Há
coisas que me são extremamente difíceis de entender. Deve ser,
presumo, da idade. A historieta do catraio que tem acessos de fúria
em plena sala de aula é uma delas. Ou melhor, até percebo que o
puto espatife o mobiliário, faça um berreiro danado capaz de se
ouvir em Espanha ou morda quem lhe aparecer pela frente. O que já
não entendo é como é possível que reincida no comportamento no
dia – ou dias – seguintes. Só a ausência de castigo adequado e
proporcional ao desacato que provocou é que podem justificar a
reincidência. Se não o teve, então é óbvio que tem de ser
mantido afastado das pessoas normais, que estas não têm obrigação
de aturar as bestas dos outros.
Os
pais, provavelmente, serão do mesmo calibre e, por isso, incapazes
de educar o gaiato. Mas disso não têm culpa os alunos, funcionários
e professores obrigados a partilhar o mesmo espaço com a fera. Muito
menos a ser vitimas passivas da sua má educação. Mas, graças à
ditadura do politicamente correcto em que vivemos, ninguém pode
tocar no fedelho. Quem o fizer está metido em sarilhos. E o pior é
que esta maneira de encarar as coisas, apenas defendido por uma
ínfima minoria de anormais auto convencidos da sua genialidade, está
apenas a servir para criar delinquentes. Os mesmos que, espero, mais
cedo do que tarde tratarão de lhes ir às trombas.

