Quando ainda estamos a cerca de um ano para as próximas eleições autárquicas não falta quem já se ande a afiambrar à cadeira do poder. Não tem mal nenhum, isso. Pelo contrário. Constitui a garantia da existência de pessoas extremamente interessadas em contribuir para o bem estar dos seus concidadãos, em promover a qualidade de vida nos respectivos concelhos e, em suma, tornar o mundo um lugar melhor através do seu contributo à escala local. Mais valorizável ainda por, quase sempre, todo esforço que altruisticamente estão dispostos a fazer custar-lhes horas de lazer ou privá-los da companhia dos seus familiares. Tudo desinteressadamente, claro. E merece mais apreço quando é feito durante décadas a fio. Assim de repente pode haver quem considere que se trata de apego ao poder ou outra necessidade, de uma qualquer natureza, que os faz alcandorar-se aos cargos autárquicos. Populismos, está bem de ver. Não me surpreende, há muita gente que não sabe reconhecer o mérito. Por mim, admiro o empenho e a dedicação de pessoas assim. Tanto, mas tanto, que até sugiro que se deixe de usar o termo “dinossauros” para os identificar. É demasiado pejorativo. Prefiro algo mais elogioso. Pintossauros, por exemplo. Numa especie de homenagem a Pinto da Costa, o decano dos presidentes de qualquer coisa, que lhes assentaria como uma luva. Ou mais.
Eu estava à espera de ler sobre um dinossauro novo...
ResponderEliminarOs dinossauros são todos velhos...
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