Por algum motivo que não vislumbro, o Placard é o único jogo da Santa Casa onde o apostador tem facultar o seu número fiscal de contribuinte para poder jogar. Terá, se calhar, alguma coisa a ver com o IRS. Ou não. Nem desconfio. Para facilitar, a mesma Santa Casa arranjou um talão onde consta o dito número, que é lido pela máquina quando do registo da aposta, evitando assim mais maçadas ao apostador.
Ora isso não chegou à agente onde, um dia da semana passada, registei as minhas apostas. Já com o boletim com o meu palpite – certeiro mais uma vez, diga-se – na mão, juntamente com o referido talão, pediu-me o cartão de contribuinte. Perante a minha estupefação justificou que era “para conferir o NIF”. Fiquei, confesso, sem palavras. A única coisa que, no momento, me ocorreu foi que a senhora estaria a duvidar se eu já teria dezoito anos. A idade legal para jogar e que, relativamente a este jogo, tanta polémica tem motivado. Meio aparvalhado lá lhe dei o cartão do cidadão mas, ainda hoje, não encontro explicação para tão inusitado comportamento. Caso não o tivesse comigo será que não me aceitava o “boleto”?! Vou perguntar ao Santana. Ele, de certeza, há-de saber.
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