
Mai’nada, que essa cena do rigor informativo, de esclarecer cabalmente o leitor, o ouvinte ou o telespectador nunca foi grande ideia. Nem coisa apreciada por ditaduras, diga-se. Até porque, está provado cientificamente, o excesso de informação não é nada bom e é, até, capaz de suscitar problemas de vária ordem. Não confundir, obviamente, estas práticas com actividades censórias. Isto é tudo para o nosso bem.
Lamentavelmente esta maneira adequada de reportar os acontecimentos nem sempre é respeitada. Ainda no outro dia uns agitadores quaisquer armados em jornalistas – inflitrados da extrema-direita, quase de certeza – levaram o dia a esclarecerem exaustivamente que o tipo que atacou crianças com uma faca, num parque em França, é cristão. Assim de repente não estou a ver porque, ao contrário do habitual, não terão respeitado as recomendações emanadas superiormente. Se calhar tem a ver com aquilo que, parece, se aprende nas escolas de jornalismo acerca do conceito de notícia. Só é notícia quando é o homem a morder o cão…














