Presumo que, pelo menos desde o fim da escravatura, em todos os locais de trabalho existam meios de controlar a assiduidade e pontualidade dos trabalhadores. Ou, sejamos modernaços, dos colaboradores. Tal como este conceito, também a maneira de fazer o controlo é cada vez mais moderna. O que nem sempre é boa ideia.
Quando comecei a trabalhar – ou a colaborar, sei lá - era o livro de ponto. Com uma esferográfica presa por um cordel não fosse alguém mais distraído metê-la ao bolso. Não querendo partilhar, por não saber onde é que o colega que tinha assinado antes andou com as mãos, cada um podia assinar com o seu próprio material escrevente.
Veio, depois, o relógio de ponto. Os primeiros exemplares produziam, a cada utilização, uma chinfrineira do camandro quando se introduzia o cartão mas, no âmbito da promiscuidade, eram exemplares. Nada de misturas. Cada um só mexia no seu e não precisava de tocar na máquina. Muito menos na ranhura.
Mais tarde inventaram um mecanismo em que os colaboradores são identificados pelas impressões digitais. Uma javardice. Todos colocam o dedo no mesmo espaço de dois centímetros quadrados. Isto depois de o dito dedo ter passado sabe-se lá por onde. Há, até, quem o lamba – ao dedo – quando a máquina manifesta notórias dificuldades em o identificar.
Deve ser por isso, ou por outra razão parva qualquer, que existe sempre um outro colaborador mais intrépido que parte para a agressão ao mecanismo. Acredito que não obterá daí grandes proveitos mas, pelo menos, não o conspurca. Como o outro consporco.
Você transferiu-se para o sapo? :)
ResponderEliminarAbraço e bom fim-de-semana.
Ainda estou a testar a coisa. Vamos ver se a mudança será ou não definitiva.
ResponderEliminarEssa de lamber o dedo nunca assisti... e já reparou que tudo vai abaixo, o sistema informático, a luz, a água, tudo menos o raio do pica! Incrível!!!
ResponderEliminarAquilo tem pilhas. Eles pensam em tudo...
ResponderEliminare mesmo assim há quem chegue atrasado e ou não compareça e fica registado como presença:)
ResponderEliminarNo meu trabalho, passávamos por um pórtico:) ou chamem lá outra coisa que agora não me lembro...e ficava registada a entrada e saída. Mas em tudo os "fantasmas" conseguem aparecer e como? Pois claro...mas foram apanhados e levaram a consequente coima com juros cavalgantes!
Cuspir no dedo antes de o colocar no leitor de impressões digitais já tinha visto. Uma valente lambidela como a que vi um dias destes é que ainda não. Grande porco!
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