umas alarvidades sobre futebol. Nomeadamente, digo eu, os seus clubes. Não sei mas gostava de saber. É que se é para dizer parvoíces, como as que eles bolçam durante horas a fio, sou gajo para o fazer por metade do preço.


Algumas das criaturas nem sequer sabem falar português. O ser que aparece na imagem, por exemplo. Cuidava eu - mas ninguém me manda andar mal informado - que era adepto do Sporting. Pelos vistos não é. Leva o tempo todo a falar do Benfica. E a dizer bacoradas. Iniciou a sua intervenção no programa de ontem, como não podia deixar de ser, a debitar parvoíces acerca do Glorioso. Referiu-se a uma “vestoria” que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional terá realizado ao estádio onde no Sábado jogou e ganhou o Glorioso. “VESTORIA”!!!! Sim, ele disse “VESTORIA”. Convinha, digo eu, que quem vai para a televisão participar neste ou noutro tipo de programas tivesse um conhecimento mínimo da língua portuguesa. E, de preferência, que a soubesse falar.

domingo, 14 de agosto de 2016

Pagar e morrer ė a última coisa que se faz na vida. Não necessariamente por esta ordem.

Ė com um algum espanto e manifesta surpresa que alguma imprensa deu conta que a empresa electrica da Madeira teria dividas por receber, por parte de autarquias e outras instituiçoes, que ascendiam a muitos milhões de euros. Com dezenas de anos, algumas. Ora, a mim, o que surpreende é que a imprensa se surpreenda. Bastava um pouco de trabalho de casa. Não é preciso procurar calotes tão longe. Nem, sequer, esperar pelos relatórios de qualquer entidade fiscalizadora. Que, pelos vistos, também fiscaliza muito pouco. Vão ver, para não falar noutras coisas, nas dividas relativas ao consumo de água. São aos milhões. Os euros e as dividas. Pode, quase, dizer-se que em muitos municipios só os parvos é que pagam. Em muitas localidades, onde o fornecimento de água ė da responsabilidade da respectiva câmara, há gente que não paga uma única gota desde que o sporting ganhou o último campeonato. É só ver as contas das autarquias publicadas na internet. Está lá tudo.

sábado, 13 de agosto de 2016

Subvencionar é uma coisa que nos assiste...

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Populista. É o que já vi chamar à lista de subvenções vitalícias divulgada ontem pela Caixa Geral de Aposentações. Será. Isso e o mais que queiram lhe chamar. A transparência tem destas coisas. Chatas, como esta. E é também muito bonita. Nomeadamente quando aplicada aos outros.


Por mim acho-a, à lista, estranhamente curta. Muito, mas mesmo muito mais gente beneficiou daquele esquema vergonhoso a que o governo Sócrates colocou fim em 2005. Ainda que por outras vias. Como, por exemplo, aquele senhor que - lá para o norte, acho eu - se candidatou a Presidente de Câmara com o objectivo de cumprir no cargo o tempo necessário para completar os doze anos de autarca que lhe permitiram sacar a reforma. Propósito que, diga-se em abono da verdade, o homem nunca escondeu. Louve-se, apesar de tudo, a sua integridade. Após ter sido eleito, quando completou o tempo necessário para se reformar, sensivelmente a meio do mandato, pôs-se ao fresco. Ou seja, pediu a aposentação e foi-se embora gozar a reforma. Correspondente ao valor do último vencimento - como era de lei à época – de autarca e não ao que auferia na sua actividade profissional e sobre o qual terá descontado.


Era incompetente como poucos, mas de parvo a criatura nada teve. Viu a oportunidade e agarrou-a. Idiotas foram os que o elegeram. E pensar que muitos deles – como isto terá sido há cerca de trinta anos, bastantes ainda estarão vivos – passam a vida a vociferar contra os privilégios dos políticos...

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Isabel "Irritada" Moreira. Outra vez.

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Ainda a Isabel Moreira. Queixa-se a criatura de ter sido ameaçada por homens. Mais de mil vezes, ao que diz. Não compreendo o que tanto a desagrada. Significa que o seu discurso é ouvido. Por pior que ele seja. E é, de facto, muito mau. Parvo, até, a maior parte das ocasiões. Granjeia-lhe no entanto, a julgar pelo inusitado número de ameaças, um vasto rol de fans.


Mas, dizia, não percebo a irritação da senhora. Mesmo que irritada seja o seu nome do meio. Eu apenas fui ameaçado uma vez por uma gaja e achei piada. Tanta que até lhe mandei um pedido de amizade no Fuçasbook. Continuo é à espera que ela me aceite. Uma tal Ana Brito, para que conste. Não deve ter tido tempo, a fulaninha, de tão ocupada que anda a cuidar dos seus “patudinhos lindos”.


Ocorreu-me de novo, mesmo não vindo a propósito, aquela treta da moeda de dois euros com a cara do Papa que tanto irritou a senhora deputada. Presumo que, sendo ela laica, republicana e socialista rejeite liminarmente usar as moedas de um e dois euros que têm a cara do rei de Espanha.


 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Incêndios

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 Isto dos incêndios é uma coisa curiosa. Todos os anos – ou quase – se atira mais dinheiro para cima do problema, se afectam mais recursos e apesar disso fica-se com a sensação que, mais fogo ou menos fogo e mais hectare ardido ou menos hectare ardido, continua tudo na mesma.


Depois há aqueles que reclamam por estudos, debates, ordenamento do território e outras iniciativas que se costumam sugerir quando não se sabe como resolver um problema. Não vale a pena. Podem estudar, debater e ordenar o que quiserem se isso lhes dá prazer. Não adianta. Desde que o homem descobriu o fogo que existem incêndios. E incendiários. Que, por mais estranho que pareça a alguns citadinos, a mata não arde sozinha. Isso da combustão espontânea, do pedaço de vidro que origina uma chama ou de árvores que não ardem não existe. É uma treta. Haverá sempre alguém que provoque um fogo. Nem que seja por queimar o papel a que limpou o rabo. E é em relação a estes gajos – malucos ou não – que se terá de fazer alguma coisa. Prende-los, sei lá. Por mais estranha que esta ideia aparente ser a quem aplica a justiça. A menos que incendiar constitua – por praticado reiteradamente – mais um daqueles direitos adquiridos sempre tão protegidos pelos tribunais.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Zunzuns...

Desconfio quase sempre das parangonas dos jornais. Acho, não sei porquê, que normalmente trazem água no bico. As de hoje não são excepção. Refiro-me às noticias que enchem diversas primeiras páginas acerca da Caixa Geral de Aposentações. Ele é que os aposentados já são mais que os activos, ele é um buraco de não sei quantos mil milhões que terá de ser o Orçamento de Estado a tapar...enfim, uma tragédia. Como se aquela ideia, implementada em 2006, de não inscrever mais ninguém na CGA, sendo os funcionários admitidos a partir daí inscritos na Segurança Social não tivesse, inevitavelmente, de levar, mais cedo do que tarde, a esta situação de insustentabilidade.


Mas, escrevia, desconfio destas noticias. E, principalmente, daquilo que lhes dá origem. Um relatório do Tribunal de Contas, no caso. Publicado com um timing espectacular. Quando o orçamento de Estado está a começar a ser “alinhavado”, por coincidência. Talvez por isso, mas isto sou só eu a supor – as noticias acerca do aumento do desconto dos funcionários públicos para a CGA, de 11% para 15% já a partir de Janeiro, não sejam assim tão descabidas.


Ainda bem que temos uma geringonça que se preocupa com os seus cidadãos. Que bate o pé aos gajos lá das Europas que nos querem lixar, acaba com a austeridade, reverte as maldades do anterior governo e que, em suma, é fofinha connosco. Ainda bem. Se fosse o Passos Coelho era coisa para ir aos 17%. A serem verdade os “zunzuns” que por aí correm lá teremos de agradecer ao Costa...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Por mim até podiam ter a imagem de um camafeu como ela...

Ouvir a deputada Isabel Moreira deixa-me nostálgico. De lágrima ao canto do olho, quase. Bate cá uma saudade do tempo em que a capacidade de falar ainda não estava reservada apenas para uma das muitas espécies que povoam o planeta...


Desta vez a dita criatura insurgiu-se contra a possibilidade – entretanto recusada pela Santa Sé – da emissão de moedas de dois euros com a imagem do Papa Francisco. Que não, protestava a senhora, era o que mais faltava os portugueses andarem com moedas dessas na algibeira. Desconfio, mas isso devo ser só eu, que o pagode se aborrece mais por não as ter nos bolsos, independentemente de quem seja o feioso ou feisosa que lá tenha as trombas. O Estado é laico, acrescenta, portanto não tem nada de tratar de maneira desigual uma das religiões. A menos que, suspeito, essa religião seja aquela cujos seguidores rezam de cú para o ar. Nesse caso, esturrar milhões do erário público a construir uma mesquita, já deve ser uma coisa muito valorizável para a senhora deputada. Assim a atirar para o multiculturalismo que, como se sabe, é muito apreciado pelas pessoas cultas, sensíveis e inteligentes. Ou, como quem diz, de esquerda. Boas, portanto. Embora disso de boa, manifestamente, a sujeita nada tenha.

domingo, 7 de agosto de 2016

Ó sol és a minha crença...

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Estremoz. Catorze horas e trinta minutos. Cinquenta graus. É nestes dias que mais me lembram os idiotas que fazem piadas acerca da lentidão dos alentejanos e da nossa alegada pouca propensão para o trabalho. Gostava de os ver a trabalhar oito horas sob este sol. Depois, se sobrevivessem, falávamos acerca da vontade de trabalhar.

sábado, 6 de agosto de 2016

E piscinas públicas, já agora...

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É hoje inaugurada a primeira praia para cães em Portugal. Mais uma idiotice saída da cabeça dos urbano deprimidos que, aos poucos, vão impondo a sua vontade a um poder político que vai satisfazendo caprichos na perspetiva de angariar benefícios eleitorais futuros. Mas que sejam felizes. Eles, os seus cães e quem vier a ganhar com esta iniciativa.


Há, nisto, umas quantas questões inquietantes. Será que esta praia vai ter bandeira azul? E a que está ao lado? Ou, num futuro não muito distante, quando conseguirem uma área reservada – como, por exemplo, a da imagem – dentro de uma praia, quem é que no seu perfeito juízo vai querer ir para ali passar férias? Se esta parvoíce se generalizar não estaremos a colocar em causa uma das nossas poucas riquezas naturais?

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dediquem-se aos estudos. A sério.

Um estudo qualquer concluiu que os funcionários das autarquias gozam mais dias de férias do que aqueles que a lei determina. Um escândalo, portanto. O estudo, presumo, terá sido aturado. Como convém a todos os estudos. Pena é ter de aturar as conclusões. Parvas, diga-se. É que o estudioso – e se calhar até lhe pagaram para estudar o assunto – resolveu incluir, entre os dias que os funcionários autárquicos gozam em número superior ao legal, a véspera de Natal e a terça-feira de carnaval. Dias que, como se sabe, mais ninguém goza em Portugal. Nem são tolerância de ponto, nem nada.


Temos a tendência de fazer comparações. Tudo serve para comparar. Fazê-lo entre ordenados, regalias diversas e quantidade ou qualidade de trabalho na função pública e privado é quase tão velho como o mundo. A mim é coisa que me desagrada profundamente. Por norma mando quem as faz para uns quantos sítios cabeludos que me ocorram na ocasião. E faço-o desde que, já lá vão quase trinta e seis anos e era eu um jovem “administrativo” que ganhava dez contos por mês, um “camarada” me apontava a condição de burguês. Enquanto, garantia, um outro jovem servente de pedreiro, que por acaso levava vinte contos livres de impostos para casa todos os meses, não passava de um pobre proletário. Mandei-o, então, ir ter com a camarada meretriz que o pariu. Não deve ter ido. Ou, se foi, não interrompeu nada. Pelo menos a julgar pelos estudiosos que por aí andam a publicar baboseiras.

Aquilo é uma bíblia, quase. Um corão, vá.

Não concordo nada com as críticas em relação ao tipo de jornalismo que é praticado pelo “Correio da manhã”. Pelo menos quando feitas isoladamente e desligadas da restante realidade do país. São, por norma, feitas por criaturas com a presunção que são dotados de um intelecto superior ou que se acham iluminados por uma luz qualquer que não tocou ao comum dos mortais. Talvez as duas coisas em simultâneo, até.


Ora aquele jornal está ao nível dos políticos, ex-políticos ou pretensos famosos que alimentam as suas páginas. Daí que, sendo o nível dos protagonistas aquele que reconhecidamente é, não se possa esperar grande coisa. E depois há aquilo do mercado. Que também é o que é. Os críticos que experimentem abrir um negócio que se destine a um mercado que não exista e vão ver o tempo que aguentam até à falência. A menos que o Estado se substitua ao mercado. Coisa que não é assim tão incomum. Exemplos de criaturasa viver à conta disso existem por aí aos pontapés. Nomeadamente entre aquelas que vilipendiam o mencionado folhoso.


Por falar em “Correio da Manhã”. Alguém reparou na pança do António Costa na primeira página do dito jornal? O homem continua com barriguinha de autarca. A continuar assim um dia destes não os vê…

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Desespero fiscal ou só parvoíce?

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Já escrevi muitas vezes, aqui e noutros lugares, acerca daquilo de pedir factura. Fui sempre incompreendido por quase todos os que me leram. Deve ter sido um problema de comunicação. Meu, obviamente. Só pode. Pelo menos a julgar pela ausência de gente indignada, nas redes sociais e na vida real, em relação à operação de fiscalização aos vendedores de bolas de Berlim e congéneres a decorrer nas praias algarvias. Nomeadamente por parte de uns quantos que zombavam de quem exigia factura num restaurante ou num café. Não é que tenha importância. Que não tem. É só para assinalar que há quem, acerca do mesmo assunto, vá alterando a sua opinião consoante o governo vai mudando. O que não constitui novidade. Nem surpresa. Afinal isto é como no futebol. O que hoje é verdade amanhã é mentira.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Liberdade de expressão?! Sim, desde que se siga a retórica vigente!

A liberdade de expressão, como dizia o outro acerca do fair-play no futebol, é uma treta. Compreendo, por isso, as extremas cautelas dos jornalistas quando noticiam casos como os que envolveram os bombeiros de Campo Maior. Os intelectualoides impuseram as suas ideias, a sua visão do mundo e quem divergir do pensamento único vigente sofre as consequências. Tal como numa ditadura. Mas, como quase sempre, a emenda é pior que o soneto. E, pelo menos por cá que não temos bandos de outra natureza, sempre que surgem relatos de desacatos envolvendo grupos mais ou menos numerosos ninguém tem dúvidas acerca da sua origem. Mesmo que, uma ou outra rara vez, as suspeitas se revelem infundadas.


Bem lixado estará o comentador televisivo que teve a honestidade de dizer, em directo e sem possibilidade de ser censurado, o que toda a gente normal pensa mas que não diz por receio das consequências. Vindas não dos visados que, na maioria das circunstâncias, até são os primeiros a reconhecer a veracidade das declarações. O medo que todos sentem é da polícia dos costumes, das milícias do politicamente correcto e dos terroristas que nos querem impor o pensamento único e estandardizado.


Mas, há que reconhecer, o homem foi parvo. Bastava-lhe ter dito que o quartel tinha sido invadido por alentejanos, avessos ao trabalho, que acordaram mal-dispostos após a longa e habitual sesta. Evitava uma série de chatices e teria sido uma risota.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

E o vento, camaradas?! Esqueceram-se do vento!

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Sejamos claros. A popularidade do governo deve-se, quase em exclusivo, a três grupos sociais. Funcionários públicos, reformados e pessoal da restauração. A uns restituiu os cortes, aumentou reformas nalguns cêntimos a outros e aos últimos deu mais dinheiro por via da baixa do iva. Obviamente que ficaram todos contentinhos. Mas não ficariam, se soubessem fazer contas. Nomeadamente a quanto dessa reversão, de vencimentos e pensões, perderam com os impostos entretanto agravados. Mas reconheça-se a manha dos geringonços em jogar com a iliteracia financeira da generalidade dos portugueses. Enquanto assim for, por mais que nos esmifrem, tudo lhes será perdoado.


Hoje, depois de semana passada anunciarem o truque do euro milhões, inventaram outro esquema manhoso para nos roubarem mais dinheiro. O dinheiro que precisam para, satisfazendo as clientelas, se aguentarem no poder. Vamos passar a pagar o sol que nos entra casa dentro e as vistas que alcançamos das nossas janelas. Desta nem o governo mais ultra-liberal, que mais roubou os portugueses em toda a história do país, se lembrou. Sim, porque caso semelhante ideia tivesse ocorrido ao Parvus Coelho nem todo o stock de tampões auriculares nos protegeria das esganiçadas, dos Galambas, dos Jerónimos e de outros políticos preocupados com o ataque aos rendimentos e o bem-estar dos portugueses levado a cabo pela troika, o pacto de agressão e as outras balelas a que nos habituámos.


Face à tragédia orçamental que se avizinha tenho até medo de imaginar o que se segue. Que mais irá esta gente inventar? Um imposto sobre os pockemons capturados pela rapaziada que se entretém nessas caçadas esquisitas? A cobrança de uma taxa aos peões para manutenção da calçada dos passeios? Um imposto de circulação sobre bicicletas, skates e trotinetas? A sorte é que já acabou a austeridade...Olha se não tem acabado!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Touros, touradas e tradições

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Os amiguinhos dos animais costumam rejubilar de cada vez que, numa tourada, um touro mata um toureiro. Pois não deviam. É que segundo a tradição vigente em Espanha, onde estes acidentes ocorrem com alguma frequência, o touro é abatido. Se-lo-ia sempre, é certo. Mas, quando estes casos acontecem, a punição é extensível a toda a sua descendência e igual destino têm os progenitores se ainda forem vivos. Uma carnificina. Uma matança generalizada que mais não é do que uma pretensa justiça poética.


Por isso, da próxima vez que um toureiro seja perfurado por uma cornada e vá desta para melhor, convirá refrear os festejos. Ou, então, protestar contra as tradições dos nossos vizinhos. É que, por essa altura, podem estar a caminho do matadouro umas dezenas de bois. Inocentes, todos. Que isto o multiculturalismo é uma coisa muito linda mas apenas serve para justificar as motivações dos que aborrecem pessoas. Se envolver animais, aí, já é uma barbaridade.

domingo, 31 de julho de 2016

Se não gostam, vão-se embora!

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Parece que numa cidade alemã uns quantos cidadãos de origem serracena foram expulsos e proibidos de voltar a utilizar a piscina lá terra. Estavam, segundo a autoridade local, a incomodar os restantes utentes. Nomeadamente, conforme os relatos que os órgãos de comunicação social nacionais não fazem, a reclamar de no local estarem mulheres completamente desnudadas. O que, no caso, não admira por se tratar de uma piscina para nudistas. Uma espécie de crime, para aquela gente cujo mulherio anda tapado desde os cascos até aos cornos.


Incomodar os outros parece constituir o desígnio das minorias. Nomeadamente daquelas minorias que, por um ou outro motivo, não se querem integrar na sociedade, mas que vivem à conta dos que hostilizam. Esta é uma história que se repete nas mais variadas paragens. Por este, ou por outros motivos igualmente fúteis. Daí que expulsá-los dos locais onde fazem tropelias faça todo o sentido. Não perceber isso pode, até, ser legitimo. Não deixa é de ser parvo.

sábado, 30 de julho de 2016

Querem fazer de nós jogadores compulsivos

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Devo ser apenas eu a desconfiar que a geringonça tem qualquer coisa a ver com as anunciadas alterações ao euro milhões. Pelo menos na parte que envolve a criação de um novo jogo, de participação obrigatória para quem apostar no euro milhões. Haverá, digo eu, a expectativa de criar mais receita fiscal. O que não se afigura como uma má ideia. Obrigar-me a pagar mais cinquenta cêntimos por aposta - coisa pouca, apenas um aumento de 25% - para jogar num sorteio onde nem estou interessado em participar, é que já me parece um abuso.


Quero acreditar que até ao final de Setembro, data em que esta parvoíce terá inicio, as mudanças ainda sejam revertidas. Em nome da cobrança de impostos não pode valer tudo. Nem obrigarem-me a apostar onde não quero. E ainda diziam coisas da "factura da sorte"...aí, se não quisesse participar no sorteio, era só assinalar o campo correspondente a essa opção e as minhas facturas não iam a jogo. Fico a aguardar que os resmungões dos "Audis" se manifestem...

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Um terrorista bom é um terrorista morto

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Dos mais recentes atentados, ataques, acessos de loucura actos tresloucados ou lá o que lhes queiram chamar cometidos por muçulmanos – sejam ou não do tal Daesh, é coisa que importa pouco – há um aspecto que ainda não vi devidamente valorizado na actuação da policia. E que, muito justamente, o deve ser. O abate sistemático dos criminosos. Tem sido essa - e muito bem – a prática das forças policiais em relação aqueles que não fazem o favor de falecer por iniciativa própria. Pode, até, nem outra hipótese ter restado às autoridades. Não faço ideia se teria ou não existido, em alguma circunstância, a possibilidade de os capturar com vida. Se existiu ainda bem que não a usaram.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Benficofobia

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Concordo que é preciso combater a homofobia. E a xenofobia. Bem como, muito importante, a islamofobia. Não esquecendo a Benficofobia que, assim de repente, é a que mais me preocupa. Podia mencionar mais umas quantas fobias que, admito, merecem ser combatidas. Mas não me apetece. Concordo eu e concorda toda agente. Só não sei é que espécie de combate se deve travar. Nem que armas usar. Centremo-nos, só a titulo de exemplo, na Benficofobia. Fazemos o quê? Matamos o Bruno?! É capaz de ser demasiado radical. Ou dizemos-lhe simplesmente: “Oh senhor Bruno, o senhor é manifestamente deselegante com os benfiquistas. Estas tiradas revelam uma personalidade perturbada e com uma preocupante intolerância ao outro. Ao benfiquista.” Se calhar não resulta. E aquilo do outro parvo na TV da agremiação lagarta?! Rebentamos-lhes com a pocilga de onde fazem a emissão, assim tipo PREC no Verão quente de 1975? É melhor não. Provavelmente a opção mais ajuizada é não lhes ligar. É deixá-los falar. Deve ser o que os especialistas em fobias, desses que pululam na comunicação social, recomendariam nisto da Benficofobia. Então, se mal pergunto, por que raio não aplicam esse principio às outras?!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Vão caçar pokémon's, mas é!

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Mai nada, pá! Não há cá bairros para fascistas nem queremos fascistas no bairro! É assim mesmo, pequenitos. Mostrem-lhes os dentes. De leite, ainda, ou dos outros se já os tiverem. Antes que apodreçam. Ou que caiam por outro motivo qualquer que, assim de repente, até me parece relativamente fácil de adivinhar.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Se aqui está assim imagina em Beja!

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Estão a ver aquela graçola de oportunidade acerca do calor em que o alentejano desabafa para o amigo, “se aqui está assim imagina em Beja”? Não?! Não interessa. Esqueçam. Aqui está mais calor. Isto foi ontem. À sombra, aí pela cinco da tarde. Hoje foi igual e amanhã também vai ser assim. Por isso não se queixem do calor. Ou, se tiverem mesmo de se queixar, podem sempre dizer: Se aqui está assim imaginem em Estremoz!


 

E o Valentim, coitado, é que tinha a fama de comprar votos...

Não me surpreende que uma recente sondagem atribua quase cinquenta por cento das intenções de voto ao PS e BE. Tudo o que é esturrar dinheiro cativa o eleitorado. É aquela história do quem mais me dá mais meu amigo é. E a coisa promete piorar. Ou melhorar, dependendo do ponto de vista, para o lado daqueles partidos. Basta seguir esta linha de actuação. Aplicar no plano interno, por exemplo, aquilo que se propõem fazer relativamente aos salários em atraso dos trabalhadores das empresas portuguesas a operar em Angola. Isso e outras ideias distributivas do dinheiro que não existe. Vai ser um fartote. A continuar assim, o próximo resultado eleitoral da geringonça – mesmo só a dois - fará corar de vergonha o gajo lá da Coreia do Norte.

domingo, 24 de julho de 2016

Restauração: Baixou a taxa, abriu-se a gaveta.

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A restauração será, muito provavelmente, o sector que mais foge ao fisco. Essa fuga foi, de certa forma, combatida pelo anterior governo ao proporcionar a hipótese de abater no IRS parte do IVA suportado pelos contribuintes neste tipo de serviço. Hoje quase tudo voltou ao que era antes. Ao normal, digamos assim. Como a maior parte dos que pediam factura deixaram de o fazer – o desconto em sede de IRS é tão ridículo que não vale o esforço de, sequer, dizer ou mostrar o NIF – há cada vez mais cafés, restaurantes, pastelarias e afins a trabalhar de “gaveta aberta”. Sem, portanto, efectuar o registo das vendas. A consequência óbvia será um decréscimo gigantesco na receita fiscal. Bastante maior, quase de certeza, do que a já esperada por força da redução da taxa. Muito se terá de esforçar o deputado Galamba para nos demonstrar que, tal como o governo previra, o consumo aumentou, o emprego subiu e que não será por causa disto que se terá de fazer mais um assalto à carteira dos portugueses. Basta não aumentar o vencimento aos funcionários públicos e a coisa resolve-se.

sábado, 23 de julho de 2016

Tiro ao lado. Mais um.

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Uma maçada aquilo de ontem em Munique. Afinal, contra todas as expectativas, o gajo que desatou aos tiros não era um perigoso extremista de direita. Nem gritou abracadabra. Nem vivó Benfica. Ter-se-á limitado a garantir que era alemão num tom ligeiramente mais alto. Coisa que, para a comunicação social e esquerdume em particular, chegou para, durante umas horas, manter a esperança que o rapazola fosse um temível fascizoide. Mas não. A realidade insiste em sobrepor-se à vontade da linha de pensamento único vigente no discurso público. Um aborrecimento que o mundo não se comporte como esta malta tão ardentemente deseja.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A sério?! Mas isso não era no tempo do outro governo?!

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Não percebo. A sério. Mas, de certeza, deve ser problema meu. A explicação será, garantidamente, muito simples. Quando candidato, António Costa elogiou-se em inúmeras ocasiões por ter reduzido a divida da Câmara de Lisboa enquanto, acusava, o governo da altura teria aumentado a divida pública nacional. Esquecia-se de acrescentar – e também ninguém o questionava – que a divida lisboeta foi paga com o dinheiro transferido pelo Estado, na sequência de um acordo sobre os terrenos do aeroporto e que a divida do país teria forçosamente de crescer, quer pelo empréstimo da troika, quer pela inclusão no perímetro orçamental da divida das empresas públicas.


Os dados agora divulgados vêm, mais uma vez, confirmar António Costa como especialista em dividas. Nomeadamente na parte das fazer crescer. Foi assim no governo que integrou com Sócrates, teria sido assim na Câmara de Lisboa não fosse o tal acordo manhoso e é agora, tal como se esperava, enquanto chefe do governo. A realidade é uma chatice. Mesmo para os apaniguados da geringonça. Coitados. Até dá pena o esforço que fazem para, todos os dias, arranjarem argumentos a defender o seu querido líder. É a vida. Já estamos habituados.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Comissões manhosas não interessam a ninguém!

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A geringonça tem rejeitado todas as propostas de constituição de uma comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Eles lá sabem porquê. Deve ser uma coisa de somenos, aquilo. Importante, mas mesmo verdadeiramente importante para os portugueses – determinante, diria - é a história da guerra no Iraque. Isso sim. Eu falo por mim, que nem durmo, de tão atormentado que ando desde então, por não saber qual foi o papel do Barroso, do Sampaio, do Portas e de outros figurões no despoletar dessa guerra. Ainda bem que os geringonços vão chamar essa malta toda ao parlamento para que eles nos esclareçam. Caixa Geral de Depósitos? Quero lá saber! Ainda se fosse um banco privado, ou assim… Contem-me lá disso do Iraque, mas é.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Negócio da caridade. Ah! Não, espera, neste caso deve ser solidariedade.

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O capitalismo é lixado. Tudo serve para fazer negócio. Todos fazem negócios. Até os que, publicamente, nos querem convencer da sua pouca simpatia por esta forma de organização da sociedade, como são, na sua maioria, as ONG’s. Particularmente aquelas que se dizem existir para auxiliar a imigração. Neste caso são muitos euros que estão em causa. Mesmo que não cheguem para acudir a todos os que nos invadem, dão para muita coisa. E se estas organizações forem apoiadas “à cabeça”, então não admira que queiram que venham cada vez mais...

Devo ser uma espécie de manipulador, eu...

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Ainda a propósito do post de ontem e daquela cena do registo do Placard. O departamento de jogos da Santa Casa foi rápido a responder. Mas, como esperava, fiquei na mesma. A minha intuição é como o Cavaco. Nunca se engana e raramente tem dúvidas. Embora, neste caso, tenha tido dúvidas. Mas, como sempre, não se enganou. Ao contrário da senhora da loja. Que, se não foi pela idade – a minha – deve ter visto em mim um potencial manipulador da verdade desportiva, capaz de por em causa a segurança e a integridade do jogo.

terça-feira, 19 de julho de 2016

A agente zelosa. Ou outra coisa qualquer, sei lá!

Por algum motivo que não vislumbro, o Placard é o único jogo da Santa Casa onde o apostador tem facultar o seu número fiscal de contribuinte para poder jogar. Terá, se calhar, alguma coisa a ver com o IRS. Ou não. Nem desconfio. Para facilitar, a mesma Santa Casa arranjou um talão onde consta o dito número, que é lido pela máquina quando do registo da aposta, evitando assim mais maçadas ao apostador.


Ora isso não chegou à agente onde, um dia da semana passada, registei as minhas apostas. Já com o boletim com o meu palpite – certeiro mais uma vez, diga-se – na mão, juntamente com o referido talão, pediu-me o cartão de contribuinte. Perante a minha estupefação justificou que era “para conferir o NIF”. Fiquei, confesso, sem palavras. A única coisa que, no momento, me ocorreu foi que a senhora estaria a duvidar se eu já teria dezoito anos. A idade legal para jogar e que, relativamente a este jogo, tanta polémica tem motivado. Meio aparvalhado lá lhe dei o cartão do cidadão mas, ainda hoje, não encontro explicação para tão inusitado comportamento. Caso não o tivesse comigo será que não me aceitava o “boleto”?! Vou perguntar ao Santana. Ele, de certeza, há-de saber.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Multiculturalistas vs pategos

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Após as suplicas de uns quantos habitantes de Londres, o autarca-mor lá do sitio resolveu fazer a vontade aos seus eleitores e proibir a publicidade com moçoilas desnudadas e corpinhos de fazer inveja a mastodontes a atirar para o intelectual. Sábia decisão, essa. Ainda mais por se tratar de uma capital europeia, multicultural, cosmopolita e povoada por jovens evoluídos provenientes de todo o planeta.


Também numa cidadezinha qualquer, lá para os confins dos Estados Unidos, um grupo de saloios puritanos se mostra desagradado com umas esculturas femininas, de peito XXL, e quer a coisa removida da vista dos transeuntes. Uma provocação, dizem eles, ás gajas de mamas pequenas.


Se calhar sou apenas eu que não vislumbro diferenças entre os pategos dos states e os multiculturalistas de Londres. Mas isso sou eu, que os tenho a ambos em péssima conta e desconfio que por detrás de decisões desta natureza estará um amigo imaginário dos respectivos alcaides...