quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Vandalismo...

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Parece que este ano os lagares estão a pagar a azeitona a cerca de um euro por quilo. Uma exorbitância. Talvez por isso as noticias sobre os furtos em olivais sejam ainda em maior número do que em anos anteriores. Não sei se foi esse o caso do olival aqui ao lado. Se calhar não, que era capaz de ser audácia a mais. Durante a semana, admito que contratados pelo proprietário, um grupo de ciganos ou indostânicos – ao longe não se distinguem lá muito bem – andou por ali a apanhar a azeitona. O resultado é o que a imagem demonstra. As árvores ficaram neste lindo estado. Coisa própria de quem não faz a mais parva ideia daquilo que está a fazer. Se é esta gente que vai substituir a mão de obra tradicional, estamos bem entregues.

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Não há machado que corte...

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1 - “Plantar árvores é magnífico para o combate as alterações climáticas”, garantem os especialistas da especialidade. Mas nem era preciso. Isso até o meu gato imaginário – o Bigodes - sabe. Contudo é coisa que, cá pelo Alentejo, não levamos muito a sério. Aliás, neste âmbito, vivemos no pior dos dois mundos. Por um lado, nos campos, plantam-se árvores de forma intensiva – e abusiva, diria – e, por outro, nas localidades, o seu número é meramente residual. Sendo que, um número significativo são laranjeiras ou, as plantadas mais recentemente, oliveiras raquíticas. Nem vale a pena reclamar. É disto que os eleitores alentejanos gostam e quem manda faz-lhes a vontade. Coitados. Ambos.


2 – Sustento, desde há muito, que vivemos numa ditadura do politicamente correcto. De outra forma ninguém se sentiria obrigado a pedir desculpa por uma opinião. Ou por pensar diferente da minoria. Sim, porque colocados perante a hipotética possibilidade de casar com alguém do mesmo sexo, mesmo que se assuma do outro, poucos manifestariam essa vontade. Parvo, no entanto, é quem vai na conversa dos wokes da treta. É disso que os novos fascistas do pensamento único se alimentam. Por mim vão de carrinho. Daqueles que vão pagar muito IUC. Não passarão!


3 – Não é meu, mas tenho pena. “Houve um momento qualquer em que passámos a tolerar a intolerância. Dizem que é diversidade cultural. Agora estamos mais à frente. Passámos a promover a intolerância. Dizem que é a defesa dos direitos humanos”. É o que dá fazer caso de malucos.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

A ovelha refugiada

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Sempre me intrigou que os migrantes - refugiados, invasores ou lá o que se lhes queira chamar - que atravessam o Mediterrâneo cheguem à costa europeia apenas na posse do telemóvel. Perdem tudo no mar, nomeadamente os documentos de identificação, mas o precioso aparelho salva-se sempre. Há, como em tudo na vida, uma ou outra excepção. Um destes dias chegou a Lampedusa um desses cavalheiros que trazia consigo uma ovelha. Uma companhia tão inusitada que suscitou a admiração dos guardas fronteiriços e originou uma animada sessão fotográfica. Desconheço se a criatura esclareceu as razões para não ter deixado para trás a sua amiga de quatro patas. Nem, sequer, vou especular acerca das motivações do jovem. Serão, seguramente, as mais nobres. Sendo que entre elas não deverá estar a intenção de a comer.

domingo, 29 de outubro de 2023

Devem ser uma espécie de activistas...

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Ouço com frequência gente a queixar-se que a cidade está suja, com demasiado lixo espalhado e que os serviços de limpeza limpam muito pouco. Pode ser que sim. Mas, lamentavelmente, os cidadãos também não colaboram nada. Ou melhor, até colaboram. A sujar e a praticar as mais variadas javardices. Algumas dessas práticas, no âmbito da falta de asseio, até são muito aplaudidas e incentivadas como constituído um elevado contributo para uma sociedade melhor. Este é um bom exemplo disso. Só um, porque há muitíssimos outros. Gente burra que tem este comportamento absolutamente reprovável e que depois ainda vem “cantar de galo”. Se gostam de verdade dos bichos – sentimento que só lhes fica bem – que os levem para casa. Dentro de casa podem ser porcos à vontade que ninguém os aborrece.

sábado, 28 de outubro de 2023

Agricultura da crise

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Pouco há para acrescentar ao muito que aqui tenho escrito acerca da agricultura da crise. Foi apenas mais um sábado no quintal. Uma manhã, vá. Ou nem isso, porque antes ainda houve a sacramental volta pelo mercado cá da urbe.


A colheita de hoje está à vista. Dois morangos fora de época, uma abóbora que ficou esquecida, couve, chuchus e a primeira parcela de batata-doce. Pela rama prometia mais, mas afinal apenas deu aquilo. Confesso a minha decepção perante a fraca produtividade do tubérculo.


Entretanto a couve está a ser atacada pelas lagartas. Se alguém for conhecedor de uma forma de as afastar sem as magoar, não me diga nada. Prefiro esborrachá-las.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Aspene - Assessor de pelouro nenhum

Vi hoje nas redes sociais – sim, que nas televisões estas coisas não são noticia, ou apenas são quando já é demasiado descaramento esconde-las – que a líder do Bloco de Esquerda arranjou um assessor para a apoiar nos relevantes serviços que presta aos munícipes do concelho de Almada. Onde, recorde-se, é vereadora sem pelouro. O que, calculo, constituirá uma actividade extraordinariamente desgastante para a qual terá de ser devidamente assessorada. Daí que, para o efeito, tenha recorrido ao talento de um jovem artista performativo – seja lá isso o que for – que exercerá ainda a actividade de activista. Que é uma cena que dá imensa experiência e habilita qualquer um a fazer, portanto, coisas e assim. Daquelas de relevante interesse autárquico, nomeadamente.


Os assessores, como sabe toda a gente que conhece o mercado, estão pela hora da morte. Mas este, ao contrário do que andou por aí a ser propagandeado, custa apenas uns miseráveis cinquenta e dois mil euros. Uma pechincha. A explicação para o baixo preço estará no facto de se tratar – ao que, alegadamente, constará do currículo da criatura – de um assessor “não-binário”. Condição que o torna logo muito mais económico. Para quem não sabe, o binário é a força rotacional que o motor gera para colocar um veículo em movimento. Ora não sendo binário não gera força nenhuma. Ou seja, só pega de empurrão. Ou de ladeira abaixo, vá.

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Terroristas do teclado

Isto da guerra entre Israel e os terroristas do Hamas tem causado um nível de crispação nas sociedades ocidentais como, assim que me lembre, ainda não se tinha visto. Nomeadamente acerca de assuntos que, directamente e no imediato, não nos dizem respeito. É pior, muito pior, do que a invasão russa da Ucrânia.


Diria que a esmagadora maioria - não digo todos só para não ser demasiado conclusivo – dos que tomam partido contra Israel estão-se nas tintas para os palestinianos. Fazem-no por constituir mais uma oportunidade para destilar ódio contra os EUA, a Nato, a UE e a democracia em geral. Ou a liberdade, que é um conceito que lhes enche a boca, mas de que na verdade não gostam nada. Nunca se manifestarão por iranianos livres, sírios a viver em paz, libaneses a recuperar o controlo do seu país ou afegãos a poderem viver sem medo dos talibans. Tal como nunca saíram à rua pelas incontáveis vítimas do terrorismo islâmico.


Por mim, neste e em todos os conflitos onde um dos contendores não permite que as mulheres usem mini-saia, sei de que lado estou.

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Ide mas é pinar, ou isso.

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Malucas. O meu bairro está cheio de malucas. Não sei que outro nome dê às gajas – sim, que esta maluqueira pelos animais afecta principalmente as gajas – que alimentam os gatos vadios que por aqui vão aparecendo. Não tenho nada contra que aquelas fulanas matem a fome ao bicho. Podiam – e deviam – era fazer isso no recôndito do seu lar. Aí não incomodavam ninguém nem eu lhes chamava nomes. Alimentá-los na rua leva a que os bichanos vagueiem pelas imediações e, como lhes fica mesmo à mão, vão tratar de aliviar a tripa ao meu quintal. O que é uma coisa que me aborrece. Não gosto, estou farto de recolher merda de gato e,  principalmente, não tenho de aturar as consequências dos comportamentos desviantes daquelas senhoras. Podiam, já que pelos vistos lhes sobra tempo, fazer outras cenas menos incomodativas. Ir dar pinotes para a academia sénior, ou isso.

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

A terceira mão...

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Cuidavam que isto ficava apenas pelo IUC? Desenganem-se. Já devem ter notado que, de há tempos a esta parte, se tem procurado instalar no espaço mediático um discurso de ódio contra os proprietários. Não é, obviamente, por acaso. É uma estratégia consistente com aquilo que se faz quando se pretende atingir um determinado propósito e é preciso preparar o terreno. Que é como quem diz, a opinião pública.


Seguir-se-á, num futuro não muito distante, o aumento do IMI. Já há no governo quem se lamente do VPT, valor patrimonial tributário, estar completamente desfasado do valor comercial dos imóveis. Preparem as carteiras. É assim que estas coisas começam. Uma medida desta natureza, se um dia se concretizar, terá naturais reflexos em todo o sector da habitação. Nomeadamente a puxar os preços do arrendamento ainda mais para cima. Mas isso pouco importa aos que se querem manter a todo o custo no poder. Necessitam do dinheiro dos outros para poderem continuar a garantir o seu.

domingo, 22 de outubro de 2023

Apanhados do clima

“Faz parte”, tem sido a lacónica reacção dos ministros alvejados com a tinta arremessada pelos arruaceiros da Climáximo. Não, não faz. Não faz parte da função de quem governa normalizar atitudes ou organizações que defendem e praticam acções contrárias ao Estado de direito. Percebo que, enquanto a coisa não for a pior, vá dando jeito ao governo que os seus membros reajam com benevolência. Por um lado garantem o apoio do eleitorado, que tende a colocar-se do lado da vitima e, por outro, uma reacção mais musculada da segurança deixaria a comunicação social horrorizada, o que seria trágico para António Costa e “sus muchachos”.


Para os desordeiros em questão, ao que parece patrocinados pelo Bloco de Esquerda, o ambiente é o que menos lhes importa. A agenda é outra. Destabilizar, apenas e só. Se o foco fosse o clima já teriam, no mínimo, atacado as embaixadas da China ou dos Estados Unidos. Mas não. Limitam-se a prejudicar quem trabalha e a partir coisas. Os papás pagam o prejuízo, se alguma vez chegarem a ser condenados.


Uma das propostas destes indigentes mentais é aplicação de uma taxa de IRS de noventa e nove por cento a rendimentos superiores. Uma ideia que num país de baixos salários, elevado nível de inveja pela vida do vizinho e com um eleitorado que vota maioritariamente à esquerda possa suscitar alguma simpatia. Cálculo, assim por alto, que uma taxa dessa grandeza iria proporcionar ao Estado uma receita adicional de, aproximadamente, zero euros. Ou menos, que isto ninguém está disposto a dar pão a malucos.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

PPP - Principio do pagador poluidor

Sabia-se que qualquer baixa no IRS, por pequena que fosse, teria como contrapartida o aumento noutros impostos quaisquer. O Estado socialista não prescinde de receita fiscal, pois essa é a forma mais eficaz de manter satisfeitas as clientelas que os perpetuam no poder. Estranho é a opção ter recaído, com particular incidência, sobre o IUC. Este imposto é receita municipal e, a menos que exista alguma tramóia ainda por revelar, serão as autarquias a beneficiar deste esbulho alternativo.


Quanto aos argumentos em desfavor da opção do governo, nomeadamente que afectará em especial as pessoas de menores rendimentos, parecem-me uma visão desfasada da realidade. Olhando para os automóveis dos funcionários da organização onde trabalho, apesar de dois terços auferirem o SMN, bem poucos serão vítimas deste saque.


Já os defensores da medida evocam a necessidade de renovar o parque automóvel e de proteger o ambiente. Que é uma boa causa e serve para justificar quase tudo. Por mim acredito que é mais uma vez a vontade do governo ajudar os bancos, dado que para trocar de carro a esmagadora maioria das pessoas precisará de recorrer ao crédito. Quanto a isso da protecção do ambiente, na parte que me toca, como pagarei mais imposto vou passar a usar com mais regularidade a viatura alvo desta ideia escabrosa. Por um lado corro menos risco de ser multado por excesso de velocidade e, por outro, já que pago sinto-me no direito de poluir.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Agricultura da crise

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Colheita de ontem. Tratou-se de uma medida para precaver as diatribes da Aline. Mais uns quantos marmelos, que em breve serão transformados em marmelada, pimentos que parece ter ganho uma segunda vida já fora de época, couve, um dos primeiros chuchus e a primeiríssima batata-doce. Tudo made in agricultura da crise.

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Cadelas apressadas...

1697629992074.jpgAtacar escolas, hospitais ou outras infra-estruturas onde se abriguem civis constitui um crime. Sejam quais forem as circunstâncias. O mesmo serve para quem usa tudo isso para servir de escudo humano. Uns e outros são criminosos e quem pactua com qualquer deles não passa de um reles merdoso.


Os meios de comunicação social e, em geral, tudo o que tem voz no espaço público são, sempre que ocorre um atentado, de uma prudência extrema a noticiar a ocorrência. Tanta que até chego a ter pena dos terroristas. Os desgraçados quase imploram para que reconheçam que é de sua autoria e, mesmo assim, aqueles alarves continuam a insistir no desconhecimento das “causas”, das “motivações” e principalmente da origem dos autores. Quando muito, uns dias depois, concluem que eram malucos ou tinham um problema com a bebida.


No caso do hospital que ontem foi pelos ares em Gaza não existiu o mesmo tipo de prudência. A Esquerda portuguesa e a comunicação social nacional – passe a repetição – não hesitaram em acusar Israel pela autoria do ataque. Com ou sem razão, que isso será coisa para apurar lá mais para a frente. Apesar de, ao contrário do que acontece nos ataques terroristas, as evidências serem mais do que dúbias e até, pelos benefícios que daí tirariam, apontarem para aquilo ter sido obra, voluntária ou involuntária, dos palestinianos. Mas isso pouco importa quando se é fanático por um dos lados em contenda. A imparcialidade, no caso dos jornalistas, ou a honestidade no caso dos políticos ficam para depois. Lá para o dia de S. Nunca. Da parte da tarde, que de manhã ainda devem estar a ressacar.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Orçaminto

1 - Não sei o que é um orçamento pipi. Aliás, a bem-dizer, nem me parece boa ideia juntar na mesma frase orçamento e pipi. A língua portuguesa já é suficientemente traiçoeira pelo que não há necessidade nenhuma de estar a apimentar ainda mais a coisa. O líder social democrata podia, por exemplo, ter-lhe chamado “orçaminto”. Ou seja, um orçamento faminto pelo dinheiro dos contribuintes.


2 – Faminto, mas ainda assim não suficientemente faminto. Faltou criar um imposto, que também podíamos catalogar como mais um imposto verde, a aplicar sobre o índice de massa corporal de cada individuo a partir de um determinado nível de obesidade. Quanto mais obeso mais espaço ocupa, mais recursos consome e, por consequência, mais polui. Não há planeta B.


3 – Por falar em obesidade. Apesar de ainda faltarem dois anos para as próximas autárquicas os potenciais candidatos à presidência das mais variadas câmaras municipais começam a posicionar-se. Nos últimos dias foi a vez de Marta Temido. E não, não estou a chamar gorda à senhora. Até acho que daria uma presidenta boa.

sábado, 14 de outubro de 2023

Faleçam, pá!

De acordo com uma afirmação do primeiro-ministro, proferida quase há um ano, os problemas do SNS estariam resolvidos na segunda-feira seguinte. Afinal, muitas segundas-feiras depois ainda não estão. E, garante agora o homem, só não estão por causa dos doentes. São muitos, adoecem muito, vão com demasiada frequência às urgências e, só para arranjar chatices ao governo, insistem em não falecer.


Este discurso revela que, finalmente, a culpa do estado miserável do país deixou de ser do Passos Coelho. Agora é dos portugueses. Como se não bastasse haver doentes a mais há, também, litigância em demasia, inquilinos em excesso, demasiados estudantes e os passageiros são mais do que as mães. Depois admiram-se que exista crise na justiça, na habitação, na educação ou nos transportes. Uns chatos, estes portugueses. Não fora isso e corria tudo que era uma maravilha. Lá está, é aquela coisa da realidade sempre a atrapalhar as fantásticas políticas de esquerda.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

De acordo com tudo e o seu contrário

É enternecedora a preocupação que certas pessoas demonstram pelos pobres. Dá gosto ver e toca fundo até nos corações mais empedernidos. A mim comove-me sempre ouvir falar de vulneráveis, de gente que não dispõe de competências para gerir financeiramente a sua vida, da importância dos apoios sociais e, modo geral do Estado-Social, no combate à desigualdade e para tornar a sociedade mais justa. Um discurso bonito e que, confesso a minha lamechice, quase me faz verter uma lágrima. Tenho-o ouvido com frequência sempre que, pelo menos desde 2012, me insurjo contra o saque fiscal que se abate sobre o rendimento de quem trabalha, investe ou tem alguma coisa de seu. Nomeadamente para contrariar e reprovar a minha ambição de ver o magro estipêndio que aufiro, aliviado da gula tributária que lhe devora uma parcela significativa.


Agora, que finalmente parece ir haver uma redução de impostos sobre os financiadores disto tudo, estou mortinho por ouvir essas almas caridosas perorar acerca desta magnânima intenção do governo de me deixar ficar com mais umas centenas de euros no bolso. Será, estou preparado para ouvir e ler, reveladora de uma infinita genialidade na arte de bem governar pois, apesar de cortar na carga fiscal sobre os salários, ainda aumenta os tais apoios sociais, dirão os indefetíveis do regime. Isto porque, em contrapartida, vão aumentar – e muito – os impostos indirectos. Os tais impostos cegos que mais prejudicam quem menos tem, recordo-me de ouvir dizer para justificar o IRS elevado. Por mim, que sempre defendi essa opção, não me vou queixar do aumento destes tributos. Nem, sequer, quando pagar muito mais IUC de um carro com vinte anos para financiar o desconto das portagens onde não passo, aos donos dos “Teslas” acabadinhos de sair do stand.

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Estacionamento tuga

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Nem sempre é fácil encontrar um lugar de estacionamento relativamente perto do local a que pretendemos aceder. Isso, contudo, não justifica as selvajarias com que nos deparamos a toda a hora em todo o lado. Nisto, como em certas guerras, não há inocentes. Todos prevaricamos, mas estes condutores tugas devem gostar de viver nos limites. Este comportamento dá direito a sessenta euros de coima, um mês de inibição de conduzir e perda de dois pontos na carta. Vale a pena o risco? Se calhar, não. Até porque tratando-se de Évora não era difícil encontrar alternativa para deixar o popó a duzentos ou trezentos metros. Verdade que existe uma desenfreada - e muitas vezes injustificada - caça à multa, mas caramba estes três estão mesmo a pedi-las.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

Miss Bigodes

Diz que um marmanjo qualquer foi escolhido como “miss” não sei quê, em detrimento de umas quantas moçoilas bem-apessoadas. Rapidamente esta escolha dos especialistas especializados na especialidade se tornou objecto de chacota e alvo de graçolas carregadinhas de jocosidade. É o exercicio da liberdade. De todos. Dos que se candidatam a estes concursos, dos que escolhem e dos que criticam.  E se num próximo evento escolherem uma égua ou uma raposa que se identifique como mulher também não terá mal nenhum, que as há bem bonitas.


Trata-se, garantem os entendidos e os apoiantes da causa – os mesmos, por norma – de desconstruir preconceitos e outras cenas assim. Se é por isso, acho bem. É tempo de acabar com o estereotipado discurso das tradicionais vencedoras desses concursos que sistematicamente sonham com a paz no mundo e parvoices dessas. Veja-se o exemplo do gajo que escolheram como miss qualquer coisa – em Espanha, se não estou enganado – que garantiu que o seu maior sonho é ter um útero. Para poder fazer um aborto, esclareceu.

domingo, 8 de outubro de 2023

Paz? Pois, mas só quando dá jeito...

Na ausência de realizações positivas proporcionadas pela ideologia que professam, comunistas e outros seguidores de doutrinas análogas exultam com a desgraça alheia. Tem sido assim com a Ucrânia e é também assim – sempre foi – relativamente aos ataques terroristas contra cidadãos israelitas. No conflito israelo-palestiniano não há inocentes. A não ser os cidadãos comuns, de um e outro lado, que apenas querem levar uma vida sossegada longe dos “activistas” e das maluquices que lhes pretendem impor.


A diferença entre os contendores está na maneira como tratam os respectivos povos. Os israelitas protegem os seus enquanto os palestinianos utilizam a sua própria população como escudos humanos. O que, independentemente das razões que assistem a um ou a outro lado, evidencia mais do que qualquer outra coisa os valores que defendem. E também diz muito acerca do tipo de gente que simpatiza com este comportamento. Imagine-se quando as centenas de milhares que estão espalhados pela Europa seguirem as predicas do seus lideres espirituais e fizerem o mesmo que o Hamas fez a Israel. A malta de esquerda vai adorar, certamente. Com sorte talvez comecem por eles, que os muçulmanos não vão nada à bola com as modernices dessa malta.

sábado, 7 de outubro de 2023

Agricultura da crise...climática.

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As árvores do meu quintal, coitadas, estão manifestamente confusas. Deve ser coisa das alterações climáticas, ou lá o que é. Esta desgraçada está carregada de laranjas, o que é normal para a época. Mas também está com flor. O que já não se afigura assim tão normal. Nomeadamente atendendo á época do ano e ao adiantado estado de desenvolvimento evidenciado pelos frutos que nasceram na altura certa. É deste tempo manhoso, certamente. Razão tinha a minha avó, quando garantia que a ida do homem à Lua ia destabilizar isto tudo.

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Arte urbana

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Foi seguramente necessária muita força de vontade para produzir esta inusitada javardice. É que isto não é para qualquer um. Trata-se de uma habilidade – uma criação artística, se calhar - apenas ao alcance daqueles que estão no topo da pirâmide dos javardolas. Será coisa de um “jovem”, que é o que agora se chama aos delinquentes? Será de um “activista”, como são actualmente conhecidos os arruaceiros? Gente não é certamente, que gente não caga assim. De cão também não, que os cães não limpam o cú.

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Festividades inclusivas

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Festas, festinhas e festarolas há-as por todo o lado e para todos os gostos. O que está longe de constituir motivo para surpresa, pois todos gostamos de uma boa festa. Especialmente se for feita no sitio certo.


Ainda sou do tempo em que o finório eram as festas exclusivas. Agora, como o mundo mudou – para melhor, suponho – são as festas inclusivas que estão na moda. Incluem tudo. Até balões. Assim de repente não estou bem a ver porquê, mas desconfio que alguma utilidade lhe hão-de dar.

domingo, 1 de outubro de 2023

Inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária

Agora que já partiram umas montras e vandalizaram mais umas quantas cenas podemos partir do princípio que se começou a resolver o problema da habitação. É assim que se começa. Pela demolição. Parte do problema é, também, a extrema dificuldade do sector em recrutar pessoal devidamente qualificado para o exercicio desses trabalhos. O que contribuiu igualmente para agravar a crise. O pagode prefere ir para as manifes partir coisas á borla do que ser remunerado por uma actividade para a qual parece ter especial aptidão. Depois queixam-se que não tem dinheiro, os totós. O que não é coisa que me rale, diga-se. O problema é deles. O que me apoquenta é a originalidade dos protestos. Até posso admitir que se tenham esquecido de levar um cartaz - um chegava - a protestar contra a ministra da habitação. Mas, convenhamos, é deveras inquietante o apoio do PS a estes movimentos e a esta manifestação em particular. É que isto do partido do governo estar de acordo com a politica de habitação e simultaneamente de opinião contrária, afigura-se-me um bocadinho esquisito.


Por falar em falta de graveto. Diz que receber um mês de ordenado extra livre de impostos é mau. Do piorio, mesmo. Tal dislate colocaria a sustentabilidade da segurança social em causa, ao que garantem o governo, a esquerda e os especialistas especializados na especialidade de saber o que é  especialmente bom para os portugueses. Desta vez concordo com todos eles. O melhor é não receber nada. Melhor ainda seria se sobre esse nada incidisse uma taxa de cem por cento. O que, pelas contas deles, daria para cima de um dinheirão em contribuições e impostos. 


Outra  polémica que anda por aí tem a ver com uns negócios  que envolvem o PCP e uns prédios em Aveiro. Não sei bem do que se trata, mas tratando-se daquela partido de certeza absoluta que a legalidade estará garantida. Diz que são negócios de muitos milhões e, como toda a gente sabe, negócios desse valor são sempre legais. 


 

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Estarolas

Que os portugueses em geral, os políticos em particular e o país no seu todo não andam a “bater bem da bola” não constitui nenhuma revelação surpreendente. Salta à vista. Escolho apenas três afirmações, de outras tantas figuras públicas, porque não tenho tempo, vontade ou paciência para mais.


Começo por Marcelo, o Presidente. O homem sugere que os países que não aceitem migrantes paguem por isso. Assim uma espécie de multa que penalize esse mau comportamento. Países como a Polonia, que teve de recorrer à força para impedir a entrada no seu território de milhares de pessoas colocadas nas suas fronteiras pelo regime pró-putinista da Bielorrússia, teriam de lançar mais impostos sobre os seus contribuintes se esta ideia tresloucada fosse implementada. Felizmente nem todas as vozes chegam muito alto.


Paulo Raimundo, secretário do PCP, considera que PSD e CDS sofreram uma derrota indisfarçável nas eleições regionais da Madeira. Já o seu partido, com 2,7%, obteve uma grande vitória. Pois. Se ele diz, o melhor é nem o contrariar. Isso é coisa que não se deve fazer a pessoas com determinadas características.


Marques Mendes defendeu ontem, no seu espaço de comentário televisivo, que o governo proíba a venda de “raspadinhas”. Trata-se de uma dependência que está a arruinar a vida a muita gente, nomeadamente aos mais pobres garantiu o putativo candidato presidencial. Faz sentido. Eles que vão mas é comprar droga, que essa para além de legal gera dependência e ruina da boa.

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Tendas e outras barracadas

1 - Há acontecimentos que nunca passam nos meios de comunicação social. Os venezuelanos estão a fugir em massa do seu país rumo ao capitalismo norte-americano. Podiam ir para Cuba, onde ao que dizem certos sábios, se vive que é uma maravilha mesmo com um salário de poucas dezenas de euros mensais. Este êxodo, contudo, não merece nem uma nota de rodapé de nenhum telejornal. Não dá jeito. Pode estragar algumas narrativas muito em voga e outras tantas verdades que nos querem impingir. Nomeadamente quando se diz e escreve com inusitada frequência e demasiada leviandade que o capitalismo já demonstrou não ser solução. Pode não ser, mas o que as pessoas que fogem da Venezuela sabem é que o socialismo é o problema.


2 – O preço das tendas duplicou nas últimas semanas. Não será verdade, mas podia ser. Ou, quem sabe, talvez ainda possa vir a ser. A menos que um dos próximos apoios sociais, daqueles que o governo distribui generosamente pelo eleitorado, passe a incluir uma tenda de campismo. Isso ou fixar um limite máximo para o seu preço de venda ao público.


3 – Por cá o divino líder de um movimento de cidadãos, anteriormente no poder, afirma-se convicto da necessidade de muscular a oposição ao executivo autárquico em funções. Tendo a dar-lhe razão. Aquela malta da oposição são todos uns magricelas. Nada que se compare às vistosas adiposidades que durante anos dirigiram os destinos do concelho. Transformá-las em massa muscular é que é capaz de ser um bocadinho mais difícil.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Fixação pela fixação de preços...

As pessoas andam esquisitas. Deve ser alguma coisa que anda no "astro", como diria a minha avó, que no tempo dela ainda não havia essas cenas das alterações climáticas. Reclamam por tudo e por nada, as pessoinhas. Agora dá-lhes para exigir que o governo fixe os preços de tudo o que se compra e vende. Sejam os combustíveis, as rendas das casas, os alimentos e o mais que achem demasiado caro. Qualquer coisa serve para reivindicar o tabelamento administrativo de preços à boa maneira marxista. Já esqueceram, ou provavelmente nunca souberam, o belo resultado a que essa prática conduziu nos países onde essas ideias parvas foram experimentadas.


A parvoíce está a ficar de tal forma preocupante que um dia destes, numa das minhas raras visitas a uma loja de chineses, deparei-me com uma velhota a exigir ao comerciante, de forma veemente e pouco educada, a devolução de três euros. Isto porque tinha acabado de encontrar noutra loja uma bengala três euros mais barata do que aquela que ali adquirira uns dias antes. E nem valia a pena o desgraçado do chinês tentar explicar-lhe que o preço do apetrecho em causa pode variar de loja para loja. Nada a demovia. Queria o graveto de volta e pronto. Não fiquei para assistir ao desfecho do conflito. Desconfio que, só para não aturar a mulher, o comerciante lhe tenha devolvido o dinheiro. Era o que eu faria, acrescentando a dispensa de voltar a cruzar a porta do estabelecimento.


A coitada da senhora até pode ser merecedora de alguma tolerância, dada a sua provecta idade. Mas só por isso. É que já não se deve lembrar do tempo em que até o preço do bacalhau que não havia era fixado pelo Estado.

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Chicosta-esperto

António Costa é um gajo esperto. Um espertalhão daqueles a quem vulgarmente apelidamos de chico-esperto. Toda a sua carreira politica, mais do que à elevada inteligência que certamente possuirá, se deve à sua Chico-espertice. Ontem, por exemplo, no debate da moção de censura que os seus aliados de ocasião fizeram o favor de levar a debate, tirou da cartola uma frase que deixou os comentadores e outros patetas perto do êxtase. “Se a oposição à direita não se entende para censurar o governo, como é que se há-de entender para governar”, proclamou a criatura. A tirada, admito, é bem esgalhada. Embora, vinda do tipo que repete não sei quantas vezes por dia que o país e a democracia correm perigo se o PSD se aliar ao Chega para formar governo, não mereça grande credibilidade e suscite as mais sérias reservas ao nível da coerência. Perante esta afirmação categórica do primeiro-ministro podemos ficar descansados quanto a isso de futuras alianças PSD-Chega. Não vamos correr esse risco. Palavra de socialista. Vale o que vale – e pelo que se vê vale muito pouco – mas, digo eu, deve ser suficiente para definitivamente afastar esta questão da agenda politico-mediática. Ficará muito mal aos cartilheiros do regime se continuarem a insistir no neste argumento contra o PSD depois de ontem António Costa ter morto definitivamente este “papão”. A menos que não acreditem na palavra do líder. Ele próprio, provavelmente, também não acredita.

domingo, 17 de setembro de 2023

Presidente das t(r)etas

Não acho piada nenhuma ao Marcelo. “Ainda apanha uma gripe. Já viu bem esse decote?” ou “será que a cadeira aguenta?!” são apenas as últimas tiradas infelizes do tipo que ocupa a presidência da Republica. Pode haver quem lhe ache graça. Por mim dispenso estas piadolas a atirar para o javardote em que o Marcelo parece especialista. Mas, estranhamente, não vejo por aí grande indignação. Mesmo as feministas, sempre prontas a refilar por tudo e por nada, pouco se importaram com os dichotes parvos dirigidos a mulheres pelo presidente.


O irónico da coisa é o gajo que passa a vida a ser filmado e a deixar-se fotografar em cuecas, vir agora mandar bitaites alarves a propósito de um decote mais ou menos generoso. E, pior ainda, sugerir que a gripe não é transmitida por um vírus, mas contraída por causa do frio. Já nem digo que o cavalheiro – é uma força de expressão, obviamente – devia pedir desculpa pelas alarvidades. Bastava-me apenas que se portasse como um adulto. Embora isso, reconheço, o tornasse manifestamente impopular. Os portugueses estão demasiado infantilizados para apreciarem quem fala a sério.

sábado, 16 de setembro de 2023

Comparar o incomparável

Cada vez que o Cavaco abre a boca o PS entra em sobressalto. Pânico, diria. E o pânico não é bom conselheiro. Esse estado de espírito leva-nos, quase sempre, a fazer disparates. Ou, no caso, a dizê-los. O melhor, nestas circunstâncias, seria ficar calado. Mas não conseguem. Toldados pelo ódio que têm ao homem, motivado pela raiva de nunca terem tido no período pós-Cavaquismo um líder que sequer lhe chegue aos calcanhares, os socialistas desatam a dizer baboseiras sempre que Cavaco Silva diz ou escreve alguma coisa. Desta vez pretendem comparar resultados da governação de então com a actual. Mais ou menos a mesma coisa que comparar o cú com a feira de Borba. Ao que parece para os lados da Rússia diz-se que, por lá, o passado é muito imprevisível. Por cá há quem queira que também seja. Provavelmente até irão conseguir reescrever a história e enganar muitos parolos. Mas, lá bem no fundo, eles sabem que são umas nulidades quando comparados com os governos de Cavaco e isso doí-lhes. Coitados, por comparação não passam de uns zeros. À esquerda.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Crises há muitas, seus palermas!

Parece que a pobreza não pára de aumentar e que as famílias a passar dificuldades serão cada vez em maior número. Coisa que, tanto quanto me recordo, acontece de forma sistemática pelo menos desde o início da década de oitenta do seculo passado, altura em que comecei a ter de me governar pelos meios próprios meios e que, por consequência, passei a ficar mais atento a estes fenómenos.


O conceito de crise é muito relativo, vai variando ao longo dos tempos e as diferentes gerações encaram-no de modo absolutamente diverso. Para os meus avós crise era não ter nada para comer. Passar fome, mesmo, pois nessa altura não havia banco alimentar nem outra coisa que lhes valesse. Para os meus pais crise era comer açordas sem azeite ou dividir um pão e uma sardinha pela família toda. E, normalmente, eram muitos nessa altura. Para mim crise era apenas comer frango aos domingos, peru no Natal, borrego pela Pascoa e no resto do ano açorda, sopas de tomate ou migas. Para a actual geração crise é não ter dinheiro para ir a restaurantes, viajar pelo mundo, comprar o telemóvel topo de gama ou morar no centro cidade. Ou melhor, o dinheiro não chegar para pagar os créditos que contrai para financiar tudo isso.


Não vou, só porque não me apetece, fazer juízos de valor acerca das prioridades de cada um. Até porque, seguramente, as sopas alentejanas com que me alimentaram eram de muito melhor qualidade do que a comida que as vitimas da actual crise encomendam pela Glovo.