quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Liberdade de expressão?! Sim, desde que se siga a retórica vigente!

A liberdade de expressão, como dizia o outro acerca do fair-play no futebol, é uma treta. Compreendo, por isso, as extremas cautelas dos jornalistas quando noticiam casos como os que envolveram os bombeiros de Campo Maior. Os intelectualoides impuseram as suas ideias, a sua visão do mundo e quem divergir do pensamento único vigente sofre as consequências. Tal como numa ditadura. Mas, como quase sempre, a emenda é pior que o soneto. E, pelo menos por cá que não temos bandos de outra natureza, sempre que surgem relatos de desacatos envolvendo grupos mais ou menos numerosos ninguém tem dúvidas acerca da sua origem. Mesmo que, uma ou outra rara vez, as suspeitas se revelem infundadas.


Bem lixado estará o comentador televisivo que teve a honestidade de dizer, em directo e sem possibilidade de ser censurado, o que toda a gente normal pensa mas que não diz por receio das consequências. Vindas não dos visados que, na maioria das circunstâncias, até são os primeiros a reconhecer a veracidade das declarações. O medo que todos sentem é da polícia dos costumes, das milícias do politicamente correcto e dos terroristas que nos querem impor o pensamento único e estandardizado.


Mas, há que reconhecer, o homem foi parvo. Bastava-lhe ter dito que o quartel tinha sido invadido por alentejanos, avessos ao trabalho, que acordaram mal-dispostos após a longa e habitual sesta. Evitava uma série de chatices e teria sido uma risota.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

E o vento, camaradas?! Esqueceram-se do vento!

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Sejamos claros. A popularidade do governo deve-se, quase em exclusivo, a três grupos sociais. Funcionários públicos, reformados e pessoal da restauração. A uns restituiu os cortes, aumentou reformas nalguns cêntimos a outros e aos últimos deu mais dinheiro por via da baixa do iva. Obviamente que ficaram todos contentinhos. Mas não ficariam, se soubessem fazer contas. Nomeadamente a quanto dessa reversão, de vencimentos e pensões, perderam com os impostos entretanto agravados. Mas reconheça-se a manha dos geringonços em jogar com a iliteracia financeira da generalidade dos portugueses. Enquanto assim for, por mais que nos esmifrem, tudo lhes será perdoado.


Hoje, depois de semana passada anunciarem o truque do euro milhões, inventaram outro esquema manhoso para nos roubarem mais dinheiro. O dinheiro que precisam para, satisfazendo as clientelas, se aguentarem no poder. Vamos passar a pagar o sol que nos entra casa dentro e as vistas que alcançamos das nossas janelas. Desta nem o governo mais ultra-liberal, que mais roubou os portugueses em toda a história do país, se lembrou. Sim, porque caso semelhante ideia tivesse ocorrido ao Parvus Coelho nem todo o stock de tampões auriculares nos protegeria das esganiçadas, dos Galambas, dos Jerónimos e de outros políticos preocupados com o ataque aos rendimentos e o bem-estar dos portugueses levado a cabo pela troika, o pacto de agressão e as outras balelas a que nos habituámos.


Face à tragédia orçamental que se avizinha tenho até medo de imaginar o que se segue. Que mais irá esta gente inventar? Um imposto sobre os pockemons capturados pela rapaziada que se entretém nessas caçadas esquisitas? A cobrança de uma taxa aos peões para manutenção da calçada dos passeios? Um imposto de circulação sobre bicicletas, skates e trotinetas? A sorte é que já acabou a austeridade...Olha se não tem acabado!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Touros, touradas e tradições

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Os amiguinhos dos animais costumam rejubilar de cada vez que, numa tourada, um touro mata um toureiro. Pois não deviam. É que segundo a tradição vigente em Espanha, onde estes acidentes ocorrem com alguma frequência, o touro é abatido. Se-lo-ia sempre, é certo. Mas, quando estes casos acontecem, a punição é extensível a toda a sua descendência e igual destino têm os progenitores se ainda forem vivos. Uma carnificina. Uma matança generalizada que mais não é do que uma pretensa justiça poética.


Por isso, da próxima vez que um toureiro seja perfurado por uma cornada e vá desta para melhor, convirá refrear os festejos. Ou, então, protestar contra as tradições dos nossos vizinhos. É que, por essa altura, podem estar a caminho do matadouro umas dezenas de bois. Inocentes, todos. Que isto o multiculturalismo é uma coisa muito linda mas apenas serve para justificar as motivações dos que aborrecem pessoas. Se envolver animais, aí, já é uma barbaridade.

domingo, 31 de julho de 2016

Se não gostam, vão-se embora!

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Parece que numa cidade alemã uns quantos cidadãos de origem serracena foram expulsos e proibidos de voltar a utilizar a piscina lá terra. Estavam, segundo a autoridade local, a incomodar os restantes utentes. Nomeadamente, conforme os relatos que os órgãos de comunicação social nacionais não fazem, a reclamar de no local estarem mulheres completamente desnudadas. O que, no caso, não admira por se tratar de uma piscina para nudistas. Uma espécie de crime, para aquela gente cujo mulherio anda tapado desde os cascos até aos cornos.


Incomodar os outros parece constituir o desígnio das minorias. Nomeadamente daquelas minorias que, por um ou outro motivo, não se querem integrar na sociedade, mas que vivem à conta dos que hostilizam. Esta é uma história que se repete nas mais variadas paragens. Por este, ou por outros motivos igualmente fúteis. Daí que expulsá-los dos locais onde fazem tropelias faça todo o sentido. Não perceber isso pode, até, ser legitimo. Não deixa é de ser parvo.

sábado, 30 de julho de 2016

Querem fazer de nós jogadores compulsivos

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Devo ser apenas eu a desconfiar que a geringonça tem qualquer coisa a ver com as anunciadas alterações ao euro milhões. Pelo menos na parte que envolve a criação de um novo jogo, de participação obrigatória para quem apostar no euro milhões. Haverá, digo eu, a expectativa de criar mais receita fiscal. O que não se afigura como uma má ideia. Obrigar-me a pagar mais cinquenta cêntimos por aposta - coisa pouca, apenas um aumento de 25% - para jogar num sorteio onde nem estou interessado em participar, é que já me parece um abuso.


Quero acreditar que até ao final de Setembro, data em que esta parvoíce terá inicio, as mudanças ainda sejam revertidas. Em nome da cobrança de impostos não pode valer tudo. Nem obrigarem-me a apostar onde não quero. E ainda diziam coisas da "factura da sorte"...aí, se não quisesse participar no sorteio, era só assinalar o campo correspondente a essa opção e as minhas facturas não iam a jogo. Fico a aguardar que os resmungões dos "Audis" se manifestem...

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Um terrorista bom é um terrorista morto

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Dos mais recentes atentados, ataques, acessos de loucura actos tresloucados ou lá o que lhes queiram chamar cometidos por muçulmanos – sejam ou não do tal Daesh, é coisa que importa pouco – há um aspecto que ainda não vi devidamente valorizado na actuação da policia. E que, muito justamente, o deve ser. O abate sistemático dos criminosos. Tem sido essa - e muito bem – a prática das forças policiais em relação aqueles que não fazem o favor de falecer por iniciativa própria. Pode, até, nem outra hipótese ter restado às autoridades. Não faço ideia se teria ou não existido, em alguma circunstância, a possibilidade de os capturar com vida. Se existiu ainda bem que não a usaram.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Benficofobia

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Concordo que é preciso combater a homofobia. E a xenofobia. Bem como, muito importante, a islamofobia. Não esquecendo a Benficofobia que, assim de repente, é a que mais me preocupa. Podia mencionar mais umas quantas fobias que, admito, merecem ser combatidas. Mas não me apetece. Concordo eu e concorda toda agente. Só não sei é que espécie de combate se deve travar. Nem que armas usar. Centremo-nos, só a titulo de exemplo, na Benficofobia. Fazemos o quê? Matamos o Bruno?! É capaz de ser demasiado radical. Ou dizemos-lhe simplesmente: “Oh senhor Bruno, o senhor é manifestamente deselegante com os benfiquistas. Estas tiradas revelam uma personalidade perturbada e com uma preocupante intolerância ao outro. Ao benfiquista.” Se calhar não resulta. E aquilo do outro parvo na TV da agremiação lagarta?! Rebentamos-lhes com a pocilga de onde fazem a emissão, assim tipo PREC no Verão quente de 1975? É melhor não. Provavelmente a opção mais ajuizada é não lhes ligar. É deixá-los falar. Deve ser o que os especialistas em fobias, desses que pululam na comunicação social, recomendariam nisto da Benficofobia. Então, se mal pergunto, por que raio não aplicam esse principio às outras?!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Vão caçar pokémon's, mas é!

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Mai nada, pá! Não há cá bairros para fascistas nem queremos fascistas no bairro! É assim mesmo, pequenitos. Mostrem-lhes os dentes. De leite, ainda, ou dos outros se já os tiverem. Antes que apodreçam. Ou que caiam por outro motivo qualquer que, assim de repente, até me parece relativamente fácil de adivinhar.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Se aqui está assim imagina em Beja!

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Estão a ver aquela graçola de oportunidade acerca do calor em que o alentejano desabafa para o amigo, “se aqui está assim imagina em Beja”? Não?! Não interessa. Esqueçam. Aqui está mais calor. Isto foi ontem. À sombra, aí pela cinco da tarde. Hoje foi igual e amanhã também vai ser assim. Por isso não se queixem do calor. Ou, se tiverem mesmo de se queixar, podem sempre dizer: Se aqui está assim imaginem em Estremoz!


 

E o Valentim, coitado, é que tinha a fama de comprar votos...

Não me surpreende que uma recente sondagem atribua quase cinquenta por cento das intenções de voto ao PS e BE. Tudo o que é esturrar dinheiro cativa o eleitorado. É aquela história do quem mais me dá mais meu amigo é. E a coisa promete piorar. Ou melhorar, dependendo do ponto de vista, para o lado daqueles partidos. Basta seguir esta linha de actuação. Aplicar no plano interno, por exemplo, aquilo que se propõem fazer relativamente aos salários em atraso dos trabalhadores das empresas portuguesas a operar em Angola. Isso e outras ideias distributivas do dinheiro que não existe. Vai ser um fartote. A continuar assim, o próximo resultado eleitoral da geringonça – mesmo só a dois - fará corar de vergonha o gajo lá da Coreia do Norte.

domingo, 24 de julho de 2016

Restauração: Baixou a taxa, abriu-se a gaveta.

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A restauração será, muito provavelmente, o sector que mais foge ao fisco. Essa fuga foi, de certa forma, combatida pelo anterior governo ao proporcionar a hipótese de abater no IRS parte do IVA suportado pelos contribuintes neste tipo de serviço. Hoje quase tudo voltou ao que era antes. Ao normal, digamos assim. Como a maior parte dos que pediam factura deixaram de o fazer – o desconto em sede de IRS é tão ridículo que não vale o esforço de, sequer, dizer ou mostrar o NIF – há cada vez mais cafés, restaurantes, pastelarias e afins a trabalhar de “gaveta aberta”. Sem, portanto, efectuar o registo das vendas. A consequência óbvia será um decréscimo gigantesco na receita fiscal. Bastante maior, quase de certeza, do que a já esperada por força da redução da taxa. Muito se terá de esforçar o deputado Galamba para nos demonstrar que, tal como o governo previra, o consumo aumentou, o emprego subiu e que não será por causa disto que se terá de fazer mais um assalto à carteira dos portugueses. Basta não aumentar o vencimento aos funcionários públicos e a coisa resolve-se.

sábado, 23 de julho de 2016

Tiro ao lado. Mais um.

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Uma maçada aquilo de ontem em Munique. Afinal, contra todas as expectativas, o gajo que desatou aos tiros não era um perigoso extremista de direita. Nem gritou abracadabra. Nem vivó Benfica. Ter-se-á limitado a garantir que era alemão num tom ligeiramente mais alto. Coisa que, para a comunicação social e esquerdume em particular, chegou para, durante umas horas, manter a esperança que o rapazola fosse um temível fascizoide. Mas não. A realidade insiste em sobrepor-se à vontade da linha de pensamento único vigente no discurso público. Um aborrecimento que o mundo não se comporte como esta malta tão ardentemente deseja.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A sério?! Mas isso não era no tempo do outro governo?!

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Não percebo. A sério. Mas, de certeza, deve ser problema meu. A explicação será, garantidamente, muito simples. Quando candidato, António Costa elogiou-se em inúmeras ocasiões por ter reduzido a divida da Câmara de Lisboa enquanto, acusava, o governo da altura teria aumentado a divida pública nacional. Esquecia-se de acrescentar – e também ninguém o questionava – que a divida lisboeta foi paga com o dinheiro transferido pelo Estado, na sequência de um acordo sobre os terrenos do aeroporto e que a divida do país teria forçosamente de crescer, quer pelo empréstimo da troika, quer pela inclusão no perímetro orçamental da divida das empresas públicas.


Os dados agora divulgados vêm, mais uma vez, confirmar António Costa como especialista em dividas. Nomeadamente na parte das fazer crescer. Foi assim no governo que integrou com Sócrates, teria sido assim na Câmara de Lisboa não fosse o tal acordo manhoso e é agora, tal como se esperava, enquanto chefe do governo. A realidade é uma chatice. Mesmo para os apaniguados da geringonça. Coitados. Até dá pena o esforço que fazem para, todos os dias, arranjarem argumentos a defender o seu querido líder. É a vida. Já estamos habituados.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Comissões manhosas não interessam a ninguém!

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A geringonça tem rejeitado todas as propostas de constituição de uma comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Eles lá sabem porquê. Deve ser uma coisa de somenos, aquilo. Importante, mas mesmo verdadeiramente importante para os portugueses – determinante, diria - é a história da guerra no Iraque. Isso sim. Eu falo por mim, que nem durmo, de tão atormentado que ando desde então, por não saber qual foi o papel do Barroso, do Sampaio, do Portas e de outros figurões no despoletar dessa guerra. Ainda bem que os geringonços vão chamar essa malta toda ao parlamento para que eles nos esclareçam. Caixa Geral de Depósitos? Quero lá saber! Ainda se fosse um banco privado, ou assim… Contem-me lá disso do Iraque, mas é.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Negócio da caridade. Ah! Não, espera, neste caso deve ser solidariedade.

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O capitalismo é lixado. Tudo serve para fazer negócio. Todos fazem negócios. Até os que, publicamente, nos querem convencer da sua pouca simpatia por esta forma de organização da sociedade, como são, na sua maioria, as ONG’s. Particularmente aquelas que se dizem existir para auxiliar a imigração. Neste caso são muitos euros que estão em causa. Mesmo que não cheguem para acudir a todos os que nos invadem, dão para muita coisa. E se estas organizações forem apoiadas “à cabeça”, então não admira que queiram que venham cada vez mais...

Devo ser uma espécie de manipulador, eu...

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Ainda a propósito do post de ontem e daquela cena do registo do Placard. O departamento de jogos da Santa Casa foi rápido a responder. Mas, como esperava, fiquei na mesma. A minha intuição é como o Cavaco. Nunca se engana e raramente tem dúvidas. Embora, neste caso, tenha tido dúvidas. Mas, como sempre, não se enganou. Ao contrário da senhora da loja. Que, se não foi pela idade – a minha – deve ter visto em mim um potencial manipulador da verdade desportiva, capaz de por em causa a segurança e a integridade do jogo.

terça-feira, 19 de julho de 2016

A agente zelosa. Ou outra coisa qualquer, sei lá!

Por algum motivo que não vislumbro, o Placard é o único jogo da Santa Casa onde o apostador tem facultar o seu número fiscal de contribuinte para poder jogar. Terá, se calhar, alguma coisa a ver com o IRS. Ou não. Nem desconfio. Para facilitar, a mesma Santa Casa arranjou um talão onde consta o dito número, que é lido pela máquina quando do registo da aposta, evitando assim mais maçadas ao apostador.


Ora isso não chegou à agente onde, um dia da semana passada, registei as minhas apostas. Já com o boletim com o meu palpite – certeiro mais uma vez, diga-se – na mão, juntamente com o referido talão, pediu-me o cartão de contribuinte. Perante a minha estupefação justificou que era “para conferir o NIF”. Fiquei, confesso, sem palavras. A única coisa que, no momento, me ocorreu foi que a senhora estaria a duvidar se eu já teria dezoito anos. A idade legal para jogar e que, relativamente a este jogo, tanta polémica tem motivado. Meio aparvalhado lá lhe dei o cartão do cidadão mas, ainda hoje, não encontro explicação para tão inusitado comportamento. Caso não o tivesse comigo será que não me aceitava o “boleto”?! Vou perguntar ao Santana. Ele, de certeza, há-de saber.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Multiculturalistas vs pategos

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Após as suplicas de uns quantos habitantes de Londres, o autarca-mor lá do sitio resolveu fazer a vontade aos seus eleitores e proibir a publicidade com moçoilas desnudadas e corpinhos de fazer inveja a mastodontes a atirar para o intelectual. Sábia decisão, essa. Ainda mais por se tratar de uma capital europeia, multicultural, cosmopolita e povoada por jovens evoluídos provenientes de todo o planeta.


Também numa cidadezinha qualquer, lá para os confins dos Estados Unidos, um grupo de saloios puritanos se mostra desagradado com umas esculturas femininas, de peito XXL, e quer a coisa removida da vista dos transeuntes. Uma provocação, dizem eles, ás gajas de mamas pequenas.


Se calhar sou apenas eu que não vislumbro diferenças entre os pategos dos states e os multiculturalistas de Londres. Mas isso sou eu, que os tenho a ambos em péssima conta e desconfio que por detrás de decisões desta natureza estará um amigo imaginário dos respectivos alcaides...

domingo, 17 de julho de 2016

Cãopetente

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Hoje estou do lado dos amiguinhos dos animais. Algum dia teria de acontecer. Isto a propósito do individuo que foi morto por um cão que guardava a propriedade onde o homem teria ido, alegadamente, apropriar-se indevidamente de algo que não lhe pertencia.


É, não apenas mas principalmente, para isto – guardar - que estes animais servem. Sempre assim foi. O cão guarda o monte. Defende-o dos intrusos. É a lei da vida. O que não é normal – nem, muito menos, natural – são cães em zonas residenciais, encerrados em apartamentos, a ladrar e a incomodar os vizinhos. Nomeadamente durante a noite perturbando o sono a quem quer ou precisa de descansar.


Um dos primeiros trabalhos que me foi atribuído tratava-se do licenciamento de canideos. Que, há época, se dividiam essencialmente em duas categorias. De guarda e de caça. Nenhum deles podia estar alojado em espaço urbano. Aí eram considerados animais de companhia ou de luxo e pagavam uma taxa exorbitante. Várias vezes superior aos primeiros. Talvez por isso, porque as pessoas tinham mais juízo e respeito umas pelas outras ou não tinham dinheiro para extravagâncias esses cães eram uma raridade. Hoje constituem a esmagadora maioria e nem sei se algum está devidamente licenciado. Coisas de uma sociedade evoluída.

sábado, 16 de julho de 2016

Férias

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Desde o sábado passado que todas as actualizações do "Kruzes", inclusivé esta, foram previamente agendados e/ou publicadas a partir do telemóvel. Com as nefastas consequências daí resultantes. Nomeadamente, quanto ás últimas, no que diz respeito a formatação do texto, erros e o resto que apenas daqui a umas horas irei constatar.


É que eu fui de férias mas o Kruzes não é trabalho. No dia que o for, acaba. 


 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Deixem lá de montar os animais, pá!

 


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Isto não pode ficar apenas pelas carroças. Nem por outras tonterias menores. Há que ir ao cerne da questão. Esteja isso do cerne onde estiver e por mais dificil que se revele lá chegar. Verdade que temos andado lá perto. Do cerne. Nomeadamente quando deixámos de trautear aquelas músicas violentas como o "atirei o pau ao gato" ou "a pulga maldita". Mas é, manifestamente, pouco. Deviamos proibir, entre outras coisas, aqueles brinquedos insufláveis a imitar golfinhos, tartarugas ou crocodilos que as crianças cavalgam furiosamente nas praias e piscinas. Isso é que era. Ficavam a saber desde pequeninos que os animais não são para montar. Como alternativa podiam usar-se bonecas. Ou bonecos, vá. Daqueles que coiso, portanto. Que é para a criançada começar desde cedo a perceber para que tipo de animais é que pode - e deve - saltar para cima.


 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Os filhos da malta

Que o Estado se substitua aos progenitores que não querem pagar a pensão de alimentos aos respectivos rebentos, assim como assim, não é das piores maneiras de gastar o dinheiro dos restantes cidadãos. Há outras mais condenáveis. Não recuperar coersivamente, junto dos papás e mamãs incumpridores, os valores dispendidos pelos contribuintes ė que já me parece uma negligência grave. E, ao que diz um alto responsável por esta área, nunca foi, sequer, tentado. Parece que são só trinta milhões por ano. Depois, segundo alguns nababos, o tratado orçamental, a União Europeia e o gajo da cadeira de rodas é que têm a culpa. Nós, claro, somos uns génios.


 


 


 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

O toureiro fez assim tanta viúva?!

A morte de um toureiro, colhido em plena lide, deixou em extase os fundamentalistas da igualdade entre pessoas e bichos. Os comentários exultando com a morte do homem são mais que muitissimos e a estupidez evidenciada nos mesmos atinge niveis para lá de demenciais. Não percebo nada de touradas. Não gosto e acho que a sua existência não faz do mundo um lugar melhor. Desconheço, por não ligar nada a essas coisas, se o falecido era ou não uma figura de relevo no meio. Assim uma espécie de Cristiano Ronaldo da tauromaquia. Ė que, a julgar pela revolta dos familiares das vitimas, deve ter feito uma verdadeira chacina entre o gado taurino.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Eu acreditei!

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Acreditei na selecção desde o inicio do Europeu. E confiei neles até ao fim. Que é como quem diz, até ao último minuto do tempo regulamentar. Uma aposta acertada. Ė que, como em tudo na vida, emoções e dinheiro não se devem misturar.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Uns modernaços, estes comunas.

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Até nas medidas que toma a geringonça revela o quanto é modernaça. Têm todas vários pais. Até o PCP entra no espírito da coisa apesar de não alinhar em paneleirices. Neste caso congratula-se com a co-paternidade de um conjunto de iniciativas que, excepto os feriados que não aquecem nem arrefecem, aumentam a despesa e diminuem a receita. Já agora - por seriedade ou, vá, apenas por distracção – podiam ter dito quem são os filhos da puta que vão pagar a conta.

domingo, 10 de julho de 2016

Obrai, obrai...

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Ná, não acredito nisso das sanções contra Portugal. Até porque, a existirem, elas constituiriam antes uma espécie de prémio. O melhor que nos podia acontecer era a torneira dos fundos comunitário fechar-se. De preferência em definitivo. Mas não. Tal não é possível. Seria o fim de muitas comissões. Daquelas que servem para melhorar a vida dos portugueses. Pelo menos de alguns. Assim, de repente, lembro-me de várias. As comissões de estudo, de acompanhamento, de execução, de análise, de avaliação…


Contudo – não vá o diabo tecê-las, ou a comissão europeia que é quase a mesma coisa – o Costa tratou já de anunciar uma majoração de dez por cento a quem realizar obra já este ano à pala dos financiamentos comunitários. É obrar gente, é obrar, que para depois limpar a merda cá estaremos nós. Outra vez.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Eh pá...ao menos tomem os remédios!

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Correr, voluntariamente, rua fora à frente – ou pelo menos fazer por manter a dianteira – de um touro, parece uma coisa do mais idiota que há. Digamos que, assim de repente, para além da ideia de tomar um banho de água fria logo pela manhã, nada me ocorre de mais parvo.


Mas isto era só até ler os comentários dos intelectuais do Facebook a propósito das imagens, que tem sido divulgadas naquela rede social, das largadas de touros de San Fermin. Os amiguinhos dos animais fazem questão de destilar o seu ódio aos seres humanos e de dar largas a toda a sua estupidez. Um chorrilho de bacoradas que quase parece um concurso para ver qual o mais anormal. E pensar que esta gente respira, vota e anda à solta por aí...

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O multiculturalismo é uma cena bué da fixe...

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- Imagem gamada de um site qualquer -   


 


Uma adoradora de refugiados terá confessado que mentiu, deliberadamente, à policia alemã acerca da nacionalidade de três criminosos que a terão violado quando trabalhava num centro de acolhimento. Preferiu dizer que eram alemães para, alega a criatura, não incitar o racismo.


Não será caso único, ao que parece. Mas nem é coisa que importe. Os indivíduos que vêm daqueles países esquisitos podem fazer o que quiserem por cá. É para se sentirem mais integrados. Criminosos são os que não gostam deles. Uns quantos parvos que não exultam por ver as suas nações invadidas por hordas de bárbaros e que não nutrem especial admiração pelas pessoas simpáticas e bondosas que insistem em impor o seu modo de vida na casa daqueles que os acolhem.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Tanta casa sem gente... e tanta gente sem as conseguir vender!

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A esquerda gosta de impostos. Principalmente daqueles que ela entende incidirem sobre os mais ricos. E isso de ser rico é, para a esquerda, um conceito muito abrangente. Basta ter qualquer coisa de seu, mesmo que daí não se obtenha rendimento, para merecer o rotulo de ricaço e merecedor de ser severamente punido por causa disso.


É o caso, já abordado noutros posts, do Imposto municipal sobre imóveis. A geringonça vai providenciar que as câmara o possam aumentar se os prédios estiverem devolutos. Ora tal medida, por mais aplausos que possa receber da ala esquerdista da nossa sociedade, constitui apenas mais um roubo. O país não é Lisboa, o Porto ou, vá, a faixa costeira que vai de Setúbal a Viana do Castelo. Existe outro país para além desse. Onde muitas casas estão fechadas por não haver gente para as ocupar e onde, se esta intenção for para diante, a solução terá de passar pela demolição massiva dos edifícios desocupados e sem perspetivas realistas de poderem, um dia ainda que longínquo, voltarem a ser ocupados de novo. Já estou a imaginar o quão bonitas ficarão as nossas vilas e cidades do interior...


Este é um problema transversal a toda a sociedade e todos, mesmo os que agora aplaudem a ideia, um dias destes vão perceber a estupidez da medida. Basta que comecem a herdar as casas dos pais, dos avós, dos sogros ou da tia rica da província.