Exercer o poder - seja qual for o âmbito da actividade - durante muitos anos nunca é boa ideia. Para ninguém. Nomeadamente para quem insiste em permanecer num cargo para além de um período de tempo bastante superior ao razoável. Quem insiste nesse disparate tem tendência a confundir a instituição com ele próprio, a sua vontade com as regras que determinam o funcionamento da mesma e as criticas ao seu exercício como ofensas pessoais.
Independentemente dos erros que lhes possam ser apontados - quem tem de decidir cometerá, inevitavelmente, muitos pois é impossível decidir sempre bem - são, quase sempre, pessoas com obra feita. A maioria, até, merecedoras de sair da instituição pela porta grande. Mas não. Não conseguem. Insistem em permanecer no “poleiro” ainda que o seu prazo de validade tenha expirado há muito. Depois, quando corridos - o que acontece com frequência a esta gente - é a instituição que não consegue sair deles. Mesmo de fora insistem em dar bitaites, em dificultar a vida a quem lhes sucede e, em suma, a interferir de forma negativa na instituição que juraram servir.
Luís Filipe Vieira não será o último a percorrer este caminho. Outros já o fizeram antes e outros o farão depois. Que o mediatismo das acções desta criatura sirva, ao menos, de exemplo aos endeusadores dos “Luíses” desta vida.


























