
A relação da sociedade com os animais ultrapassou o nível do ridículo. A paranoia com a bicharada é de tal ordem que, por esta altura, estaremos já no patamar da demência. Não andará longe o dia em que uma ratazana se passeará alegremente entre as mesas de um restaurante, café, pastelaria ou estabelecimento similar perante a bonomia geral da clientela. Aliás, já o fazem. Um pombo mais não é do que um rato com asas. Mas que se cuide quem ousar torcer-lhe o pescoço ou, apenas, enxotá-lo. Todos os olhares - reprovadores, claro está – se moverão na direcção do estúpido que tão hediondo acto praticar. “Deixe lá o bichinho, que não faz mal a ninguém” é o que de mais simpático ouvirá. Pois, por acaso até faz. Além de que eu não vou tomar café ao pombal. Bom, às vezes até parece que vou.





















