domingo, 15 de maio de 2016

Geringonças locais

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Parece que o conceito de geringonça será para repetir ao nível local nas próximas eleições autárquicas. Não acho mal. Nem bem. Antes pelo contrário. Estou assim a modos como o Arménio da CGTP quando interrogado se a manifestação pró-trinta e cinco horas era a favor ou contra o governo.


Os geringonços terão concluído, digo eu, que em determinados locais será a única maneira de tirar determinadas pessoas que parecem determinadas em ficar no poder por tempo indeterminado ou, pelo menos, o determinado pela lei. E estarão, também, determinados em colocar lá outras que estão determinadas em agarrar um determinado lugar. O pior é que em determinados concelhos parece que determinados partidos se mostram determinados em não aceitar determinados candidatos. Ainda que putativos.

sábado, 14 de maio de 2016

Para parecermos tolerantes não toleramos a liberdade de expressão

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O drama. O horror. A tragédia. O fim dos tempos, até. É mais ou menos isso que, para sermos politicamente correctos e parecermos inteligentes, devemos pensar de uma possível vitória de Donald Trump na corrida à Casa Branca. Não é que goste particularmente da criatura, mas começo a preferi-lo à Cliton. Ao que consta, a senhora – talvez na ânsia de ganhar votos entre a comunidade muçulmana – estará a equacionar a hipótese de, caso ganhe, impor nos States a chamada lei da blasfémia. O que, a verificar-se, será qualquer coisa de parecido com o retorno à idade das trevas. Algo, convenhamos, muitíssimo mais dramático, horroroso e trágico do que as parvoíces do “Trampas”. Embora muito mais do agrado das esquerdas e dos parolos do politicamento correcto.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

E do halal, ninguém diz nada?

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Anda por aí uma paranóia em relação aos animais que começa a ser preocupante. Touradas ou matança tradicional do porco, então, é a histeria. Daqui a pouco nem aranhas, lesmas ou cobras se podem matar. Está tudo maluco. Só estranho uma coisa. Ninguém bufa contra os matadouros halal. E existem vários no país. Porque será? Se calhar é aquilo do multi-culturalismo. Ou da tolerância. Não quererem ofender alguma minoria, talvez. Ou, então, são apenas parvos. Voto nesta última hipótese.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Coisar sai caro ao contribuinte...

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Isto de comprar em grandes quantidades terá algumas vantagens. O preço, nomeadamente. Mas, convenhamos, é muito preservativo. E muito dinheiro, também. Mais de seiscentos e vinte mil euros só para a malta coisar devidamente protegida. Significa que se fornica bastante, por cá. Ou que os portugueses andam todos a f****-se uns aos outros. E às outras, que é uma coisa assim mais dentro da normalidade.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ainda se pode criticar a Merkel ou isso agora é coisa de perigoso porco-fascista?!

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Valem o que valem, as sondagens. É, pelo menos, o que se costuma garantir relativamente a todas elas e às indicações que transmitem. A de hoje, aquela segundo a qual os portugueses dão nota negativa à maneira como os países europeus estão a reagir à entrada massiva de invasores refugiados, não fugirá à norma. Vale o que vale. Mas, é por demais evidente, a Europa está mesmo a reagir muito mal. Excepto, talvez, a Polónia e a Hungria que parecem ser os únicos a saber dizer não a Ângela Merkel. Atitude que, recorde-se, até há pouco tempo atrás constituía uma exigência de vastos sectores da opinião publica - e publicada - europeia relativamente aos seus lideres.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Taxa de corrida

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Grande ideia. Nem sei como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso. Mas - alguém havia de ter a ideia primeiro - um autarca inglês lembrou-se de cobrar uma taxa a quem pratica corrida num parque da sua cidade. É que isso de andar por aí a correr tem custos e alguém os tem de pagar. Aquilo a que se chama o utilizador pagador, portanto.


Por cá também temos taxas dentro do mesmo género. A taxa de dormida ou a de desembarque no aeroporto é mais ou menos a mesma coisa. O que me está a deixar ligeiramente preocupado. Não que ande por aí a correr e mesmo que o fizesse posso ficar descansado que o presidente cá do sitio não é gajo para fazer uma barbaridade dessas. Mas convém recordar que a paternidade das taxas e taxinhas de Lisboa é do fulano que, sabe-se lá como, chegou a primeiro ministro. Ora, sabendo a apetência que a criatura demonstra para taxar coisas, quem sabe se o plano B para equilibrar as contas do Estado não inclui uma taxa a aplicar a todos os que correm ou praticam caminhada pelos espaços públicos deste país? E se não quiserem pagar fiquem no sofá!

domingo, 8 de maio de 2016

Descubra as diferenças...

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O que têm em comum estes cartazes? Ambos pugnam pela liberdade de escolha. Num caso de ter ou não um filho e, no outro, a escolher o estabelecimento de ensino que a descendência deve frequentar. À borla. Que é como quem diz, à conta do contribuinte que isto, como quase toda a gente sabe, não há abortos nem escolas grátis.


Não estão sozinhos nesta luta. A causa do aborto pago pelo Estado constitui um ponto de honra da esquerda e a defesa do estudo em colégios privados sustentados pelo erário público quase um dogma para a direita. E andamos nisto. Ora pagam para abortar e estudam à borla, ora abortam de borla e pagam para estudar. Já nós pagamos sempre as vontades de uns e outros.

sábado, 7 de maio de 2016

Olha se a austeridade não tivesse acabado, a página virada e a esperança devolvida...

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Acabar com a austeridade. Virar a página. Devolver a esperança. Disto e muito mais nos têm falado os geringonços. Promessas em que apenas os tontinhos e os apoiantes – passe o pleonasmo – da coligação esquerdelha acreditam.


Continuo a ver a mesma austeridade – chamem o que quiserem ao brutal aumento de impostos que a geringonça promoveu – e a única página que vi virar foi a do regresso a um livro já lido. Quanto à devolução da esperança, só se foi devolvida ao lobi do betão ou às empresas de crédito fácil e rápido. Quem tiver dúvidas que veja as tabelas de retenção de IRS para 2016. E surpreenda-se...ou não!


Garantia um destes dias um insuspeito e entusiástico apoiante do governo em funções, que estávamos numa espécie de bonança que antecede a tempestade. Não sei se concorde com a parte da bonança, mas que a borrasca vai bater forte lá isso vai...

Bravatas à tuga...

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Agora a sério. Continuo a achar parvo que mais de mil pessoas tenham apresentado queixa contra o idiota que publicou o vídeo do canito no Facebook. Até porque, parece-me, a esmagadora maioria dessas almas desconhece o sarilho em que se meteu. A bravata vai sair-lhes cara. Terão de prestar depoimento num posto policial qualquer e, se a coisa chegar a julgamento, estar presente em audiência para testemunhar acerca da ocorrência. O que, garanto por experiência própria, não é das situações mais agradáveis. Principalmente pelo tempo perdido e as inúmeras deslocações ao tribunal onde os factos serão julgados – sim que o julgamento não deverá ser despachado numa única sessão – com todas as consequências, de toda a ordem, daí decorrentes. E se pensam que aquilo da vídeo-conferência e outras modernices podem minimizar os transtornos que descrevi, esqueçam. Ou melhor, tirem o cavalinho da chuva não vá ele constipar-se e alguém queixar-se que andam a mal-tratar a alimária.


 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Morangos da crise

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Podem os amiguinhos dos animais ficar descansados que, para produzir estes morangos – acabei de os comer e estavam fantásticos – não foram infligidos maus tratos a animais de nenhuma espécie. Excepto, talvez, a umas quantas lesmas. Havia por aqui muitas. Havia, mas já não há. Derretem-se por sal. Literalmente.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Mais uma indignaçãozinha...

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De louvar o espírito de cidadania dos portugueses. Mas, apenas, quando em causa estão os cães ou a bicharada em geral. No resto o vizinho pode malhar à vontade na mulher, ofender a sogra ou abusar dos filhos que poucos se importam. O presidente da respectiva junta de freguesia, câmara municipal ou clube de futebol podem ser corruptos que quase nenhuns se aborrecem com isso. Crimes da mais diversa natureza e gravidade podem ocorrer mesmo debaixo dos respectivos narizes mas todos preferem olhar para o lado. Pior. Caso alguém se atreva a denunciar publicamente situações de flagrante violação da lei é esse atrevido que acaba por ser socialmente mal-visto.


É esse tipo de cidadania imbecil que tem acontecido nos últimos dias em resposta ao comportamento absolutamente reprovável de um idiota qualquer que se filmou a fazer patifarias a um canito. Nem sei quem é mais parvo. Se o tal palerma do filme, se as centenas de patetas que se apressaram a apresentar queixa. Devem ser, todos estes últimos, cidadãos exemplares. Tudo gente que, presumo, intervém sempre em defesa dos mais fracos, denuncia os corruptos, não foge aos impostos, pede sempre factura, cumpre as regras de trânsito e jamais bateu, humilhou ou tratou mal quem quer que fosse. Pessoas, nomeadamente.

Milagres

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No âmbito dos milagres os últimos dias têm sido férteis em ocorrências. Por cá diz que o Sol rodopiou que nem um maluco ali para a zona de Ourém. Parece que já não é a primeira vez que faz isso, o maroto. Do outro lado do mundo, na Indonésia, foi um alegado anjo que deu um trambolhão e cai do céu.


Fenómenos esquisitos estes. Por um lado a estranha tendência do astro-rei rodopiar perante uma assistência que acredita piamente que a estrela que nos ilumina possui capacidade para o fazer. Do outro o aparecimento de uma boneca insuflável numa comunidade remota, quase isolada do mundo e que dificilmente percebe que alguém precise de uma coisa daquelas para satisfazer determinadas necessidades. Ou manias, sei lá.


Mas é uma pena que estes milagres não sejam geralmente aceites como tal. Como outros, em tempos idos, já foram. São acontecimentos destes que geram riqueza, criam emprego, dinamizam a economia e fazem prosperar as localidades onde acontecem. De resto, se há para aí tanta gente a acreditar em falsos profetas e nas coisas mais esquisitas, por que raio não havemos de acreditar que o Sol bailou ou que uma boneca de plástico pode ser um anjo?!

terça-feira, 3 de maio de 2016

Um par de tabefes nos pais era capaz de ajudar...

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Tem sido noticia nos últimos dias a quantidade de calmantes que, diz, as crianças portuguesas estarão a ingerir. Prescritos por médicos e ministrados pelos pais, presumo. Parece que é tudo hiper-activo, ou lá o que chamam agora aos gaiatos que têm bichos carpinteiros. Uma maleita cujo principal sintoma é uma intensa comichão no lombo e que em tempos tinha um tratamento muito mais rápido, eficaz e bastante menos dispendioso. Sim, que as drogas para tratar doenças de ricos, de pobres com a mania que são abastados e de gente convencida da genialidade do seu intelecto não devem ser baratas.


A ser verdade é coisa para me deixar basbaque. Não se pode dar um tabefe num puto malcriado. É crime, dizem eles. E elas, que não pretendo discriminar os parvos em função do género. Contudo ninguém vê nenhum inconveniente em fazê-los engolir drogas. Quiçá criando dependências e provocando sabe-se lá que outros efeitos secundários. Tudo porque é mais fácil enfiar um comprimido pelas goelas abaixo à criança do que dar-lhe um sopapo. Bonito, sem dúvida. E estúpido, também.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

"Um vintém é um vintém e um cretino é um cretino"

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O facto de António Costa fazer apelos não terá nada de especial. E apelar aos portugueses para se mobilizarem na luta contra os baixos salários também não. Tirando, talvez, aquela coisa de ser – ainda que isso pareça estranho até a ele – primeiro-ministro. E, convenhamos, vindo de alguém que chefia o governo, que pode decidir acerca do assunto e nada faz para alterar a situação que pretende ver combatida é manifestamente parvo.


Ele que lidere o combate. Vá à luta. Dê o exemplo. Comece por aumentar o vencimento dos funcionários públicos. Que, presumo talvez a criatura saiba, são os únicos salários baixos que pode aumentar. Ah, e tal não pode aumentar a despesa...Não?! De certeza?! Não estou tão seguro disso. Se o Estado – em todas as suas componentes – deixasse de recorrer a empresas de trabalho temporário, outsourcing, avenças manhosas e esquemas esquisitos para “ajudar” amigos, conhecidos, camaradas, companheiros e palhaços diversos era capaz de a poupança chegar e sobrar para pagar ordenados dignos a quem o serve. Digo eu, que gosto muito de dizer coisas e tenho a mania de fazer contas...

domingo, 1 de maio de 2016

Agora já não faz mal o comércio abrir no 1º de Maio?!

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Não sei se sou só eu que me lembro destas coisas mas, até ao ano passado, os supermercados abrirem no dia primeiro de Maio constituía uma escandaleira monumental. Um horror. Um drama. Uma tragédia. Um atentado aos direitos arduamente conquistados pelos trabalhadores. Garantiam a CGTP, o PCP e outros esquerdelhos. Tudo culpa do famigerado governo de direita que então nos governava.


Hoje, curiosamente também primeiro de Maio e igualmente feriado, apesar de todas as grandes superfícies comerciais estarem abertas ao público ainda não ouvi um único protesto. Nem da CGTP, do PCP ou de outros bandalhos esquerdistas. O comércio aberto no dia do trabalhador deve ser, agora, uma coisa muito valorizável, patriótica e constituir uma enorme conquista civilizacional. Tudo graças, claro, ao fantástico governo de esquerda que está, finalmente, a colocar o país no caminho de Abril. Admirável a coerência desta gentinha.

Só eu sei porque não fico em casa...

 


 


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Mais uma FIAPE e mais um enorme sucesso. Para todos. Organização, concelho e contribuintes em geral nomeadamente. Nada de surpreendente. É, salvo uma outra rara excepção, o que se repete há trinta anos.


Duas questões inquietantes, no entanto. Que, reconheço, apenas a mim inquietam, não interessam a mais ninguém e apenas as menciono porque este espaço é meu e aqui faço menção às inquietações que muito bem entender. Têm ambas a ver com os espectáculos musicais. A primeira: Que faço eu ali?! A segunda: Que fazem ali bebés com poucos meses de vida?! Uma multidão de largos milhares de espectadores num espaço onde, em caso de emergência, dada a elevada concentração de pessoas não será propriamente fácil sair ou entrar e decibéis muito acima daquilo que os meus ouvidos toleram não constituem o cenário onde me sinto mais confortável. Nem, acho eu, o mais recomendável para criancinhas pouco mais que recém-nascidas. Mas isto, como é óbvio, tem sempre a ver com a falta de juízo de cada um. Minha e dos alegados pais dos ditos bebés.

sábado, 30 de abril de 2016

Engolir um sapo

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Hoje sinto-me como aqueles comunistas que tiveram de votar no Mário Soares. Percebo, finalmente, aquilo do engolir um sapo. Nem vale a pena estar para aqui a encanar a perna à rã. Neste Sábado desejo tanto que o folculporto ganhe como qualquer adepto dos super-dragões. Ou, se calhar, até mais do que a maior parte deles...

A solidariedade é uma coisa muito linda

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Deve o presidente da república apelar à entrega de alimentos para ajudar refugiados, associando-se assim a uma iniciativa promovida pelo seu clube do coração? Se calhar não tem nada de mal. Irá, quase de certeza, fazer o mesmo quando o banco alimentar fizer uma das suas habituais campanhas à porta dos supermercados. Ou os bombeiros de uma qualquer terriola fizerem rifas para comprar uma ambulância.


Por mim, com ou sem apelo presidencial, estou sempre disposto a colaborar nisso de arranjar alimentos para os refugiados. Hoje por eles, amanhã por nós. Afinal não é por ofertar uma lata de salsichas ou um enchido de porco alentejano – daqueles embalados para não se deteriorar – que fico mais pobre. E os refugiados agradecem.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Abaixo o sexismo! Ou lá o que é...

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Passei hoje mais uma manhã no tribunal. Perdi-lhes a conta, de tantas que foram. Mas, desta vez, fui ouvido. Ou melhor, interrogado. Não é que me incomode colaborar com a justiça. Nem que me queixe das muitas horas a aguardar a minha vez de testemunhar. Nada disso. O que me aborreceu foi o tratamento. Desagradou-me ser considerado uma testemunha. Ali estavam a juíza, a advogada, o advogado, o procurador, a queixosa, o réu e eu. A testemunha. Percebo agora muito melhor as mulheres que se sentem ofendidas com aquilo do cartão do cidadão. E renego todas as piadolas que já fiz em relação à ideia do Bloco de Esquerda para alterar a sua designação. Há, também, que tornar a justiça menos sexista e encontrar uma forma não discriminatória para designar quem presta testemunho. Não arrisco uma sugestão, mas lá que me senti vexado por ser uma testemunha, isso senti.

terça-feira, 26 de abril de 2016

E para quando uma casa de alterne municipal?

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Uma freguesia de Lisboa resolveu criar uma salão de cabeleireiro. Destinado, ao que parece, a tratar do penteado aos fregueses menos abastados. Daqueles que não reúnem posses para frequentar os estabelecimentos da especialidade tradicionais. Que, diz, levam couro e cabelo para deixar o pessoal um pouco melhor apessoado.


Embora as atribuições das autarquias não incluam tratar da beleza dos seus eleitores, a iniciativa não se afigura das mais criticáveis. A bem-dizer as freguesias e os municípios há muito que se substituem à iniciativa privada nas mais diversas áreas de negócio. Pior, até. Concorrem com ela. Ginásios, agências de viagens e de espectáculos, centros de explicações, táxis, empresas de mudanças e de reparações, imobiliárias e mesmo clubes desportivos que o digam.


Dado o bom grado com que os contribuintes aceitam financiar este regime concorrencial, há que ser ousado. Ir mais longe. Satisfazer outros segmentos do eleitorado. Mas, como é óbvio, tendo sempre em vista a melhoria da qualidade de vida dos potenciais votantes. Daí que se me afigure da maior utilidade a criação de casas de alterne destinadas aos mais necessitados. Financeiramente, claro. Os outros que paguem as necessidades deles. Também.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Valores?! Devem estar a brincar...

Há quem garanta, todos os anos, que falta cumprir Abril. Quem, sem nunca se esquecer, lamente a perda dos valores de Abril. E, este ano, quem sugira que graças à geringonça os tais valores e o tal Abril vão ser cumpridos. Pois. Deve ser, deve. Seja lá o que for que essa cantilena de velhinhos queira dizer.


A mim o 25 de Abril lembra-me a reforma agrária. Se calhar se vivesse noutro local lembrar-me-ia ocupação de fábricas. Ou manifestações que acabavam em pancadaria. Ou malucos a colar cartazes e a pintar paredes. Mas não. É mais gente mal apessoada a querer pendurar pessoas nos candeeiros do Rossio entre um e outro assalto a propriedades privadas.


Reforma agrária lembra-me, também, agricultura da crise. E é a ela – à agricultura da crise – que me dedico hoje. Às alfaces, batatas, couves e morangos. E aos poejos e tomilhos, que lá por serem ervas não devem ser discriminadas.


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domingo, 24 de abril de 2016

Vai buscar!

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Madrid vai tomar medidas a sério contra a merda de cão. Multas até mais não para os donos que não recolham os dejectos do seu amiguinho de quatro patas. Ainda assim estas poderão ser perdoadas se as criaturas optarem por prestar serviço comunitário. Ou seja, varrerem as ruas da capital espanhola aos sábados e domingos de manhã.


Por cá ficam as ameaças. Nunca cumpridas. Aborrecer o eleitor é uma chatice.

sábado, 23 de abril de 2016

País de malucos...

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Ao outro, coitado, chateavam-no por ofertar electrodomésticos. Pagos, no caso, do próprio bolso. A estes, que compram a simpatia dos eleitores com o dinheiro dos contribuintes, aplaudem. A caridade, pelos vistos, para ser valorizável deve ser feita com fundos públicos. E a compra de votos também.


 


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É por estas e por outras que não conseguimos saciar o monstro. Há que pagar os desvarios. De todos os desvairados. E eles são muitos. Os desvarios. E os desvairados.


 


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De toda a espécie. E não, não estou a incluir os pequenos felinos. Os malucos são os humanos. Pouco me importa o que fazem com os bichanos, mas lá que isto é coisa de quem não bate bem, lá isso é...


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Mas há os desvairados, os malucos...e isto. Que, a bem-dizer, nem sei ao certo o que lhe chame. Serão os valores, a falta deles ou outra coisa qualquer que só se cura quando alguém lhes dê com um gato morto pelas trombas. Até ele - o gato - miar, como diria a minha avó. Essa sábia senhora.


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Não, não parece. É. Este país é um gigantesco manicómio. Está tudo doido varrido. E pior, orgulham-se disso.


 


 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Nacionalize-se o património!

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 A geringonça garante que, aconteça o que acontecer, não corta nos vencimentos nem nas pensões. Nem sobe o IVA. E continua determinada em baixar a taxa aplicável à restauração. Tudo isto são, há que reconhece-lo, boas intenções. Mas valem o que valem. E, perante o turbilhão de despesa que esta malta promete fazer, valem muito pouco.


Para fazer a quadratura deste circulo a ideia será subir, entre outros, o imposto sobre as heranças e o património imobiliário. Nomeadamente, quanto a este último, o que não é colocado no mercado de arrendamento. Popular, esta medida. A maralha gosta. Mas, se analisarmos a coisa mais a fundo, de uma enorme injustiça. É só esperar pela aplicação prática desta tonteria. Quando nos calhar em sorte perceberemos o alcance e a estupidez da coisa.


Alguém que explique a todos os geringonço-maníacos entusiasmados com a ideia que, quando os papás quinarem, herdam a casinha dos progenitores mas podem não herdar o dinheiro suficiente para pagar o imposto. E quanto aos imóveis fechados, que a troika de esquerda pretender taxar, o melhor é o governo ir arranjando quem esteja interessado em os alugar. Caso contrário o Estado e as Câmaras Municipais não terão mãos a medir para aceitar tanta doação...

quarta-feira, 20 de abril de 2016

E se fosse consigo?

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(Fonte: Alerta Digital) 


 


A Europa e os europeus estão cada vez mais multiculturalistas. Ou, para bem-parecer, fazem-se disso e aceitam usos e costumes há muito, felizmente, erradicados do nosso continente. Daqueles que até um dia destes nos repugnariam e que não hesitaríamos em considerar criminosos. Tudo graças à vontade de acolher outros povos e, sobretudo, de lhes agradar.


Apesar de tudo ainda há, por enquanto, um ou outro cidadão – provavelmente perigosos extremistas de direita – que não perderam a capacidade de se indignar com o constante ataque aos princípios civilizacionais mais básicos. Como, no caso, um finlandês que resolveu alertar os pais de algumas meninas naturais daquele país, com cerca de dez ou doze anos de idade, para o facto destas aparecerem em fotografias publicadas nas redes sociais acompanhadas de imigrantes muçulmanos adultos. Pior ainda. As ditas fotos seriam acompanhadas de legendas como "linda", "o meu bebé", "amo-te" e outras igualmente sugestivas. Nada que preocupe os progenitores das crianças, ao que parece. Pelo contrário. É normal, dizem. “Ensinamos aos nossos filhos a aceitar a diferença e a multiculturalidade”, reforçam. Pois.

terça-feira, 19 de abril de 2016

A politica não pode ser deixada na mão dos políticos. Por razões óbvias.

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A primeira-ministra Catarina Martins - a gaja que manda nisto tudo - já avisou que a banca é um assunto demasiado sério para ser deixado na mão dos banqueiros. Também acho. Os desmandos do sistema financeiro, nomeadamente nos últimos anos, dão-lhe toda a razão. 


Já Manuela Ferreira Leite, quando era lider do PSD, achava que os telejornais não deviam ser deixados ao critério dos jornalistas. Concordo. Não me parece nada boa ideia que sejam os jornalistas a decidir acerca do que é ou não noticia. E alguns noticiarios televisivos encarregam-se de lhe dar razão.


Em ambos os casos, banca e informação, quem é que deve mandar? Os politicos pois então. Por isso mesmo é que estes devem ser nomeados para a gestão dos bancos. Assim de repente estou a lembrar-me de dois com experiência na matéria. O Vitor Constâncio e o Armando Vara. Ah, espera, isso já foi feito...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Desta nem o outro Costa se lembrou...

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A reeleição de Pinto da Costa nada tem de novo. É assim há quase quarenta anos. Os sócios é que, desta vez, resolveram votar de maneira diferente. Vinte e um por cento deles, pelo menos. Nas outras eleições e reeleições expressaram o seu apoio ao divino lider da agremiação depositando o voto na sua candidatura. Agora não. Apoiam na mesma - segundo o próprio - mas anulam o boletim. Para apoiar ainda mais. Assim sendo o resultado pode ser considerado uma derrota para o velhote. Os que o apoiam muito, muito, muito, são bastante menos do que aqueles que o elegeram. 

domingo, 17 de abril de 2016

Ganham mal?! Vão dizer isso a quem ganha o salário mínimo!

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Primeiro foi  o gajo do sindicato dos trabalhadores dos impostos - parece que se chama assim, pelo menos enquanto a Catarina não impuser uma lei a acabar com esta denominação claramente discriminatória do género - a garantir que a culpa da corrupção era dos cortes salariais. Agora é a TVI a reportar que os agentes da PSP e os militares da GNR ganham tão pouco, mas mesmo tão pouco que alguns até passam fome. Admito que os vencimentos destes profissionais não sejam os desejáveis. Nomeadamente para o nivel de risco de enfrentam. Mas isso é mal geral. Todos ganhamos pouco. E, no caso em análise, estes senhores e estas senhoras ganham acima da média nacional e muito mais do que a maioria dos portugueses. Dizer que têm fome é, neste contexto, manifestamente exagerado. Poderão quando muito ter larica. Sentir um ratinho, vá. Caso andem a fazer dieta...


 

sábado, 16 de abril de 2016

Cada coisa no seu lugar

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Diz que o próximo passo na cruzada em curso no sentido de humanizar os animais será levantar a maior parte das interdições que actualmente existem no acesso a espaços publicos fechados relativamente à bicharada. Um cão, um gato ou um porco poderão aceder livremente a hotéis, restaurantes e, quiçá, até a hospitais se as intenções de uns quantos iluminados tiverem acolhimento. Dependerá do grau de loucura do legislador. 


Neste, como noutros aspectos, já pouca coisa me espanta. Admito que, pelo rumo que as coisas levam, um dia destes será assim. Tal como também será - se os proprietários ficarem impedidos de barrar a entrada a quem pretenda entrar com animais - o fim da restauração e da indústria hoteleira. Por mim, por muito que goste de cães e gatos, jamais me alojarei num hotel, tomarei uma refeição ou beberei um simples café num estabelecimento que permita tamanha javardice. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Coisas de esquerda. Ou esquerdo, sei lá...

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O Bloco de Esquerda pretende, em nome dessa coisa da igualdade do género, mudar o nome do cartão de cidadão. Passará a chamar-se, se esta ideia parva for avante, cartão de cidadania. Cortam no tabaco depois dá nisto...


Seguir-se-à, mais cedo do que tarde, a obrigação de ordens profissionais e sindicatos alterarem as respectivas designações. É que isto de “ordem dos...” ou “sindicato dos trabalhadores...” é de uma discriminação inqualificável.


Só não percebo é que por que raio não começam por mudar o nome ao Bloco de Esquerda. “Bloco”, acho eu, é do género masculino. Sugiro desde já que alterem o nome para “Coligação de elementos políticos completamente idiotas com a mania que são de esquerda”. No caso até fica muito mais ajustado à realidade.