Tem sido noticia nos últimos dias a quantidade de calmantes que, diz, as crianças portuguesas estarão a ingerir. Prescritos por médicos e ministrados pelos pais, presumo. Parece que é tudo hiper-activo, ou lá o que chamam agora aos gaiatos que têm bichos carpinteiros. Uma maleita cujo principal sintoma é uma intensa comichão no lombo e que em tempos tinha um tratamento muito mais rápido, eficaz e bastante menos dispendioso. Sim, que as drogas para tratar doenças de ricos, de pobres com a mania que são abastados e de gente convencida da genialidade do seu intelecto não devem ser baratas.
A ser verdade é coisa para me deixar basbaque. Não se pode dar um tabefe num puto malcriado. É crime, dizem eles. E elas, que não pretendo discriminar os parvos em função do género. Contudo ninguém vê nenhum inconveniente em fazê-los engolir drogas. Quiçá criando dependências e provocando sabe-se lá que outros efeitos secundários. Tudo porque é mais fácil enfiar um comprimido pelas goelas abaixo à criança do que dar-lhe um sopapo. Bonito, sem dúvida. E estúpido, também.