Tivemos um Presidente que deglutia bolo-rei em público. Agora temos um que devora gelados à frente de toda a gente. Nada de mais, a bem-dizer, até porque a alimentação é um acto perfeitamente natural e há muito que o pecado da gula – tal como os outros, de resto – já caíram no esquecimento. Só me lembrei disto por causa daquela coisa do “com gelados e bolos se enganam os tolos”. Não é bem assim, mas é verdade na mesma.
Sobre a guerra na Ucrânia, um comunista vagamente conhecido escreveu no seu perfil no Facebook que “com a integração de alguns milhões de ucranianos na Europa as consequências económicas e sociais na UE, já em deriva, agravam-se drasticamente e vão determinar a revolta em massa das populações europeias e responsabilizar os políticos que venderam a Europa a outros interesses”. Felizmente o homem enganou-se, mas é preocupante saber que, para além da extrema direita racista e xenófoba, há gente que na legislatura anterior apoiava o governo da geringonça e que voltará a apoiar se a experiência se repetir, a achar que a vinda de refugiados é coisa para causar uma catástrofe.
quinta-feira, 4 de maio de 2023
Catástrofes
quarta-feira, 3 de maio de 2023
Vulnerabilidade mental

1 – Com muita pompa e não menos circunstância foi anunciado que a divida pública estava diminuir. Afinal parece que não. Mas isso, na verdade, já todos sabíamos. Menos o governo. Ou, então, estavam a mentir. O que é perfeitamente normal, segundo o que um governante, deputado ou socialista detentor de outro qualquer tacho veio um dia destes admitir. E que também já sabíamos, diga-se.
2 – Apesar de toda a converseta acerca da cobrança de impostos impulsionada pela inflação estar a melhorar as contas públicas, as benesses distribuídas pelo governo aos reformados e vulneráveis continuam a ser feitas com recurso ao endividamento. Ou seja, é como se eu fosse pedir um crédito ao banco para dar esmola aos pobres. A diferença é que nem a minha generosidade chega a esse ponto nem, se o fizesse, seriam outros a pagar as consequências da minha insanidade.
3 – Por cá, desde que se soube que os contribuintes iriam dar casinhas, a população dita vulnerável – o que eu gosto destas modernices da novilingua – tem aumentado significativamente. Garantem alguns, que eu dessas coisas nada sei até porque não os contei. O que dá para ver a olho nu é que isto se está a tornar um lugar mal frequentado. Não é que seja especialmente medricas, mas existem locais onde quando passo olho por cima do ombro. Não é que tenha medo, mas a verdade é que, em caso de necessidade, já não consigo fugir tão rapidamente...
segunda-feira, 1 de maio de 2023
Urbanitas chanfrados

1 – Esta malta dos sindicatos, centrais sindicais, manifestantes e dirigentes partidários que não perdem uma manifestação para aparecer à frente de um microfone nem no primeiro de Maio consegue inovar. A insistência, única e exclusiva, no aumento de salários é patética. Podiam também reivindicar uma redução do IRS que, recorde-se, ainda está praticamente igual ao que Passos Coelho deixou quando, após a terceira “falência” do Estado provocada pelo PS, teve de governar sob as ordens da troika.
2 – Esta gente dos impostos não nos dá descanso. Agora é o IMI. Um dos impostos mais estúpidos do mundo. Nomeadamente quando é cobrado a quem tem um imóvel destinado a habitação própria. É que pareceu-me ter lido ou ouvido em qualquer lado que a “habitação é um direito”. Se assim é, desde quando se tributam os direitos? Ou essa cena apenas se aplica em determinadas circunstâncias e deixa de fora quem habita em casa paga pelos impostos dos outros e, muitas vezes, sem pagar renda nenhuma?

3- Um destes dias os urbanitas chanfrados que mandam nisto tudo vão inventar um imposto qualquer para os bens que produzimos para auto-consumo. A justificação envolverá a salvação do planeta, a escassez de recursos ou a parvoice que, então, lhes ocorrer. Deem-lhes tempo. Enquanto isso não acontece vou-me deliciando com os morangos da agricultura da crise completamente biologicos. Eles, os urbanitas, que comam os repletos de pesticidas.
domingo, 30 de abril de 2023
E o cão, pá?!

Nos últimos dias tem decorrido por cá mais uma edição da FIAPE. Um dos maiores eventos no âmbito das festividades relacionadas com a agricultura e actividades correlativas, no dizer do especialistas especializados na especialidade de dizer coisas. Não vou perorar acerca da manifesta qualidade dos espectáculos, que certamente será muita, nem da excelência dos produtos em exposição que, de certeza, não ficarão atrás dos melhores. Tão pouco me importam as vacas leiteiras e as tristes figuras das inúmeras bebedeiras. Faz tudo parte da festa. O que me intriga é a necessidade que algumas criaturas têm de levar os bebés para os espectaculos musicais. Parece-me que, se outras razões não existissem, o adiantado da hora e o nível de decibéis já seriam motivos mais do que suficientes para desaconselhar qualquer pai, no seu perfeito juízo, a fazê-lo. Só faltou levarem o cão. Confesso que tive esperança que o fizessem.
quinta-feira, 27 de abril de 2023
Bandidagem
1 – Ainda sou do tempo em que, a propósito de tudo e de nada, os comunistas exigiam a demissão do governo dia sim, dia não. Desde dois mil e quinze que essa mania lhes passou. Das duas uma. Ou estão contentes e felizes com as políticas praticadas desde então ou estão com medo de ir a eleições. As greves e os protestos que patrocinam são cada vez mais aquela coisa do “agarrem-me senão vou-me a eles”.
2 – O primeiro-ministro confessou uma certa inveja por não falar português com sotaque brasileiro. Conversa de parvo e de quem não tem nada de interessante para dizer aos seus concidadãos. Por mim, que tenho orgulho no meu sotaque alentejano, pouco me importam as preferências dos outros. Nomeadamente do dito senhor. Ele que vá bardamerda, mas é.
3 – As ocupações de habitações são muito comuns em Espanha. Desalojar os ocupantes revela-se, graças à protecção que lhes é concedida pela legislação espanhola, promovida por socialistas e podemitas, uma missão quase impossível. Daí que tenham surgido muitas empresas que prestam serviços de desocupação de propriedades invadidas. Um negócio que, também por cá, pode prosperar. Dentro da legalidade, obviamente, que proibir alguém de entrar naquilo que não é seu não parece ter nada de ilegal. Pode é haver pouca vontade de contrariar a bandidagem.
terça-feira, 25 de abril de 2023
Valores. Ou falta deles.

1 – Ando há quarenta e nove anos a tentar descobrir o que são os “valores de Abril” e, passado este tempo todo, ainda ninguém me esclareceu com clareza e honestidade intelectual acerca do que são esses tais valores. Deve ser, presumo, uma coisa mais ou menos equivalente à “ética republicana”. Todos falam deles, mas ninguém sabe ao certo o que são. Para alguns esses valores passam por matar, com requintes de malvadez, aqueles que ousam ter uma opinião diferente, como defendeu em tempos um “capitão de Abril” que já foi desta para a melhor. Outros vão ainda mais longe. Mesmo que gostem do 25A, se não festejarem é po-los a fazer o pino. Abril pode até ter valores. Esta gente, seguramente, não.
2 – Entretanto o ex-presidiário que preside ao Brasil, lá discursou na Assembleia da República. Tirando a má-criação de uns quantos deputados, tudo normal. O homem deve ter-se sentido em casa. De repente, da esquerda à direita, desataram todos a gostar dele. Estranho. Dantes, desta gente, dizia-se que era só a mãe quem gostava.
3 – Sem que se tenha dado muita atenção ao assunto e assim meio à socapa, o parlamento aprovou a autodeterminação de género na escola. Ou seja, o Manuel já pode ser Maria. Só não pode é comer um bolo.
domingo, 23 de abril de 2023
Volta Passos, estás perdoado!



Passos Coelho, caso voltasse a liderar o PSD, ganharia facilmente as eleições e o seu partido obteria uma maioria estrondosa no parlamento. Elegeria para aí dois terços dos deputados. Ou, até mesmo, bastante mais. Isto porque os apoiantes das medidas que tomou enquanto primeiro-ministro são mais que muitos.
Veja-se, já que estamos em época dele, o IRS. Teve, durante a governação PSD/CDS, um aumento brutal. Já as descidas que ocorreram desde dois mil e quinze foram meramente residuais. No entanto, desde a gaja da caixa do supermercado até ao comunista polivalente João Ferreira, ninguém o quer ver reduzido. Paguem, que são ricos. Ou seja, gostaram tanto que só querem que assim continue.
Quando quase metade da população não paga IRS, é fácil perceber o discurso do camarada candidato a tudo. É, no caso, o populismo do bem. E no caso dos que não pagam, também não é difícil entender. É a natureza humana, da qual a inveja é parte integrante, no seu pior.
Como resulta das tabelas de retenção acima, quem em 2011 ganhava mil euros ou mil e quinhentos, tinha uma retenção de 9% e 14%, respectivamente. Hoje a retenção é 11,2% e de 17,1%. Como, apesar de pouco, qualquer um destes vencimentos terá tido aumentos ao longo destes doze anos, é só fazer a conta ao esbulho de que estes desgraçados – a metade dos que pagamos – são a ser vitimas. Coisa do agrado do PCP e de muitos portugueses, pelos vistos. Volta Passos Coelho, que esta malta gosta muito de ti!
sexta-feira, 21 de abril de 2023
Do lado certo ao lado errado em cinquenta anos...

1 – Lembrei-me desta fotografia a propósito dos cinquenta anos do Partido Socialista. Não sei - nunca entrei em nenhuma - se está pendurada nalguma parede de alguma sede daquela partido. Se não está, devia estar. Tal como o seu significado devia ser ensinado a todos os que se iniciam na militância socialista. Desconfio que entre os actuais dirigentes não são muitos os que a apreciam e que serão bastantes os que não nutrem por aquilo que ela representa um especial apreço. Tenho mesmo a certeza que, se aquela luta fosse travada hoje, o PS estaria do outro lado da barricada.
2 – Uma mulher foi atacada, ao sair de casa, por cinco cães de raça pitbull. O ataque não ocorreu no meio do mato, num descampado ou nas imediações de uma quinta. Foi em Lisboa. E é isso que me faz confusão. Que espécie de gentalha tem necessidade de, numa cidade, ter cinco bichos daqueles? O abate dos seis parece-me uma medida da mais elementar higiene.
3 – Por falar em bicharada. A defesa dos animais já chegou aos ratos com asas, também conhecidos como pombos. Diz que há por cá quem não queira – e até ameace com queixa na justiça – que se tomem medidas para controlar essa praga. Que os mantenham por perto, já que gostam tanto deles. As empresas de oxigénio medicinal, mais cedo do que tarde, vão-vos agradecer essa opção.
quinta-feira, 20 de abril de 2023
Meio país a sustentar a outra metade
Quase metade dos portugueses não pagam IRS. Muitos deles, a maior parte provavelmente, começaram hoje a receber mais um dos múltiplos apoios que o Estado, na sua imensa generosidade, lhes concede. Muita dessa gente são verdadeiros profissionais no ramo dos benefícios sociais e convictos praticantes do levantamento do copo, lançamento da beata e raspagens diversas. Incluindo nestas últimas a popular “raspadinha”, a carteira dos velhotes mais alarves ou a conta bancária de algum cidadão menos prevenido. Isto enquanto usufruem gratuitamente de tudo o que é serviço público e desfrutam de todos os direitos que os outros, os que têm deveres, lhes pagam. No âmbito dos direitos, reconheça-se, têm um nível de informação invejável. Trata-se de uma pratica que cultivam durante toda a vida e que vão, sabiamente, transmitindo de geração em geração. Se numa terra escassamente habitada como a minha são às centenas, nem quero imaginar quantos serão no país. Mas, claro, o problema que urge resolver é o da meia-dúzia de nómadas digitais e de uns milhares de estrangeiros endinheirados a quem é concedida a isenção de IRS durante dez anos. Nós gostamos é de pobrezinhos. Especialmente daqueles que podemos manter na nossa dependência. Deve ser uma espécie de mania da superioridade.
quarta-feira, 19 de abril de 2023
É a "Comprativa", camaradas!

1 – Nem desconfio quem propõe idiotices destas, mas, presumo, será um fedelho ignorante. Nem nos anos do PREC o pessoal era tão burro que pretendesse meter o Estado no negócio das mercearias. Optou-se, então, pelas cooperativas de consumo. Deram no que deram. É falar com os mais velhos que eles explicam porque faliram ao fim de poucos anos. Hoje nem conseguiam aguentar um mês.
2 – Segundo estimativas do governo a pirataria, nomeadamente ao nível do audiovisual, será responsável pela perda de mais de duzentos milhões de euros em impostos. Não sei como chegaram a este número, mas acho piada que falem em “perda”. Por mim, se por acaso utilizasse esses esquemas manhosos para ver os jogos do Benfica, só o faria por ser à borla. Pagar SporTv, ou outros que tais, é coisa que nem equaciono. Portanto esqueçam lá a ideia de algum colocar a mão nesses tais duzentos milhões...

3 – Nunca compreenderei o que leva alguém a co-habitar com um cão. Menos ainda a razão porque o leva à rua para cagar. Se o tratam como uma pessoa, se partilham com ele a cama e o que mais calhar parece esquisito que não possam partilhar igualmente a casa de banho.
terça-feira, 18 de abril de 2023
Agricultura da crise


1 – Obviamente que ninguém – excepto o governo, eventualmente – estará à espera que a entrada em vigor do “Iva zero” faça baixar o preço seja do que for. Já lá para Novembro, quando esta suspensão acabar, poucos duvidarão que todos estes quarenta e seis produtos verão o seu preço crescer seis por cento. Na falta de melhor, chamar a isto especulação parece-me adequado.
2 – Por falar em especulação, especuladores e manigâncias diversas ocorreu-me o mercado de sábado cá da terra. Deve ser por tudo isso que, nos tempos que correm, as bancas de vendas de plantas hortícolas (daquelas para plantação) são as mais concorridas. Não é que não especulem, mas assim como assim não somos todos os sábados vitimas da inflação. Nem da ganância.
3 – É por estas e por outras que a agricultura da crise constitui uma actividade cada vez mais relevante. Pelo menos enquanto não aparecer uma qualquer Susana Peralta desta vida a exigir a aplicação do IVA ao auto consumo no âmbito horticultura. Ou a inventar um imposto patético que vise corrigir a “lotaria do quintal”...
segunda-feira, 17 de abril de 2023
O que hoje é mentira...amanhã continuará a ser.
Uma mentira, por mais repetida que seja, não se torna verdade. Pode é levar os tótos a creditar na patranha. É o caso da divida pública. Há quem acredite e não perceba que a diminuição verificada foi apenas na sua relação com o PIB. Em montante – dinheiro, vá – não para de aumentar. Aos que acreditam na pantominice e na propaganda proponho que me emprestem cinquenta euros. Como para o mês que vem vou ser aumentado, a minha dívida, na perspetiva desses crentes, diminuirá. Lá mais para o Verão pago-lhes os quarenta e cinco euros.
sexta-feira, 14 de abril de 2023
Taxem mas é a mãezinha...
1 – A função social da propriedade é um estranho conceito que, de repente, nos começou a entrar casa dentro. Confesso a minha ignorância, mas não sei ao certo o que significa. Suponho que será uma maneira colocar os remediados – que os ricos escapam sempre a estas coisas – a financiar, também ao nível da habitação, os mais pobres e os que não querem trabalhar. Ou seja, o equivalente ao que as empresas públicas fazem com os socialistas.
2 – Outra ideia que uns quantos inúteis de esquerda – passe o pleonasmo - tentam à viva força trazer para a discussão é a taxação das heranças. O principal argumento é a alegada necessidade de corrigir aquilo a que chamam “lotaria do berço”. Um cena assim do tipo, um gajo trabalha, poupa, investe e quando morre o proveito de tudo isso fica para os filhos dos que não pouparam nem fizeram a ponta de um corno. “Imposto invejoso” ou “taxa invejosa” parece-me um bom nome quando, mais cedo do que tarde, estes merdosos levarem a sua avante.
3 – Temos a maior carga fiscal de sempre e, ainda assim, há gente que todos os dias acorda a pensar em novas maneiras de nos tributar. Só falta sugerirem um imposto sobre a queca. Proceder à sua liquidação nem seria nada de especial. Muito mais difícil será controlar a absorção do IVA dos bens que passam à taxa zero e, no entanto, há quem pense ser capaz de o fazer.
A culpa é dos engenheiros!

Esta mania dos engenheiros, arquitectos ou seja lá quem for em projectar passeios desmesuradamente largos é no que dá. A malta fica sem espaço para estacionar. Verdade que, neste caso, o passeio nem tem uma largura por aí além. Contudo se fosse mais estreito não fazia mal nenhum e o camião já cabia no estacionamento. Assim, por notória e mais que evidente falta de espaço, obrigam o motorista a aparcar desta forma. Coisa que ele nem queria, com toda a certeza.
quarta-feira, 12 de abril de 2023
Moluscos fascizóides
1 – Ao que parece em apenas um mês de funcionamento do novo portal disponibilizado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para atribuição automática de autorização de residência, terão obtido esse documento mais de noventa e três mil imigrantes oriundos do espaço da lusofonia. Muitos mais virão e, provavelmente, ainda serão poucos para manter o país a funcionar. Assim haja pontes e viadutos em quantidade suficiente.
2 – Não sei o que tem um tipo como Lula da Silva a dizer aos portugueses. Para falar, por exemplo, de liberdade ou democracia não é, seguramente, o gajo mais indicado. Embora, reconheça-se, não é ele que tem a culpa por discursar na casa da democracia no dia da liberdade. Quem convida um governante que é tu cá tu lá com as ditaduras vigentes na Rússia, Irão, Cuba, Venezuela, entre outras, é que não tem juízo nenhum. Ou, então, nem sabe o que foi o 25 de Abril.
3 – Dados do fisco revelam que, em dois mil e vinte e um, aumentaram as famílias com rendimentos superiores a cem mil euros e diminuíram as que declararam rendimentos inferiores a dez mil euros anuais. Não falta quem veja nestes números algo de tenebroso nem quem se esfalfe a encontrar argumentos para demonstrar que são uma vergonha. Não são. A única vergonha é o IRS que se paga sobre esses rendimentos.
terça-feira, 11 de abril de 2023
Xenofobia do bem
1 – Acerca da problemática da habitação lamenta-se um conhecido jornal on-line, de orientação assumidamente de esquerda, que “a direita entende que deve bloquear qualquer medida que reduza a procura estrangeira”. Há, pelo vistos, entre socialistas, comunistas e outro esquerdume quem pretenda restringir a vinda de estrangeiros. Vindo de onde vem, xenofobia não será certamente. Ou, se for, é xenofobia do bem.
2 – Não será de todo errado o diagnostico que são os estrangeiros ricos a inflacionar o preço das casas colocadas à venda. Nem igualmente fugiremos muito à verdade se considerarmos que são os estrangeiros remediados ou pobres a fazer disparar os valores do arrendamento. Há quem se preocupe apenas com a primeira parte do problema. Eu, inclusivamente. Ainda um destes dias encontrei uma casinha mesmo jeitosa, à venda por um milhão de euros – uma pechincha, quase - e um estrangeiro endinheirado ficou com ela. Lá estarei na próxima manifestação a defender o meu inalienável direito a morar no centro da cidade.
3 – O país está a cair aos pedaços, não há sector que não esteja em frangalhos e o comportamento político da maioria que sustenta o governo já vai em muitos pontos abaixo de zero. Continuar a insistir que o problema é o Chega só pode ser um problema que apenas a psiquiatria consegue explicar.
segunda-feira, 10 de abril de 2023
Porque não se calam?!

1 – Excepto quando se fala de bicharada ou do empenho – ou falta dele – da malta do pontapé na bola, o uso da palavra “raça” numa frase qualquer constitui meio caminho andado para o disparate. Foi o que deu a quem escreveu isto. Para disparatar. Tanto que nem se percebe o que pretende transmitir. Mas seja o que for que tenha ocorrido ao imbecil, já que conspurcou a entrada de uma capela onde apenas se realizam cerimónias fúnebres, bem que podia estar no lugar do morto.
2 – Sócrates queixava-se, ainda enquanto primeiro-ministro, de ser alvo de campanhas negras e piadas jocosas. Costa queixa-se que andam a pagar para que digam mal dele. Desconheço se o homem fala a sério. Vindo de quem vem sou forçado a desconfiar, mas se alguém souber quem paga agradeço que me avisem. Ando a dizer mal dele de borla e isto a vida custa a todos...

3 – Lisboa está cheia de gente esquisita. Desde pedintes que não pedem esmola para eles, mas sim para o cão que, alegadamente, passará fome, doidos varridos que me tentam convencer a não comer carne e apanhados do clima sem esperança de recuperação clínica. Se foi para isto que o tal Cristo morreu na cruz, a sua morte manifestamente foi em vão.
quinta-feira, 6 de abril de 2023
Opções, eloquências e nivelamentos por baixo
1 – A TAP, para mal das nossas carteiras, é uma empresa pública. A CGD também. Ambas estratégicas e importantes para a economia do país, ao que nos garantem. Na Caixa o Estado opta por não intervir para, por exemplo, influenciar a baixa de juros dos créditos à habitação, aumentar a remuneração dos depósitos ou acabar com o abuso das comissões. Já na TAP intervém até nos horários dos voos. Opções.
2 – Quando a transportadora aérea foi nacionalizada o ex-ministro e futuro chefe do governo, Pedro Nuno Santos, avisou que, daí em diante a música seria outra e que essa nacionalização daria a Portugal e ao resto do mundo uma lição do que é a gestão pública. Hoje é indesmentível que essa lição dificilmente podia ter sido mais eloquente.
3 – Muitos dos que lamentam a impossibilidade de um jovem comprar ou arrendar um apartamento em Lisboa ou Porto – em todo o país, diria eu – são os mesmos que aplaudem a política, via aumento do SMN, de nivelamento por baixo. Hoje a diferença liquida entre o salário médio e mínimo é quase nenhuma. E, como é óbvio, dá para quase nada. Quer o mínimo, quer o médio. Que, graças às políticas socialistas, são praticamente a mesma coisa.
quarta-feira, 5 de abril de 2023
Gamanço organizado
1 – Já tínhamos uma classe média, média-baixa e média-baixíssima a torcer o nariz aos aumentos salariais por causa do IRS. Agora temos os “mais vulneráveis” que trabalham, como agora gostam de chamar aos pobres, em pânico de cada vez que são aumentados não fiquem sem os apoios sociais. Num e noutro caso é o Estado a perpetuar a pobreza. Faz sentido. É disto que o socialismo se alimenta.
2 – Esta é a altura do ano em que confirmo que sou rico. Uma suspeita que me ocorre a cada final do mês quando olho para o recibo de vencimento e que, por altura da entrega do IRS, vejo confirmada. Rico e vitima do “crime organizado” sob a forma de governo.
3 – Observatórios, empresas privadas e quem mais calhar todos pagos pelos contribuintes, bem como consumidores, estes por conta própria, vão desatar a verificar os preços dos produtos que passam a “iva zero”. Vão ter, todos, muito para analisar. O melhor será, para evitar esforço desnecessário, divulgar apenas os que mantém ou diminuem o preço. A propósito, estejam atento às batatas. Leram primeiro aqui.
terça-feira, 4 de abril de 2023
Direito à borla
1 – Finalmente alguém – no caso o Jornal de Noticias – concluiu o óbvio. “Imigração e escalada das taxas de juro explicam o fenómeno” do aumento das renda habitacionais. Esperemos agora que os activistas desta causa, numa próxima manifestação, não desatem a apedrejar e a atirar garrafas de cerveja aos imigrantes.
2 – A mesma noticia assegura que apenas dois concelhos, Mira e Borba, escapam a esta carestia. Quanto ao primeiro não sei, mas relativamente ao segundo, apesar de aparentemente poder ser uma boa noticia, não é seguramente um bom indicador.
3 – “A casa é um direito”, repete-se até à exaustão. Ninguém, que eu saiba, em alguma ocasião ou lugar disse o contrário. É um direito que, tal como os outros, se terá de pagar. A água é um bem essencial à vida e, tirando a da chuva, também não é de borla.
segunda-feira, 3 de abril de 2023
Insondáveis desígnios de malucos, activistas e outros gatunos

1 – No mercado das velharias cá da terra tudo se vende e tudo se compra. Mesmo as cenas mais improváveis. Como esta vestimenta de padre. E essa – mais a compra do que a venda – é a questão inquietante. Que espécie de maluco, e com que finalidade, vai adquirir uma coisa destas? São os insondáveis desígnios da fé...
2 – Já dizia a minha avó, na sua imensa sabedoria, que na sua casa cada um é rei. Tanto assim é que ninguém aceita de bom grado que outros vão “cagar estacas” naquilo que é seu. O mesmo se aplica aos “activistas” oriundos de outras paragens que vêm para cá dar uso aos seus activismos. O governo até pode ser uma merda, mas é o nosso governo de merda. Eles, os “activistas”, também terão um governo igualmente merdoso, lá no país deles, contra quem podem protestar. Se não estão contentes, vão-se embora. Ninguém os obriga a ficar onde não se sentem bem tratados.
3 – A Autoridade Tributária mandou-me um email a alertar para uma tentativa de fraude em nome das Finanças. Mais irónico do que isto é difícil. Posso prevenir a tentativa, mas não escapo à fraude.
domingo, 2 de abril de 2023
Habitação: Criminosos, especuladores e paquidermes.

1 – Das manifestações de ontem fiquei sem perceber que solução propõem as criaturas – poucas, atendendo à dimensão que se diz ter o problema - que ontem se manifestaram pelo seu direito à habitação. Matar os senhorios não se me afigura grande ideia. Embora, reconheço, possa contribuir para solucionar o problema habitacional de quem enveredar por esse caminho. Durante vinte anos e tal anos não se precisa de preocupar em arranjar casa. O Estado garante-lhe durante esse tempo cama, mesa e roupa lavada.

2 – Foram várias as pessoas, a maior parte reformados, que referiram pagar de renda praticamente tudo o que recebem de reforma. A ser verdade – e provavelmente será – como é que sobrevivem? Vão comer à sopa do pobre? Ou será que têm um ou dois quartos sub-arrendados pelos quais cobram uma renda especulativa? Não seriam os únicos...

3 – Nisto da habitação temos dois elefantes na sala que andamos ostensivamente a ignorar. Não adianta culpar os estrangeiros ricos, a “invasão” de americanos ou meia dúzia de nómadas digitais. Esses arrendam as casas que não são, nem nunca seriam, para o “bico” dos portugueses. O primeiro paquiderme são os imigrantes que chegam às dezenas de milhares e que, tal como os nossos primeiros emigrantes, não se importam de dividir casa com mais uma ou duas dezenas de compatriotas. O segundo é o governo. Preços altos, dos arrendamentos ou das vendas, significam mais impostos. Muitíssimo mais dinheiro a entrar nos cofres do Estado representam muito mais benesses a distribuir pelas clientelas. Esperar que o tipo de gente que ontem se manifestou perceba isso é ter demasiada esperança na humanidade.
sexta-feira, 31 de março de 2023
Créditos, plantas e algibeiras
1 – Ouvir o PCP ou o BE defender que deviam ser os lucros dos bancos a suportar o aumentos dos juros no crédito à habitação nem me parece assim uma ideia muito descabida. E, quem sabe, também capaz de agradar à banca. O que deixavam de ganhar nesses empréstimos ganhariam naqueles que fariam para a malta, com as poupanças obtidas na prestação da casa, pagar um crédito pessoal para ir de férias até à República Dominicana ou onde muito bem lhes apeteça.
2 – Um cavalheiro, daqueles que aparece em todas as televisões a defender tudo o que o governo faz ou deixa de fazer, sugeriu que os municípios passassem a dispor de uma “planta na hora” como contributo para minorar a crise na habitação. Risota geral entre os “tudólogos” e alegados especialistas especializados na especialidade. Para além dos gabinetes de arquitectura e gente que vive das burocracias que envolvem o processo de construção de uma habitação, não estou a ver quem possa ter motivos para discordar da ideia. Obviamente, pelas razões anteriormente expostas, nunca será posta em prática.
3 – Gostar de impostos altos – em especial daqueles que os outros pagam – é uma opção de vida tão boa e legitima como qualquer outra. Já dizer que a redução do IRS sobre as rendas é o Estado a meter dinheiro nos bolsos dos proprietário, como ando a ouvir desde ontem, é só parvo. Em matéria fiscal é sempre o Estado a meter as mãos nos bolsos dos cidadãos. Quem tiver dúvidas quanto a isso olhe para o recibo do vencimento.
quinta-feira, 30 de março de 2023
É uma vergonha!!!!
1 – Já dizia o outro que há quem use a palavra vergonha com demasiada frequência. Um gajo condenado por bater na mulher e acusado por vários outros crimes de diversa natureza, vir falar de vergonha por causa de umas cenas relacionadas com o pontapé na bola, nem um única vez devia usar tal palavra. Excepto, talvez, quando se vê ao espelho.
2 – Têm repetido até à exaustão que o afegão que provocou o terror em Lisboa não é terrorista. Já me convenceram. Estou, também, quase a acreditar que o senhor é um desgraçadinho relativamente ao qual devemos ter toda a compreensão, dado o seu infeliz percurso de vida. Quanto às vitimas ainda não perdi as esperança de ouvir alguém garantir que estavam mesmo a pedi-las. Não deve tardar.
3 – Começaram as fotografias às facturas dos supermercados. O que é bom para que possamos comparar os preços antes e após a entrada em vigor do “Iva zero”. Aguardo com expectativa imagens de facturas dos mercados tradicionais. Atendendo a que o número destes mercados é muito superior ao das grandes superfícies o numero de fotos será, seguramente, muito maior.
quarta-feira, 29 de março de 2023
Terroristas
1 – Um dia depois de um afegão ter morto duas mulheres à facada, surpreende-me a ausência de reacções por parte de alguns sectores da sociedade sempre tão solícitos a condenar a violência racista, machista e xenófoba. Podiam, ao menos, culpar a sociedade patriarcal afegã, ou isso. Mas não. Não passa de um destrambelhado, garantem. Está difícil a vida de terrorista em Portugal. Ninguém os leva a sério. A menos que se trate do Bruno de Carvalho ou de um estudante armado em gabarola. Aí sim, já se consegue aceder ao estatuto de aterrorizador.
2 – O IMT é um imposto municipal que incide sobre a aquisição de imóveis. O presidente da Câmara de Lisboa pretende isentar os jovens que adquiram casa na capital do pagamento deste tributo. A esquerda não deixa. Estranho nem é tanto a atitude dos esquerdistas. É que ainda exista uma ou outra pessoa decente a apoiar a esquerda.
3 – Segundo uma publicação de um apaniguado do segundo clube com mais adeptos na cidade do porto, nisto do campeonato do pontapé na bola, “ficar em segundo lugar é mais vantajoso do ponto de vista financeiro”. Se assim é não se entende porque se esfalfam a colocar permanentemente no palco mediático rumores acerca da alegada viciação dos jogos que permitiram ao Benfica sagrar-se campeão. Até deviam estar agradecidos.
terça-feira, 28 de março de 2023
Gatos, gansos e outras coincidências

1 - Uma desavergonhada a “Senhora Dona Gata”. Agora deu-lhe para isto. São gatos aos magotes de volta da bichana, tudo a “querer afogar o ganso”. Temo o pior, dado que a bicha não está a seguir nenhum programa de planeamento familiar e as hormonas felinas estão em manifesta agitação. Tem tudo para correr mal, aquilo.
2 – Quarenta e quatro artigos a que o governo PS retirou o IVA. Quarenta e quatro. Este número lembra-me qualquer coisa. Deve ser a quantidade de vezes que buzinei à passagem por um edifício branco ali à entrada de Évora.
3 – Eu cá não sou de intrigas nem, tão-pouco, adepto de teorias da conspiração. Ainda menos serei suspeito de ter qualquer espécie de simpatia pelo governo. Mas, assim de repente, deu-me para desconfiar que esta onda de manifestações, greves e protestos que se verificam em Portugal e no resto da Europa é coisa para ter o dedo do Putin. Basta ver quem lidera por cá estas movimentações.
segunda-feira, 27 de março de 2023
Que raio anda esta gente a fumar?!
1 – Afinal essa coisa do PIB não interessa nada. Só beneficia os ricos, garantem os apaniguados socialistas para justificar a vertiginosa queda do país no ranking da riqueza a nível europeu. Por outro lado, o acentuado crescimento da receita fiscal tem sido acompanhado por um significativo aumento da população em risco de pobreza. Não sou eu que o digo, que dessas coisas pouco sei, são as estatísticas. Mas, tal como o PIB não tem a ver com riqueza, impostos em excesso também não devem ter nada a ver com pobreza. São apenas coincidências.
2 – Há temas discutidos nas redes sociais que, um tempo depois, acabam na agenda política. Por acaso, certamente. Estou a seguir uma acessa discussão, a decorrer no Twitter, acerca da necessidade – vá lá saber-se porquê - de introduzir um imposto sobre as heranças, à semelhança do que já acontecerá em diversos países. Capitalistas, ocidentais e liberais como há quem se encarregue de sublinhar. Deve ser uma espécie de death flat tax...
3 – Parece que aos vegans até o odor da carne a grelhar causa incomodo. Devem ter umas ventas muito sensíveis, eles. Tanto que até haverá mesmo – na estranja, que essa idiotice ainda não chegou cá - quem equacione exigir a proibição dos churrascos ao ar livre. Influências da erva mal-passada.
domingo, 26 de março de 2023
Iva?! Zero...

1 – Este, pelo menos até Outubro, poderá ter sido o último sábado em que no mercado cá da cidade foi aplicada a taxa de 6% à esmagadora maioria dos produtos aqui transacionados. A partir de Abril assistiremos a uma baixa generalizada dos preços. Um queijo que ontem comprei por 5€ passará a custar 4,72€. E quem diz um queijo, diz uma alface.
2 – A propósito da opção de baixar o IVA, em lugar do IRS, voltei a ouvir o mesmo argumento que ouvi vezes sem conta de cada vez que se coloca a questão dos municípios prescindirem de parte daquilo que lhes cabe no imposto sobre o rendimento. “Baixar o IRS não beneficiaria os mais pobres porque esses não pagam”. Até o meu gato imaginário, o Bigodes, se ri à gargalhada de tanta estupidez. Agora imagine-se a risota da Felismina, uma jovem solteira e burguesa que ganha 800€ e desconta 32€ de IRS todos os meses. Bem feita. Os ricos que paguem a crise.
3 – Nas redes sociais os fazedores de boas noticias, a soldo do PS, continuam a insistir que a lei do arrendamento coercivo existe desde 2014 e foi criada por essa dupla de malfeitores Passos e Cavaco. Coitados, são tão burros que nem a porra de uma frase básica sabem interpretar. Mas, deixando a ignorância de parte, convinha que nos esclarecessem por que raio o PS, em sete anos de governo nunca a aplicou. Ou melhor, deixem estar. A gente sabe porquê.
sábado, 25 de março de 2023
A lógica do investimento...é na batata!

1 – O negócio da batata proporcionará um lucro de quinhentos por cento, segundo as contas dos especialistas na especialidade. Parece-me suficientemente motivador para agarrar numa enxada e começar a fazer pela vida.
2 – Em matéria de PIB per capita lá fomos ultrapassados por mais dois países de leste e, para o ano ou para o outro, mais um ou dois se seguirão. Não percebo a comichão que isto faz à malta de esquerda. Socorrem-se de todos os indicadores que podem para mostrar que somos muito mais felizes do que aqueles desgraçados. Pobretes, mas alegretes como proclamava o salazarismo. As parecenças entre os esquerdistas e os fachos são cada vez maiores...
3 – Costa é um mestre da ilusão. Convence o pessoal que está em guerra contra a grande distribuição e os proprietários, mas, afinal, é o seu maior aliado. A redução do iva aumentará ainda mais os lucros das grandes superfícies – e das pequenas, também – e os apoios aos inquilinos para pagamento das rendas irão inevitavelmente parar aos bolsos dos senhorios. Não é que as medidas sejam erradas. Errado é pretender iludir-nos.
sexta-feira, 24 de março de 2023
Invejas, ovos e aldrabices
1 – O pessoal de extrema-esquerda – que é como quem diz BE, PCP e outros esquerdalhos onde incluo muitos PS’s - quer ver a Europa a arder. Não é que acreditem que possa surgir algo melhor das cinzas, mas porque a sua ideologia se baseia no ódio e na inveja e nada causa mais incomodo do que ver que a região mais bem sucedida do mundo é capitalista e ocidental.
2 – Ovos de chocolate, mesmo de proporções assinaláveis, a dezoito euros no Continente – nos outros provavelmente também, que os merceeiros não são parvos – constituem motivo suficiente para indignação de muita gente. Injustificada, obviamente. É só não comprar. De resto, se mal pergunto, qual a necessidade de adquirir uma coisa daquelas?
3 – Segundo o PowerPoint do governo a anunciar as medidas de mitigação da crise inflacionária, em resultado do aumento de oitenta cêntimos diários no subsidio de refeição os funcionários públicos terão um acréscimo de dezoito euros mensais. Ou, nas contas mais detalhadas, dezassete euros e sessenta. O que corresponde a vinte e dois dias de trabalho. Situação que apenas ocorrerá em Agosto, se não tiver dias de férias para descontar. Não é que tenha especial significado, mas nem nestas pequenas coisas conseguem perder o hábito de mentir, deturpar e, em suma, ludibriar o pagode.