segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Alqueva

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Ainda me lembro da maior parte dos argumentos daqueles que se opunham à construção da barragem de Alqueva. Eram muitos. Os opositores e os argumentos. Felizmente não foram ouvidos e quem tinha de decidir resolveu fazê-lo sem atender às opiniões dos que – e são muitíssimos – não fazem nem deixam fazer. Ou como dizia o meu tio-avô preferido, “não f**** nem saem de cima”.


Estes anos todos depois está mais do que à vista que valeu a pena. Só um tolinho ou um daqueles espécimes que está sempre do contra – o que, no fundo, é a mesma coisa – defenderá o contrário. Não me interessa se a terra está nas mãos de empresários espanhóis, americanos ou chineses. Pouco me importam essas e outras minudências com que certos figurões estão sempre a embirrar. O que verdadeiramente importa é que agora existe algum progresso – infelizmente ainda não o bastante – há emprego e, sobretudo, água onde antes só havia pastos e calhaus. O resto é conversa fiada. Ah, e também praias fantásticas, de águas mornas logo ali quase ao virar da curva.

sábado, 6 de agosto de 2022

Contribuintes vão dar casa a mais de 52 mil...

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O que eu gosto destas noticias que envolvem aquele conceito tão fixe de o Estado dar coisas. Por norma - até porque fica sempre bem - aos pobres e desfavorecidos desta vida. Sejam estes últimos, os desfavorecidos, quem forem. O leque desta malta é vasto e o Estado, nomeadamente quando gerido pelo partido socialista, evidencia especial apreço em financiar a sua existência. Vai desde os que padecem de alergia ao labor aos sofrem da permanente vontade de se governar à conta do Orçamento. E quem, quando no poder, assim não fizer pode encomendar o funeral político. Veja-se o caso de Passos Coelho por ter recusado, contra o que ainda hoje defende o PS, financiar o Ricardo Salgado quando da queda do BES.


Mas há, também, o reverso da medalha. Muitos destes cento e oitenta e cinco autarcas – ou outros, se a dádiva não for cumprida neste mandato - vão tê-lo nas próximas autárquicas. No Alentejo não existe o hábito de “dar casinhas” e os resultados desastrosos dessas oferendas, nos poucos concelhos onde isso aconteceu, tem servido de “vacina” para que outros não enveredem por esse caminho. Não posso ter a certeza absoluta que aqueles que derem casas vão perder as eleições, que isto há sempre quem não se importe com a maneira como esturram o dinheiro dos seus impostos. O que sei é que, garantidamente, não levam o meu voto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Uma sombra só para mim

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Com a canícula a teimar em não dar tréguas, vale tudo para conseguir um lugar à sombra. Nomeadamente se estivermos num parque de estacionamento, o sol estiver a pino, a temperatura andar pelos quarenta graus e estivermos no Alentejo que, como diz a canção, não tem sombra a não ser a que vem do céu.


Não, não vou implicar com a criatura que deixou o carro estacionado em posição contrária ao que indicam as marcas. Prefiro fazê-lo com todos aqueles que ao longo dos tempos – desde que me lembro, mas já antes devia ser a mesma coisa – têm optado por não plantar árvores na cidade. Nesta e em quase todas as outras do Alentejo. E nem venham, como já ouvi argumentar, com a falta de água. As árvores ao fundo da minha rua só são “regadas” quando chove e continuam verdes e frondosas.


Não tenho os autarcas alentejanos na conta de incompetentes. São mas é uns malandrecos – um ou outro será, quando muito, um malandro, mas isso é outra história – que preferem manter o Alentejo apenas com as sombras que vêm do céu, para que as “Marias” desta vida se cheguem para a sombra do respectivo chapéu...

domingo, 31 de julho de 2022

Deixem o "Kompanheiro" sossegado lá no caixote do lixo da história

Que os políticos tenham, com inusitada frequência, ideias parvas é coisa a que já estamos habituados. Todos nós, nas nossas vidas, padecemos dessa maleita. A diferença é que quando eu tenho uma ideia parva – e tenho muitas, confesso – tudo o que daí resultar é apenas problema meu. Com as ideias dos políticos não é assim. As consequências, nomeadamente ao nível dos custos, são para todos. E quando escrevo custos estou a pensar não só nos económicos mas, principalmente, noutros.


Isto a propósito da intenção da Câmara de Lisboa erigir uma estátua, busto ou seja lá o que for em homenagem a Vasco Gonçalves. Se a ideia viesse dos comunistas – a muralha de aço daqueles tempos - ainda se percebia. Seria coerente com os princípios absolutamente loucos e inaplicáveis à vida em sociedade que defendem. Tão inaplicáveis que nem eles os conseguem aplicar à sua própria vida. Mas essa intenção provir de gente oriunda de partidos democráticos, que lutaram contra as ideias daquele maluco, constitui algo de absolutamente inexplicável. Ou então, no caso do autarca de Lisboa, será algum resquício de infância ainda por resolver. Mas disso não têm os lisboetas, nem os portugueses em geral, culpa nenhuma. Se for o caso, então que construa um monumento ao “companheiro Vasco” no quintal da casa paterna e não incomode quem gosta da democracia. Que é como quem diz a esmagadora maioria dos portugueses. Por enquanto.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Lucros excessivos...até do Estado!

Algumas das maiores empresas a operar em Portugal apresentam, nos primeiros seis meses do ano, um lucro no montante de algumas centenas de milhões de euros e isso provoca a ira generalizada. No mesmo período o governo anuncia um excesso de cobrança fiscal, face ao previsto, superior a mil e cem milhões de euros e ninguém parecer ficar chateado. Vá lá perceber-se esta gente.


Por mim – lá está, é a minha mania de ser do contra - gosto do lucro. É um conceito que aprecio. Quando é razoável deve estar sujeito a impostos razoáveis e quando elevado devido a circunstâncias extraordinárias, como é agora o caso, taxado também de forma extraordinária. O mesmo, obviamente, em relação à receita do Estado. Se ela é muito superior à prevista, então é porque está a cobrar impostos em excesso e das duas uma. Ou os baixa ou paga as dividas.


Na boa tradição socialista nada disso ocorrerá. O governo não taxará as empresas com lucros elevados não vão esses empresários ficarem aborrecidos e já não os contratarem quando passarem à condição de ex-governantes. Igualmente não baixarão o IRS ou outro imposto. Nem, menos ainda, amortizarão a divida pública. Pelo contrário. Vão esturrar tudo. Sabem que o povo gosta de circo. Tanto que até escolhe palhaços para o governar.

terça-feira, 26 de julho de 2022

Mictorium caninus

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Nesta zona da cidade não existem cães abandonados. Quando muito um ou outro gato, apenas. Mas os bichanos não mijam assim e gente não será, certamente. Daí que não restem grandes dúvidas acerca dos autores desta javardice. São os canitos residentes. Alguns deles conduzidos pelo respectivo dono - ou tutor, como dizem agora – e outros libertados do cativeiro para a mijinha da ordem.


Ninguém, presumo eu, gosta de ter à sua porta, na sua rua ou no seu bairro uma porcaria destas. Por mim, que passo ali todos os dias, atravesso para o outro lado da rua. Espanta-me é que os moradores tolerem algo assim e, pior ainda, que alguns deles até aguardem pacientemente que o seu “patudinho mai’lindo” esvazie a bexiga. Podiam arranjar-lhes um penico, ou assim. Mas não. Preferem incomodar os demais. Acham-se no direito de consporcar o espaço público e fazem-no com toda a impunidade. Esse é que é o mal. Não haver quem lhes passe a respectiva "factura". 

domingo, 24 de julho de 2022

Vou mas é a pé...

As férias constituem quase sempre um tempo em que as leituras são postas em dia. Foi o que fiz nestes últimos dias. Dado que pouco ou nada sabia acerca do tema, aproveitei para ler umas cenas sobre automóveis eléctricos. Prática que sempre sigo quando me quero informar sobre assuntos em que o meu nível de conhecimento anda perto do zero.


Aquilo é coisa que gera paixões assolapadas e ódios de estimação, especialmente entre os especialistas especializados na especialidade. Os argumentos a favor são, maioritariamente, a defesa do ambiente e a alegada poupança com a sua utilização. Contra, o preço, a autonomia e a pouca durabilidade das baterias. Diz que ao fim de oito anos estão capazes de ir para o lixo e substitui-las, parece, custa tanto como um carro novo.


Mas nem precisava de tanta leitura. Bastou ouvir o tipo que há trinta anos e tal anos me vende automóveis. Garante-me o cavalheiro que com um “eléctrico” acessível à minha carteira – aquele em que deixo no stand o automóvel antigo e as notas no montante da diferença – uma carga da bateria dará para ir a Badajoz e voltar. Se, acrescentou, não vier por aí a conduzir à maluca. O que, obviamente, é motivo mais do que suficiente para obstaculizar aquela opção. Não estou para isso. Já não tenho idade para andar constantemente a meter e a tirar a ficha na tomada.

sábado, 23 de julho de 2022

Não mexam no meu “rodinhas”!!!

 


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Costa - o primeiro ministro – pode fazer coligações com partidos extremistas e de ideologia totalitária, manter ministros com vocação para a trapalhada, rebentar com o SNS, endividar o país a um nível nunca visto, sufocar-nos com a maior carga fiscal que as gerações actuais já conheceram ou trapacear-nos com as mais variadas promessas. Poucos se importam com isso. E os raros que manifestam alguma preocupação com esta tragédia são rapidamente silenciados pelo imenso clamor que sai em defesa do governante.


O coro de adoradores do socialismo vigente apenas desafina quando em causa está o carrinho. Tem sido assim com o elevado preço dos combustíveis – área onde a “muralha de aço” de defensores da criatura já revela algumas fissuras - e, a julgar pelas reacções, será ainda pior se António Costa continuar a investir contra o automóvel.


Desta vez o homem foi racional e disse o óbvio. As cidades têm de se habituar a viver sem o carro e “o melhor a fazer é estacionar o automóvel”, acrescentou. Para os portugueses foi demais. Não se importam de serem governados por comunistas e outros malucos, não terem médico de família ou atendimento decente nos hospitais também é como o outro e toleram que lhes vão à carteira com o maior descaramento, mas deixar de lado o carrinho é que nem pensar. Se persistir nesta demanda está tramado. Bem pode distribuir subsídios aos fiscalmente pobres, iludir os reformados e a malta do salário mínimo com aumentos ou anunciar pela octingentésima décima segunda vez os milhões do PRR. De nada lhe vai servir de continuar a implicar com “ai Jesus” dos portugueses.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

As cebolas da crise

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Começou a colheita, apressada face às investidas do amigo do alheio, das primeiras cebolas da produção deste ano. Outras se seguirão, caso as medidas de contenção entretanto tomadas evitem os assaltos que tem sido perpetrados à agricultura da crise e, à conta dessa espécie de “reforma agrária”, desapareça o resto.


Que há para escrever acerca de cebolas? Nada, a bem dizer. A não ser que têm boa aparência. Como os agricultores da crise, afinal.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

0,5%?! Só? Isso é para meninos!

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O Banco Central Europeu fez saber que aumentou a taxa de juro em meio por cento e, a julgar pelas primeiras reacções, vem aí o drama, a tragédia, o horror e muito possivelmente o caos, também. Tudo em simultâneo, para piorar as coisas. Só que não. Mesmo não sendo um especialista especializado nesta especialidade parece-se que o problema não é esta subida. Terão sido, isso sim, todo estes longuíssimos anos em que os juros estiveram estranhamente baixos. Baixos em demasia, convenhamos.


Ainda sou do tempo em que os juros do crédito à habitação ultrapassavam os dez ou doze por cento. Nessa altura toda a gente, tal como agora, comprava casa e poucos eram os que não cumpriam com o seu pagamento. Não me vou dar ao trabalho de procurar os dados, mas tenho quase a certeza que o incumprimento seria até bem menor do que actualmente.


Na compra de casa, que é onde se estima que este aumento tenha mais impacto, os compradores nada ganharam por as taxas serem historicamente baixas. Pouparam nos juros, mas precisaram de muito mais capital. O que, para quem paga, não faz grande diferença.


Quem, obviamente, também não ganhou nada foram os depositantes. Nem vão ganhar, mesmo que o BCE continue a subir as taxas. Na sequência deste meu post, um leitor enviou-me o print de um extracto bancário que mostra a remuneração do seu depósito. À primeira nem percebi o valor. Aquilo, além de ridículo, é ofensivo. Evidencia de maneira bem elucidativa quem é que tem estado a ganhar com juros tão baixos. Os que têm depósitos e os que contraem créditos é que não são...

terça-feira, 19 de julho de 2022

Que as lágrimas lhe sejam amargas...

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Este ano temos um "ajudante" lá na agricultura da crise. O patife aparece quando não estamos e serve-se do que muito bem lhe apetece. Assim que se note tem manifestado preferência pelas cebolas. Já levou, seguramente, mais de meia-dúzia. Por este andar não sei se chego a colher alguma. Apesar de ainda não estarem devidamente prontas para a colheita já são, pelos vistos, do inteiro agrado do amigo do alheio que frequenta o quintal. Este criminoso, ao contrário dos demais, volta sempre ao local do crime. Rouba uma, ou duas no máximo, de cada vez. Facto que é fácil de constatar por no terreno ficar a marca onde a cebola foi arrancada e, também, por se tratar de um espaço tão pequeno e com tão poucas plantas que qualquer uma que se arranque dá logo para perceber a sua falta.


Não sei, obviamente, quem é o meliante. Tenho as minhas suspeitas, mas não será de admirar se estiver enganado. Aqui há um bom par de anos eram os chuchus que evidenciavam uma estranha tendência para desaparecer. Após montar um intrincado esquema de vigilância – basicamente ficar a espreitar à janela, sem ser visto do exterior – o meu pai apanhou o larápio com a boca na botija. Ou, no caso, a mão no chuchu. Era o carteiro.

domingo, 17 de julho de 2022

É cultura, contribuinte...

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Não tenho a certeza se a imagem do ministro da cultura, ladeado por uma senhora, junto a um amontoado de tijolos queimados é falsa, se aquilo pretende passar por uma obra de arte ou se foi obtida durante a deslocação do governante a uma zona do país fustigada pelos incêndios. Como gosto sempre de seguir aquela máxima de “não deixar que a verdade estrague uma boa história”, prefiro acreditar que a “chapa” foi obtida numa exposição qualquer e que aquele monte de tijolos calcinados é mesmo apresentado como sendo uma criação artística. É que isto, quando se fala em cultura, já pouca coisa me surpreende. Fazer macacadas como esta é, afinal, tão comum como esturrar o dinheiro dos contribuintes a – dizem eles - cultivar o povo.


Aqui no quintal também temos arte. E da boa, pelo menos em comparação com os tijolos queimados da tal exposição. Lamentavelmente não é criação minha. Os meus dotes artísticos não chegam a tanto. Os responsáveis pela magnifica criação são uns artistas disfarçados de mestres de obras que contratei para umas remodelações cá na maison. Amanhã vou indagá-los acerca do significado de tão magnifica peça. Não é por mim, que isso pouco me interessa, é só para não fazer má figura na vernissage...

sábado, 16 de julho de 2022

Tudólogos

O calor trouxe de volta os incêndios e, com eles, os especialistas em matagais, fogaréus e afins. Todos têm soluções para resolver este flagelo e poucos hesitam em apontar o dedo aos proprietários dos terrenos, esses patifes gananciosos. A ideia que qualquer sub-urbano tem de um proprietário rural é a de alguém cheio de dinheiro que apenas por velhacaria ou sovinice não cuida dos seus terrenos. Esquecem-se, ou não sabem, que em muitas circunstâncias são pessoas pobres, velhas, ou que não conseguem tirar a rentabilidade necessária para pagar a limpeza anual das propriedades. Sim, surpreendam-se, aquilo é coisa que se tem de fazer todos os anos porque a natureza não está sempre como o urbano-depressivo a vê na televisão ou quando esporadicamente vem à “província”.


Aflige-me que aos especialistas da especialidade, paineleiros televisivos de ocasião e comentadores de rede social, quando debitam as mais variadas e estapafúrdias alarvidades acerca do tema, nunca lhes ocorra que se as suas ideias fossem alguma coisa de jeito existiria uma elevada probabilidade de já terem ocorrido aos espanhóis, franceses, italianos ou gregos. A menos que esses também desconheçam que onde há floresta, muito calor e pessoas existe sempre uma forte hipótese de haver incêndios.

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Não sejam piegas, pá!

Nunca, como agora, os bancos tiveram tanto dinheiro depositado. Contudo os portugueses continuam a chorar-se. Ou seja, a lamentar-se da falta de guito. Ora, partindo do principio que não são os estrangeiros que vêm cá depositar o seu dinheirinho, há aqui qualquer coisa que não bate certo. É que isto parece o dia seguinte às eleições. Ninguém votava no Ventura mas, vai-se a ver, o homem teve o resultado que se sabe. Com o dinheiro é a mesma cena. Quase todos garantem não ter a ponta de um chavo, mas que “ele” está amontoado na banca lá isso está. De resto os sinais exteriores de riqueza do tuga estão aí. Audi’s, BM’s e outros que tais são aos pontapés. Gasolina e gasóleo a mais de dois euros (quatrocentos e quatro escudos, porra!) cada litro e, mesmo assim, o transito é o que se vê...


Apesar da comiseração que suscita a magreza do salário mínimo, desconfio que até aos que o auferem lhes dá para muito mais do que apenas para os alfinetes. Admito estar enganado, mas da observação do parque automóvel dos quatrocentos (ou serão quinhentos?) funcionários do município cá da terra – 80% ganham o SMN ou pouco mais - não consigo tirar outra conclusão. Não que, obviamente, isso constitua qualquer espécie de problema. Antes pelo contrário. Chato, chato é estarem sempre a queixarem-se. De barriga cheia, pelo que aparentam.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Os tomates da crise

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Ter tomates não será indispensável. O que há mais é gente que não os tem e não é por isso que não continua a andar por aí a comer a sua saladita. Mas tê-los dá jeito. No sitio, de preferência. Ainda mais quando o sitio é ali quase ao virar da esquina e os ditos são produto da agricultura da crise.

segunda-feira, 11 de julho de 2022

É mais ou menos o mesmo que o assaltante queixar-se que levou nas trombas...

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Para os média russos – e para os comunistas portugueses, também - o país agressor é a Ucrânia. A Rússia, coitada, apenas se está a defender do ataque infame que perpetrado pelos ucranianos apoiados pela Nato e restante camarilha europeia. Que cidadãos russos acreditem, não é caso para admirar. Afinal não têm acesso a outras fontes de informação para além daquelas que o regime lhes fornece. Que no ocidente haja quem assim pense é para lá de deplorável. É gente, apesar do discurso mais condicente com o estatuto de vencedora de um qualquer concurso de beleza, que apoia convictamente a Rússia. Estou mesmo convicto que se um dia Putin resolver avançar até ao extremo mais ocidental do continente europeu, isto é malta para ir esperar as tropas russas à fronteira e distribuir-lhes cravos vermelhos ao som da Grândola vila morena.


PS-Hesito quanto à bondade da ideia de proibir a emissão da RT na União Europeia. Admito que a guerra possa suspender a democracia, mas, neste caso, bloquear aquele canal russo só beneficia a própria Rússia. Se os comunistas o vissem, perante tanto disparate, seria quase impossível continuarem a acreditar naquelas patranhas. Ou, se continuassem, ficariamos definitivamente a saber que ainda são mais burros do que aquilo que pensamos.

domingo, 10 de julho de 2022

Criatividade dispensável

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Hambúrguer vegan já não constitui motivo para assombração. A nova tendência do mercado é inventar coisas parvas para agradar às minorias. Não que isso, só por si, seja mau. Deplorável é pretenderem, quase sempre dissimuladamente, que essas aberrações se transformem no novo normal. E parece que nada lhes chega. Querem ir sempre mais longe. Como se o conceito não fosse já suficientemente aberrante, uns macacos quaisquer tiveram a ideia de criar um hamburguer que, além de vegan, terá sabor a carne humana.


Preocupante, nisto, nem são as cenas esquisitas que aquela macacada inventa. Nem, tão-pouco, o que come. Se gostam de ervas que comam, fumem ou o quer que façam com elas. Inquietante é aquilo do sabor. Como é que eles sabem o sabor da carne humana? E quem, com o juízo em razoável estado de conservação, vai querer comer uma coisa dessas? Afinal o outro é que tem razão...isto do veganismo, mais do que malucos, é coisa de gente perigosa.

sábado, 9 de julho de 2022

"Isto é tudo um putedo!"

Segundo se relata na imprensa lá do sitio uma viatura de uma autarquia terá sido avistada à porta de uma casa de alterne. Daí, obviamente, não vem qualquer mal ao mundo. A menos que se cumpram, cumulativamente, três requisitos. Primeiro que o respectivo condutor seja funcionário ou eleito da autarquia proprietária da tal viatura. Segundo que se encontre em horário laboral. Terceiro que esteja no interior do estabelecimento a exercer funções diferentes daquelas para que é pago pelos contribuintes. Se todas estas premissas estavam preenchidas é coisa que o inquérito da ordem, já mandado instaurar, vai ou não confirmar. Mas, independentemente das  conclusões que venham a ser concluídas pelos inquiridores, o homem não merece ser alvo de qualquer punição. Alegadamente, em dia de jogo na segunda circular, o que não faltam – ao que dizem, que eu dessas coisas não sei nada – são viaturas identificadas como propriedade dos municípios nas imediações dos estádios e, que se saiba, ninguém foi condenado por causa disso. A diferença, acho eu, até nem será muita. Afinal, como garantia o saudoso camarada Arnaldo Matos, isto é tudo um putedo.

terça-feira, 5 de julho de 2022

A promoção dada não se olha o desconto

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O que eu gosto de uma boa promoção...até daquelas onde a poupança ronda, assim mais coisa menos coisa, os zero euros. Gosto tanto que quase me apetece, apesar de ser ali ao passar da curva, usufruir deste fantástico desconto na ordem dos zero por cento. Bom, se calhar e vendo o anúncio por outro prisma, ao menos o preço não aumentou, o que nestes tempos de regresso da inflação já não será mau de todo.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Os tomates da crise

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Entretanto na outra agricultura da crise – aquela mais à séria – as coisas vão correndo melhor. Apesar de ser no campo não há tanto passarão, as toupeiras mantêm-se afastadas graças a umas cenas que emitem um som que lhes desagrada e até os gatos têm escolhido o espaço que não está cultivado para arrear o calhau. O pior são as pragas, mas isso também faz parte.


Hoje o destaque vai para o tomate. Quase capaz de salada, um ou outro. Ou de sopa. Depende da paciência.

domingo, 3 de julho de 2022

Pior que o futuro lembrar o passado é o presente fazer temer o futuro...

Aquele cromo do PS - cujo nome agora não me ocorre mas, dizem, é extremamente proactivo a arranjar empregos na administração pública para familiares e correligionários – lembrar o que foram as políticas da troika e a sugerir que é isso que espera os portugueses caso, um dia, escolham o agora eleito presidente do PSD é, para ser simpático, próprio de um indigente mental.


O homem fez parte da camarilha que faliu o país. Sabe – ou se não sabe ainda é mais grave – que caso o Passos Coelho não tivesse feito o favor ao PS de chumbar o PEC IV, teria sido o seu partido a aplicar as mesmíssimas medidas e, mesmo assim, ainda tem o topete de atacar quem limpou a merda feita pela tropa fandanga onde se inclui.


Acenar com o papão dos cortes e associar o futuro do PSD ao período de intervenção da Troika é intelectualmente desonesto e apenas pode assustar os intelectos mais débeis. Nomeadamente aqueles que não se lembram de quem estava no governo nem das medidas que, em 1983, Mário Soares teve de adoptar. Mas, numa coisa, o homem tem razão. Em futuras eleições é de evitar o voto no PSD. Na próxima bancarrota – não é uma questão de se, é de quando - o PS que limpe a porcaria. Fazer a limpeza em democracia, como fez Passos Coelho, é uma chatice. Em ditadura é facílimo e o PS tem lá um gajo bom para isso. Pedro Nuno Santos.

sábado, 2 de julho de 2022

Pássaros estúpidos a escarafunchar...

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Impossível ter morangos cá no quintal. Melros, pardais e outras aves que tais não permitem. Escarafuncham tudo. De tal maneira que chegam a arrancar os morangueiros. Este, que mostro na foto, vai pelo mesmo caminho. Para além dos estragos na agricultura da crise, ainda lhes sobra tempo e vontade para cagarem os carros, as paredes, o chão e mais o que calha. Uma javardice, é o que é.


Tudo porque uns idiotas, sentados num gabinete lá em Lisboa, decidiram que a passarada de todas as marcas e modelos deve ser protegida e que tirar-lhes o pio constitui uma espécie de crime. A parvoíce é de tal ordem que até para adquirir uma armadilha banal, daquelas que se vendiam em qualquer feira, é preciso conhecer as pessoas certas. Diz que vendê-las ou usá-las dá direito a uma coima de, no mínimo, duzentos paus. O que dá para comprar muitos morangos no supermercado, que é o sitio onde os totós que defendem estas medidas julgam que a comida é produzida.


Lamentavelmente a passarada não vai nas modernices da cambada de urbano-depressivos que manda nisto tudo. Podiam, por exemplo, praticar o acasalamento gay. Mas não. Insistem no modelo tradicional de família, os antiquados. Para mal do meu quintal, não só não alinham em paneleirices como, pior, reproduzem-se que nem uns malucos. Se calhar o melhor será dar a pílula às pássaras. Isso, ao menos, deve ser legal.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Ide, ide para a vossa casota

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Merda, merda e mais merda de cão é o cenário que encontro todos os dias nas minhas deslocações pedestres. Sim, que eu ando a pé. Não sou como esses alarves que passam o tempo a lamentar-se do preço dos combustíveis, mas não largam o carrinho. Desses tratarei de desancar noutro dia. Hoje fico-me pelos javardos que vivem na casa dos cães. Que isto um gajo – ou uma gaja, que elas são igualmente umas porcazinhas – se sai de casa pela manhã e deixa um animal fechado em casa até à noite, então, a casa é do cão, não é dele. Ou dela. Certo é o asseio que deve ir lá por pela maison. Ainda assim seria preferível que mantivessem o bicho trancado as vinte e quatro horas do dia. Poupavam-nos a esta triste imagem. Uma cidade toda cagada por causa de gente porca, que gosta de viver no meio da porcaria e que acha que os outros têm obrigação dos aturar. Vão mas é bardamerda!

quarta-feira, 29 de junho de 2022

As "iludências aparudem"...

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Há quem lhe chame linguagem inclusiva. O cidadão comum chama-lhe parvoíce. Para a malta do politicamente correcto vale tudo e mais um par de botas para não chamar às coisas aquilo que elas são. Ou às pessoas, no caso. Se o cidadão é cigano – ou aparenta – chamar-lhe outro nome parece-me, isso sim, ofensivo. Até porque, toda a gente sabe, qualquer cigano tem orgulho de o ser. E faz, naturalmente, muito bem em orgulhar-se disso. Andar à procura de sinónimos ou expressões que substituam a referência às características do cidadão é que, para além de ridículo, se afigura discriminatório.


Percebo, no caso em apreço, a opção de quem elaborou a noticia. Outros nem sequer teriam mencionado a "aparência". Quem tem cú tem medo e a PIDE da linguagem está cada vez mais vigilante. 


 

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Tropa não, taxa sim.

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A “taxa militar” foi uma das muitas taxas e taxinhas inventadas pelo Estado Novo e era paga até uma determinada idade - que julgo andar pelos quarenta e cinco anos - por quem, por um ou outro motivo, tinha sido dispensado de cumprir o serviço militar obrigatório. Resistiu à Abrilada, ao PREC e só deixou de ser cobrada em 1987 por decisão do governo de Cavaco Silva. Se calhar, digo eu, era capaz de ser boa ideia trazê-la de volta. Só para contrariar o Cavaco e isso.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Espiral murcha

Ainda me lembro daquela ideia de distribuir dinheiro à população, com o intuito de estimular o consumo e fazer crescer a economia, arrancar sorrisos trocistas a quase toda a gente. Não passava de uma teoria de académicos e a ninguém ocorria que alguma vez fosse posta em prática. Era, o que se podia chamar, uma ideia parva. Contudo, como para provar que a realidade ultrapassa sempre a ficção, está a acontecer. É o que o governo, através da segurança social, está a fazer ao distribuir dinheiro aos fiscalmente mais pobres. Diz, pelo menos é a justificação oficial, que serve para apoiar as famílias mais vulneráveis a fazer face à carestia de vida. Explicação que, confesso, me deixa com os queixos à beira das unhas dos pés. Verdade que não percebo nada de economia, mas recordo-me de, ainda não há assim tanto tempo, ter ouvido o “Ronaldo das finanças” alertar para a necessidade de evitar aumentos salariais que compensem a inflação. Garantia a ilustre criatura que isso provocaria uma espiral inflacionista, ou lá o que era. Afinal parece que não. Ou, então, essa coisa da inflação só cresce se o dinheiro gasto for resultante do trabalho. Caso for proveniente de um qualquer subsiodiozinho, se calhar, até murcha. 

terça-feira, 21 de junho de 2022

É o socialismo, estúpido!

Ao que garante o primeiro-ministro, o salário médio em Portugal terá crescido mais de vinte por cento nos últimos seis anos. Isto, toda a gente sabe, os números quando torturados dizem o que nos quisermos que eles digam. Quando esses desgraçados – os números – caem na mão de um político, então, a coisa só tende a piorar. E se esse político for o António Costa está, como diria a minha avó, a barraca armada.


Lamento, mas obviamente o salário médio, ao contrário do que foi propalado, não cresceu naquela percentagem. Até um socialista consegue percecionar isso. A média dos salários, aferida pelas contribuições para a segurança social é que terá aumentado percentualmente naquele valor graças aos sucessivos e desproporcionados aumentos do salário mínimo. Comparar uma coisa com a outra equivale a comparar a beira da estrada com a estrada da beira.


Por esta ordem de ideias estaremos todos dentro de pouco tempo a auferir o vencimento mínimo. Depois, se continuar a haver aumentos, o salário médio aumentará todos os anos. Apesar de continuarmos a ganhar o mínimo. Confuso? Não, é o socialismo.

sábado, 18 de junho de 2022

Pergunta irrelevante do dia

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Desde as televisões às redes sociais multiplicam-se os especialistas na especialidade a comparar os salários mínimos de cada país da União Europeia com os preços dos bens nos respetivos países. Agora são os combustíveis, antes foi outra coisa qualquer e no futuro será o que calhar. O objetivo é, invariavelmente, demonstrar que ganhamos menos e pagamos mais. Provavelmente terão razão. 


Cada vez que vejo estas contas ocorre-me sempre um episódio relacionado com o pagamento do seguro do meu primeiro carro. Um Fiat 128 que valia menos do que a seguradora me cobrava por cada anuidade. Perante a minha irritação pela exorbitância que me era exigida, o gajo da companhia de seguros respondeu com uma inusitada insolência, dizendo: “Não é o seguro que é caro. O senhor é que não tem dinheiro para andar de carro”. Hoje, trinta e cinco anos depois, reconheço a razão do insolente funcionário. É o que pergunto quando vejo estas comparações. Com os combustíveis a este preço quem, ganhando o SMN em Portugal, pensa, sequer, em andar de carro?!

sexta-feira, 17 de junho de 2022

A bicha independente

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Gosto de gatos. Mais do que de cães, até. Não são de “salamaleques”, não obedecem a ordens, fazem o que muito bem lhes apetece sem passar cavaco a ninguém e não andam por aí a tentar agradar aos donos. Características que, nomeadamente esta última, admiro sobremaneira.


A esta gata não chega possuir todas estas qualidades. Abusa delas. Trato da bichana vai para dois anos – o que me confere o estatuto de dono, acho eu – mas, ainda assim, além de não se esforçar minimamente para me agradar nem me ligar peva nenhuma, bufa cada vez que vê alguém a uma distância que, suponho, constitua a sua margem minima de segurança.


O pior é que a desgraçada, apesar do mais que evidente sentido de independência, é manifestamente incapaz de se auto-sustentar. Que é como quem diz, se não lhe dou comida não come. O que, para um gato que vive no campo sem ter os donos por perto, não parece muito promissor. O raio da bicha nem um pardal ou um gafanhoto é capaz de caçar. Um bom exemplo de como ser independente é muito bonito, mas convém ter “unhas” para isso...

domingo, 12 de junho de 2022

Posta restante

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Ciclicamente aparece um ou outro totó a reclamar a renacionalização dos CTT. Importa colocar de novo os correios ao serviço do povo, asseguram. São também os mesmos que, dado estar na moda, todos os dias proclamam a imperiosa necessidade de salvaguardar o ambiente das constantes agressões provocadas pelo capitalismo que, sublinham, não é verde.


Distribuir correspondência, seja essa prática exercida pelo Estado ou por privados, também não é algo que prime especialmente pela verdura. Antes pelo contrário. Devem ser mais que muitas as toneladas de CO2 emitidas diariamente em consequência da entrega domiciliária de facturas, vales de reforma ou publicidade. Que isto, como diz o outro, já ninguém escreve cartas de amor.


Se calhar seria por aqui que podia começar a tal transição digital. Até porque, quase garantidamente, para a maioria da malta que ainda usa as estações dos correios é muito mais fácil criar uma conta de e-mail do que instalar uma caixa de correio.