segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Eles estão a gozar connosco, não estão?

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Noutros tempos cada aldeia tinha o seu maluquinho. Hoje os maluquinhos migraram para as cidades e tomaram conta do poder. Estão por todo o lado, mandam em tudo e ai de quem ousar discordar das suas ideias. Há, entre os maluquinhos que mandam nisto tudo, diversas variantes de maluquice. Uma delas é a climática. Primeiro convenceram-nos que teríamos de mudar para carros menos poluentes. Passámos a usar automóveis híbridos ou elétricos e dessa maneira reduzimos substancialmente o consumo de combustíveis fósseis. Situação que, obviamente, é muito desagradável para os maluquinhos dos impostos. Daí que a solução seja criar novos impostos que substituam os impostos que deixámos de pagar por termos seguido as ideias dos maluquinhos. Daqueles impostos que, dizem os maluquinhos, servem para proteger o ambiente. Assim nós não ousamos questionar as ideias dos maluquinhos para não passarmos por fascistas e gente sem preocupações com o futuro do planeta, da humanidade em geral e da Gretta em particular. Iremos, mais dia menos dia, pagar imposto por causa das partículas originadas pelo desgaste dos pneus e pelo uso dos travões dos automóveis. Dizem os maluquinhos que os pneus e as travagens mandam partículas até mais não para a atmosfera. E eu acredito, que não quero cá ser facho, ou lá o que chamam agora a quem não gosta de maluquinhos.


Suponho que a seguir virá um imposto sobre as pantufas, os xanatos e o calçado geral. Desgastam-se muito e, por isso, também devem mandar partículas com fartura. O que me espanta é que ainda não se tenham lembrado de criar um imposto sobre a flatulência. Isso também liberta partículas. Como não há cú que não largue traque, a felicidade dos maluquinhos dos impostos estaria garantida. Já os maluquinhos do clima pensariam na obrigação de cada um usar um filtro de partículas. Cuja utilização estaria, naturalmente, sujeita a imposto.

domingo, 12 de outubro de 2025

Gajas das causas e outros malucos

Ver alguém, no ocidente, defender seja o que for que se relacione com a ideologia islâmica – sim, é uma ideologia – é algo que está muito para além da minha compreensão. Pior ainda quando são mulheres a fazê-lo. E há muitas. Por mim, apesar de me causar repulsa, nojo e em menor escala alguma pena por quem evidencia um estado de saúde mental tão degradado pouco me importo que se entusiasmem com aquela doutrina. Não aceito é que a pretendem impor aos demais ou que façam daquilo em que acreditam verdades oficiais. Pratiquem o que quiserem dentro dos respectivos quintais. No espaço público manda a maioria e a maioria, por enquanto, ainda é gente decente.

Por falar em decência – e, também, na falta dela – continuo a aguardar que as feministas e todos os que enchem a boca com os direitos da mulher, a discriminação contra as mesmas e toda a restante retórica da moda se congratulem pela atribuição do Nobel da Paz a Maria Corina Machado. Se calhar é esperar demasiado destes mentecaptos. Mais depressa se congratulariam se tivesse sido atribuído ao líder terrorista que organizou o 7-10.

Diz que aquilo do genocídio já acabou. Esquisito, isso. É que continuam a chegar noticias de palestinianos exterminados sumaria e publicamente em Gaza. Como desta vez os genocidas são outros palestinianos, não deve ter importância nenhuma. Também quanto a este caso continuo a aguardar que os “frifri palestina” se congratulem pelo acordo de paz alcançado. Para eles constitui um aborrecimento, mas podiam disfarçar e fingir que estavam contentes. Nunca quiseram a paz, isso não lhe interessava nada, pelo que se o acordo se concretizar ficam sem motivo para continuar a guinchar, a partir coisas e a ofender quem não segue a manada. Arranjarão outros, rapidamente. O ódio cego que têm à nossa civilização e a vontade que manifestam da destruir – para substituir por outra onde eles serão as primeiras vitimas – depressa encontrará outro pretexto para continuarem a ser aquilo que são. Uns idiotas. 


PS: A sério que houve alguém que justificou a necessidade de ir votar por causa do PRR?! Eh pá, internem o homem!

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Rata noitibó

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Esta ratazana passeava-se alegremente, ainda há escassos minutos, aqui pelas imediações. Cruzámo-nos durante a minha caminhada nocturna. Agora deu-me para isso. Para caminhar antes de ir para a caminha. Pelos vistos a ela também, à ratazana. Há quem não aprecie a sua presença. Por mim é como o outro, desde que não me incomode também não as aborreço. Têm tanto direito a viver neste planeta como a demais bicharada. E, diga-se, vivem bem. Morfes não lhes faltam, pois as maluquinhas dos gatos distribuem comida em proporções industriais por todo o lado. Aquilo dá para tudo o que tenha quatro patas assentes no chão. Ou mesmo menos. Só surpreende que, apesar da profusão de ração para gatos espalhada pela cidade, a população desta bicheza não seja muito superior. Por enquanto.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Quando a falta de empatia estraga a narrativa

Detesto algumas palavras que se banalizaram no vocabulário político nos últimos anos. “Narrativa” e “empatia” são duas delas. Ambas, curiosamente, popularizadas por dois antigos líderes do Partido Socialista. Deve ser por isso que lhes tenho aversão. Mas, seja como for, admito que nas últimas duas semanas tem havido muito disso. De empatia na narrativa. Ou narrativa com muita empatia. Que é o mesmo, mas dito ao contrário.


Quem não esteve para empatias foi aquela alegada cigana que interpelou o André Ventura numa terriola qualquer. “Não gosto de ti, meu maluco” podia ser o resumo da interpelação, não fosse ter-se seguido a revelação – bombástica, dada a imprevisibilidade da declaração – do estado civil da senhora. Ou deverei dizer menina? Bom, não interessa. O que interessa é que aos cinquenta e dois anos mal conservados, garante que é solteira. E é aqui que a narrativa tropeça. Tanto quanto se sabe todos os ciganos que “casam” entre si são, para efeitos legais, solteiros.


Independentemente da situação matrimonial da criatura, o encontro espontâneo e meramente fortuito entre a cidadã e político até parecia estar a cumprir os objectivos. Fossem eles os que fossem. Mas nisto cada um vai para seu lado e a alegada cigana, virando-se para as câmaras de televisão que captavam avidamente a cena, remata: “Aqui ninguém gosta dele. Votamos todos no PSD”. Bolas, pá. Porra, cum camandro. Logo agora que aquilo estava a correr tão bem é que o raio da mulher foi estragar a narrativa. Que falta de empatia, pá.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Investimento piramidal

Parece que a Alemanha quer aumentar a idade da reforma para os setenta e três anos. Por curiosidade – mera coincidência, diria – é um dos países que mais imigrantes e refugiados recebeu nos últimos dez anos. Aquela malta que, supostamente, vem salvar a Segurança Social e, segundo o discurso da moda, pagar as nossas reformas. Para os alemães, pelos vistos, não serviram de nada. A menos que os especialistas especialmente especializados na endrominação do povo venha agora garantir que sem eles a idade da reforma teria de passar para os cem anos.
Entretanto os marroquinos que deram à costa no Algarve vão poder continuar por cá e contribuir activamente para o bem estar da segurança social. Enquanto isso, a segurança social já está a contribuir, também activamente, para o bem estar deles. É um investimento, dirão alguns. A mim, que desconfio de contas feitas por activistas, parece-me mais um esquema de pirâmide.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Fri-fri palestaine

Não assinei a petição para que Israel não devolvesse a Mortágua. Fazê-lo era, obviamente, apenas alinhar na parte piadista da coisa pois o seu efeito seria nulo. Mas não. Mesmo assim não subscrevi a ideia de deixar lá a criatura. Os israelitas, apesar de tudo não merecem. A bem dizer ninguém merece. Malucos, já dizia a minha avó, cada um que ature os seus. Eles aturam os deles, nós aturamos os nossos. Parece-me justo.


Por falar em malucos. “Os fri-fri palestaine” estiveram particularmente activos no fim de semana. Invadiram uma estação de comboios e impediram a circulação dos mesmos. Prejudicaram com os seus actos tresloucados quem nada tinha a ver com os protestos, sem que tenham contribuído para resolver seja o que for. Embora isso pouco lhes importe. Aquela gentalha nem interessa que o conflito acabe. Se acabar é mais uma causa que perdem e menos um motivo que têm para exibir a sua estupidez. Neste ataque a esta infraestrutura publica – um crime público que nem necessita de denúncia para a justiça intervir – a policia limitou-se a assistir. Não é para isso que lhes pagamos, é para manter a ordem e isso foi coisa que não fizeram. Ou não lhes deixaram fazer. Dá igual.


Salta à vista, nestes movimentos “fri-fri palestaine”, que as pessoas envolvidas nestes protestos – para além de um aspecto físico deplorável, mau gosto na indumentária e acentuada indigência mental - são praticamente todas brancas. Quase não existem, pelo menos em Portugal, cidadãos de origem africana envolvidos nestes protestos. Porque será?

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Prometer é preciso...

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A minha paciência para ler programas eleitorais é muito escassa. Nem mesmo cá os da terra me suscitam especial atenção. Aquilo é, basicamente, tudo igual. Verdade que não há grande margem para inventar – já está quase tudo inventado - nem os eleitores destas paragens nutrem uma simpatia por aí além pelas ideias mais arrojadas. Coisas quase banais, como um teleférico até ao castelo ou algo verdadeiramente inovador a nível mundial, como um centro de acolhimento a investidores de outros planetas, não há quem se atreva a propor. O eleitor local gosta mais de ter os pés bem assentes na terra. É mais pelo alcatrão, portanto.


O melhorzinho que vi, no âmbito no âmbito dos comes e bebes, foi a criação do “Festival do tremoço”. Uma belíssima ideia, diga-se. Pena não terem aproveitado para incluir, já no âmbito desportivo, um torneio que envolva cuspir as cascas dos tremoços. Era uma espécie de dois em um. Que podia, até, ter várias variantes. Desde a distância a que a casca fosse cuspida até à pontaria evidenciada pelo acerto num alvo predeterminado. Ainda na temática das festividades, confesso que tive esperança de ver incluída num qualquer programa eleitoral a realização de um “Festival da Cannabis”, já que na região existem empresas que se dedicam ao cultivo da planta. Bolos, licores e o que mais a imaginação providenciasse trariam de certeza muita gente à cidade. Mas não. Nem isso. É o que dá o Bloco de Esquerda não ter candidato.


É por tudo isso que ao invés da leitura dos programas, prefiro ver os nomes e as fotos de todos os que integram as listas de candidatos aos diferentes órgãos. Especialmente os que estão para lá dos lugares elegíveis. Para ficar a conhecer desde já os novos colegas.

Contas enviesadas

Tenho manifesta dificuldade em acompanhar as conclusões de diversos estudos que, ciclicamente, vão sendo divulgados acerca das cenas mais variadas. Deve ser problema meu, admito, mas aquilo que uns estudiosos concluem contradiz o que, noutros estudos, concluíram outros especialistas que também estudam coisas.


De um desses trabalhos conclui-se que sem imigrantes seria necessário aumentar a carga fiscal em oito por cento. Se os estudiosos assim concluíram, obviamente, não sou eu que os vou desmentir. Eles é que estudaram. O que me inquieta é que outros estudos garantem que a imensa maioria dos imigrantes apenas ganha o SMN e muitos, ao que afirmam outros especialistas, nem isso. Logo não pagam IRS. Não falta também quem, após aturados estudos, tenha concluído que esse pagode gasta uma parte significativa do salário a pagar a renda dos locais onde vivem amontoados e outra a saldar a divida às máfias que os trouxeram para cá. Por outro lado a bandidagem não entregará nenhum imposto relativo aos valores extorquidos e os senhorios, ao que se conclui doutros estudos, nem sequer passam recibo das instalações que os acomodam. Se calhar são aqueles imigrantes que nós cá não queremos, os patifes que vem para cá comprar as casas que nos fazem falta para habitar ou aqueles com as profissões a quem dão logo direito a autorização que residência, que andam a ser explorados pelo fisco. Uma boa maneira de os integrar, diga-se.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Uma maçada, essa coisa dos votos...

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De acordo com a capa da edição impressa do jornal Público, essa grande referência do activismo jornalístico, as próximas eleições autárquicas serão as “mais difíceis da história da democracia”. Não sendo assinante da versão on-line do referido pasquim e a minha natureza pouco dada a gastar dinheiro em inutilidades, fico sem saber quais são os motivos que fundamentam o dramatismo da noticia.


Para a dificuldade inerente a este acto eleitoral, assim de repente, só me ocorre a eventualidade dos quadrados onde os eleitores colocam a cruz correspondente à sua opção de voto sejam significativamente mais pequenos. O que, concordo, constituiria um problema para criaturas como eu que já evidenciam uma manifesta dificuldade em lobrigar a curta distância.


Eleições em democracia nunca são um problema. Os resultados que delas saírem, também não. Sejam eles quais forem. Até porque não correremos o risco de suceder, ao contrário do que acontece noutras partes do mundo muito apreciadas pelo Público, de os vencedores se recusarem a abandonar o poder no final dos respectivos mandatos. Os eleitos que saírem vencedores desta eleição não agradarão a todos. Inclusivé, eventualmente, a mim. É a vida. Quem é como quem diz a democracia, ou lá o que se chama aquele regime onde os habitantes de um país escolhem livremente quem os governa.

domingo, 28 de setembro de 2025

Habitação é investimento. Sempre foi e sempre será.

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Tenho a ousadia de pensar que percebo alguma coisa do tema “habitação”. Assumo também que tenho a pretensão de ter algum conhecimento – ainda que vago, admito – acerca de impostos. Nomeadamente daqueles que tenho de pagar. Manias, mas isto cada um tem as suas e pouco há a fazer. Também não me custa nada admitir que muitos outros sabem bastante mais do que eu acerca destes dois assuntos. Tenho, até, humildade suficiente para reconhecer o meu incipiente conhecimento relativamente a estas temáticas – e respectivas solucionáticas – quando comparado com muitos criadores de conteúdos digitais, frequentadores de cafés e tudólogos que tudo sabem destes e de outros problemas.


Ao contrário dos inúmeros especialistas especialmente especializados na especialidade, consigo vislumbrar algumas virtudes nas medidas para a habitação. Quer do actual, quer do anterior governo. Até, no caso das mais recentes, consegui perceber que o conceito de “até 2300€” inclui as rendas de 400, 800, 1000 ou 1500€. Mais, cheguei mesmo à conclusão – e, espantosamente, sem a ajuda de ninguém – que este é o limite proposto para aplicação da taxa de 10% de IRS. O que tenho mais dificuldade em perceber – e isso, confesso a minha burrice, nem com ajuda lá chego – é o que tem o salário mínimo a ver com isto. Mas, diga-se em abono da minha incapacidade para compreender o argumento, quem o usa também não o sabe relacionar de forma lógica.


O problema da habitação não tem apenas uma causa. Quem não anda cá a “comer gelados com a testa”, identifica mais uma neste titulo do “Jornal de Noticias” de hoje.

sábado, 27 de setembro de 2025

"Subsidiacão" ou a irracionalidade do esbanjamento

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Já garantia um bacoco qualquer, lá no parlamento, que de “utiliza com demasiada frequência a palavra vergonha”. Receio, ainda assim, que não esteja a ser usada o número suficiente de ocasiões face à vergonhosa realidade do país. Nomeadamente à pouca parcimónia que os governos – seja qual for – fazem dos dinheiros públicos. Ao contrário do que muitos possam pensar o Estado não produz dinheiro. A miríade de subsídios, apoios, compensações ou o que queiram chamar à generosidade dos políticos que circunstancialmente governam, apenas tem duas origens. Uma, é a nossa algibeira e, a outra, a contração de divida. O que vai dar ao mesmo da primeira, porque somos nós que a pagamos. Daí que fique sempre fora de mim quando ouço ou leio que o governo vai dar isto, subsidiar aquilo ou financiar uma badalhoquice qualquer. Vai nada. Quem apoia, subsidia e financia somos nós. Apoiamos, financiamos e subsidiamos quando compramos batatas, abastecemos o carro ou recebemos o ordenado. Mais me aborrece ainda quando são anunciadas reduções de impostos, geralmente na ordem dos cagagésimos, e se levanta um coro de indignação por, alegam, o Estado ficar sem dinheiro para o SNS ou educação. Que são, invariavelmente, as mais funções mais citadas para atirar à cara quando o saque fiscal é aliviado em meio pentelho. Nunca lhes ocorre nenhuma outra das muitíssimas liberalidades do Estado.


Por falar em maluquices. Hoje apareceu-me mais esta. Subsidiar a alimentação de cães. Tenham juízo. Ou noção, como dizia o outro. Depois não se queixem da fuga ao fisco. Fazer de tudo para escapulir a contribuir para estas patetices é quase uma obrigação para qualquer contribuinte ajuizado.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Malucos das xenofobias

São uns pândegos estes jornalistas/activistas. Descobrem cada coisa que isto só visto. Parece, até, que andam ao despique uns com os outros para ver quem inventa a alarvidade mais esquisita. E, tenho de confessar, alguns merecem a minha admiração pela capacidade inventiva que evidenciam na criação de novos preconceitos. Agora inventaram que sentimos – nós, os portugueses – xenofobia culinária pela comida africana. Não sei ao certo o porquê, nem isso me interessa muito, desta conclusão. Não gosto de vários pratos tipicamente espanhóis e não tenciono, pelo menos enquanto tiver dinheiro para pagar a luz e o gás, comer sushi. O que fará de mim, do ponto de vista destes malucos e aplicando o mesmo principio, um xenófobo do piorio no âmbito gastronómico.
Aguardo, sem nenhuma ansiedade e manifesta indiferença, que estes – ou outros, tanto faz – jornaleiros/activistas/avençados/malucos declarem que o governo padece de xenofobia imobiliária. A intenção do executivo direitolas, hoje anunciada, de aumentar o IMT a pagar por estrangeiros não residentes que comprem imóveis em Portugal é claramente xenófoba, por discriminar cidadãos em função do território onde nasceram. Vou buscar uma cadeira para ficar mais confortável, que a espera vai ser longa. E se ficar com fome até pode vir uma moqueca. Peixe não puxa carroça, mas a fome é negra.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Uma espécie de cartão de boas vindas...

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Podem fazer as campanhas que quiserem. Comprar dispensadores de sacos às dúzias e espalha-los por todos os cantos – e mais alguns pelos recantos – da cidade. Disponibilizar sacos de plástico – ou de papel, que é mais ecológico e não aborrece as Gretas desta vida – às paletes e oferecê-los aos munícipes. Não vale a pena. Os tutores - é assim que se diz na novilíngua – estão-se cagando, também eles, para tudo. O canito arreia o calhau onde lhe apetecer e ninguém tem nada a ver com isso. O que, reconheço, faz sentido. Se ninguém quer saber se a taxa de licenciamento do bicho foi paga na respectiva junta de freguesia e as demais obrigações estão devidamente cumpridas, também ninguém tem nada a ver com o sitio onde caga. Mesmo que seja à porta dos outros, no local onde – um dia – alguém terá de repor o pavimento e no meio da rua que conduz a uma das mais prestigiadas unidades hoteleiras da cidade. Sim, o que se vê na foto é mesmo merda de cão que o merdas do dono não recolheu.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Censura do bem...

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De repente ficou toda a gente muito preocupadinha com a liberdade de expressão. Há anos que tenho essa preocupação, que escrevo sobre o assunto – se alguém quiser ter a maçada de confirmar que procure entre os meus mais de sete mil posts – e por causa disso já fui insultado numas quantas ocasiões.
Bastou, agora, o Trump ter mandado silenciar um humorista/activista para andar meio mundo a queixar-se da censura e da perigosa ofensiva à liberdade de expressão promovida por essa entidade mítica a que chamam extrema-direita. Ou seja, tudo aquilo de que a esquerda não gosta. Por mim, que gosto muito de dizer coisas – e, principalmente, escrever – acho mal isso da censura. Não gostei nada quando censuraram a Branca de Neve. Aquilo pareceu-me mesmo mal. Também não apreciei quando o José Sócrates silenciou a Moura Guedes da TVI. Achei censurável um primeiro ministro – socialista, recordo - despedir uma jornalista de quem não gostava. Ainda mais chateado fiquei hoje quando, ao comentar uma publicação no Instagram, com um sugestivo “Fuck Palestina”, fui advertido pela dita rede social que se publicasse o dito comentário corria o risco de ter a conta cancelada. Dado que o mesmo não respeitaria as regras da comunidade, avisaram. Não publiquei e, em vez disso, escrevi “Fuck Israel”. Como já esperava não tive aviso nenhum e foi publicado no imediato. O que significa que, apesar de apenas mudar o nome do território, o comentário respeita os elevados padrões da empresa. Critério objectivos, sem dúvida. E democráticos, também. Obviamente que isto, para além de censura, é manipulação. Daquelas valorizáveis, certamente. Das que reclamo há anos e que uns quantos inteligentes nos querem fazer crer que não existem. Um grande “Fuck” para todos eles.

sábado, 20 de setembro de 2025

Não em meu nome!

O governo português prepara-se para reconhecer como Estado um território governado por um bando de criminosos, que assassina e mantêm o próprio povo como refém, que não respeitam os mais elementares direitos humanos e que nos odeiam ao ponto de celebrarem efusivamente cada atentado perpetrado no ocidente. Que gente desmiolada, como seria qualquer governo da extrema-esquerda ou mesmo do actual PS, o fizesse nada me surpreenderia. Já o PSD fazê-lo deixa-me estupefacto. Não creio que esta atitude traga qualquer beneficio eleitoral, ou outro, para o partido do governo nem nenhuma vantagem para o país. A vida é feita de escolhas. O PSD escolheu seguir esse caminho. Boa sorte na viagem, que bem vão precisar se tiverem em mente continuar a ganhar eleições. Não me parece que queiram. Nem merecem. Depois não se queixem.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Comunas, invejosos e outros malucos

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A esquerda e a comunicação social – passe a repetição – babam-se pelo governo espanhol. Desta vez ficaram particularmente impressionados pelo brilhantismo da intenção anunciada pelos malucos que gerem o país vizinho, que visará transformar cinquenta e três mil alojamentos locais que se encontram em situação ilegal em habitação para arrendamento.


No entanto, por mais que isso desagrade a muita gente e apesar dos esforços desenvolvidos nesse sentido pelo governo lá do sitio, aquilo ainda não é a Venezuela. Por enquanto. Daí que, mesmo sem licença para o ramo turístico, os imóveis continuam a ser propriedade dos respectivos donos que, como é óbvio, farão deles o que muito bem quiserem. Podem, até, arrendar a velhotes ricos estrangeiros se essa for a sua vontade.


Muitos patetas reclamam que por cá se faça algo parecido. Coitados. Esqueçam lá isso. Por mais versáteis, chamemos-lhes assim, que sejam os juízes do Constitucional a Constituição, de que tanto gostam e pela qual rasgam as vestes, não permite que o Estado disponha da propriedade privada a seu belo prazer. Nem, tão pouco, admite discriminações em função da idade ou da nacionalidade dos cidadãos. Por mais que isso custe ou cause inveja a algumas criaturas, um proprietário arrenda ou vende o seus imóveis a quem quiser. Tal como também lhe permite que não faça nem um coisa nem outra. E desengane-se quem acredita nos populistas esquerdalhos ali do lado, em Espanha também é assim.


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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Malucas dos gatos

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Durante muito tempo andei aqui a pregar contra a merda de cão que enxameia os passeios. Não é que tenha desistido do tema ou que as ruas das nossas cidades estejam mais limpas. Nem uma coisa nem outra. Digamos, antes, que me têm surgido novas embirrações de estimação. Entre elas, as embirrações, estão as gajas dos gatos. São tão detestáveis quanto os donos dos canitos que levam os bichos a cagar à rua. Aquelas malucas conseguem fazer ainda pior. Percorrem a cidade a alimentar os bichanos, alegadamente, vadios. Outras, menos aventureiras, limitam o seu raio de acção às imediações das respectivas residências. Espalham pratos de comida, caixas de plástico com água e, algumas, até casinhas todas catitas para os pequenos felinos se abrigarem do fresco da noite. Umas tontas, mas se alguém ousar dizer-lhes que alimentar colónias de gatos é capaz de não constituir uma ideia assim tão boa, que se prepare para a sua fúria. Porque elas não são apenas alimentadoras — são guerreiras do bem, mártires do whiskas e guardiãs dos bigodes. Quase diria que nessas malucas encarnou o espírito de uma gata. Velha, como a maioria delas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A inferioridade moral dos comunistas.

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Um dos mitos mais enraizados na política portuguesa é o da suposta coerência do PCP. Sim, claro. Aquilo é tanta coerência que até enjoa. Morreram mais de três milhões de vietnamitas, mas o PCP exalta essa coragem do povo daquele país em lutar contra os americanos e infligir aos EUA uma derrota humilhante. O mesmo em relação à Palestina, em que os comunistas portugueses – coerentes como só eles – aplaudem a guerra de bandos de selvagens contra Israel e, até, contra o seu próprio povo. Já no caso da Ucrânia são pela paz. Oficialmente, pois ao contrário dos militantes os camaradas do Comité Central têm uma certa vergonha de assumir as simpatias putinistas. São, neste conflito, pela rendição da Ucrânia, a sua tomada pelos russos e não querem cá heroicidade nenhuma da parte dos ucranianos. Coerência? Muita, como se vê.

domingo, 14 de setembro de 2025

Diz-se "mas" com demasiada ligeireza...

Ainda sou do tempo em que, nos Estados Unidos da América, tanto fazia estarem no poder os Democratas como os Republicanos. Aquilo pouco ou nada mudava. Há, até, aquela laracha que garantia que um Republicano era um Democrata a quem roubaram a carteira. Hoje, desgraçadamente, o país está ultra radicalizado e as consequências disso estão mais do que à vista. Para eles e, por arrastamento, para o resto do planeta. E não se pense que isto é de agora. Trump é, apenas, mais uma consequência do Wokismo e da resistência que inevitavelmente teria de surgir em relação a essa doutrina ditatorial.


O assassinato daquele fulano da extrema-direita foi só mais um caso de intolerância e radicalismo. Que, ironicamente, levou um sujeito intolerante e radical – em nome do combate ao radicalismo e intolerância - a abater outro indivíduo igualmente intolerante e radical. Felizmente os moderados não demoraram a reagir. É ouvi-los nas televisões. São tão moderados, mas tão moderados que até aborrecem com tanta moderação. O pior é que para justificar o elevado nível de moderação que se esforçam por evidenciar, estão em permanência a recorrer a exemplos de assassinatos anteriores, perpetrados por outros radicais igualmente intolerantes, para confrontar os demais moderados com quem debatem. A palavra “mas”, na análise deste crime, está a ser repetida em demasia e isso, digo eu, devia envergonhar quem a usa.

sábado, 13 de setembro de 2025

Cantinho do fumador (ou a prova do “crime”)

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Cada um tem os seu vícios. Uns mais perniciosos que outros. Fumar não será, seguramente, dos mais recomendáveis. Mas isso ainda é como o outro. Quem fuma paga um imposto simpático por cada baforada e por isso quando precisar de ser tratado no SNS já tem o tratamento mais do que pago. No entanto o financiamento do sistema público de saúde podia ser substancialmente melhorado. Não através de novas taxas, taxinhas ou tributos vários, mas apenas pela aplicação da lei vigente. Nomeadamente aquela que o PAN, o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda aprovaram em dois mil e dezanove onde se previa a aplicação de uma coima de vinte cinco euros por cada beata atirada ao chão. Só aqui, neste cantinho, estava uma bela maquia. O suficiente, se calhar, para ter uma urgência aberta duas ou três horas. É fazer a conta, como dizia o outro socialista. Coincidências.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Agricultura da crise

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A agricultura da crise, como escrevi noutras ocasiões, já não é o que era. Os morangueiros têm estado sob permanente ameaça dos melros e de outra passarada que insistem em os arrancar pela raiz. Devem ter-se contado pelos dedos das mãos – e, vá, um ou dois dos pés – os morangos que produziram. Bem pequeninos, diga-se.


As couves, coitadas, são as pistas de aterragem perfeitas para as inúmeras borboletas que insistem em sobrevoar o meu espaço aéreo. Ali depositam ovos aos milhões donde brotam lagartas esfaimadas que comem as folhas ou as deixam com mais buracos do que certas estradas. Antes, que agora com o aproximar das eleições autárquicas a máquina dos votos resolve a coisa. Das estradas, das couves não há votos nem máquinas que lhe valham.


O melhorzinho desta agricultura da crise – ela própria em crise – é o tomate cherry. O curioso é que não foi plantado nem, tão pouco semeado. Aquilo nasceu de geração espontânea. Algumas sementes que por ali caíram das quais resultaram três plantas. A foto é da colheita de hoje. Razoável, se o tamanho não tiver grande importância.

domingo, 7 de setembro de 2025

Pieguices

Muita gente se queixa do aumento das propinas. Queixa-se de tudo este pessoal. Como se o aumento de treze euros por ano - mais ainda quando se trata de um preço que não é aumentado há um ror de anos – tivesse algum significado. Dá, mais coisa menos coisa, uma cerveja por mês. Ou, para os poucos desgraçados que ainda acreditam nas patranhas comunistas, uma entrada na festa do avante quase paga o aumento do curso inteiro. Isso, claro, para aqueles que sabem fazer contas. Capacidade que não se espera do pagode daqueles cursos manhosos que apenas dão emprego no Estado ou nos activismos da moda.


Muito mais razão têm, os que frequentam o ensino superior, quando se lamentam da exorbitância das rendas que suportam pelo alojamento. Roça, quase, o insano aquilo que se pede por um cubículo. O que me surpreende é Lisboa e Porto, apesar de serem as cidades onde este custo é mais elevado, continuarem a merecer a escolha prioritária da maioria dos estudantes do interior, em detrimento da oferta das instituições existentes nas suas regiões onde o alojamento é bastante mais em conta. Cada caso é um caso e no interior não existirão todas as opções, mas ainda assim, entre tanta oferta, não acredito que um número significativo não pudesse ter feito essa escolha. Se não fizeram, agora não sejam queixinhas. Ou piegas, como dizia o outro.

sábado, 6 de setembro de 2025

Imposto é roubo

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Há quem goste de impostos. Muita gente, ao que parece. Nomeadamente aqueles que não os pagam, não tencionam pagar e que acreditam que essa coisa dos impostos não é para eles. Ou seja, criaturas que exultam com os impostos que os outros pagam. Nestes, em concreto, a generalidade dos portugueses deve achar que o “dinheiro da União Europeia” é algo que “eles” pagam e a malta vai lá sacar umas massas para financiar as nossas extravagâncias. Uma cena que apenas assiste aos tipos lá da Europa. Deve ser, deve. Mas continuem a achar que sim, se os faz mais felizes. Mesmo que não tenha certezas quanto a isso da felicidade dos que gostam de ver os outros pagar, do que não tenho dúvidas é que tal opinião não os faz menos parvos. Não são os únicos. O que não falta por aí são autarcas, ex-autarcas e candidatos a autarcas que acham o mesmo. Até um antigo Presidente da República achava que “sacávamos umas massas a Bruxelas”. E o actual não deverá andar longe de pensar igual. O que faz sentido. Ou não fosse o PR o mais alto representante de todos nós. Merecemos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Trabalho?! Policia por perto? Livra!!!

Os jovens que terminaram o ensino secundário e, por uma ou outra razão, não tiveram acesso ao ensino superior “correm o risco” de ter de ir trabalhar. Uma chatice, no entender dos activistas que compõem as noticias que vão saindo nos jornais. Uns badalhocos. Como se aos dezoito anos, para um adulto com a escolaridade obrigatória, ingressar no mundo do trabalho não fosse uma opção lógica. Ou, como nos andam constantemente a impingir, não precisássemos de muita mão de obra para o país não parar. Só faltou ao badameco que alinhavou o texto lamentar o potencial aumento do trabalho infantil que daí resultará.


Também a candidata socialista – quem mais – à presidência da Câmara de uma das principais cidades lamentou que a CPCJ lá do sitio funcione paredes meias com uma esquadra da PSP. Facto que pode estar a contribuir para que as famílias mais vulneráveis evitem recorrer aos serviços da dita Comissão. Uma pandega, a senhora. E preconceituosa, também. Está a partir do principio que quem é vulnerável – a nova designação de pobre – é avesso a ter policias por perto. Pior do que tudo isso. A senhora desconhece que serão muito poucos os desvalidos, com quem ela aparentemente se preocupa, que nutrem alguma simpatia por essas comissões. Normalmente querem é distância delas. Eles lá sabem porquê.


O que têm estes dois assuntos em comum? Pouco. Quase nada, mesmo. A não ser aquela pequena parte dos esquerdalhos terem muito pouco apreço pelo trabalho e pela policia. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Coisas que m'atormentam...

Existe um consenso bastante alargado entre especialistas especializados em ordenamento do território, ambiente e políticas florestais que o minifúndio constitui um dos mais graves problemas nisto dos incêndios. Pode ser que sim. Embora continue a achar que o principal problema dos incêndios são os incendiários. Mas eles, os especialistas, é que têm os livros e foram eles que queimaram as pestanas a aprender estas cenas.


A mim, o que me azucrina, é que cresci a ouvir dizer que todos os males do mundo são culpa do latifúndio e agora, assim de repente, atiram a culpa de algo relacionado com a terra, a propriedade e a forma de organização do território para o minifúndio. Ou seja, para isto correr bem o país devia estar ao contrário. A norte teríamos latifúndios e, dessa maneira, o combate ao fogo estaria mais facilitado. A sul as grandes propriedades seriam retalhadas em inúmeras parcelas e, assim, havia terra para todos. Duvido é que alguém a quisesse. Concluindo, o que é mau num lado seria bom no outro. E o contrário, também. Lamento, mas não estou preparado para isto.

domingo, 31 de agosto de 2025

Controlar a informação é coisa de ditador

Sob as mais variadas capas e os mais diversos pretextos não falta quem pretenda repor, cinquenta anos depois de “Abril”, princípios próprios do regime então abolido e de outros que felizmente, apesar dos esforços feitos nesse sentido, nunca chegaram a vigorar por cá. O controlo do que cada um de nós diz ou escreve é um deles. Há quem tenha a lata descomunal de defender publicamente a restauração da censura e a consequente limitação da liberdade de expressão. É isso que se pretende quando se defende o fim – ou o controlo pelo Estado, vai dar quase ao mesmo – das redes sociais. Em prol desta vontade, argumentam, está a defesa da democracia. Ou seja, para estas mentes iluminadas é preciso acabar com uma conquista das sociedades democráticas para proteger a democracia. A Rússia, a Coreia do Norte, a Venezuela, Cuba e outros faróis da democracia e das liberdades individuais já o fazem e, desconfio, pouquíssimos gostaríamos de habitar nesses países. Ficaríamos, como noutros tempos, sujeitos ao que os meios de comunicação social quisessem que nós soubéssemos. A história ensina-nos como funciona. Os exemplos são muitos e nem precisamos de ir muito longe. Basta lembrar o que fizeram – e quem o fez, no Verão quente de 1975, ao jornal “República”, os despedimentos efectuados pelo Nobel Saramago no Diário de Noticias ou as bombas que rebentaram com as antenas emissoras da Rádio Renascença.


Isto da populaça saber mais do que aquilo que as pretensas elites querem que se saiba é, reconheço, uma chatice. Seja sobre os “Panamá papers”, a Argentina ou as diatribes de um qualquer paladino da moral e bons costumes. Por falar nisso, onde posso encontrar um jornal ou um canal televisivo que investigue aquele escândalo financeiro – alguns garantiram, na época, que o fariam – ou que nos mostre – de forma séria, de preferência – as consequências da governação do Milei?

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O sol que alumia lá não é o mesmo que alumia cá...

Que os imigrantes fazem cá falta e que sem eles o país não funcionava é, evidentemente, uma evidência por demais evidente. Basta olhar para as equipas de futebol que disputam as principais ligas do pontapé na bola. Estão recheadas de imigrantes. Os “onzes” que semanalmente entram em campo, dos trinta e seis clubes que integram os dois principais campeonatos, são compostos maioritariamente por futebolistas estrangeiros. 


Se, como garantem os especialistas especialmente especializados em assuntos que envolvem a segurança social, migrações e generalidades diversas – vulgo jornalistas, comentadeiros e esquerdalhos em geral – é graças à imigração que a segurança social não vai à falência e que são os descontos dos imigrantes que vão pagar as nossas reformas, há qualquer coisa numa noticia vinda da Alemanha que não bate certo. Algo que me deixou perplexo. Abismado, até. E com vontade de chamar nomes ao chanceler lá do sitio, inclusivamente. É que, apesar daquele país acolher um número absolutamente avassalador de trabalhadores estrangeiros, parece que o sistema de pensões alemão não está em condições de garantir que no futuro possa continuar a pagar as reformas. De tal forma que o governo alemão criou um subsidio mensal de dez euros para que cada jovem constitua o seu plano de poupança. Esquisito, isto. Ou então, por cá, andam a gozar connosco. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Uma questão de peso

A senhora dona deputada doutora Mortágua vai de viagem. Um cruzeiro de duas semanas pelo Mediterrâneo até encontrar a tropa israelita, ao que tudo indica. Altura em que terminará a passeata. O que deverá ocorrer a umas quantas milhas da costa. Não tem nada de mal ou de criticável. Cada qual escolhe fazer turismo conforme quer ou a sua carteira permite. E no caso da excelsa senhora permite-lhe estas liberalidades. Estas e outras, como ficar sem salário durante a metade do mês que falta ao trabalho. Mas, como tudo na vida, o que vai para um lado não vai para o outro e o guito não dará para tudo. Falta, aparentemente, para a segurança. Sendo aquilo tudo gente boa e o mar Mediterrâneo uma zona muito frequentada por pessoas cheias de boas intenções, não haverá motivo para preocupações. Ainda assim a doutora Mortágua acha que o governo tem obrigação de providenciar os meios necessários para se manter segura. Até porque uma deputada da nação tem muito peso político, justificou. Assim de repente, não me parece que a deputada única de um partido insignificante de um pequeno país sem qualquer relevância na cena internacional, pese por aí além. Cá para mim está é com miúfa e quer as costas quentes não vá tornar-se um peso morto. Salvo seja e longe vá o agoiro.

domingo, 24 de agosto de 2025

Fogos e fogachos

Devo ser o único português que não percebe nada de incêndios. A minha inabilidade, em matérias de fogaréus, é de tal ordem que acender o grelhador para fazer um churrasco constitui, para mim, uma tarefa ciclópica. A minha Maria que o diga. Por diversas ocasiões esteve quase a ter de fazer uma açorda porque as febras não saltavam para as brasas a tempo de um jantar a horas decentes.


Isto para dizer que os especialistas especialmente especializados em fogos sabem tudo acerca do assunto. Desde a prevenção até aos castigos a aplicar aos pirómanos, passando pelo combate às chamas, à maneira como coordenar aquilo e à forma como o governo devia lidar com o problema. E, já agora, também sabem o que não se deve fazer. Que é apagar brasas incandescentes em mangas de camisa, especialmente se forem tipos chamados André Ventura. Esses devem ficar quietos. Caso se chamem Montenegro devem ir para lá a correr, mas se o nome for Marcelo o melhor é não se aproximarem. Só atrapalham, com aquela mania das selfies.


Por mim que – reitero – de incêndios nada sei, parece-me que esta época de fogos foi deprimente. Mais uma vez. Quase tanto como promete ser a época futebolística do meu clube. Dirigentes que não se cansam de atirar dinheiro para cima dos problemas, treinadores incapazes de lidar com os egos do balneário e jogadores que marcam os adversários com os olhos em lugar de se atirarem à bola jamais constituirão uma equipa vencedora. Ainda bem que aquela malta do Benfica não anda nisso dos fogos, senão o país ardia todo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Greve de fome, isso é que era solidariedade.

O Hamas, aquela organização humanitária que zela pelo bem-estar dos palestinianos, propôs a realização de uma greve à escala global como forma de protesto contra o genocídio e a fome em Gaza. Ou a matança, como diz um conhecido bêbado. Com razão - um bêbado nunca se contraria - porque morrem muitos, mas nascem ainda mais. O que faz com que os requisitos necessários para a existência de um genocídio não estejam a ser cumpridos. Os israelitas - há que reconhecer - estão a esforçar-se, contudo a malta de lá não colabora e continua a fazer filhos como se não houvesse amanhã. Nem o barulho, a poeira e os efeitos desagradáveis das bombas os demovem de procriar.


A parte da larica, a outra componente do pretenso protesto, também se afigura muito sui generis. É o primeiro surto de fome em que, ao contrário dos que vimos na Etiópia ou na Somália, as criancinhas são mais esqueléticas do que as mães. Se a banda sonora que acompanha as imagens que nos servem a toda a hora fosse traduzida, acredito que ainda ouviríamos algum petiz a berrar para a progenitora: “Que raio de mãe és tu”.


A julgar pela quantidade de “fri-fri palestaine” que vejo por aí e de tanta gente com problemas de digestão da propaganda que lhe colocam na gamela, acredito que o apelo à greve será um retumbante sucesso. Tão grande que vai ficar tudo mais paralisado do que daquela vez do apagão. Por mim já reforcei o stock de pilhas. Para trabalhar. É que eu prefiro a democracia e estarei sempre do lado em que mulheres podem usar mini-saia.