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terça-feira, 26 de abril de 2016

E para quando uma casa de alterne municipal?

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Uma freguesia de Lisboa resolveu criar uma salão de cabeleireiro. Destinado, ao que parece, a tratar do penteado aos fregueses menos abastados. Daqueles que não reúnem posses para frequentar os estabelecimentos da especialidade tradicionais. Que, diz, levam couro e cabelo para deixar o pessoal um pouco melhor apessoado.


Embora as atribuições das autarquias não incluam tratar da beleza dos seus eleitores, a iniciativa não se afigura das mais criticáveis. A bem-dizer as freguesias e os municípios há muito que se substituem à iniciativa privada nas mais diversas áreas de negócio. Pior, até. Concorrem com ela. Ginásios, agências de viagens e de espectáculos, centros de explicações, táxis, empresas de mudanças e de reparações, imobiliárias e mesmo clubes desportivos que o digam.


Dado o bom grado com que os contribuintes aceitam financiar este regime concorrencial, há que ser ousado. Ir mais longe. Satisfazer outros segmentos do eleitorado. Mas, como é óbvio, tendo sempre em vista a melhoria da qualidade de vida dos potenciais votantes. Daí que se me afigure da maior utilidade a criação de casas de alterne destinadas aos mais necessitados. Financeiramente, claro. Os outros que paguem as necessidades deles. Também.