
Muito se tem falado e escrito nos últimos dias acerca de migrações. De cá para lá e de lá para cá. Se bem que um e outro “lá” sejam sítios diferentes. Tão diferentes como as pessoas que saem são diferentes das que entram.
Há quem não se mostre especialmente preocupado com a fuga de jovens portugueses em direcção ao estrangeiro. É uma inevitabilidade, dizem. Será, mas muitos deles não tinham necessidade nenhuma de o fazer. Mesmo com salários mais altos e impostos mais baixos, acredito que nem todos ficarão a ganhar muito por demandar outras paragens. Se calhar, em muitas circunstâncias, é mais uma moda.
Não falta também quem delire e transborde de alegria ao assistir à invasão de estrangeiros pobres e pouco dispostos a adoptar o modo de vida da terra que os acolhe. Todos os que já cá estão – e muitos mais, provavelmente – serão necessários para que o país funcione. Mas parece ser do mais elementar bom senso exercer alguma selectividade na escolha de quem recebemos. E, já agora, penalizar alguns comportamentos. Deles e nossos.






















