Se bem entendi o que foi dito numa reportagem acabada de emitir num canal televisivo, uma senhora terá doado uma avultada quantia em dinheiro e um apartamento para, alegadamente, ser admitida num lar de idosos. Gerido, ao que me pareceu perceber, por uma instituição religiosa. Dádiva essa que, ao que a idosa ouvida durante a peça jornalística garantia, não a isentava de pagar a mensalidade correspondente à sua estadia no dito lar. Oitocentos euros, ao que dizia.
Esta, diz-se, parece ser uma prática corrente. Soa-se – ao certo nunca ninguém sabe nada – que quem pretende entrar para um estabelecimento desta natureza terá - em muitas circunstâncias, porque isto dependerá sempre da instituição e, principalmente, de quem a governa – de fazer uma doação. Em dinheiro ou em espécie. Caso em que o doador terá vaga assegurada, ultrapassando essa coisa da imensa lista de espera sempre enfaticamente referida a quem não tem posses ou não está na disposição de alinhar nesses esquemas.
A ser verdade este tipo de actuação, tratar-se-á de corrupção da mais descarada. Não constituirá crime, por não envolver agente ou funcionário público, mas que se tratará de uma actuação vergonhosa disso não tenho dúvidas. Isto, claro, a ser verdade tudo o que se diz mas que, a existir, ninguém tem coragem de denunciar.






