domingo, 3 de agosto de 2014

Geninhos, vocês são os maiores!


Ficamos sempre satisfeitos quando as autoridades competentes o são realmente. Mais ainda quando se trata de pôr fim a actividades criminosas perpetradas por perigosos delinquentes. Foi o caso recente de corajosos soldados da GNR – também, carinhosamente, conhecidos por Geninhos – que detiveram, em flagrante delito, um individuo que se dedicava a apanhar pássaros. Pardais, no caso. Daqueles que há por aí às paletes a destruir colheitas. Mais. Conseguiram até, talvez com o risco da própria vida, salvar um pardal que se encontrava aprisionado nas armalhidas montadas pelo malvado caçador furtivo. Brilhante, sem dúvida. São coisas como esta que me fazem ter orgulho nas nossas forças de segurança. 

sábado, 2 de agosto de 2014

Decidam-se, porra!

Ainda não passaram muitos anos – meia dúzia, talvez – em que se gritava que a culpa da crise era do sistema bancário e dos seus lucros fabulosos. Obscenos, quase. Mudaram os tempos e os imensos ganhos da banca transformaram-se em gigantescos prejuízos. O que, face ao argumentário vigente, faria prever o fim da crise. Mas não. Quando era expectável exactamente o contrário, por os lucros astronómicos da banca terem chegado ao fim, o que aconteceu foi a agudização da crise. Portanto a culpa será sempre da banca. Quando dá lucro é culpada e quando dá prejuízo também.
Acredito que toda a gente bera do mundo escolheu fazer carreira na área financeira. Provavelmente os piores de entre os piores dedicaram-se à banca. Enquanto isso, do lado dos bons, estão todos os outros. Os que vêem a luz, os que foram abençoados pelo dom de verem a verdade que outros não alcançam e que são, em suma, verdadeiros ícones da perfeição.
Ao que se vai sabendo muitos dos que circulam pela alta finança serão, alegadamente, verdadeiros patifes. Mas, desconfio, não estarão sozinhos nisso das alegadas patifarias. É que para negociar, pelo menos, são precisos dois. Seja qual for o negócio. E podem ser muitos. Lícitos, ilícitos e assim-assim. Com muita gente. Até, se calhar, com o cidadão comum que agora anda por aí a vociferar contra aqueles com quem ainda um dia destes negociou...

quinta-feira, 31 de julho de 2014

São supersticiosos ou as fardas dão-lhes azar...


Obviamente que nem todos os ciganos são meliantes, mal-educados ou incapazes de viver em sociedade. Um ou outro não será. No entanto a tendência para a generalização torna-se mais ou menos inevitável. Manias de quem tem o azar de os ter por perto, que os outros, aqueles que insistem em imaginar realidades, não compreendem.
Quase diariamente vão-se ouvindo relatos de mau comportamento – chamemos-lhe assim – que estas comunidades, alegadamente, irão praticando nos locais que frequentam. O curioso é que todas estas “estórias” terminam no dia em a polícia passa a estar em permanência no local. Não que passem a comportar-se melhor, mas porque simplesmente deixam de lá pôr os pés.
Foi assim na piscina cá do sítio. Até à presença em permanência da PSP muito frequentada pela comunidade cigana e, amiúde, palco de conflito com os restantes utentes. O mesmo numa grande superfície comercial que há pouco tempo se mudou para as imediações do resort. Em ambos os casos a probabilidade de lá encontrar um cigano é agora pouco menos que remota. Não devem gostar de fardas, presumo. Mas, seja como for, enalteça-se a solução encontrada. Discreta, eficaz e sensata.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os malucos devem ser levados a sério. Não por eles, mas por nós.

Faz-me espécie a ausência de preocupação, no ocidente em geral e em Portugal em particular, com o crescente expansionismo islâmico e as suas ameaças de conquista de território. Incluindo, por mais que os média o escondam, a península Ibérica. Este propósito constitui uma ameaça à paz mundial, ao nosso estilo de vida e às liberdades individuais como a actual geração de portugueses nunca viu. Nem, provavelmente, todas as que nos precederam.
A inclusão do seu país na lista de conquistas de uma entidade terrorista internacional, que dispõe de uma força militar muito superior à das forças armadas portuguesas, não parece constituir ameaça que preocupe o cidadão comum. Pelo contrário. Mostra, até, alguma simpatia e compreensão pelas causas dos terroristas. Mesmo que estes se proponham cometer as maiores barbaridades em nome de um Deus qualquer.
Preocupante para a generalidade da opinião pública são os comportamentos bélicos de americanos e israelitas. Nomeadamente, por estes dias, dos últimos. Coitados. Não percebem que isto é como os ciganos. Só quem tem a sorte de morar longe deles é que os defende…

terça-feira, 29 de julho de 2014

E o sol brilhará para todos nós...

Promessas, promessas e mais promessas. Ele é aumento do salário mínimo - já vai em quinhentos e vinte e dois euros e a coisa promete não ficar por aqui - ele é redução de impostos, reposição das pensões entretanto reduzidas, incentivos à natalidade, investimento a fazer lembrar outros tempos, reabertura de serviços que foram encerrados e garantia de crescimento como antes nunca visto. Só coisinhas boas, portanto. O que é bom e a malta aprecia. A começar por mim, que exulto de tanta esperança pelos amanhas que cantam aos meus ouvidos.
Por outro lado, nem uma referência, por mais breve que seja, a explicar de onde virá tanta abundância. Que é como que diz, o dinheiro que irá pagar tudo isso. Ou, em alternativa e quanto a mim de preferência, quem é que dentro do aparelho do Estado será metido na ordem. Presumo que não o fazem porque a escolha seria difícil. Só mesmo escolhendo alguém que não vote…
Entretanto, no país das promessas fáceis e de outras irresponsabilidades, a divida continua crescer. Só por conta das empresas municipais o aumento nos primeiros meses do ano foi de oitenta milhões. Uma bagatela. 

domingo, 27 de julho de 2014

Desta vez foi o Tyson. Mais um mártir para os desmiolados defensores dos animais.


Caso já tivesse sido publicada em Diário da República, a lei que criminaliza os maus tratos a animais teria feito a sua primeira vitima. E, mesmo assim, não sei se o homem se safará de boa. Refiro-me ao policia que abateu a tiro um cão de raça perigosa, na sequência de uma intervenção policial motivada pela denuncia de um assalto que estaria a ocorrer à residência dos donos do mastim.
A corja do costume já deu inicio ao cerco e não faltam imbecis a pretender que o agente da autoridade seja punido. O coitado do homem, ou muito me engano, está feito ao bife. Nem sequer vai poder alegar legitima defesa, pois ao que consta o animal não estava armado. Por outro lado a reacção ao ataque foi claramente desproporcionada. Quando muito devia ter-se defendido à dentada. E, mesmo assim, apenas com a força necessária para imobilizar o atacante. Que, diga-se, nem precisaria ser grande porque, ao que os donos garantem, o cão era manso. Menos para quem entrava no quintal... Logo, por azar, precisamente o sitio onde o policia teve de entrar.

sábado, 26 de julho de 2014

Contentormobil



Tal como na história do ovo e da galinha jamais saberemos, relativamente a esta viatura, o que terá acontecido primeiro. Se foi abandonada já com o lixo dentro ou se, depois de ter sido votada ao abandono, os resíduos lá foram sendo depositados. Seja como for pode sempre constituir uma boa alternativa ao contentor. Nomeadamente se este estiver cheio ou demasiado longe. A menos que se trate de uma experiência cientifica em curso. Hipótese a não descurar, dado o local onde está estacionada há larguíssimos meses. Anos, arriscaria. 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Haja imaginação...


É provável que existam na região algumas dezenas de pedreiras abandonadas. Como esta. Pena que ninguém invente um desporto radical qualquer para lhes dar uso. Ou aproveite para uma coisa cultural. Ou turística, até. Dessas que estão na moda. Desde que a partir de um encontro entre um antigo guarda fiscal e um contrabandista reformado fazem uma espécie de actividade de âmbito turístico, tudo o resto se afigura possível...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Jardins verticais

Imagens como esta são cada vez mais frequentes nos centros das cidades. Ainda assim, não parecem suficientemente deprimentes para demover uns quantos totós que insistem na ideia estúpida de aumentar o IMI, como forma de financiar o despesismo avassalador que impunemente continua a fazer escola no poder local alegadamente democrático.
Era capaz – digo eu, que gosto muito de dizer coisas – ser mais razoável isentar de IMI e de outros impostos os proprietários que recuperassem os imóveis e os colocassem no mercado. De venda ou arrendamento. E se, mesmo assim, não resultasse, então, que se demolissem os prédios. Sempre dava melhor aspecto. Ah, é verdade, não pode ser. Depois deixava de pagar IMI e lá se ia a verba para o Tony Carreira...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Multiplicai-vos e pagareis menos impostos...

Muito se tem falado e escrito ultimamente sobre a reforma do IRS. Nomeadamente acerca daquela coisa da natalidade e de como é urgente e necessário estimular os portugueses a procriar. Admito que a via fiscal possa constituir um incentivo a que os portugueses se reproduzam. Mas, por si só, não chega. Não passa de preliminares. Isto se, em simultâneo, não criar um sistema de fiscalidade ainda mais injusto do que o existente.
Se beneficiar fiscalmente quem tem filhos parece consensual, já não se afigura tão merecedor de concordância tratar, em sede de IRS, por igual um contribuinte que nunca teve descendentes e outro que, tendo tido porventura até uma extensa prole, já não inclui a descendência na sua declaração fiscal. A menos que se pretenda pôr o pessoal a fazer filhos durante toda a vida. Mas isso já depende, chamemos-lhe assim, do incentivo...
Embora acredite nas bondosas intenções de quem teve as ideias agora em discussão, creio – para não dizer que tenho a certeza – que nada disto contribuirá para os portugueses se reproduzirem em número razoável. As pessoas têm, actualmente, outros valores – se é que se podem chamar isso - de que não abdicam. São opções que, mais cedo do que tarde, vão pagar. E muito mais caras do que hoje podemos supor. 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Só há estas. São para mim!


Diz que a melancia, para além de outras igualmente benéficas, possui propriedades afrodisíacas. Poderá ser essa a explicação para o açambarcamento que este freguês tratou de fazer do, alegadamente, miraculoso fruto. Ou isso ou a despensa lá de casa estava mesmo a precisar de reabastecimento no âmbito da melancia. Seja como for, o certo é que o gajo levou o stock todo. Assim do género: “Só há estas. São para mim!”. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Uma campanha que me faz ter saudade do tempo em que os animais não falavam

Ponto prévio, declaração de interesses ou o que lhe queiram chamar. Durante os mais de vinte e cinco anos que vivi no campo, mesmo à beira de uma movimentada estrada nacional, foram mais que muitos os cães e gatos abandonados que adoptei. Perdi-lhes a conta de tantos que foram. Não admito, por isso, lições de moral de ninguém acerca de como se tratam os animais. Muito menos da escória urbano depressiva, auto proclamada amiguinha da bicharada.
Isto para dizer que considero completamente estúpida, abjecta e de manifesto mau gosto a actual campanha contra o abandono de animais. Desejar a outrem a morte ou uma série de tragédias qual delas a pior, mesmo que esse outrem tenha cometido um crime - e abandonar um animal é disso que se trata, de um crime - não é digno de quem se proclama civilizado ou inteligente. Gente, diga-se, quase sempre tão tolerante relativamente a outros crimes que por aí se vão praticando.
Curiosamente ninguém reclama da dita campanha, continuando a mesma, despudoradamente, a ser emitida. O que, convenhamos, constitui um precedente deveras preocupante. Um destes dias será perfeitamente legitima a emissão de uma campanha nestes moldes – ou noutros muito piores, por serem crimes mais graves - contra a violência doméstica, a pedofilia, os homicídios ou o abandono de idosos.
Não pode valer tudo. Apesar de os animais terem voltado a falar, isto ainda não é a selva!

Deixem trabalhar o homem, pá! Que é dos gajos que esturram dinheiro à fartazana que a malta gosta!

Rondão de Almeida, seja lá qual for o papel que desempenha na Câmara de Elvas, tem uma longuíssima legião de admiradores naquela cidade. O resultado está à vista. Reeleições sucessivas, maiorias esmagadoras e, como sempre sucede relativamente a estas pessoas, gente capaz de por ele, como dizia a minha avó, dar o cú e mais cinco tostões. Entre os quais alguns eleitores de localidades vizinhas, manifestamente impressionados com a obra que o fulano ergueu na cidade raiana. Onde – prova da evidente modéstia do senhor – tudo se chama “Rondão de Almeida”. Desde faraónicos “coliseus” a parques de estacionamento. Passando, talvez, por algum sanitário mais catita.
Quando a lei travou a sua eternização no poder, inconformado com tamanha injustiça, o homem tratou de arranjar um delfim. Que agora, ao que rezam as crónicas, se aborreceu do seu papel. Secundário, ao que parece, pois o principal continua, alegadamente, a pertencer ao outro. Mas a busca de maior protagonismo por parte do presidente eleito não foi pacifica. Zangaram-se com ele por não se limitar a desempenhar o lugar sem aborrecer quem trabalha. Realmente não se compreende que um presidente eleito tenha o desplante de pretender mandar alguma coisa.
O que também não se compreende é o silêncio do líder do Partido Socialista relativamente a esta questão. Nem um pio do Tozé. Quando, acho eu, muito havia para explicar. A começar pelo facto de ter permitido a inclusão do antigo presidente – impossibilitado de se candidatar ao lugar – na lista de candidatos à Câmara. Só um cego não viu que o resultado, mais cedo do que tarde, ia ser este.

domingo, 20 de julho de 2014

Tuning rural


Algum motivo, que nem me atrevo a questionar, terá o dono desta carrinha de caixa aberta para assim a ornamentar. Achará que lhe fica bem, que chama a atenção ou, até, a torna mais bonita. Deve ser uma espécie de tuning, ou lá o que é que chamam a essa coisa de transformar veículos normais em aberrações com rodas. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quem te avisa...



Há quem considere que as lojas dos chineses não vendem artigos de qualidade. Eles, os chinocas, também. Fazem, até, questão de nos informar disso mesmo nas embalagens. Ainda bem. Assim, se acontecer algum acidente doméstico relacionado com a cortina da banheira ou do chuveiro, ninguém pode alegar que eles não avisaram que o produto era uma peva. A cem por cento.  

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Se é para indignar tem de ser a sério.

Tenho visto nos últimos dias muitas reacções indignadas por, num hospital publico, terem morrido dois doentes alegadamente por causas que – ao que tem sido noticiado - terão a ver com procedimentos médicos que não terá sido possível realizar em consequência das restrições orçamentais a que o estabelecimento hospitalar está sujeito. Á semelhança, como se sabe, de todo o serviço nacional de saúde e de, como será suposto, toda a administração pública.
A ser assim é, de facto, revoltante. Principalmente quando, no mesmo país, não há restrições de carácter orçamental, financeiro ou, sequer, de bom senso que travem os espectáculos, a construção de centros culturais ou a instalação de relvados sintéticos. A mim, para além da indignação que me causam as mortes pelo alegado motivo, indigna-me muitíssimo mais que ninguém se indigne – mas daquela indignação mesmo à séria – de cada vez que o dinheiro público, que podia servir para salvar vidas, seja esturrado em coisas que, comparadas com a vida humana, valem zero. Quantos, de entre os que se indignam com as mortes em questão, já se indignaram por o Toino Carreira ir repetidas vezes cantar às festas da terrinha?! Ou pela construção do décimo quinto espaço cultural do seu concelho?! Ou pela instalação do relvado sintético na aldeia cuja equipa joga na quinta divisão distrital?!
Pode-se sempre argumentar que isso são “peanuts”. Que o BPN, as PPP's ou os juros da divida é que nos levam o couro e o cabelo. Será. Mas, quando me começaram a cortar o ordenado, a primeira coisa onde cortei foi no segundo café do dia...Quero eu dizer na minha, para quem não me entende, que se deve começar sempre pelas coisas mais pequenas. Se não for assim nunca chegaremos às maiores. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

"Mata-os bem mortos". Como prometia um slogan publicitário dos anos setenta...

Há uma espécie de paranóia qualquer em relação aos animais. Não se lhes pode tocar. Um dia destes esmagar uma lesma constituirá um crime de gravidade quase ao nível de um homicídio. Vivi metade da minha vida no campo e, por isso, não admito que uns quantos urbano-depressivos me dêem lições acerca da maneira como tratar a bicharada.
A passarada, por exemplo. Nem um estúpido pardal se pode matar. Ou melro, que até há pouco tempo era – e bem – uma espécie protegida por estar quase em vias de extinção mas que hoje constitui uma verdadeira praga. Agora, pasme-se, nem os ratos – acham algumas bestas – se devem matar. A solução que propõem é apanhá-los de forma que não lhes cause sofrimento e libertá-los no campo... Como um dia destes – garanto que é verdade – exemplificavam num programa televisivo.
A minha tolerância para este tipo de gente é muito limitada. Que é como quem diz, não tenho paciência para os aturar. Daí que, só para os aborrecer, deixe uma sugestão de combate a invasores de pequeno porte. Esta cola, uma vez pisada por uma osga, um rato ou um pardal, vai deixá-los bem colados ao chão. E nem precisamos de os matar. Eles morrem de exaustão a tentarem libertar-se.  

terça-feira, 15 de julho de 2014

Eu apoio Israel!

Estar do lado dos árabes no conflito que estes mantém com Israel deve ser coisa de bom tom. Aquilo a que se chama de politicamente correcto. Talvez, até, sinal de inteligência superior, elevados conhecimentos de politica internacional e de uma invulgar capacidade de análise da estratégia de combate e da luta dos povos contra os opressores. Seja lá o que for que tudo isso signifique.
Sem esquecer, claro, os direitos humanos. Postos em causa, invariavelmente, pelos israelitas. Uns malandros que se fartam de matar civis indefesos. Civis esses que, diga-se, até são avisados uns minutos antes para evacuarem a área a limpar. Já os cobardes que se escondem, a eles e às armas, entre a população e que impedem os habitantes de dar frosques antes que os misseis caiam, não merecem nenhuma espécie de culpa e são, para muitos, uns heróis.
Respeito quem assim pensa. Se são felizes assim, é lá com eles. Apesar de a achar a ideia do mais parvo que há. Mas respeitava muito mais se, tal como fazem os talibans ocidentais, fossem para lá lutar aos lado dos que defendem. Servir de escudos humanos a terroristas ansiosos por lhes rebentar o canastro. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A sério que ainda não aprenderam?!

Acho deveras curioso que, quando se fala de edifícios degradados ou em risco disso, surja sempre alguém a sugerir, quase à laia de obrigação, que o dito prédio seja comprado pelo Município. O país, autarquias incluídas, não tem dinheiro para mandar cantar um cego. Os portugueses não se cansam de reclamar – e com toda a razão – do enorme saque fiscal a que estão sujeitos. O Estado – logo, também, as autarquias – são financiadas com o produto do enorme rombo que as finanças provocam nas nossas algibeiras. Mas, ainda assim, há quem insista na tese que cabe aos municípios comprar tudo o que está a cair. Pois que caia. Ou, como sabiamente diz o povo, que se vão os anéis e fiquem os dedos. No caso, que caiam essas “relíquias” mas fiquem as pessoas.
Há, ainda, quem acene com fundos comunitários para que, mesmo sem dinheiro, as câmaras desatem a comprar e restaurar tudo o que é ruína urbana. Não sei se sabem, mas o financiamento europeu ao desbarato já foi chão que deu uvas. E, mesmo que seja obtido, resta sempre a componente nacional. Para a qual não há graveto. Nem quem o empreste. Em boa hora a banca nacional foi impedida de financiar as autarquias...

domingo, 13 de julho de 2014

Perdão?!

Anda por aí meio mundo – talvez mesmo mais – a exigir a renegociação da divida do país. Não sendo especialmente entendido nesta questão, nem nos assuntos dela derivados – sou tão ignorante, aliás, como a maioria dos que sobre ela opinam - há, no entanto, duas ou três questões que quando ouço falar no perdão do calote da república me deixam ligeiramente inquieto.
Uma delas – a principal, diga-se – é saber quem vai ficar a arder. Ao que parece parte significativa da divida portuguesa estará nas mãos dos bancos nacionais, da segurança social e dos portugueses que nela investiram com a esperança de rentabilizar as suas poupanças. Muitos talvez nem sejam gananciosos capitalistas. Quiçá apenas reformados ou funcionários públicos a quem o governo roubou, entre cortes e aumentos de impostos, três ou quatro meses de reforma ou ordenado por ano.
Nada que preocupe os iluminados que, despudoradamente, sugerem que o país não cumpra as suas obrigações perante os que emprestaram o dinheiro que manteve esta merda a funcionar. O deles, provavelmente, estará na Suíça ou num offshore qualquer, daí que não se importem de perdoar tudo e mais um par de botas. O que me admira é haver quem, entre os cidadãos mais ou menos normais, vá na conversa. 

sábado, 12 de julho de 2014

Estacionamento tuga


Palavras para quê... É um estacionamento tuga e está tudo dito. No caso em versão duas rodas, mas com o dobro da petulância.  

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Impostos verdinhos

Hesito quanto a isso da fiscalidade verde. Ainda que me agrade a ideia de aumentar os impostos onde a possibilidade de fuga seja menor, visando – supostamente, é claro – reduzir o IRS. Que, como se sabe, é aquele imposto que apenas é pago pelos que a ele não podem fugir. E hesito porque duvido que à criação de novas taxas e ao aumento das que já existem – para proteger o ambiente, dizem eles – corresponda uma redução de qualquer outro imposto.
Daquilo que se tem dito e escrito sobre o assunto retive, essencialmente, a ideia de cobrar, a título de imposto verde, dez cêntimos por cada saco plástico. Compreendo a intenção. Pelo menos faço um esforço nesse sentido. Se não aplaudo a iniciativa é, apenas, porque de fora ficarão, a julgar por aquilo que foi noticiado, uma série de situações que, em minha opinião, deviam ser igualmente taxadas. Porquê os sacos e não os copos, as garrafas ou as “pancartas” que, tanto ou mais que os sacos de plástico, poluem as nossas cidades? Ou, ainda no âmbito de coisas poluentes que demorarão uma eternidade a decompor-se, porque não taxar igualmente os pensos higiénicos, as fraldas e os preservativos?
Mas o que mais lamento e me decepciona nesta deriva ambiento-fiscal-esverdeada, é a ausência de referência à poluição causada pelos canídeos na via pública. São muitas as toneladas de merda de cão espalhadas por aí, cuja remoção custa muito dinheiro e que colocam em causa a saúde pública. Contudo ninguém se lembrou de agravar substancialmente as taxas sobre a posse de cães. Pelo contrário. O parlamento está até, por estes dias, a discutir uma petição visando tornar dedutível em sede de IRS as despesas de saúde dos bichos de estimação!!! Coisas de gente doida, é o que é. Ou, então, o louco sou eu. Mas se for, perante uma realidade destas, tanto melhor.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O rebanho


Não sou muito dado à observação das incidências da vida campestre. Mas, ainda assim, estou em crer que não deverei andar muito longe da verdade se considerar a ovelha como um dos animais mais estúpidos que podemos encontrar nas nossas deambulações campesinas. Deve ser pelas náuseas que me causam os comportamentos de rebanho. Coisa que nós, cá pela tugolândia, somos especialistas em adoptar. O que faz um, fazem todos. Ou quase. E, normalmente, só muito tarde damos conta que fizemos mal. Exemplos? Ora, ora...são tantos que ia passar aqui mais tempo a enumerá-los do que as viúvas e divorciadas no facebook.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Pagar?! A dividir por todos custa muito menos...

Diz que nunca se deveu tanto ao banco. Consequência, presumo eu que não sou de intrigas, de nunca se ter pedido tanto dinheiro emprestado à banca como nos anos mais recentes. Nomeadamente os que antecederam aquilo a que chamamos crise. Ou seja: fomos – os que foram, claro – pedir empréstimos como se não houvesse amanhã e hoje não temos dinheiro para pagar os desvarios que cometemos ontem. Mas não tem mal nenhum. Agora andemos de Audi e semos uns verdadeiros trota-mundos. E um dia, quando a tal politica de crescimento for decretada, vamos lá sacar mais uns trocos. Qu'isto a vida são dois dias e temos de nos adevartir. Samos mesmo espertos...

terça-feira, 8 de julho de 2014

Alguém que os tem no sitio...

Só não tiro o meu chapéu ao Presidente da Câmara da Vidigueira por que não uso. Mas talvez passe a usar só para o poder tirar. O ilustre autarca merece. Não é qualquer um que tem coragem de correr com os habitantes indesejáveis, párias e causadores de conflitos permanentes com a restante população. Por mais popular junto do seu eleitorado que a iniciativa se revele. Tanto não é fácil que o seu exemplo não frutifica. Infelizmente.
Claro que afastar esta malta provoca uma imensa comichão na intelectualidade bem pensante e naqueles, que não sendo propriamente intelectuais nem bem pensantes, têm a mania que o são. Aquele tipo de gente que aprecia imenso as qualidades da minoria em causa e que não hesita em tecer uma quantidade de comentários banais acerca dos sentimentos racistas de quem, vivendo por perto ou sendo obrigado a conviver, não gosta de ser ofendido, roubado, agredido ou simplesmente incomodado por essa espécie.
A solução para a urticária desses alarves é muito simples. Levem-nos para casa. Deixem-nos montar as “barrecas” no quintal. Ou melhor, cedam-lhes os montes, que alguns desses moralistas têm no Alentejo, para eles viverem. E, já agora, ponham os filhos nas mesmas escolas. Depois disso, então, falem ou escrevam sobre as maravilhas da convivência com esse pagode. Até lá o melhor é não mandarem bacoradas sobre o que desconhecem, nem fazerem juízos de valor acerca de quem tem a fatalidade de ser obrigado a aturar aqueles energúmenos.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Coisas que m’atormentam

Relativamente ao resort cá do sítio há coisas que me deixam inquieto. A começar pelo número inusitado de jovens grávidas e/ou com uma prole extremamente numerosa. São mais que muitas. Todas miúdas que aparentam não ter mais de dezassete ou dezoito anos. Algumas, mesmo sem lhes ver os dentes, quase sou capaz de garantir que não terão mais do que treze ou catorze. Embora a quebra da natalidade constitua um problema sério, não acredito que isso seja motivo de preocupação para aquele pagode. Deve ser mais trabalhar para o rendimento.
Ainda que a comunidade residente no resort seja constituída por várias centenas de elementos, raramente se dá conta da morte de algum deles. Mesmo com o aumento da esperança média de vida, da estadia forçada que alguns entre os mais velhos farão em locais mais recatados, não deixa de ser estranho que apenas muito esporadicamente – tão esporadicamente que ninguém, entre aqueles a quem perguntei, se lembra do último - se dê conta da realização de funerais de pessoas ali residentes. Coisa que, dada a exuberância que caracteriza da cerimónia fúnebre, dificilmente passaria despercebida. Estranhíssimo, sem dúvida…
Não menos estranho, também, o modo anormalmente calmo e pacifico com que umas quantas habitações do dito resort foram demolidas. Nem um protestozinho acompanhado das lamurias habituais nestas circunstâncias… Será que têm a promessa de ir para um sítio melhor?! 

sábado, 5 de julho de 2014

Tralha!


Desta manchete do Correio da Manhã podem ser tiradas várias ilações. De natureza diversa, também. As positivas é que o homem se está a esforçar por combater o desemprego. Ou, se quisermos ver o copo meio cheio, que em vez de trinta podiam ser ainda mais os bois socialistas na autarquia lisboeta. A bem-dizer até são poucos.
Olhando a coisa pelo lado negativo facilmente concluímos que este é igualzinho aos outros. O que contraria o messianismo que para aí vai em redor da criatura. É mais um que faz exactamente a mesma merda que os demais. Na Câmara agora, no governo depois. 
Finalmente a justificação para as nomeações:“Filiação partidária não pode lesar pessoas”. Dificilmente se encontra explicação mais estúpida. Podiam ter argumentado que para os lugares a desempenhar são, aqueles, os mais competentes ou que dão melhores garantias quanto ao desempenho do lugar e que o facto de serem socialistas é apenas mera coincidência. Até podiam justificar que escolheram aquelas pessoas apenas porque sim. Porque lhes apeteceu. Ou, simplesmente, porque todos fazem o mesmo. Mas não. Tinham de se armar em espertos. Estamos bem entregues, estamos. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Vêm aí os mouros…outra vez!

Um bando de criminosos organizados, que se auto intitulam Estado Islâmico do Iraque e do Levante, divulgou um mapa com os seus desejos de conquistas para os próximos cinco anos. Nele, para além de vastas áreas do norte de África e do leste europeu, estabelece-se como objectivo a ocupação da península ibérica.
Ao assunto, tanto quanto me apercebi, não foi dada grande importância. Excepto um pequeno apontamento num telejornal do segundo canal da RTP e uma ou outra breve referência nos jornais, o tema não suscitou interesse à comunicação social lusa. Fossem os protagonistas Putin, Le Pen ou Berlusconni e teríamos caso para abertura de telejornais durante dias seguidos e garantidas horas de debate com os mais variados especialistas em coisas. Critérios. Ou medo de ferir a susceptibilidade da malta da toalha enrolada aos cornos. Que, como se sabe, é um pessoal muito sensível.
Acredito que, mais ano menos ano, tudo isto vai ficar entregue a esses bichos. Mas, se aquela escumalha for paciente, não será necessário disparar um único tiro. Nem precisam de para cá mandar javordolas todos armadilhados. A demografia fará o seu trabalho. Ainda bem que até lá temos tempo suficiente para destruir o que resta do país…



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cuidado com as carteiras!

Culpar os municípios pelo incumprimento do défice parece-me manifestamente abusivo. Verdade que os autarcas são, por natureza e de uma forma geral, gastadores compulsivos que adoram distribuir dinheiro pelos eleitores esturrando dinheiro como se não houvesse amanhã. Mas há excepções. Ainda que possam não ser muitos, há municípios que têm as contas equilibradas graças a uma gestão, do ponto de vista financeiro, mais ou menos previdente.
Quanto aos outros – aos gastadores - não vale a pena. São um caso perdido. Ninguém, mas mesmo ninguém, os consegue controlar. Por mais legislação que se produza arranjam sempre maneira de lhe dar a volta. E se agora é assim, imagine-se o dia, não muito distante, em que um actual autarca, por sinal de uma das mais endividadas Câmaras do país, for o primeiro-ministro. Preparemos, pois, as carteiras. Comparado com o que, então, vai ser preciso, o actual saque fiscal não passa de coisa de meninos.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Barata de sangue azul



Este bicharoco – uma barata, no caso – sofreu um ligeiro acidente. Uma coisa de nada, quase. Digamos que se tratou de uma intersecção espaço-temporal com um sapato da qual resultou o seu esmagamento. Em função disso as entranhas da Blattodeadiz que é esse o nome fino do rastejante – espalharam-se pelo pavimento. Em tons de azul, como demonstra a imagem colhida instantes após a ocorrência. O que suscita diversas e inquietantes questões acerca dos hábitos alimentares do bicho. A menos que se trate de uma barata com ligações à realeza. No entanto as testemunhas ouvidas no local contrariam esta tese, inclinando-se mais para um eventual desvio comportamental do insecto que o terá levado a ingerir alimentos pouco adequados à sua dieta tradicional. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Uns malvados, esses banqueiros manhosos...

Tenho dificuldade em aceitar que muitos dos que estão hoje mega- endividados sejam pessoas com fraca literacia financeira. Umas vítimas da voracidade do sistema bancário como, quase sempre que se fala nestes assuntos, nos pretendem fazer acreditar. Mas não são nada disso. Antes pelo contrário, sabem-na toda.
A evidência do seu esclarecimento acerca destes assuntos manifesta-se pelo recurso a financiamento junto de instituições financeiras que a generalidade dos cidadãos nem desconfia que existam. Algumas nem sequer fazem publicidade em Portugal. Eu, que não me considero mal informado de todo quanto a estas matérias, nunca ouvi falar de sociedades de crédito que, com inusitada frequência, aparecem a reclamar as dividas deste pagode. Como a AOF4 sarl, por exemplo.
Convenhamos que, para iletrados financeiros, estão muito bem informados quanto às opções de mercado. Um conhecimento, em muitos casos, inversamente proporcional à vontade de pagar.

domingo, 29 de junho de 2014

Estacionamento tuga


Como se não bastassem as horríveis barracas de lata, que vá lá saber-se porquê uns quantos totós insistem em considerar típicas, tornou-se moda recente estacionar nesta zona pedonal. Como se num domingo, na buliçosa cidade de Estremoz, não houvesse lugar para estacionar o chaço. É por estas e por outras que me apetece dizer: Volta “Sandokan”, estás perdoado! 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

De uma ou outra forma será sempre uma espécie de matadouro...


Não gosto de touradas. Por nada de especial. Simplesmente não gosto. Mas detesto muito mais os anti-taurinos. E em relação a esses tenho muitos motivos para os detestar.
A juntar a todos as outras deram-me, por estes dias, mais uma razão para desprezar a actuação dessa gente. Não se cansaram, na época, de manifestar o seu gáudio pela decisão do parlamento catalão de proibir as touradas. Consideraram, até, estarmos perante um avanço civilizacional. Contudo, estranhamente, ninguém os ouve protestar contra a transformação da praça de touros de Barcelona numa mesquita. A maior da Europa, ao que se diz. Nem, provavelmente, encaram isso como um retrocesso da civilização ocidental. O mais certo é nem se importarem.
Vão ver, algumas activistas da causa anti-touradas, sempre tão preocupadas com o que acontece aos bois, até terão alguma compreensão pela forma como os islâmicos tratam as mulheres. Ou, pelo menos, olham para o tema com indiferença. Trata-se de algo que acontece lá longe e, portanto, acharão que não lhes diz respeito. Por enquanto. O pior é que eles estão aí. À nossa porta.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

E depois há crise, pá....


Por altura dos santos populares a sardinha – daquela fresca, acabada de pescar - chegou a ser transaccionada em lota a vinte cinco euros o quilo. Também a congelada atingiu valores dignos de peixe realmente bom. Presumo que esta súbita carestia tenha a ver com a inusitada procura ou a eventual escassez. Mas, seja um ou outro o motivo, isso traduziu-se na venda ao público, nos muitos arraiais populares, a valores médios de um euro e meio a unidade. Ainda assim vendeu-se tudo. O que quererá dizer, mas isso sou eu a especular, que se calhar a crise, a austeridade, a perda de poder de compra e, em suma, a desgraça, não são exactamente o que por aí se pinta...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Crime, disserem eles. Uns quantos socialistas, no caso.

Numa tirada à “Capitão Obvious”, um grupo de notáveis socialistas, conhecidos pelas criticas que teceram ao governo de José Sócrates, divulgou um manifesto onde consideram que o regresso ao poder dos mesmos que conduziram Portugal para o desastre seria um crime contra a nação portuguesa.
Verdade que o criminoso volta sempre ao local do crime. Tão verdade como a tralha socrática e guterrista estar toda a posicionar-se para o assalto ao pote. Mas, se tal ocorrer como eu acredito que aconteça, os “criminosos” não serão apenas os que regressarem ao poder. Serão todos os que contribuírem para os eleger.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Querem "escala"?! Eu digo-lhes onde podem arranjá-la...

Considero-me um gajo tolerante relativamente ao disparate. Até porque, reconheço, sou um exímio praticante da arte de disparatar. Mas perante opiniões disparatadas de gente que tem a sua própria opinião em grande conta – como se fosse a detentora da verdade e todos os outros uma cambada de parvos – os meus níveis de intolerância disparam para valores que se aproximam perigosamente da vontade de ver o opinador falecer.
Vem isto a propósito de umas quantas criaturas que defendem a extinção dos municípios com reduzido número de habitantes. A quantidade de habitantes, abaixo da qual não se justifica a existência desta unidade administrativa, vai variando de acordo com a forma, mais ou menos radical, que o defensor da ideia olha para o assunto. Dez mil parece ser um número vagamente consensual.
Admito que, num ou noutro caso, até podem ter razão. Haverá, concedo, vários municípios com tão pouca população que podiam perfeitamente ser agregados ao concelho vizinho. Embora a poupança daí resultante fosse meramente residual. Se essa gentinha quisesse poupar à séria tratava era de propor a fusão, por exemplo, do Porto e Gaia, ou Porto e Matosinhos, ou Amadora, Odivelas e Loures, ou Barreiro, Montijo, Seixal e Alcochete ou Cascais, Oeiras e Sintra. Isso é que, sem prejuízo absolutamente nenhum para as respectivas populações, gerava essa coisa da escala ou lá o que é. Lixava era “tachos” como o caraças. O que seria uma chatice. Até para certos opinadores.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Estacionamento tuga


Tuga que se preza estaciona onde muito bem lhe apetece. Incomode ou não os outros. Nem isso do transtorno que possa causar é coisa que suscite no tuga qualquer preocupação. Desde que fique mais perto do local de destino, por ele, tudo bem. Claro que, para manter a boa forma, é gajo para vestir o fato de treino e caminhar sem destino que nem um maluco. Mas isso é quando não tem que ir ali despachar umas sardinhas ou uns coiratos e emborcar umas “mines”. Nesse caso o carrinho fica onde mais dê jeito. Ao tuga, claro. Porque eu, se quiser sair com o meu popó, que me desenrasque!

domingo, 22 de junho de 2014

Carnaval? Verão? Gajas? Humm... hesito.

Reconheço com facilidade a minha ignorância em assuntos carnavalescos. Daí que não consiga entender o conceito de “Carnaval de Verão”. Mas isso, admito, talvez se deva ao fraco entendimento que manifesto em relação a Carnavais de uma maneira geral.
Ainda assim levantei o rabo do sofá e, feito alarve, fui dar uma olhadela ao alegado corso que ontem desfilou pelo Rossio cá do sitio. Com a secreta esperança que desta vez é que havia gajas nuas. Mas não. Nada de moçoilas desnudadas. No meio da escuridão, a minha falta de vista apenas me permitiu descortinar uns vultos fantasmagóricos – pareciam uns pássaros, de tantas penas que ostentavam - com umas vestes, digamos, mais ligeiras. E nem posso garantir que todos eram gajas...

sábado, 21 de junho de 2014

Não é por nada, mas...


Chamem-me o que quiserem, mas este barbeiro não punha uma navalha de barbear no meu pescoço...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

E os juniores, ficam à porta?!

A ideia de um ginásio municipal parece, já de si, suficientemente parva. O negócio dos ginásios é coisa de privados e as autarquias não têm de meter aí o bedelho. A menos que pretendam entrar pelo caminho da concorrência desleal e rebentar com a iniciativa daqueles que procuram fazer pela vida.
Mais parvo que a ideia anterior só criar um ginásio sénior municipal. Destinado apenas, suponho, a uma determinada faixa etária. Pago provavelmente, que isto não há almoços grátis, com o dinheiro de todos. Satisfazer os eleitores é uma coisa muito bonita. Dar graxa aos velhinhos, também. Eles são muitos e se tiverem passeios, almoçaradas, festas e – a iniciativa que faltava – ginásios para tratar do esqueleto, vão ficar muito contentes. E continuar a votar na malta, claro.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Temos homem! Ai temos, temos.

António Costa proclamou ontem que o país não está condenado à austeridade. Há, garante o próximo primeiro ministro, outra via. Aumentar a riqueza. Não sei como é que até agora, tantos e tantos bitaites mandados ao ar sobre a melhor maneira de sair da crise, ainda ninguém se tinha lembrado disso. Lembrou-se ele. Que é, para o caso, o que importa.
Assim de repente não sei ao certo – pior, nem ao incerto – o que significa, no contexto de solução para o actual estado de coisas, isso de aumentar a riqueza. Não sei nem me interessa muito. Mas gosto. Bastante, até. Posso afiançar que estou quase, quase, convencido que a ideia – repito, seja lá o que for que ela represente – está prestes a tornar-me num indefectível apoiante do homem. Essa coisa de me aumentar a riqueza está mesmo a entusiasmar-me, o que é que querem...

terça-feira, 17 de junho de 2014

O rebanho está à espreita


A existência de um saldo de gerência próximo do zero ou de vários milhões, no final de um exercício orçamental, não significa grande coisa acerca do que foi a gestão de um município durante o período em questão. Tanto pode ter sido excelente como péssima. Mas, tratando-se de Rui Rio, inclino-me mais para a primeira hipótese. Embora sem grandes certezas, dado que a maneira como muitas autarquias – e também a do Porto - publicam as contas nos respectivos sites, não permite o acesso fácil e intuitivo às mesmas. Até parece que têm algo a esconder. Ou então sou eu que não tenho jeito para procurar este tipo de informação.
Já a reacção do PS aos números do saldo da gerência da Câmara do Porto - não do “resultado” como aparece na noticia, por que isso é outra coisa – nada tem de surpreendente. Toda a gente conhece a veia gastadora do Partido Socialista. Estamos todos a pagá-la. Mesmo ao nível das autarquias, se alguém tiver dúvidas, basta ver a lista de municípios alegadamente em dificuldades financeiras, recordar quem esteve no poder nos últimos anos nessas câmaras municipais e depressa deixará de acreditar em coincidências.
Não são precisos grandes dotes adivinhatórios para prever qual vai ser o nosso futuro assim que o Costa de Lisboa chegar a primeiro-ministro. O rebanho, que tem andado meio escondido, começa a espreitar. Está ansioso por se chegar à gamela dos milhões e desatar a esturrá-los. Façamos-lhes a vontade. Assim como assim já rebentámos a vida dos nossos filhos, por que não rebentar também com a dos nossos netos?

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Caça ao proprietário. Não devia ser ao incendiário?!

Chegou o calor a sério e, com ele, a época de incêndios. O que suscita, como habitualmente, o costumeiro rol de acusações contra os malvados proprietários que não limpam os seu terrenos. Uns malandros, esses campónios, que deviam ser severamente punidos, garante a malta das cidades.
Ora aí, nisso da punição, é que bate o ponto. Era competências das Câmaras Municipais aplicar a multazinha a quem não procedesse à limpeza dos terrenos de sua propriedade. Era, mas já não é. E deixou de ser porque – diz – nunca ninguém foi multado. Por causa disso – a inoperância municipal - vai agora ser outra entidade qualquer a apresentar a conta a quem não tiver o mato devidamente cortado.
Por mais diligente que a nova autoridade se revele, é capaz de ser problemático encontrar a quem apresentar a multa. Muito me engano eu se, num número astronómico de casos, os proprietários não tiverem já quinado. E, bem assim, os herdeiros. E, às tantas, até os herdeiros dos herdeiros já se lhes juntaram. “Ah, e tal, multa-se a herança”. Pois, Deve ser, deve... Mas, ainda que assim seja, cobrar a “respectiva” é capaz de constituir outra dor de cabeça. O melhor para todos, parece-me, seria nessas circunstâncias o Estado ficar com o terreno. Assim uma espécie de reforma agrária. Era um alivio para os actuais “donos” e passava a andar tudo num “brinquinho”. Era um gosto ver. Aposto.

sábado, 14 de junho de 2014

Coisas aparentemente não relacionadas




Entre este dois acontecimentos decorreram trinta e nove anos. Daí que nada os ligue um ao outro. Nada. A não ser o calor. E terem acontecido no Verão. Ah, e envolver despedimentos e isso. Mas no primeiro caso foi completamente diferente. Estava lá o coiso do nobel, nomeado para chefe daquilo pelo primeiro ministro do melhor governo de todos os tempos. E único verdadeiramente democrático, já ouvi dizer. Portanto foi uma coisa bem feita. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A vida de deputado é lixada. A sério.

Ao contrário do que não raras vezes somos levados a acreditar, a vida de deputado não deve ser fácil. Nem estou a pensar nas inúmeras secas que, coitados, têm de aturar aos seus pares mais palradores. Ou, tão pouco, da sua incapacidade de tocar em supostos interesses instalados sem que, como muito bem lembrava um cavalheiro que já terá exercido a função de representante do povo, alguém venha tornar públicos aspectos da vida privada de quem se atrever a afrontá-los.
Estou, quando reconheço a dificuldade do cargo, a lembrar-me das coisas que ninguém – ainda que deputado – devia ter de aturar. Como esta petição, por exemplo, que pretende instituir o “Dia nacional dos sonhos”, esta outra que pretende restringir a realização de obras entre as as dez e as dezassete horas ou, ainda, esta que pretende tornar impenhoráveis os bens de família.
Não sei, assim a bem escrever, por que raio dizemos dos nossos representantes o que Maomé não se atreveu a dizer do toucinho. Afinal eles representam na perfeição um povo sonhador, apreciador do sossego e exímio em encontrar razões para se escapar ao pagamento das dividas que contraiu. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Encerramento de escolas. Ou como o interesse das crianças não interessa nada.

Quando leio as preocupações que vão sendo manifestadas acerca do encerramento, por falta de alunos, de escolas do ensino básico, não consigo evitar uma gargalhada. Não que o fecho de serviços públicos, nomeadamente no interior do país, constitua motivo para risota. Ou que a desertificação, de que o fechar da escola é apenas uma consequência, me dê vontade de rir. Pelo contrário. São assunto sérios. A gargalhada que solto é de escárnio pela falta de seriedade com que são tratados.
Usa-se, quase sempre, como argumento contra o encerramento das escolas das pequenas localidades do interior a distância que, no futuro, as crianças vão ter de percorrer até à escola mais próxima. Normalmente na sede do concelho. Omite-se - provavelmente porque pensam que somos todos parvos e que toda a gente come o que lhe põem na gamela – que em vários pontos do país, nomeadamente onde existem escolas em risco de encerramento, é feito o transporte escolar em sentido inverso. Isto é, os municípios estarão a transportar alunos residentes nas sedes de concelho para as escolas das aldeias apenas para as manter abertas. Não vou sugerir que quem o faz está a delapidar recursos públicos. Nada disso. Mas já quanto ao argumento do alegado transtorno provocado às criancinhas... sou capaz de o achar um bocado parvo.
Há, depois, outras questões relacionadas com os recursos humanos afectos a esta área. Ao que parece – embora não tenha confirmação e me custe a acreditar na veracidade da coisa – existirão escolas onde serão, entre professores e auxiliares, quase tantos os funcionários como os alunos. Mas isso já será outra história. Quase tão misteriosa como aquela onde se conta que, apesar de já terem encerrado um número imenso de estabelecimentos de ensino, o número de trabalhadores afecto a este sector terá continuado a aumentar. Alegadamente, claro. Se calhar são apenas histórias da carochinha.
Não estou com isto a defender o encerramento de coisa nenhuma. Gostava apenas que se falasse verdade aos eleitores contribuintes portugueses. Manias.



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Eleições ou reciclagem?

Acho um piadão à malta que anda por aí a berrar por eleições antecipadas. Aos do PS ainda percebo. Sentem falta dos “lugares” e estão desejosos de voltar a meter a mão no pote. Já quanto aos outros - os cidadãos anónimos que revelam essa vontade seja em manifestações, à mesa do café, nos blogues, no fuçasbook ou nos mais variados espaços onde podem exprimir opinião – tenho, confesso, manifesta dificuldade em perceber esse desejo. Querem eleições para quê? Para se abster violentamente? Para voltar a colocar no poder aqueles que antes era maus, não serviam para governar, que queriam pôr na rua, mas que agora já são bons e que desta vez é que vão governar mesmo, mas mesmo, muito bem? Sim, por que outros, que não os que estiveram lá antes e nos conduziram a esta estratégia, não estou a ver que possam ir para o governo. Os mesmos que já reafirmaram estar orgulhosos do que fizeram antes e que, portanto, irão fazer o mesmo. De novo.
Esta foto foi obtida em Évora. Num dia em que o Sócrates e um batalhão de ministros do seu governo ali se deslocou. Não me recordo se António Costa, aquele que agora parece ser uma espécie de D. Sebastião, fazia ou não parte da comitiva. Tem, portanto, já uns anitos. Mas podia ter sido tirada ontem. E daqui por mais um tempo, após as tão ansiadas eleições, continuará a estar actual. Tão certo como, também nessa altura, não faltar quem continue a reclamar por eleições antecipadas.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Gozar com as doenças dos outros é coisa de gente mal-educada. Pelo menos era, dantes, quando éramos todos umas bestas.


A propósito do desfalecimento do Presidente da República não tardaram a surgir piadolas e frases mais ou menos ordinárias acerca da ocorrência. Apeteceu-me seleccionar uma. Que nem é das piores, diga-se. Mas que ainda assim fica mal a quem a escreve. Militante do partido comunista e, pelo menos era até há pouco tempo, dirigente regional daquela agremiação. Não é verdade senhor ex-presidente da câmara? Ou devo dizer ex-múmia?