terça-feira, 17 de março de 2015

Diz o roto ao nu...

António Costa sobre Passos Coelho: “Não aprendeu nada com o passado”. O Presidente da Câmara de Lisboa pode, até, ter razão. Nisso e em mais um rol infindável de acusações que queira fazer ao primeiro-ministro. Mas, antes de falar em termos de aprendizagem com acontecimentos idos, era bom que se olhasse ao espelho. Mas parece, por estas e por outras, que objectos reflectores de imagem pareçam não abundam lá para o Largo do Rato. Devem ter-se partido todos. Coisa para dar uns sete anos de azar. A nós, claro.

Diz o roto ao nu...

AntónioCosta sobre Passos Coelho: “Não aprendeu nada com o passado”. OPresidente da Câmara de Lisboa pode, até, ter razão. Nisso e emmais um rol infindável de acusações que queira fazer aoprimeiro-ministro. Mas, antes de falar em termos de aprendizagem comacontecimentos idos, era bom que se olhasse ao espelho. Mas parece,por estas e por outras, que objectos reflectores de imagem pareçamnão abundam lá para o Largo do Rato. Devem ter-se partido todos.Coisa para dar uns sete anos de azar. A nós, claro.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Desemprego verde

54fde407436d6.jpg


 


Só um tonto acredita que o fisco vai arrecadar quarenta milhões de euros com a receita proveniente do imposto sobre sacos de plástico. Apenas um idiota não percebe que uma medida desta natureza terá, inevitavelmente, reflexos nos postos de trabalho das empresas do sector. Somente os ecologistas, que conseguem ser tontos e idiotas em simultâneo, pouco se importarão que mais uns quantos portugueses vão para o desemprego e vejam as suas vidas destroçadas por causa de meia dúzia de gaiatos que têm a mania de brincar com coisas sérias.


Para além dos ecologistas e do ministro com ar alucinado há muita gente a aplaudir este imposto que, na prática, determina a extinção dos sacos de plástico. Daí que, se calhar, ninguém se importe que umas quantas pessoas fiquem sem trabalho. Danos colaterais, dirão, em nome de um bem maior. Pois sim. Um dia sereis vós as vitimas da revolução verde.


 

Desemprego verde

Só um tonto acredita que o fisco vai arrecadar quarenta milhões de euros com a receita proveniente do imposto sobre sacos de plástico. Apenas um idiota não percebe que uma medida desta natureza terá, inevitavelmente, reflexos nos postos de trabalho das empresas do sector. Somente os ecologistas, que conseguem ser tontos e idiotas em simultâneo, pouco se importarão que mais uns quantos portugueses vão para o desemprego e vejam as suas vidas destroçadas por causa de meia dúzia de gaiatos que têm a mania de brincar com coisas sérias.
Para além dos ecologistas e do ministro com ar alucinado há muita gente a aplaudir este imposto que, na prática, determina a extinção dos sacos de plástico. Daí que, se calhar, ninguém se importe que umas quantas pessoas fiquem sem trabalho. Danos colaterais, dirão, em nome de um bem maior. Pois sim. Um dia sereis vós as vitimas da revolução verde.


domingo, 15 de março de 2015

Não vendo!


O sector imobiliário foi o mais afectado pela crise. Devido ao crescimento desmesurado durante anos a fio, era inevitável que se verificasse um ajustamento. Acredito que, um dia destes, possa começar a recuperar mas nada nesta actividade voltará a ser o que já foi. E ainda bem.

Vai havendo, contudo, um ou outro sinal de retoma. Veja-se, por exemplo, o caso deste prédio situado no centro de uma capital de distrito. A procura deve ser tanta que o proprietário se viu forçado a avisar publicamente que não está disposto a vende-lo. Ele lá sabe.

Não vendo!


Osector imobiliário foi o mais afectado pela crise. Devido aocrescimento desmesurado durante anos a fio, era inevitável que severificasse um ajustamento. Acredito que, um dia destes, possacomeçar a recuperar mas nada nesta actividade voltará a ser o quejá foi. E ainda bem.

Vaihavendo, contudo, um ou outro sinal de retoma. Veja-se, por exemplo,o caso deste prédio situado no centro de uma capital de distrito. Aprocura deve ser tanta que o proprietário se viu forçado a avisarpublicamente que não está disposto a vende-lo. Ele lá sabe.

sábado, 14 de março de 2015

A culpa (também) é do PREC!

 

Há quem goste de culpar o Cavaco por tudo e mais um par de botas. Nomeadamente os que não reconhecem a responsabilidade dos governos socialistas por este triste estado de coisas. Para esses tristes quem rebentou o país não foram nem o Sócrates nem o Guterres mas sim Cavaco Silva que, dizem, terá destruído a agricultura, a pesca, a indústria e mais umas quantas cenas que, dependendo do que fumaram antes, na ocasião lhes ocorram.

Não gosto do Cavaco e odeio as politicas socialistas. Mas estes três estarolas, por mais trágica que se tenha revelado a sua governação, não passam de meninos de coro quando comparados com a tragédia provocada pelo Partido Comunista e seus sequazes durante o chamado PREC. Um processo criminoso contra a economia do país, que teve inicio em onze de Março de 1975 e acabou em 25 de Novembro do mesmo ano, cujas sequelas chegam até hoje. Disso, curiosamente, ninguém fala. Deve ser falta de memória. Ou ignorância.

 

A culpa (também) é do PREC!

 


Há quem goste de culpar o Cavaco por tudo e mais um par de botas. Nomeadamente os que não reconhecem a responsabilidade dos governos socialistas por este triste estado de coisas. Para esses tristes quem rebentou o país não foram nem o Sócrates nem o Guterres mas sim Cavaco Silva que, dizem, terá destruído a agricultura, a pesca, a indústria e mais umas quantas cenas que, dependendo do que fumaram antes, na ocasião lhes ocorram.


Não gosto do Cavaco e odeio as politicas socialistas. Mas estes três estarolas, por mais trágica que se tenha revelado a sua governação, não passam de meninos de coro quando comparados com a tragédia provocada pelo Partido Comunista e seus sequazes durante o chamado PREC. Um processo criminoso contra a economia do país, que teve inicio em onze de Março de 1975 e acabou em 25 de Novembro do mesmo ano, cujas sequelas chegam até hoje. Disso, curiosamente, ninguém fala. Deve ser falta de memória. Ou ignorância.


 

Desenrasquem-se, pá!

Porra, pá – que é uma bela de uma expressão que uso amiúde – esta gente quer tudo. Deve pensar que vive num país com dinheiro suficiente para pagar três dividas externas. Ou mais. Agora são os pais que – coitados – têm o gravíssimo problema de, nos espaço público, não ter onde mudar a fralda aos seus infantes. Isto por o fraldário, na maioria dos edifícios, estar na casa de banho das senhoras. O mesmo drama ocorre quando as piquenas necessitam de usar o WC e os papás as têm de levar aos lavabos dos homens. Reclama-se hoje, por isso, que o Estado olhe para o assunto e trate de arranjar condições para que todos - independentemente do género, como agora se diz - possa limpar o rabiosque ao seu rebento.

Será que os portugueses perderam aquela fantástica capacidade de, em qualquer circunstância, se desenrascarem?! Acham que se justifica o investimento neste tipo de coisas quando o Estado está falido e as empresas nem conseguem manter postos de trabalho?! Nomeadamente quando a tendência para um acentuado decréscimo dos nascimentos é cada fez mais evidente. Porra, pá. Desenrasquem-se e deixem de ser mariquinhas, pá!

Desenrasquem-se, pá!

 


Porra, pá – que é uma bela de uma expressão que uso amiúde – esta gente quer tudo. Deve pensar que vive num país com dinheiro suficiente para pagar três dividas externas. Ou mais. Agora são os pais que – coitados – têm o gravíssimo problema de, nos espaço público, não ter onde mudar a fralda aos seus infantes. Isto por o fraldário, na maioria dos edifícios, estar na casa de banho das senhoras. O mesmo drama ocorre quando as piquenas necessitam de usar o WC e os papás as têm de levar aos lavabos dos homens. Reclama-se hoje, por isso, que o Estado olhe para o assunto e trate de arranjar condições para que todos - independentemente do género, como agora se diz - possa limpar o cagueiro ao seu rebento.


Será que os portugueses perderam aquela fantástica capacidade de, em qualquer circunstância, se desenrascarem?! Acham que se justifica o investimento neste tipo de coisas quando o Estado está falido e as empresas nem conseguem manter postos de trabalho?! Nomeadamente quando a tendência para um acentuado decréscimo dos nascimentos é cada fez mais evidente. Porra, pá. Desenrasquem-se e deixem de ser mariquinhas, pá!


 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Diz que foi uma espécie de greve

Hoje foi dia de greve na função pública. Presumo que a adesão, na perspectiva dos sindicatos, ronde uns avassaladores cento e dezanove por cento. Já na óptica do governo os funcionários que hoje faltaram ao trabalho não foram mais que dois. Ou três, se entretanto tiver morrido algum que ainda não tenha sido abatido ao efectivo.
O habitual, portanto. Embora os hábitos tenham mudado. E muito. As greves de hoje nada têm a ver com as de outros tempos. Nos anos seguintes ao vinte cinco do A e até aos anos noventa era predominantemente no sul, em particular no Alentejo, que os seus efeitos se faziam sentir. Agora, a julgar pelas noticias, é no litoral e também a norte que as greves terão uma maior adesão. Por cá não se dá por nada.
Entretanto tudo vai continuar como antes. Mário Nogueira vai, daqui a pouco, dizer coisas a que ninguém liga. Jerónimo de Sousa vai manifestar a sua solidariedade com a luta heróica dos trabalhadores e, mais uma vez, exigir a demissão do goverrrrrrrrno. Já António Costa garantirá que não pode anunciar medidas mas que, quando governar, vai satisfazer todas as pretensões de toda gente. Deve ser por isso que os alentejanos já não fazem greve...



Diz que foi uma espécie de greve


Hoje foi dia de greve na função pública. Presumo que a adesão, na perspectiva dos sindicatos, ronde uns avassaladores cento e dezanove por cento. Já na óptica do governo os funcionários que hoje faltaram ao trabalho não foram mais que dois. Ou três, se entretanto tiver morrido algum que ainda não tenha sido abatido ao efectivo.


O habitual, portanto. Embora os hábitos tenham mudado. E muito. As greves de hoje nada têm a ver com as de outros tempos. Nos anos seguintes ao vinte cinco do A e até aos anos noventa era predominantemente no sul, em particular no Alentejo, que os seus efeitos se faziam sentir. Agora, a julgar pelas noticias, é no litoral e também a norte que as greves terão uma maior adesão. Por cá não se dá por nada.


Entretanto tudo vai continuar como antes. Mário Nogueira vai, daqui a pouco, dizer coisas a que ninguém liga. Jerónimo de Sousa vai manifestar a sua solidariedade com a luta heróica dos trabalhadores e, mais uma vez, exigir a demissão do goverrrrrrrrno. Já António Costa garantirá que não pode anunciar medidas mas que, quando governar, vai satisfazer todas as pretensões de toda gente. Deve ser por isso que os alentejanos já não fazem greve...


 

Charters de autarcas


Excelentea ideia de envolver as autarquias nessa coisa dos vistos gold. Assimfica afastada a imagem de alegada corrupção que envolvia esseprograma e torna a captação de investidores muito maistransparente. Será, também, um mundo de oportunidades que se vaiabrir para as agências de viagens. Já estou a ver charters deautarcas a caminho da China...

Charters de autarcas


Excelente a ideia de envolver as autarquias nessa coisa dos vistos gold. Assim fica afastada a imagem de alegada corrupção que envolvia esse programa e torna a captação de investidores muito mais transparente. Será, também, um mundo de oportunidades que se vai abrir para as agências de viagens. Já estou a ver charters de autarcas a caminho da China...

O "consporco". Javardote, vá.

 


 


Presumo que, pelo menos desde o fim da escravatura, em todos os locais de trabalho existam meios de controlar a assiduidade e pontualidade dos trabalhadores. Ou, sejamos modernaços, dos colaboradores. Tal como este conceito, também a maneira de fazer o controlo é cada vez mais moderna. O que nem sempre é boa ideia.


Quando comecei a trabalhar – ou a colaborar, sei lá - era o livro de ponto. Com uma esferográfica presa por um cordel não fosse alguém mais distraído metê-la ao bolso. Não querendo partilhar, por não saber onde é que o colega que tinha assinado antes andou com as mãos, cada um podia assinar com o seu próprio material escrevente.


Veio, depois, o relógio de ponto. Os primeiros exemplares produziam, a cada utilização, uma chinfrineira do camandro quando se introduzia o cartão mas, no âmbito da promiscuidade, eram exemplares. Nada de misturas. Cada um só mexia no seu e não precisava de tocar na máquina. Muito menos na ranhura.


Mais tarde inventaram um mecanismo em que os colaboradores são identificados pelas impressões digitais. Uma javardice. Todos colocam o dedo no mesmo espaço de dois centímetros quadrados. Isto depois de o dito dedo ter passado sabe-se lá por onde. Há, até, quem o lamba – ao dedo – quando a máquina manifesta notórias dificuldades em o identificar.


Deve ser por isso, ou por outra razão parva qualquer, que existe sempre um outro colaborador mais intrépido que parte para a agressão ao mecanismo. Acredito que não obterá daí grandes proveitos mas, pelo menos, não o conspurca. Como o outro consporco.


 


 


 

quinta-feira, 12 de março de 2015

O consporco. Javardote, vá.

Presumo que, pelo menos desde o fim da escravatura, em todos os locais de trabalho existam meios de controlar a assiduidade e pontualidade dos trabalhadores. Ou, sejamos modernaços, dos colaboradores. Tal como este conceito, também a maneira de fazer o controlo é cada vez mais moderna. O que nem sempre é boa ideia.
Quando comecei a trabalhar – ou a colaborar, sei lá - era o livro de ponto. Com uma esferográfica presa por um cordel não fosse alguém mais distraído metê-la ao bolso. Não querendo partilhar, por não saber onde é que o colega que tinha assinado antes andou com as mãos, cada um podia assinar com o seu próprio material escrevente.
Veio, depois, o relógio de ponto. Os primeiros exemplares produziam, a cada utilização, uma chinfrineira do camandro quando se introduzia o cartão mas, no âmbito da promiscuidade, eram exemplares. Nada de misturas. Cada um só mexia no seu e não precisava de tocar na máquina. Muito menos na ranhura.
Mais tarde inventaram um mecanismo em que os colaboradores são identificados pelas impressões digitais. Uma javardice. Todos colocam o dedo no mesmo espaço de dois centímetros quadrados. Isto depois de o dito dedo ter passado sabe-se lá por onde. Há, até, quem o lamba – ao dedo – quando a máquina manifesta notórias dificuldades em o identificar.
Deve ser por isso, ou por outra razão parva qualquer, que existe sempre um outro colaborador mais intrépido que parte para a agressão ao mecanismo. Acredito que não obterá daí grandes proveitos mas, pelo menos, não o conspurca. Como o outro consporco.



quarta-feira, 11 de março de 2015

É cultura, estúpido!

hpim0934.JPG


 


Esta magnifica, extraordinária e até mesmo sublime obra-prima esteve, no Verão passado, patente ao público numa exposição de…digamos… arte. Ou lá o que lhe queiram chamar. Trata-se de um livro de guias de remessa de uma firma de mármores onde, ao longo do tempo, os empregados de escritório foram emitindo os documentos que acompanhavam as mercadorias que a firma comercializava. Sem sequer desconfiar que estavam a produzir arte. E da melhor! Afinal quanta criação artística se pode transmitir através de uma guia de remessa, uma factura ou uma venda a dinheiro?! Muita, como se pode ver.

Dar bom uso à lingua

Tenho alguma dificuldade em perceber a razão pela qual muitas pessoas têm a necessidade imperiosa de, sistematicamente, fazer alusão à genitália humana nas suas conversas com os outros. Há mesmo quem, por cada três palavras pronunciadas, não resista a incluir pelo menos uma menção às partes pudibundas e ao uso que delas se faz.


Este mau hábito está a vulgarizar-se também na escrita. Muita gente usa essas palavras em frases onde não se justificam e que, quase sempre, podiam ser substituídas por outras. A generalidade das vezes com inequívoca vantagem. Até porque a língua portuguesa, para além de muito traiçoeira ou talvez por isso mesmo, é pródiga em sinónimos, cada um mais jeitoso que o outro, para designar quase tudo. Em especial os órgãos sexuais e funções afectas, sempre tão presentes na boca e nas mãos dos portugueses.

terça-feira, 10 de março de 2015

O tio-avô

Um tio-avô, falecido já lá vão muitos anos, quando algo de menos bom acontecia a algum familiar ou conhecido repetia invariavelmente a mesma frase: “Eu já sabia…” Não que a notícia lhe tivesse chegado em primeira mão ou que antes de o interlocutor lhe contar a novidade ele já tivesse conhecimento. Mas sim porque, queria dizer na dele, sempre calculara que as coisas se passariam da forma como acabavam por acontecer.


Ora para alguém como eu, então um teenager inconsciente, isso não fazia sentido nenhum. Pior. Se sabia devia ter era avisado e não ficar a gabar-se que possuía dotes de adivinho. Pior ainda. Só sabia das coisas más e era um perfeito nabo quando se tratava de adivinhar as boas. Nem sequer conseguia prever por quantos ganhava o Benfica na jornada seguinte. Sim, porque por esses anos o Benfica ganhava sempre e, geralmente, por muitos.


Claro que, com o passar dos anos, comecei a perceber melhor o funcionamento do sistema de previsões que o tio-avô usava para “adivinhar” o futuro e hoje dou comigo, muitas vezes a pensar e algumas a dizer, perante determinados acontecimentos, que “eu já sabia…” ou, como quase sempre acrescento, “pelo menos calculava…”.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A petição do lagartedo

Não constitui novidade para ninguém que na Internete fora dela também, mas isso agora não vem ao caso se publicam as maiores alarvidades. Este blogue é disso um bom exemplo. Mas, depois, há o resto. O que está para lá da parvoíce e, mesmo, da estupidez. Que deixa para trás qualquer réstia de lucidez e se aproxima da indigência moral e da inconsequência mental.
A patética petição dos alegados adeptos do Sporting, pretendendo que os adversários de outro clube não sejam expulsos, reúne todas essas características. Parece, apesar disso, que já contará com umas quantas assinaturas. Bem-visto o pior nem sequer é essa coisa da petição. Mau é que isto é gente que vota e tem os mesmos direitos das pessoas normais. E, desgraça das desgraças, respira.



A petição do lagartedo

Não constitui novidade para ninguém que na Internet – e fora dela também, mas isso agora não vem ao caso – se publicam as maiores alarvidades. Este blogue é disso um bom exemplo. Mas, depois, há o resto. O que está para lá da parvoíce e, mesmo, da estupidez. Que deixa para trás qualquer réstia de lucidez e se aproxima da indigência moral e da inconsequência mental.


A patética petição dos alegados adeptos do Sporting, pretendendo que os adversários de outro clube não sejam expulsos, reune todas essas caracteristicas. Parece, apesar disso, que já contará com umas quantas assinaturas. Bem-visto o pior nem sequer é essa coisa da petição. Mau é que isto é gente que vota e tem os mesmos direitos das pessoas normais. E, desgraça das desgraças, respira.

O bispote


Presumo que este utensílio domestico, vulgarmente conhecido como vaso de noite, tenha visto muita coisa. Umas boas outras nem tanto. Mas isso é, como diria o outro, da vida. Apesar de aparentar ainda um relativo bom estado a sua utilidade no campo sanitário terá chegado ao fim. Ou não. Dado que pouco tempo depois – e ainda antes do lixo ser recolhido - já não estava no local é possível que, por esta altura, esteja a contemplar outras paisagens. Numa feira de velharias qualquer, provavelmente.

O bispote

100_4014.JPG


 


Presumo que este utensílio domestico, vulgarmente conhecido como vaso de noite, tenha visto muita coisa. Umas boas outras nem tanto. Mas isso é, como diria o outro, da vida. Apesar de aparentar ainda um relativo bom estado a sua utilidade no campo sanitário terá chegado ao fim. Ou não. Dado que pouco tempo depois – e ainda antes do lixo ser recolhido - já não estava no local é possível que, por esta altura, esteja a contemplar outras paisagens. Numa feira de velharias qualquer, provavelmente.

domingo, 8 de março de 2015

Do Contra

docontra.jpg


 


Não. Não vou fazer nenhuma piadola fácil sobre mouros. Ainda menos vou divagar acerca da maneira pouco ortodoxa que usam para comunicar com o seu deus. Nem, tão pouco, com o facto de tanta gente junta de cú para ar poder ser motivo de chacota. Hoje sinto-me particularmente multiculturalista e prefiro por isso homenagear a criatura que, entre tantos, consegue ser o único a acertar o ritmo da reza.

Mamocas

mamocas.JPG


 


Esta foto já tem uns anos. Meia dúzia, talvez. Mas, de cada vez que dou com ela nos meus arquivos, não deixa de me fazer “espécie” que a figura esteja bastante mais escura na zona dos seios. Dado que isso não se deve às características do material utilizado, interrogo-me acerca do que terá levado a esse escurecimento. Quiçá muita investigação pelo tacto por parte dos apreciadores de arte mais atrevidos. Ou ceguetas.

Xuninng fofinho

love.jpg


O tunning é uma mania que consiste em fazer alterações de carácter mecânico, aerodinâmico ou outras, quase sempre para pior, aos automóveis. Algumas constituem verdadeiras afrontas ao gosto – que nem precisa de ser bom – e transformam carros relativamente jeitosos em aberrações do asfalto completamente insuportáveis.


Do carrito da foto não podemos afirmar que tenha sido vítima de tunning. Tratou-se apenas de um pequeno e amoroso retoque de um dono provavelmente apaixonado. E o amor, como quase todos sabemos, é uma coisa muito linda.


 

sábado, 7 de março de 2015

Metem dó estes urbano depressivos...


O que não falta por aí é gente a recalcitrar contra quem pede factura. Dizem que é bufaria, que “eles” o que querem é saber onde gastamos o dinheiro e mais um conjunto de desculpas parvas que me escuso de comentar. Curiosamente os novos deuses dos esquerdosos e urbano depressivos bem pensantes – os Siryzas, que mandam na Grécia – resolveram fazer mais ou menos a mesma coisa. Ou, provavelmente, pior. Mas, para a legião de fãs Siryzistas que abundam por estes lados não é nada que mereça um reparo, um dichote ou, pelo menos, uma piadola jocosa. Como aideia foi desse tal Varoufakis trata-se de uma coisa muito bem feita. É assim o pagode de esquerda. Mete dó.

Metem dó estes urbano depressivos...

O que não falta por aí é gente a recalcitrar contra quem pede factura. Dizem que é bufaria, que “eles” o que querem é saber onde gastamos o dinheiro e mais um conjunto de desculpas parvas que me escuso de comentar. Curiosamente os novos deuses dos esquerdosos e urbano depressivos bem pensantes – os Siryzas, que mandam na Grécia – resolveram fazer mais ou menos a mesma coisa. Ou, provavelmente, pior. Mas, para a legião de fãs Siryzistas que abundam por estes lados não é nada que mereça um reparo, um dichote ou, pelo menos, uma piadola jocosa. Como aideia foi desse tal Varoufakis trata-se de uma coisa muito bem feita. É assim o pagode de esquerda. Mete dó.

O relógio do chinês

Ciclicamente recorro a lojas de chineses para comprar aquelas inutilidades de que necessitamos quando menos se espera e não nos resta outra alternativa porque todos os estabelecimentos normais já encerraram. Foi assim quando precisei de um cronómetro e a chinesa me tentou impingir um “pito” ou quando, inesperadamente, os velhos chinelos entregaram a alma ao criador e, antes que os calos iniciassem uma jornada de protesto, comprei um par de calcantes de trazer por casa que exalavam um odor capaz de fazer parecer uma suinicultura um lugar de onde se libertam agradáveis fragrâncias.


Há poucos dias voltei a um destes espaços comerciais. A velha cebola deu por terminada a sua tarefa de medir o tempo e arrisquei experimentar um relógio de baixo preço e qualidade a condizer. Como quase tudo o que os comerciantes vindos da terra que já foi do Mao têm à venda. Ainda não me arrependi da compra e acho até que fiz um bom negócio. Aparentemente a máquina apenas tem um pequeníssimo defeito. Insignificante, quase. O ponteiro dos minutos demora trinta e um minutos a percorrer a distância entre o “ e o “12”. Com certeza é de ser a subir. Felizmente a coisa não tem grande importância porque na descida, entre o “ e o “6”, demora apenas vinte nove.

Obviamente já se devia ter demitido


Ninguém gosta de pagar impostos. Por isso mesmo é que há a necessidade do seu pagamento nos ser imposto. Se não fosse pela via da imposição, de certeza, não havia quem os pagasse. E o mesmo se aplica a todas as outras taxas, taxinhas e demais roubalheiras a que os governos têm de recorrer para alimentar o monstro.
Nisto se incluem também as contribuições para a segurança social. A não ser os que já estão reformados, poucos valorizarão este contributo cívico para o sustento dos que deixaram de trabalhar. Principalmente as novas gerações. Estas dão como adquirido que, no futuro, não terão os mesmos direitos dos actuais pensionistas e é com muito desagrado que olham para o esbulho que é feito aos seus parcos rendimentos. Exigir a um jovem recém-licenciado, pago a recibo verde, que dos seiscentos euros – ou menos – que aufere, retire cento e vinte seis para a segurança social - isto para além, claro, do IRS - se não é crime, não sei o que lhe chame.
Esperava eu que o caso do primeiro ministro servisse, entre outras coisas, para também debater esta problemática. Mas não. A guerrilha politica parece ser mais importante. Quanto ao resto, e como que quem manda tem de dar o exemplo, não tenho dúvidas que o homem já se devia ter demitido.