quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Comentador burlão

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Este desgraçado está mesmo a precisar de burlar alguém. Anda há meses a tentar enganar os mais incautos, a encrenca. Deixa, nos mais variados blogues e provavelmente noutros sítios, mensagens destas às dúzias. Todos os dias. Porra pá, começo a ficar farto do javardo. Apesar do profundo asco que sinto por gajos destes, ainda assim, deixo um conselho. Dois, até. Convém melhorar o português e subir a taxa de juro. Assim ninguém leva esta coisa à séria e, calculo eu, o servidor lá no Benim não se paga sozinho.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Sei o que fizeste no mandato passado...

1 - O antigo primeiro-ministro Costa atirou-se às canelas do actual secretário-geral socialista na sequência das posições assumidas pelo Presidente da Câmara de Loures e, até ontem, dirigente daquele partido. “Em defesa da honra do PS”, escreveu o agora presidente do conselho europeu. Confirma-se, mas nem era preciso, o que afinal sempre se soube. A honra do Partido Socialista é mesmo defender caloteiros. Basta atentar na frequência com que põem o país na bancarrota.


2 – A eleição de Trump não constitui uma boa noticia para os europeus. Vai-nos sair cara. Nomeadamente ao nível dos impostos que vamos ter de pagar para financiar o rearmamento das forças armadas. Ou, vá, adquirir flores aos milhões para atirar à tromba dos russos quando vierem para estes lados, que isto as flores também estão pela hora da morte.


3 – Por falar em gente que aspira a reocupar cargos de presidente. Há, ao que se consta, diversos ex-autarcas que se propõem submeter de novo ao escrutínio popular. Não tem nada de mal. Estarão no seu direito legal a fazê-lo. Embora não me pareça boa ideia. Nunca se deve regressar onde se foi feliz. Alguns, se calhar, não foram felizes o suficiente ou, então, vão em busca da felicidade perdida. Para convencer parolos poderão usar slogans como “Saí da Câmara, mas a Câmara não saiu de mim”. Sujeitam-se é ouvir os eleitores argumentar “sei o que fizeste no mandato passado”.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Dever é um direito...

Anda por aí gente a rasgar as vestes por causa das declarações do presidente da Câmara de Loures acerca da necessidade de despejar os habitantes das casas municipais que tenham participado em actividades criminosas. Nomeadamente na destruição de bens públicos, como os recentemente ocorridos na região de Lisboa. São absolutamente espantosas as reacções a esta noticia por parte de bloquistas, comunistas e dos socialistas que agora mandam no PS quando vociferam contra a ideia do autarca em causa. O que é que esta gente achará que acontece a quem, nos países que aplicam políticas iguais às que defendem – assim, tipo, a Venezuela ou Cuba – a quem andar a escaqueirar equipamento público ou a queimar os carros dos vizinhos?! Por mim desconfio que vão para umas instalações bastante mais acolhedoras donde, muitos deles, só saem devidamente empacotados após o devido tratamento administrado pela policia democrática que serve o povo daquelas paragens. Igual aquela que reclamam para cá, certamente.


O mesmo autarca, pasme-se tamanha ousadia, também acha que os paizinhos têm de pagar as refeições escolares dos seu filhos. Aqueles, naturalmente, que dado o nível de rendimentos não usufruem da gratuitidade das mesmas. Também esta ideia suscitou a ira das inúmeras criaturas que defendem os caloteiros e a bandalheira em geral. Gente que se está nas tintas para a desigualdade que estas situações geram entre quem se esforça, muitas vezes com dificuldade, para manter as contas em dia e que prioriza o bem-estar dos filhos e aqueles que preferem esbanjar o graveto noutras cenas sem se preocuparem com os catraios. Podiam, ao menos, estes inúteis defender que o autarca sinalizasse essas crianças à CPCJ lá do sitio, mas nem isso os imbecis fazem.


Mais tarde ou mais cedo alguém - o Tribunal de Contas, por exemplo - vai inquirir o porquê da dita autarquia não cobrar os milhões de euros que lhe devem. Nessa altura, muitos dos que agora o criticam por pretender cobrar as dividas, vão chamar uns quantos nomes ao homem por não as ter cobrado. É aquilo do preso por ter cão e por não o ter.

domingo, 3 de novembro de 2024

O lado errado do feminismo

A eleição da primeira mulher negra para liderar o Partido Conservador Britânico não constituiu motivo de regozijo, nem mereceu especial apreço, das empoderadas do regime ou das feministas de conveniência. Tal como a eleição de Meloni como primeira-ministra italiana também não suscitou nenhuma espécie de entusiasmo por parte da mesma trupe. Não são de esquerda, como elas acham que deveriam ser todas as mulheres, todos os negros, homossexuais e todas as outras minorias que por aí cirandam.


No entanto toda esta gentinha vai delirar com a eleição da Kamala. Entre ela e o Trump venha o diabo e escolha. Com um ou com outro, nós europeus, estamos lixados. Com Trump, Putin tem a fronteira leste da Europa escancarada para vir por aí fora com os seus aliados coreanos. Com Kamala enfrentará uma resistência americana ao nível daquela que alardeia o Guterres, triste e bizarro secretário-geral da ONU. Daí que seja absolutamente absurda a algazarra que por cá se faz por causa das eleições americanas. Uma parvoíce. Nomeadamente quando, como lá mais para a frente iremos constatar, qualquer um dos candidatos e os americanos em geral se estão completamente a borrifar para nós. Demonstrar interesse por aquele acto eleitoral faz o tuga sentir-se intelectualmente relevante. Mas, se calhar, é preferível dirigir o interesse e toda a relevância do intelecto para a aprendizagem da língua russa. Só para prevenir.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Nunca maltrate um ladrão

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Desconheço se, por esta altura, já haverá caixotes do lixo a arder e automóveis ou autocarros incendiados em Ponte de Lima na sequência do ferimento infligido a um ladrão pelo dono da ourivesaria assaltada. Provavelmente não. Os meliantes – daqueles que não contribuem para o aumento da criminalidade – estão em fuga e o que ficou para trás está a beneficiar dos cuidados do SNS. A vitima, entretanto, está a contas com a justiça. Feito ao bife, no caso. Não podia ter disparado - que as armas não podem ser usadas para defender património, só para roubar o património dos outros - e dificilmente se livrará de uma condenação. Tudo de acordo com os cânones da esquerda. Ou seja, se os meliantes estão bem e o proprietário na choça a paz reinará naquelas terras minhotas.


Felizmente nem todos os bandidos – os nacionais e os importados, que miraculosamente abandonam a actividade criminosa mal entram em Portugal – conhecem as nossas leis. Por enquanto. É dar-lhes tempo. Quando eles souberem que, em praticamente nenhuma circunstância, se pode disparar sobre eles aquela coisa da insegurança é capaz de ultrapassar o patamar das sensações. Por mim, já que não posso disparar e ainda que pudesse não tenho grande pontaria, vou comprar uma fisga. Desde que não atire aos pardais não deve ser proibido.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Minorias, opções e coincidências.

Decididamente a esquerda, a comunicação social e outros indigentes mentais desconhecem – ou, se calhar, preferem ignorar - o conceito de maioria silenciosa. Não deviam. Evitavam muitos disparates e, simultaneamente, poupavam-nos potenciais danos futuros. Preferem, em vez disso, as minorias ruidosas. Mas, por mais que se esforcem, serão sempre isso. Minorias.


Veja-se, por ser o mais actual, o êxtase e a insistência com que se vai anunciando a catadupa de assinaturas da petição visando criminalizar os dirigentes de um partido político. Podem, até, arranjar meio milhão de subscritores. Não tem mal nenhum, nem daí vem qualquer mal ao mundo. Estranho, ao contrário do que fazem relativamente a outras iniciativas congéneres, é que não perdem um minuto sequer a divulgar a campanha de angariação de fundos – igualmente, como a tal petição, a decorrer na Internet - para o motorista de autocarro vitima dos meliantes pirómanos. Nada que me espante. A esquerda, por mais que proclame o contrário, nunca gostou de quem trabalha. Opções.


Entretanto a sondagem hoje divulgada indica uma recuperação do Chega, invertendo a tendência de descida acentuada que ainda há pouco se verificava. Coincidências.

sábado, 26 de outubro de 2024

Não é opinião...é a vida!

São inúmeros os alegados especialistas em especialidades especialmente inúteis que nos últimos dias – e noites, principalmente – nos têm entretido com as teorias mais estapafúrdias sobre as causas dos actos criminosos praticados por meliantes javardolas, ao mesmo tempo que apontam as soluções mais mirabolantes para resolver a coisa. O que aconteceu parece simples. Alguém não obedeceu às ordens da policia e sofreu as consequências da sua opção. Se as forças da ordem usaram, ou não, de força excessiva a investigação dirá. Certeza apenas que nem uns nem outros são anjinhos. A solução ninguém a tem. Nem existe. A situação chegou a um ponto de não retorno e não há forma de a resolver. Habituem-se.
Nisto, como em tudo o mais, os jornalistas deviam ser imparciais. Lamentavelmente não se coíbem de tomar partido e, em muitas circunstâncias, mais parecem activistas de uma qualquer causa manhosa. Igualmente deplorável tem sido o argumentário de grande parte das criaturas que vão opinar às Tv’s. Muitos deles nem se percebe por que raio são convidados a ir a um estúdio de televisão. A opinião de alguém com um arganel nas ventas ou de quem aparenta não tomar banho há meses importará, quando muito, à respectiva família. Ou, se calhar, nem tanto.
Há também a questão do aproveitamento político. Neste aspecto ninguém aprendeu nada. Ainda na semana passada era opinião quase unânime que, a haver eleições, o Chega perderia metade ou mais do seu grupo parlamentar. Hoje não sei se alguém conseguirá, com a mesma certeza, dizer o mesmo. Mas, ainda assim, não desistem de insistir no mesmo erro. Depois não se queixem.

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

A solidariedade é uma coisa muito linda!

O falecimento de um pacato cidadão, provavelmente temente a Deus e portador de muitas outras virtudes, despoletou uma onda de solidariedade sem precedentes. Vizinhos, amigos chegados e outros mais distantes – espalhados por toda a região da grande Lisboa, o que por si só comprova a bondade do homem – resolveram solidarizar-se com a família enlutada queimando e partindo coisas. O normal, quem nunca se solidarizou desta forma que atire a primeira tocha. Por mim, que sou um gajo que também me gosto de solidarizar, tenho um profundo apreço por malta que assim se solidariza. Aquilo não é fácil. Um tipo andar a noite toda a solidarizar-se e depois, pela manhã, ter de ir trabalhar deve ser duro. Principalmente se o autocarro não aparecer ou o carro não pegar devido ao aquecimento provocado por tanta solidariedade.


O que me parece muito mal são algumas reacções, de gente que notoriamente não sabe o que diz, a esta fatídica ocorrência. Insinuar que os policias vão para os bairros da periferia praticar tiro ao alvo é estúpido. E incendiário, também. Pelo que nos é dado a conhecer, nos alvos quem às vezes acerta não são os policias. São outros.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

País de pobres

Há quem esteja agora a descobrir, com algum espanto e relativo horror, que as pensões de reforma estão a ficar cada vez mais baixas em relação ao ultimo ordenado auferido. Habituem-se, que a tendência é para piorar. De acordo com dados citados hoje pela imprensa, setenta e sete por cento das pensões atribuídas no ano passado ficaram abaixo do salário mínimo nacional. No ano em curso este número será ainda maior e num futuro próximo deverá constituir, praticamente, a regra quase geral. Ou seja, o empobrecimento geral do país e dos portugueses prossegue em ritmo acelerado. São, para além de outras, as consequências dos extravagantes aumentos do SMN, do não acompanhamento deste crescimento por parte dos restantes vencimentos e dos sucessivos cortes nas pensões que os fantásticos governos, da não menos fantástica esquerda, garantiu não fazer. Por este andar o indicador de pobreza usado para determinar que temos no país quase dois milhões de pobres tratará de produzir muitos mais. Depois não se queixem.

domingo, 20 de outubro de 2024

Enriquecimento cultural

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Provavelmente as empoderadas, feministas, esganiçadas diversas e esquerdistas em geral já terão reagido ao anuncio da entrada no mercado de uma espécie de Uber apenas para mulheres. Não dei por nada, mas isso dever-se-á, tão somente, ao meu desconhecimento. Imagino que, por esta altura, já abundem comunicados das mais variadas organizações e “colectivos” de esquerda a manifestar indignação e a prometer lutar contra esta iniciativa de negócio – mais uma manigância do capitalismo – claramente discriminatória e, quiçá, atentatória da dignidade das mulheres. Inconstitucional, na certa, por discriminar clientes em função do sexo.
Isto, claro, sou eu na galhofa. Acredito que não tenham feito nem, quase de certeza, farão nenhuma critica a este novo modelo de negócio. De resto, esta iniciativa empresarial apenas vem dar-lhes razão. É mais um beneficio do enriquecimento cultural que, segundo eles, a imigração nos proporciona. Outros se seguirão. Carruagens de comboio só para mulheres ou uso de vestes e adpoção de comportamentos cuja exuberância não suscitem “manifestações de interesse” por parte do imigrantes oriundos de países com culturas medievais. Daqueles que toda a fauna mencionada no inicio do texto acha que nos tornam mais ricos.
Por mim apenas lamento que tenhamos chegado até aqui. Não foi para isto que fizeram o 25 de Abril. Pena que aqueles que a propósito de tudo – e, principalmente, de nada – andam sempre a guinchar “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” não percebam que este é o verdadeiro fascismo. Pior, que o defendam.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

O problema de ontem é a solução de hoje

Uma das vantagens de um gajo ser velho – se calhar a única – é que se lembra de muita coisa. Eu, por exemplo, ainda sou do tempo em que muitíssima gente reclamava do excesso de construção. Barafustavam contra os interesses imobiliários e autárquicos que estariam, a par de outros esquemas alegadamente manhosos, a levar a que se construissem prédios de forma desenfreada e muito para além das necessidades do país. Que, segundo eles, já então teria habitação suficiente para albergar vinte ou trinta milhões de pessoas. Volvidos vinte anos – as mesmas criaturas, em muitos casos – voltam a mandar bitaites acerca do sector. Desta vez, imaginem lá, o problema é a falta de habitação. Os interesses instalados, ou sejam todos menos eles, são responsáveis por não haver casas para ninguém. Uma vergonha a que urge pôr cobro. Construa-se, aconselham, porque afinal os prédios onde cabia toda a gente já não chegam. Não se cansam de estar errados, eles. O único tema onde lhes dou razão, quando noutra ocasião os leio ou ouço sobre outros assuntos, é nisso de criticarem o Ventura por estar sempre a mudar de opinião.

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Coitados dos espanhóis...

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O ministro da Defesa proclamou em Estremoz que Olivença é terra portuguesa. Nada de especial – apesar do horror que tal afirmação provocou em certos meios – pois trata-se, afinal, da posição oficial do país. Nem, de resto, os espanhóis ligaram patavina à conversa da criatura. Fizeram mal. Avisados estavam os que concluíram que Nuno Melo estaria a sugerir que invadíssemos Espanha para reconquistar aquela localidade que outrora foi nossa. Isto porque, ainda há poucos dias, outro ministro sugeriu uma nova forma de atacar os espanhóis. Desta vez usando a CP como arma, já que de forma convencional não teríamos sucesso. Curiosamente esta intenção de infernizar a vida dos vizinhos não suscitou nenhum reparo nem a mesma indignação. E, está fácil de ver, é pior, muito pior, do que marchar sobre Olivença. Estou mesmo em crer que, perante tamanha ameaça, o governo espanhol não hesitará em devolver aquilo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Dichotes

Os políticos portugueses podem não ser grande coisa, mas demonstram uma especial capacidade para nos divertir. Valha-nos isso. Os últimos dias têm sido especialmente pródigos em declarações capazes de nos animar. Provocar risota, até. Desde o Pedro Nuno Santos ao Montenegro, passando por outras figuras menores como o Ventura ou Paulo Raimundo. O primeiro ministro fez uma graçola a propósito de auriculares e de jornalistas que farão perguntas encomendadas. A corporação jornalística foi lesta a reagir. Não se ficou pelo sorriso amarelo. Certo que o homem mais valia ter estado calado ou, então, se queria mesmo irritar teria dito o mais ajuizado. Que o dinheiro dos contribuintes não pode servir para financiar jornais. Não tinha tanta piada, mas o nosso bolso agradecia. Quanto ao líder socialista, com a empatia que o caracteriza, mandou os militantes do seu partido ter juizinho e tento da língua, que isto de andar a mandar bitaites acerca da necessidade de aprovar o OE não pode continuar. Nesse e, se calhar noutros assuntos, há que falar em uníssono. Papaguear a voz do dono, portanto. Por falar em comunistas, o secretário geral do PCP está manifestamente chateado por o Orçamento apresentado pelo governo conter medidas contra-revolucionárias. Uma chatice, logo agora que a revolução estava a correr tão bem. Mas teve graça, convenhamos.

sábado, 12 de outubro de 2024

Democracia, sempre.

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A minha tolerância para com o pessoal do “Free Palestina” e arrazoado correlativo é muito limitada. São, na sua quase totalidade, apenas movidos pelo ódio aos Estados Unidos da América e ao ocidente em geral. Seriam, todos eles, incapazes de viver numa sociedade como aquela que os diversos movimentos que lutam contra o Estado de Israel – a única democracia da região, nunca é demais recordar – preconizam e aplicam nos territórios que controlam.
Sou o primeiro a concordar que as sondagens valem o que valem. Todas elas, seja qual for o modelo através do qual se obtém o resultado. Especialmente quando este não nos agrada. Neste inquérito, dos participantes apenas o equivalente a pouco mais do que a soma das percentagens obtidas pelo PCP, BE e Livre nas últimas legislativas não escolheriam Israel para viver. Isto, valha o que valer, só nos mostra o óbvio. Doze por cento dos que responderam são mentirosos. Ou, vá, potenciais suicidas.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Opções despreziveis

Tenho pouco apreço por medidas, ainda que aparentemente simpáticas, dirigidas especificamente a um segmento da população. Revelam, na maioria das circunstâncias, o carácter interesseiro e o apego ao poder por parte de quem as promove. O que me faz ter em relação a essas pessoas um apreço ainda menor do que aquele que já tenho pelas ditas medidas. Assim uma cena quase ao nível do desprezo, digamos. É o que sinto, também, relativamente a isto do chamado “IRS jovem” e a quem teve teve a ideia. O mesmo sentimento quanto aos que defendem que, em vez disso, preferiam manter tudo como está em termos fiscais e usar o montante equivalente à perda de receita de IRS para aumentar as reformas aos velhinhos. É um clássico dizer que são todos iguais. A diferença está, pelos vistos, no público-alvo. Uns desconfiam que ganham as eleições com os jovens, outros com os velhos. Os que pagam estas tolices são os do costume. A esses só lhes compete pagar.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Recomendações

A Assembleia da Republica acaba de recomendar ao governo que trate de promover o recrutamento de pessoas LGBT+alfabeto inteiro, afro-descendentes e ciganos para a PSP e GNR. Parece-me muito recomendável o cumprimento desta recomendação. Mesmo que a Constituição garanta a igualdade de oportunidades no acesso ao emprego público e, assim à primeira vista, se afigure que o parlamento estará a, digamos, subverter o espírito da coisa. Detalhes. De resto, com recomendação ou sem ela, o principio de favorecer determinados grupos de cidadãos no acesso aos lugares remunerados pelo Estado há muito que está consagrado na prática política. O grupo de cidadãos com cartão de militante do partido no poder, o grupo de cidadãos que são da família deste ou daquele ministro, o grupo de cidadãos amigos do presidente de uma qualquer autarquia, o grupo de cidadãos - e respectivas famílias - que bebe uns copos com um cacique local e  tantos outros grupos de pessoas que aqui não menciono só para não alongar o post, há muito que são tidos como prioritários no acesso ao emprego público. Serão todos criaturas muito recomendáveis, na certa, mas às vezes só isso pode não chegar. Serem recomendados dá uma garantia muito maior quanto ao sucesso da tramóia.

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Buzinão xenofobo

O turismo constitui um dos principais pilares da economia nacional, mas isso pouco deve importar a um conjunto de criaturas que apelam à realização de um protesto contra aquilo que chamam o excesso de turistas em Lisboa. Deve ser coisa, presumo, de gente racista e xenófoba. Da extrema-direita, muito provavelmente, que esses é que não gostam de estrangeiros. Sim, porque malta de esquerda não será, certamente. Esses ainda um dia destes fizeram uma manifestação contra quem acha que andam por cá forasteiros em demasia. De resto essa gente boa, solidária, progressista, empática para com o outro, sequiosa de abraçar novas culturas e amante da diversidade até exige que venham mais. Muitos mais. A esquerda não terá, reitero o meu convencimento, nada a ver com o assunto. Eles, como sabemos, gostam muito de turistas. Gostam tanto, mas tanto, que ficaram chateados por o Moedas ter impedido uns quantos de praticar campismo num jardim lisboeta. É por estas e mais umas quantas que agora não me ocorrem, que ninguém me tira da cabeça que esta ideia de buzinar contra quem vem de fora é coisa do Ventura e dos nazis seus apaniguados. Esses fachos, que querem Lisboa só para eles. Não passarão!

domingo, 6 de outubro de 2024

"Escapai a todos los impuestos que podáis"

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O Sol que alumia lá é o mesmo que alumia cá, já garantia a minha avó, e, acrescento eu, da mesma forma em qualquer lugar onde exista um comunista. Seja qual for o manto ideológico debaixo do qual se esconda. Esta alucinada pertence ao “Más Madrid”. Um movimento regional que se auto proclama como alternativa verde, feminista e de justiça social. Coisas na moda e que dão para tudo e para mais um par de botas. Ou de sapatos de salto alto, para evitar acusações de discriminação com base no calçado. Os de cá não são muito diferentes. Uma, em tempos, já afirmou que a necessidade de perder a vergonha e ir buscar o dinheiro a quem o tem. De tal maneira que até existe um imposto conhecido pelo seu nome. Outros, ainda que mais comedidos nas palavras, contam com a ignorância dos portugueses – nem o recibo do vencimento sabem ler - para nos irem ao bolso. Só falta é terem o descaramento desta senhora. Lá chegarão.

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Prioridade à intimidade

Diz que há uma enorme escassez de guardas prisionais. Tanto assim será que, para além da insuficiência de meios para assegurar o bom funcionamento das cadeias, já terão até ocorrido situações em que reclusos deixaram de ser conduzidos a tribunal ou ao médico devido à falta de recursos humanos no sector. Isto, obviamente, a fazer fé naquilo que de vez em quando é noticiado. Mas, se calhar, não será bem assim. Ou, então, dependerá das prioridades. Ao que foi amplamente divulgado pela comunicação social, um recluso, daqueles a quem é dado um inusitado destaque mediático, teve um destes dias direito a uma visita intima. Para o efeito, o cavalheiro terá sido transportado até ao local do encontro e levado de regresso ao ponto de partida por, presumo, guardas prisionais. Daqueles que há em pouca quantidade. Os mesmos que, calculo, terão ficado a vigiar o perímetro enquanto decorriam as intimidades. Ou seja, isto da escassez de pessoal – ou de outra coisa qualquer - tem muito que se lhe diga. Seja nas prisões ou noutro lado. Depende do uso que se lhe dá. Ao pessoal e à coisa.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Quem não guincha não mama...

Depois de termos suportado durante anos um governo de chalupas, temos agora de gramar um governo de badalhocos. Badalhoquice é o termo mais simpático que me ocorre para caracterizar a postura dos actuais governantes. Pretender agradar a toda a gente e querer dar tudo a todos, nunca dá bom resultado. É da vida. Ao fazê-lo a AD pretendeu complicar a vida ao PS e posicionar-se para ganhar as cada vez mais que prováveis eleições antecipadas. Poderá eventualmente ganhá-las, mas o custo para o país e para os portugueses fará parecer a última intervenção da troika uma brincadeira de crianças. A menos que, no dia seguinte às eleições volte a aumentar os impostos que agora quer baixar. Nada de muito surpreendente, se o fizer. Desconfio, aliás, que nem terá outro remédio.


Depois da tropa, policia, professores, funcionários judiciais, reformados e sei lá quem mais são hoje os bombeiros. Amanhã, se calhar, serão as assistentes operacionais das escolas. Suponho que também quererão subsidio de risco. Se - ao que se diz por piada - haverá quem, alegadamente, receba esse subsidio por apertar os parafusos do carro do lixo, elas também merecerão por despejar os cestos dos papéis. E muitos outros se seguirão, que a lista é longa. A todos será concedido o que almejam, não vão os eleitores abrangidos pela benesse de ocasião ficar chateados. Coisa que, como se sabe, badalhoco que se preze procura sempre evitar.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

O inalienável direito a sujar a rua

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Este vistoso monte de merda de cão podia ser observado esta manhã, em todo o seu esplendor, na Rua Quirina Alice Marmelo, em Estremoz. Trata-se de um dos muitos locais de eleição para a canzoada da zona aliviar a bexiga – como amplamente demonstram o estado do poste e do chão circundante – e, de vez em quando como hoje foi o caso, para arrear o calhau. Isto enquanto os donos aguardam pacientemente e cheios de enlevo que o seu filho de quatro patas – agora é assim que os consideram – termine de evacuar ou de verter águas. Admiro-lhes a paciência. Tanto como a dos restantes moradores em tolerar cenas destas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Cantiga do(s) bandido(s)

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Segundo o insuspeito “Polígrafo” as Câmaras Municipais terão contratado espetáculos musicais, no Verão que agora termina, no valor de quatro milhões de euros. Se a isso juntarmos o que gastam pelo Carnaval, revellion, Natal e os diversos eventos que ufanamente organizam ao longo do ano acredito que chegaremos facilmente aos dez milhões. É obra. Daquela que fica por fazer, nomeadamente.


“Municípios com maior peso de imigrantes têm menos criminalidade” é o que garantem os especialistas especializados em imigração, crimes e manipulação da opinião pública. Estou chocado com esta revelação. Nunca imaginei que Vila do Bispo, um dos dez concelhos onde os imigrantes representam uma maior percentagem da população residente, pudesse ter menos criminalidade do que qualquer outro da linha de Sintra. Da última vez que visitei aquele concelho algarvio – muito antes desta vaga de imigração – senti-me extremamente inseguro. Um perigo, andar por aquelas ruas. Olhava por cima do ombro a cada passo sempre receoso que um meliante autóctone me roubasse a carteira ou me desse uma facada.

domingo, 29 de setembro de 2024

Uma manifestação muito engraçada...

Admiro a facilidade com que os manifestantes que ontem desfilaram por algumas cidades propõem medidas que, do seu ponto de vista, solucionariam o problema da habitação. Para muitos deles, se calhar, o primeiro passo seria mudar de visual – tomar banho e vestir uma roupinha adequada, nomeadamente – e deixar de dizer bacoradas em público. Com aquele aspecto e aquele discurso de delinquente duvido que alguém lhes arrende uma casa. Deviam, também, ponderar guardar as bandeiras da Palestina e LGBTurbo mais não sei o quê para outras manifestações. Desconfio que poucos estarão dispostos a arrendar uma casa a simpatizantes de terroristas.


Há, depois, outras questões que passam ao lado de toda esta gente que reivindica casas com fartura, rendas baixas e de preferência no centro das cidades. Como, por exemplo, a imigração. Nos últimos anos entraram quase dois milhões de pessoas no país que, parece óbvio, precisam, também elas, de uma casa para morar. Gente esta que, na sua imensa maioria, não se importa de partilhar habitação. Qualquer um entenderá – a menos que seja burro ou equerdalho, passe a redundância - que mais procura conduzirá inevitavelmente ao aumento dos preços.


Outra coisa que esta malta desconhece, quando se queixa dos prédios devolutos e degradados que podiam estar no mercado, são os custos e o calvário burocrático que envolvem a sua recuperação. São, ambos, um estimulo a que qualquer proprietário com um mínimo de juízo opte por não os recuperar. Mas, se for maluco o suficiente para o fazer terá de ter paciência para esperar dez ou mais anos só para ter o retorno do investimento. Isto se, ao fim desse tempo, o imóvel não precisar outra vez de obras. Para não falar do que entretanto vai ter de repartir com o Estado. Aquele sócio oportunista que fica com o produto dos trabalho dos outros e só aparece para estorvar, sacar e esbanjar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Pintossauros

Quando ainda estamos a cerca de um ano para as próximas eleições autárquicas não falta quem já se ande a afiambrar à cadeira do poder. Não tem mal nenhum, isso. Pelo contrário. Constitui a garantia da existência de pessoas extremamente interessadas em contribuir para o bem estar dos seus concidadãos, em promover a qualidade de vida nos respectivos concelhos e, em suma, tornar o mundo um lugar melhor através do seu contributo à escala local. Mais valorizável ainda por, quase sempre, todo esforço que altruisticamente estão dispostos a fazer custar-lhes horas de lazer ou privá-los da companhia dos seus familiares. Tudo desinteressadamente, claro. E merece mais apreço quando é feito durante décadas a fio. Assim de repente pode haver quem considere que se trata de apego ao poder ou outra necessidade, de uma qualquer natureza, que os faz alcandorar-se aos cargos autárquicos. Populismos, está bem de ver. Não me surpreende, há muita gente que não sabe reconhecer o mérito. Por mim, admiro o empenho e a dedicação de pessoas assim. Tanto, mas tanto, que até sugiro que se deixe de usar o termo “dinossauros” para os identificar. É demasiado pejorativo. Prefiro algo mais elogioso. Pintossauros, por exemplo. Numa especie de homenagem a Pinto da Costa, o decano dos presidentes de qualquer coisa, que lhes assentaria como uma luva. Ou mais.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Agricultura da crise

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A agricultura da crise está agora limitada ao quintal cá de casa. Nem, a bem-dizer, lhe devia chamar quintal. É demasiado pretensioso. Dá ares de uma grandeza que não corresponde à sua real dimensão. É mais um pequeno conjunto de pequenos canteiros onde uma ou outra planta da categoria das hortícolas luta pela sobrevivência. O que, como amplamente demonstram as fotografias, não constitui tarefa fácil. Para além de serem obrigadas a sobreviver num meio notoriamente hostil, ainda são vitimas do ataque de hordas de predadores. Desde pássaros esfaimados a lagartas dotadas de uma capacidade inusitada para devorar tudo o que é verde. Ou quase tudo. Nestas pimentinhas – nasceram sem ser semeadas, vindas sei lá de onde – é que não há praga que lhes pegue. Se calhar não apreciam uma relação mais apimentada.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Taxar todos, todos, todos...

Para o Papa Francisco “deve haver mais impostos sobre os milionários e a sua riqueza deve ser dividida pelos mais pobres”. Por mais aplausos e simpatia que esta tirada provoque entre a maioria da população mundial, dificilmente não se reconhece nela um populismo absolutamente repugnante. Mesmo que se ache que os super milionários devem pagar mais impostos – o que pode, até, ser adequado em algumas circunstâncias – dividir, não me parece a palavra certa. Multiplicar, digo eu, era capaz de ser mais eficaz. Nomeadamente multiplicar o investimento dos mais ricos em negócios que multiplicassem a riqueza e que multiplicassem o número de ricos. E não, mais ricos não significa mais pobres como alguns ignorantes gostam de proclamar do alto da sua burrice. Nunca, como nas últimas dezenas de anos, tanta gente saiu da pobreza em todo o mundo.
Em vez de impostos podia o Papa ter escolhido falar dos recursos que muitos mega milionários árabes, muçulmanos, chineses e outros usam para financiar guerras e promoção de actividades anti-ocidentais. Um bom exemplo disso é a fortuna que o maluco da Coreia do Norte gasta em armamento. Aquilo dividido devia dar para matar a fome aos desgraçados que tiveram o azar de nascer naquele país comunista e miserável, passe o pleonasmo.
Esta ideia de taxar os milionários – apesar de, reitero, não a achar de todo descabida - suscita-me uma questão inquietante para a qual, espero, os seus entusiastas terão uma resposta pronta, esclarecedora e convincente. Como é que se iriam cobrar – já nem digo distribuir pelos pobres locais – os impostos sobre as fortunas dos ricaços árabes, russos, indianos ou chineses pelo menos na parte que estiver sediada nos seus países? Sim, que – surpresa! – nem todos os super ricos são americanos ou europeus...

domingo, 22 de setembro de 2024

Malas, machismos e maluquices

As senhoras – ou seja lá o que for com o que elas se identifiquem hoje – não gostaram de ouvir um ministro confessar publicamente que a sua mala de viagem tinha sido preparada pela esposa. Machismo, incompetência e sei lá que mais berraram as criaturas. Por mim pouco me interessa quem faz a mala a quem. Menos ainda me importa a competência do ministro no âmbito da arrumação dos apetrechos de viagem. Para a esquerda não é bem assim. O que, diga-se, não constituiu novidade. O Estado, do ponto de vista dessa malta, deve imiscuir-se em todos os aspectos da vida privada do cidadão. Nomeadamente naquilo que cada um faz dentro da sua própria casa. Coisas próprias de ditadores. O surpreendente, no entanto, não é que o pessoal do BE e outros doidos pensem assim. O que é verdadeiramente espantoso é que seja com gente desta que o Pedro Nuno Santos conte – outra vez – para governar o país. E, pior, que haja dentro do PS quem não se importe.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Alarvidades intelectualmente irrelevantes

Uma conhecida senhora com opiniões muito apreciadas pelo pagode de esquerda, presença assídua nas rádios e televisões, que já terá calcorreado meio mundo e com auto proclamado conhecimento acerca da melhor maneira de gerir o país publicou um longo texto no seu perfil de uma rede social dissertando acerca dos incêndios e sobre a melhor maneira de organizar o território de forma a, no futuro, minimizar os danos causados pelos fogos. Não tem nada de extraordinário, isso de dar opinião sobre todas as coisas. Eu próprio não me coíbo, tal como a dita senhora, de postar alarvidades e não é por causa disso que o mundo piora. Nem melhora.
Do dito texto, um conjunto bem alinhavado de lugares comuns, retive apenas a seguinte passagem: “Queremos falar de um país com cidades pequenas, ligadas por comboio, redes de bicicleta ao longo de rios…” Comovente, não é? Quer ela e quero eu. Até já me estou a ver, quando me reformar, a apanhar a meio da manhã o comboio em Estremoz, juntamente com dois desempregados que vão para Borba fazer as onze e uma velhinha que vai a Vila Viçosa pagar uma promessa. Quanto a mim sigo até ao Alandroal onde vou tratar de um assunto burocrático que não posso resolver em qualquer outra cidade pequena da região. Enquanto isso, aproveitando a tranquilidade da carruagem onde viajam estes quatro passageiros – um dia muito movimentado, confidencia o revisor, vou contando os ciclistas que pedalam na ciclovia paralela à linha e aproveito para me deliciar com a beleza do rio que corre ali mesmo à beira. Está bonito. Ligaram as pedreiras entre si e fizeram um rio fantástico por onde a água corre livremente. Depois acordei.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Obsolescências...

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Há anos que não ouvia falar em paggers. Calhou ontem. E hoje. Parece que andam a explodir lá para o oriente médio. E os walkie-talkies, também. É no que dá usar tecnologia obsoleta. Também terão rebentado uns quantos painéis-solares, ao que parece. Embora, quanto a estes últimos, não se perceba bem o objectivo. A menos que a ideia seja impedir os terroristas de tomar banho e, assim, por causa do cheiro identificá-los mais facilmente.
Entretanto por cá tem ardido  um número inusitado de automóveis. Mais que muitos. Aparentemente de combustão espontânea, que outro motivo não salta à vista. Deve ser a Mossad que anda por aí a treinar…

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Segurança máxima

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A ocasião faz o ladrão. Daí que seja importante dificultar a vida ao amigo do alheio. Mesmo que isso complique igualmente o acesso ao utilizador que apenas pretende aceder ao próprio dinheiro. E, convenhamos, pôr a mão na massa é, nesta situação ligeiramente mais complicado para patifes, gente séria e outros palhaços que precisem de guito. Para já não falar da câmara de vigilância estrategicamente colocada sem respeitar a privacidade de quem utiliza a máquina, de quem passa na rua ou de qualquer meliante que ande por ali com intenções menos honestas. Tudo coisas do grande capital, camaradas. Ou, então, trata-se de uma enorme alegoria sobre a necessidade de manter a banca na ordem, debaixo de olho e de sugerir a quem levante graveto que o gaste com juizinho.