segunda-feira, 1 de outubro de 2018

E uma folga - margem, vá - nas alarvidades?

Gosto de ouvir falar em margem orçamental. Ou folga. Que, no caso do orçamento, é exactamente a mesma coisa. Deve ser por haver quem aproveite a folga para ir até à margem. Pescar, ou isso. Pescar votos é o que fazem os gajos que, nomeadamente em determinados momentos criteriosamente escolhidos, garantem a existência de “margem orçamental” para isto ou asseguram que se arranja uma “folga orçamental para aquilo”. Gosto, reitero, desta alarvidade. Dá-me vontade de rir. Nomeadamente quando é vendida como algo de bom e que permite aumentar esta ou aquela despesa. É que essa coisa da margem, da folga ou lá o que lhe queiram chamar, quando aplicada ao orçamento do Estado ou de uma autarquia, significa que estão a ser cobrados impostos em excesso. Trata-se de uma equação fácil de entender. Menos para aqueles que há muito perderam a vergonha de esturrar o dinheiro dos outros a satisfazer caprichos próprios.

domingo, 30 de setembro de 2018

Incivilidades

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Na última noite terão ocorrido graves incivilidades cá no burgo. Algumas consequências ainda eram visíveis hoje de manhã, bem no centro da cidade. Pelo andar da carruagem parece que ninguém está interessado em pôr a mão no problema. A solução, antes que a coisa se resolva à base do pontapé, todos sabemos qual é. Constituir uma comissão.

sábado, 29 de setembro de 2018

Palha em Serralves e "democratas" contra liberdade de voto. Ou como isto anda tudo ligado.

Sabemos, desde o dia seguinte à invenção da geringonça, que somos governados por malucos sustentados no poder por uma trupe de doidos varridos. Temos disso a certeza, para aqueles que ainda duvidam, quando um gajo como o Augusto Santos Silva - ministro dos negócios estrangeiros, ou lá o que é – se revela o mais sensato daquela malta. O caso dos comerciantes portugueses presos na Venezuela é bem revelador disso mesmo. Mas é apenas mais um.


Por falar em lunáticos. Hoje no Porto uns quantos urbanos depressivos foram brincar na palha com os filhos. Lá para Serralves, aquele sitio onde expõem fotos de marmanjos com coisas enfiadas intestino adentro. Brincar na palha!!! Presumo que quando chegarem a casa brinquem com o cão no sofá. E depois ainda têm o topete de fazer piadolas com as pessoas do campo...Tadinhos.


Ainda a propósito de gente com pouco juízo. Em Lisboa o dia foi de manifestação. Como quase todos, diga-se. Hoje umas quantas pessoinhas manifestaram-se contra a liberdade de escolha dos eleitores de outro país. Acham estes indigentes mentais que os brasileiros não devem votar no candidato mais tresloucado lá do sitio. Depois admirem-se que os brasucas contem anedotas de portugueses...

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Mobilidade?! Humm....

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Diz que entre os dias 16 e 22 – a semana passada, portanto - decorreu a semana europeia da mobilidade. Aquela iniciativa que veio substituir a patetice do dia europeu sem carros, ou lá o que era. Diz, também, que este foi o ano em que a adesão das autarquias nacionais terá batido os anteriores máximos. Não dei por nada. Ando distraído, na certa. Se tivesse dado conta do evento, eu próprio teria metido mãos à obra e trataria de assinalar a efeméride. Dando uma valente poda nesta árvore, ou isso.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O verdadeiro artista

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 Obra de arte do mestre Mapplethorpe


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Obra de arte do mestre Kruzes Kanhoto


 


As televisões têm dedicado um tempo de antena inusitado àquilo da alegada censura no museu de Serralves. Nada o justifica. Trata-se de um tema menor e que não interessa a ninguém. Excepto, talvez, a meia dúzia de urbano depressivos e outra gente esquisita e pouco recomendável que controla a comunicação social. 


Fiquei, graças às fastidiosas declarações dos indignados, a saber que fotografias de gajos a auto introduzir coisas no cú constituem uma forma de arte. Pois. Não discuto. Mas se é assim as minhas fotos de merda de cão também são arte. Muito mais valorizável, até, do que os retratos do tal Mapplethorpe. Pelo menos nas minhas fotos as lombrigas não são maltratadas. 

domingo, 23 de setembro de 2018

Fonte do Imperador

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Apesar de ter nascido e passado a minha infância e juventude nas imediações desta fonte, ainda hoje não sei por que raio tem este nome. Fonte do Imperador. Não consta, ao que julgo saber, que deva o nome a alguém que mandasse num império qualquer. Dever-se-á quando muito, mas isso é uma teoria minha que acabei de inventar, a ter misteriosamente aparecido por ali algum Beryx decadactylus.


Nesse tempo a água corria em abundância. Ao contrário do que acontece agora. E não é por ser Setembro, o tal mês que seca as fontes. Nada disso. Agora a bica está seca o ano inteiro graças ao desleixo dos homens. Daqueles que mandam, nomeadamente. Pois o precioso liquido continua a existir, umas dezenas de metros mais a norte, na nascente que a alimenta. Mas percebe-se que hoje não corra. Até está melhor assim. Desta maneira constitui uma alegoria aos politicos que temos. São uma seca.

sábado, 22 de setembro de 2018

" Fotos de velhas boas nuas em Estremoz"?! Isto é um blogue sério, pá!!!

Os contadores de visitas que o pessoal tem a mania de instalar nos sites e blogues fornecem aos respectivos autores ou administradores uma panóplia de informações. Inúteis, na sua maioria. Curiosa, uma ou outra, vá. É desta forma que sei alguns dados absolutamente irrelevantes acerca do número de visitantes, os sites de referência ou as pesquisas que trouxeram os leitores até ao Kruzes.


Foi assim, entre outras coisas sem interesse nenhum, que fiquei a saber que alguém chegou aqui na sequência de pesquisar “fotos de velhas boas nuas em Estremoz”. Temo, caro visitante, que tenha ficado decepcionado com a informação que obteve neste blogue acerca do assunto. Não temos fotos que correspondam às suas expectativas. Espero, no entanto, que tenta obtido aquilo que procurou. Velhas em Estremoz é o que não falta. Boas...enfim, olhe, é como diria a minha avó. Tomara um cego vê-las. Já quanto a isso da nudez, parece que as vozes se dividem. Há quem garanta que sim, que há por aí qualquer coisa vagamente relacionada. Será uma questão de persistência. Pode ser que, com sorte – ou azar, sei lá - dê por aí com alguma velha, ainda em razoável estado de conservação, mais ou menos desnudada.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Nada se perde...tudo se transforma.

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Este blogue sempre manifestou preocupações com a preservação da natureza, o ambiente, a necessidade de reciclar e essas coisas assim. A reciclagem, entre outras vantagens, poupar-nos-ia anualmente muito dinheiro. Basta olhar para a factura da água que nos chega a casa e que, alguns, pagamos todos os meses. Facilmente se percebe o peso da parcela “resíduos sólidos” no total da conta. Que, obviamente, seria bem menor se reciclássemos mais. E quase tudo é reciclável. Fica, à falta de melhor, o exemplo desta janela.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A intolerância dos tolerantes

Aprecio esta onda de tolerância a tudo e mais alguma coisa. Deliciam-me, também, todos os outros conceitos muito em moda que envolvem aceitar todo o tipo de comportamentos, ideais de vida, maneira de pensar e sei lá mais o quê. Dá gosto ver como, seja nas televisões ou redes sociais, as pessoas não hesitam em declarar que cada um vive como quer, fornica com quem lhe apetecer e, em suma, faz as opções que lhe der na realíssima gana.  


Isto desde que, está bem de ver, se concorde com a ordem vigente. Quem ousar divergir do pensamento único em vigor está feito. Alguém que se atreva a considerar esquisito que uns fulanos apreciem ter coisas enfiadas no intestino está lixado. Ninguém manifestará tolerância perante a sua opinião. Ou, algo menos radical, quem se atrever a demonstrar alguma simpatia – ainda que pouca – pelo antigo primeiro ministro Passos Coelho, além de vexado, verá de imediato a sua opinião ridicularizada e dificilmente escapará a um julgamento sumário acerca das suas opções políticas. 


Até mesmo naquelas coisas mais insignificantes há que estar alinhado com a doutrina do momento. A questão dos animais, por exemplo. Atrevam-se a discordar da paranoia reinante e depois admirem-se que algum amiguinho dos ditos lhes queira fazer a folha. Tudo isto – e o resto – em nome da tolerância. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Quintinhas Resort

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Incontornável, o tema do Quintinhas Resort. Tão incontornável que até chateia de tão incontornável que é. Chateia quase tanto como alguns dos seus residentes chateiam os restantes habitantes da cidade ou quem por aqui passa e tem o azar de se cruzar com alguns dos que por ali se hospedam. 


Daí que no facecoiso se multipliquem as acusações pela alegada inércia das forças policiais, pela manifesta incapacidade da justiça tratar de meter aquela malta na ordem – ou, de preferência, na choça – e por as autoridades locais se revelarem incapazes de controlar a expansão urbanística nárea.   


Estaremos, portanto, perante problemas de índole diversa. Todos de difícil resolução, convenhamos. Perante os quais toda a gente tem assobiado para o lado. E, a julgar pelas reacções, assim continuará até ao dia em que se dê uma tragédia qualquer. Depois venham para cá aborrecer com xenofobias e outras alarvidades da moda.

domingo, 16 de setembro de 2018

Intolerantes

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Por alguma daquelas razões que a razão desconhece, criou-se o mito que a esquerda promove os princípios da tolerância, da integração, da aceitação da diferença e mais uns quantos conceitos que têm tanto de modernaço como de idiota. Apesar de todos os exemplos, passados e presentes, demonstrarem exactamente o contrário. Tal como, cada vez mais, se torna evidente a intolerância daqueles que reclamam a aceitação das suas diferenças. Por mim, tolero tudo o que quiserem desde que não me aborreçam. Mas, confesso, gente que por motivos fúteis deseja o falecimento de outro, causa-me um certo enfado.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Os peluches também têm sentimentos

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Parece não haver limite para a indigência mental dos amiguinhos dos animais. Nem, a bem dizer, para a tolerância que as instituições e a sociedade em geral demonstram perante os desvarios desses malucos. Respeito - mais do que eles, até - o direito à pluralidade de opiniões e defendo intransigentemente a liberdade de cada qual lutar, com os meios que a democracia nos coloca à disposição, pela defesa das nossas convicções. Mas, convenhamos, tudo tem um limite.  Nem que seja o do bom senso. Ou do ridículo, vá. 


Ora, no que respeita à “causa animal”, tudo isso já foi ultrapassado. Veja-se este exemplo. Alguém - pessoa singular ou associação, não sei ao certo - terá ficado horrorizado ao deparar-se com o cartaz de umas festas populares aqui no Alentejo onde era anunciado um espetáculo taurino destinado a crianças. E não esteve com mais aquelas. Queixinhas para todo o lado. Nomeadamente para a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos das Crianças e Jovens. Que, gabe-se a pachorra daquela instituição, perdeu tempo e recursos que podia ter usado em assuntos importantes a responder aos queixosos. Respondeu a dita Comissão que não via mal nenhum na ocorrência, pois no tal espetáculo seria utilizada uma “tourinha” - que é um objecto que simula um touro - e não um animal.  Como, de resto, constava do cartaz que originou a queixa.   


Posto isto nada me surpreenderia que a próxima causa envolvesse o bem-estar dos peluches. Assim tipo proibir o seu fabrico e comercialização. Só para garantir que nenhuma criança aperta o pescoço do ursinho de estimação ou o avô mais cegueta não pisa aquela vaca malhada “made in China” que o catraio insiste em não arrumar.  

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

"Piruns" à roda do monte...

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Se há coisa que aprecio no meu bairro é aquela sensação de morar no campo e simultaneamente na cidade. Ainda que nesta urbe, pequena e quase desabitada, a diferença entre a vida campestre e a urbana não seja tão evidente como noutras localidades mais cosmopolitas.  Mas gosto assim. Tenho a mania de lhe chamar qualidade de vida e isso. Tal como me apraz encontrar, logo de manhã enquanto faço a caminhada até ao trabalho, os principais protagonistas gastronómicos da ceia de Natal. Não é para qualquer um. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Pacifismo vermelho

O Conselho Português para a paz e cooperação é uma organização que, presumo, pugna pelo pacifismo, odeia armas e detesta guerras. Nomeadamente daquelas em que são os exércitos do ocidente em geral e o americano em particular a puxar o gatilho. Nem mesmo aqueles “jogos de guerra” em que, em tempo de paz, os militares se entretêm merecem particular apreço aos pacíficos e cooperantes conselheiros. Tanto assim é que basta um qualquer exercício militar da Nato para deixar aquela malta à beira de um ataque de nervos.


Contava que por esta altura, face à grandiosidade dos exercícios militares russos actualmente a decorrer, os níveis de irritabilidade do tal conselho estivessem no seu ponto máximo. Até porque - desconfio que eles já saibam - a Rússia já não é comunista e quem manda naquele país gosta tanto de comunas como eu. Mas não. Enganei-me. Isso é coisa que não lhes interessa para nada. E nem é por ser longe, que ainda um dia destes estavam preocupados com a Coreia. O que realmente os preocupa é o Lula. Aquele “tunante” que está engavetado. Quase aposto que estão mortinhos por “cooperar” com ele…

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Esquerda xenófoba e racista

Está mais ou menos enraizada na opinião pública nacional a ideia que, por cá, não existem partidos ou movimentos populistas e xenófobos. Ai não que não há. Existem e, alguns, até estão no poder. Ou, pelo menos, fazem parte da base de sustentação do governo.  A menos que essa coisa terrível, dramática e altamente condenável do populismo e da xenofobia se esteja a transformar num conceito muito elástico. Dependendo da origem e da condição social, por exemplo. Só isso justifica a intenção de acabar com os benefícios fiscais a não residentes, dificultando ou mesmo impedindo a sua vinda e, simultaneamente, escancarar a porta à entrada de migrantes pobres que vivam à conta do Estado.  


Pelos vistos se eu me manifestar com a vinda de migrantes africanos, atraídos pela possibilidade de viverem à pala dos contribuintes, sou racista, xenófobo e populista. Quiçá, até, um perigoso meliante de extrema-direita. Se protestar contra a presença de chineses, brasileiros ou reformados do norte da Europa que demandam o país em busca de um regime fiscal mais favorável já sou um gajo com uma opinião altamente valorizável. Um tipo às direitas. Salvo seja. Às esquerdas, se calhar. Que isso agora é que está dar. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Não passa nada...

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(Imagem obtida na internet)


 


É o que não falta por aí. Gente com o dom da invisibilidade. São mais que muitos e reproduzem-se que nem coelhos. Mas ninguém, daqueles que têm obrigação de os ver, os parece lobrigar. Apesar de saberem que existem e conhecerem as consequências das suas acções. Se calhar estão a tentar ficar invisíveis, também.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Ninguém aproveita a boleia?

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(Imagem obtida na internet)


 


Segundo a propaganda comunista estará a decorrer uma ponte aérea para levar de volta ao seu país os muitos venezuelanos que, nos últimos tempos, têm fugido da miséria socialista – passe o pleonasmo – em que a Venezuela mergulhou. Não é que ache os comunistas um bando de mentirosos – quanto muito serão uns pantomineiros, vá – mas não acredito. De certo muitos fugitivos, ao atravessar as fronteiras daquele pedaço de paraíso, terão ficado horrorizados com a exploração capitalista que encontraram e quiseram voltar. Mas - e é aqui que entra a minha descrença – não consta que os muitos admiradores das políticas de Chavez e Maduro tenham aproveitado a boleia. Nem um, um só que fosse, quis ir gozar das maravilhas que apregoa. Coisa que, decerto, não desaproveitariam se existisse a tal ponte aérea. Nomeadamente aqueles que resolveram dar o nome de “Hugo Chavez” a uma Praça na Amadora.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

"La mafia se sienta a la mesa". Dizem.

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Para os portugueses qualquer pretexto é bom para se amesendarem. Mesmo os mais inusitados. Isso não quer dizer, obviamente, que todos são mafiosos. Um ou outro não será. Embora a fixação com os morfes, como se o repasto fosse a coisa mais importante da jornada, não indicie nada de bom quanto à ausência de ligações à “família”. Esta obsessão tuga quase leva a desconfiar que o futuro desta - da família - se trata à mesa. E eu para aqui a cuidar que era mais na cama...

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

São insondáveis os desígnios da justiça...

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Ainda não há muito tempo um conhecido dirigente desportivo, agastado com as diferenças de tratamento entre os processos que envolvem o seu clube e os que se referem aos rivais, insinuava que a justiça agia por clubite. Não sei se é assim ou não. O que a mim, homem de poucas letras, me parece é que não actua sempre da mesma maneira.


No caso de Alcochete, a dificuldade em identificar os invasores seria muito maior do que no ataque ao Continente de Estremoz. Basta que, no primeiro crime, os atacantes não moram a cem metros da Academia nem nenhuma autoridade lhes viu o focinho. No segundo serão outras condicionantes a evitar a detenção dos meliantes. Legais, obviamente. Mas de muito dificil compreensão para o cidadão comum.


No final do dia muita sorte terão os policias e os seguranças envolvidos senão levarem com alguma queixa-crime por discriminação, xenofobia ou danos morais. Sim, que o rapazinho que atirou a cadeira é capaz de ter ficado traumatizado por, a uma distância tão curta, ter falhado o bófia. Calculo o gozo que não vai lá pelo resort...

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Animalistas, os novos terroristas.

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Esta mania de equiparar, no âmbito dos direitos, os animais às pessoas já ultrapassou há muito aquela fase do ridículo. Que provocava risota. Hoje é um tema que suscita preocupação. Muita, mesmo. Os maníacos autointitulados defensores da causa animal têm conseguido impor as suas ideias e, mais cedo do que tarde, os seus conceitos de vida tornar-se-ão obrigatórios para todos. 


Não é que me importe que os cavalos que puxam as charretes gozem de semana inglesa.  Ou que os cães que guardam os rebanhos trabalhem por turnos para evitar, coitados, um excesso de horas de trabalho. Igualmente não me aflige o fim das touradas. A isso o mercado se encarregará de colocar um ponto final. O que me aborrece de verdade é que tudo isto faz parte de uma estratégia perigosa e que, depois destas, outras causas virão. Algumas até já se perfilam. Como, por exemplo, reconhecer o animal como mais um elemento do agregado familiar para efeitos fiscais ou outros de natureza civil e social.  


Mas o objectivo – claramente já assumido por algumas destas organizações, diga-se - é eliminar a carne da alimentação humana. Será uma questão de tempo. Parece que a alternativa serão os insectos. A ideia está aí. A menos que antes disso se conclua que, afinal, uma melga também tem sentimentos.

domingo, 26 de agosto de 2018

Para "pô-los a andar" é preciso "tê-los" no sitio...

 


Um eleito de uma Assembleia Municipal – numa terra distante, lá para o norte – terá afirmado, referindo-se a um determinado grupo de cidadãos, que “a essa gentalha devia aplicar-se a política dos três pês: Porrada, prisão e pô-los a andar”. Ora, como seria de esperar, tais declarações deixaram aquela coisa do SOS Racismo à beira de um ataque de nervos. Com direito a comunicado condenatório e tudo.


Não subscrevo, obviamente, nenhuma daquelas posições. Nem, na totalidade, a do eleito nem a dos alegados socorristas. A destes porque tenho o defeito de apreciar a liberdade. De expressão, nomeadamente. A do gajo da Assembleia por achar que a porrada e a prisão não iam adiantar de muito aos indivíduos a quem o tipo se refere.


Gosto é daquela parte do “pô-los a andar”. Isso sim é que era uma grande ideia. Aplicado aos moradores do resort cá do sitio, que tem sido noticia nos últimos dias, seria a solução perfeita. Para todos. Principalmente para os ditos cujos. Uns para Espanha - já que são cidadãos espanhóis portadores de DNI e tudo – e outros conduzidos de regresso ao conforto das suas casas nos concelhos vizinhos, na periferia de Lisboa ou na lezíria ribatejana. Sempre serão melhores, julgo eu, do que a “barreca” do resort. Dos restantes, desconfio, deixaríamos de ter noticias…

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Fogo que arde sem se ver...

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Ando com os pés em cima deste planeta há tempo mais do que suficiente para não me espantar nem um bocadinho com os alegados esquemas manhosos, denunciados numa reportagem televisiva, para colocar a mão na massa destinada a recuperar as habitações destruídas pelos incêndios do ano passado. É o derenrascanço. O dar a volta à situação. Ajudar as pessoas, coitadas. Nada de mais.


Naquilo que a peça jornalística nos deu a conhecer não sei o que me surpreende menos. Se a arrogância evidenciada pelos decisores, como se aquilo fosse tudo deles e não tivessem de prestar contas das suas decisões a ninguém, ou se o manifesto desprezo pelo dinheiro, público e privado, que para ali foi canalizado após os incêndios.


Admito que alguns possam ter ficado chocados com as denúncias hoje relatadas. Não fiquem. Nem se ralem muito. Com fogos, inundações, tragédias diversas ou até mesmo com o sol a brilhar acreditem que é só mais um dia no escritório.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Solidariedade selectiva

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Continuo à espera de condenações veementes à atitude dos habitantes daquela localidade brasileira que expulsaram os venezuelanos que fogem da miséria imposta pelo regime comunista.


Aguardo, também, que as agressões sofridas na Costa Rica pelos nicaraguenses que tentam escapar aos comunistas que ocupam o poder no seu país, sejam severamente repudiadas.


Até agora ainda nenhum dos habituais choramingas da causa dos alegados refugiados se manifestou. Devem estar todos de férias nos resorts dos destinos turísticos da moda. Ou, então, ainda estão a tentar perceber as razões que levam alguém a cometer o tresloucado acto de fugir de paraísos socialistas como a Venezuela e a Nicarágua.

domingo, 19 de agosto de 2018

E que tal arranjar um Nenuco?

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Não sei o que fazem hoje aos bichos mas desconfio que não é coisa boa. Algo parecido com maus tratos, de certeza. Sim, que isto não é da natureza de um cão estar nestas poses. Qualquer pessoa que ande cá pelo planeta há já umas quantas décadas e tenha convivido com animais para além das quatro paredes de um apartamento, sabe disso. Teria muita piada se eu, quando tinha cães, tentasse estar sentado calmamente numa esplanada com um dos meus “Benficas” ao colo. Devia ser uma coisa engraçada de se ver. Apesar de todos serem dóceis e obedientes jamais aguentariam estar assim mais do que um ou dois minutos. E estes só estão porque das duas uma. Ou estão drogados ou porque andam há anos a treiná-los para terem um comportamento que os afasta da sua condição de animais e os transforma em objectos para deleite humano.



quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Empregos para todos. E todas. E todes, também.

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Se há coisa que os municípios portugueses fazem bem, é dar emprego. Pagar ordenados, portanto. Não sei se há ou não estudos acerca do assunto mas, desconfio, devem ter sido as entidades que mais gente empregaram nos últimos anos. Tudo serve para justificar o recrutamento de mais pessoas. Muitas, ao que mostra o Diário da República. Por mais estapafúrdia que seja a justificação ou o lugar a criar. Nem isso importa muito. Basta que um manda-chuva qualquer – ou mesmo uma daquelas nulidades que costumam cirandar à sua volta - sonhe com isso durante a noite para, na manhã seguinte se não for ainda antes, o "tachinho já estar ao lume".


Não sabia – mas, lá está, ninguém me manda ser ignorante – que das atribuições das autarquias constava ensinar aos munícipes a arte de bem cavalgar a toda a sela. Mas parece que consta. Daí que um certo município tenha contratado funcionários para desenvolver a sua atividade na área da equitação. Uma grande ideia, essa. Ensinar a malta a montar. Ou a lidar com as cavalgaduras, não sei ao certo. Ainda assim será um assunto consensual lá na terrinha. Ninguém se terá espantado. Tanto quanto se sabe a oposição não mandou com os aparelhos ao ar e o presidente continua com os cascos a brilhar.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Indignações, irritações e outras divagações

Soube-se agora que a Google guarda os dados das pesquisas dos utilizadores, o que lhe permite ficar a conhecer a sua – nossa - localização. Coisa, obviamente, capaz de causar indignaçãozinha da boa. Percebe-se. Para se saber por onde andamos é que existe o Facebook. 


A possibilidade da madame Le Pen vir a discursar na Web Summit tem provocado também elevados níveis de irritabilidade. O SOS Racismo e outros conceituados democratas já se manifestaram deveras aborrecidos com esse eventual cenário. O ano passado tiveram de aturar o Bruno de Carvalho e este ano levam com a francesa. Só falta para o ano convidarem um comunista. É chato. 


Parece que o governo se propõe acolher trinta passageiros daquele barco que faz a carreira do norte de Africa para um porto europeu que lhe dê autorização de atracar. E porquê trinta? Diz que são as vagas deixadas pelos viajantes acolhidos anteriormente e que, entretanto, já bazaram rumo à Alemanha ou a outro país que lhes proporcione um bom rendimento sem necessidade de bulir uma palha. Boa sorte. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Esquecimentos que podem fazer a diferença...

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Haverá, de certo, motivos para as pessoas se esquecerem dos mais variados objectos nos lugares mais improváveis. Cada um terá os seus. E quem nunca se esqueceu de nada que atire a primeira pedra. Salvo seja, claro. Que eu cá não sou gajo para fazer apelos à violência e muito menos à lapidação. Que é aquela medida drástica a que se recorre em certas culturas para punir a mulher adultera. 


Nem desconfio as circunstâncias que terão levado ao abandono destes despojos na via pública. Esquecimento? Rápida evacuação da área face a uma ameaça iminente? Pois que não sei. Mas lá alguém merecia uns tabefes, isso merecia. 

domingo, 12 de agosto de 2018

Burlocracia

Gosto de estar informado. É uma mania que me acompanha desde pequeno. Uma das minhas fontes é o Citius, aquele portal onde é feita a divulgação dos actos judiciais. Foi aí que, entre outras coisas igualmente sem importância nenhuma, fiquei a saber que um casal membro de um conhecido clã das redondezas estava a tratar da regulação do poder paternal. Olha, pensei para os meus fechos de correr, aí está um sinal da evolução desta espécie. Assuntos destes, noutros tempos, se existissem eram resolvidos à base de facada.


Dada a sua irrelevância e manifesto desinteresse, depressa esqueci a informação. Até ontem. Logo pela manhã deparei-me com a tal família. Pai, mãe e pirralhos, felizes da vida, todos no banco da frente de um furgão branco a assapar em direção ao mercado mais próximo. Foi então que se fez luz. A publicação da diligência terá, provavelmente, a ver com o esquema da moda para sacar dinheiro à segurança social. É que, mesmo para burlar, há uma série de tramitações que é necessário cumprir. Burocracias, digamos. Mas esta malta sabe-a toda. Até porque o Estado, além de lhes dar o dinheiro, também os ensina como fazer a burla.


Enquanto isso, não faltam alarves a vociferar contra a Cristas e o Parvus Coelho por terem cortado nos apoios sociais. Fazem bem. Continuem a divertir-nos com a vossa idiotice.

sábado, 11 de agosto de 2018

E os refugiados da Venezuela?

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Não gosto de discriminações. É uma coisa que me aborrece, isso de tratar as pessoas de forma desigual em função de critérios manhosos. Os refugiados, por exemplo. Não são todos tratados por igual nem merecem a mesma atenção. Quer dos média quer das organizações que, alegadamente, se dedicam a cuidar deles.  


Os muçulmanos são uma espécie de refugiados de elite. Os cristãos perseguidos pelo fascismo islâmico, não passam de um estorvo. Já os venezuelanos, que fogem aos magotes para os países vizinhos, são completamente ignorados. Percebe-se. Os primeiros são prioritários. Há que, quanto antes, substituir a população europeia e tratar da expansão do islão na Europa. Os segundos são um peso-morto. Nem o Papa quer saber deles. São algo que só serve para empatar os projectos em curso de tornar a Europa um califado islâmico. E dos últimos, dos venezuelanos, nem convém que se saiba da sua existência. Não seguem o profeta, não apreciam comunistas e são a prova evidente – se é que ainda é preciso provar alguma coisa – que socialismo, miséria, desgraça e perseguição são sinónimos. 


Na Venezuela haverá cerca de milhão e meio de portugueses e luso-descendentes. A passar um mau bocado, tal como a restante população, às mãos de um bando de comunistas malucos, passe o pleonasmo. Mas ninguém quer saber. Nem governo, nem ONG’s nem aqueles filantropos que volta e meia andam pelas tv’s a defender causas parvas querem saber. Deles e dos milhares de venezuelanos que todos os dias cruzam as fronteiras em direcção ao Brasil. Ninguém se mete ao caminho para os ir buscar. Má sorte – para eles - não rezarem de cú para o ar, é o que é. Se tivessem essa mania já cá estavam.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

E o povo, esse ingrato, não se juntou às celebrações...

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Aquele camarada gordo com uma barbela digna de um porco capaz de faca e uma barriga proeminente característica de quem anda há muitos anos na política, que no politburo que nos governa tem a tarefa de falar de incêndios, foi ao Algarve celebrar não sei o quê. E não só. Foi, também, ameaçar. Parece que quem ousar discordar da maneira como a tragédia agora celebrada foi tratada, pode ser considerado criminoso. Nada de mais. Afinal é só mais um dia no escritório. Ameaçar quem deles discorda ou coloca em causa as suas convicções é o que esta gente melhor sabe fazer. Tirando, claro, tratar dos incêndios. Ainda que a única experiência que tenham com o lume seja acender a lareira no inverno e o barbecue no verão.