domingo, 23 de junho de 2024

Esquemas manhosos

Screenshot_2024-06-22-19-22-33-900_com.facebook.or


Sempre ouvi o meu pai dizer que quem guarda o que não presta encontra o que precisa. Não sigo muito essa máxima pelo que, em consequência disso, já me aconteceu em variadas circunstâncias deitar fora um objecto e daí por uns tempos ter de comprar algo igual ou semelhante para resolver uma situação em que a peça jogada no lixo teria servido na perfeição. Apesar disso – e porque é impossível guardar tudo - estou a tentar livrar-me de muita coisa, tentando a sua venda através do Marketplace.


Este post, contudo, não tem a ver com a utilidade presente ou vindoura da tralha que vamos acumulando. Tem, antes, a ver com os burlões que enxamerdeiam – mesmo não existindo parece-me uma palavra adequada – as redes sociais. São, na maior parte dos casos, estrangeiros com perfis falsos que a cada anúncio publicado me invadem o Messenger com propostas quase irrecusáveis de aquisição do item. Inclusivamente oferecendo um valor superior ao pedido. Por norma ignoro, mas já mantive com gente desta diálogos de elevada comicidade. Não foi o caso deste último que, vá lá perceber-se porquê, não aceitou a minha generosa contra-proposta.


Se eu dissesse que concordava com a oferta a criatura iria pedir os dados que, na resposta, lhe pedi. Já, noutras tentativas de burla, tentei enrolar a conversa no sentido de perceber o que fariam com os elementos que eventualmente lhe forneceria. Não obtive sucesso, mas dado que não me pediram dinheiro – ou pelo menos não chegámos a essa fase – continuo sem saber como se consuma o crime. Para além da rudimentar recolha de dados pessoais e eventual utilização em trafico ou “clonagem” de identidades, alguém tem ideia de como funciona este esquema?

terça-feira, 18 de junho de 2024

Café chei(r)o.

IMG_20160418_103123.jpg


Ainda sou do tempo em que pedíamos um café, uma bica, um cimbalino ou lá o que lhe quiséssemos chamar e traziam-nos uma chávena cheia da saborosa bebida. Quem não apreciava a “baldada” e preferia uma quantidade mais pequena de café pedia uma italiana. Fácil, eficiente e toda a gente se entendia. Agora não. Para conseguir beber um café normal tenho sempre de realçar que quero “cheio” e mesmo assim vem, digamos, ali a três quartos. Se nada disser trazem-me uma chávena com uma gotícula no fundo que faz menos volume do que as moedas – se colocadas na horizontal - necessárias para a pagar. Deve ser uma modernice qualquer. Uma mania pretensamente gourmet, ou assim. Ou para poupar na luz e na água, ou isso. É que no café já eles poupam muito com as misturas que fazem. Alegadamente, claro. 


Por estas e por outras prefiro cada vez mais beberricar o meu cafezinho em casa. Além de mais barato e de saber que ponho os beiços numa chávena limpa, não tenho de pagar quase um euro – ou mais, dependendo da espelunca – por uma quantidade de liquido preto de qualidade duvidosa que cabe numa carica virada ao contrário.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Barracadas

Nas últimas semanas não tenho tido tempo nem para me coçar. O que é uma chatice. Por causa da comichão, nomeadamente. Coisas de porco capitalista, esta falta de vagar. Não estou por isso a par dos grandes temas noticiosos. Se é que os há, mas calculo que sim. Limito-me, assim de fugida, a ler as capas dos jornais. O que, convenhamos, me transmite uma ideia do país e do mundo que, receio, esteja muito longe da realidade.


Leio, por exemplo, na capa do Jornal de Noticias de Domingo que os imigrantes estão a encher o país de bebés. A ser verdade muita coisa mudou nestes dias. Quando eu ainda era um gajo informado os imigrantes enchiam algumas cidades de tendas. Mas, se calhar, isto está tudo ligado. E muitíssimo bem pensado, também. Eu é que não percebi para que é que eles queriam as tendas...

sábado, 15 de junho de 2024

Eleições europeias

Podem fazer o quiserem. Até ir buscar o pessoal a casa ou permitir o voto pelo telefone. Dá igual. O pessoal não quer saber. A Europa é uma realidade distante com que apenas alguns – nomeadamente autarcas e empreiteiros – se importam. Nem, sequer, os políticos à séria evidenciam especial empenho pelo tema. Basta atentar nos candidatos que os partidos escolhem para as listas. Desde rapazolas especializados em mandar bitaites a gajas que acham que ainda estão no secundário a concorrer para delegadas de turma. Ou, então, ex-lideres que as actuais estruturas directivas dos partidos querem mandar para bem longe, onde nunca mais vamos ouvir falar deles.


Os resultados foram os que se esperavam. Incluindo o do Chega e o da Iniciativa Liberal. O primeiro porque o candidato – lá está – tinha tanto jeito para aquilo quanto eu e, também, porque o balão já encheu o que tinha a encher. Já os liberais ganharam por nestas eleições não existir aquela coisa do voto útil. Nas próximas voltam ao normal.


Os festejos é que me pareceram demasiado exagerados. Nomeadamente por parte da CDU e do BE. Festejaram o quê, ao certo? Terem perdido apenas metade dos deputados que tinham anteriormente? Parece-me tão estúpido como se os benfiquistas fossem para o Marquês festejar o segundo lugar no campeonato por, apesar, disso, conseguirem o acesso à liga dos campeões e respectivos milhões.

domingo, 9 de junho de 2024

Figuras tristes

IMG_20240519_105755.jpg


IMG_20240519_110259.jpg


 


O que levará um idiota qualquer a escrevinhar por todo o lado? A estupidez inata de que foi generosamente dotado à nascença ou que foi sendo adquirida ao longo dos anos – possivelmente ainda poucos – e que não terá sido contrariada por uma educação adequada transmitida pelos progenitores, certamente. Outra coisa não estou a ver que possa ser. Aquilo dá despesa, trabalho e ocupa tempo que podia ser ocupado a fazer outras cenas mais interessantes. Mesmo para um jovem. E alternativas não faltam. A maior parte muito mais apelativas e que não envolvem fazer figuras tristes.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Em politica o que parece é...

IMG_20240606_181328.jpg


Do mais desinteressante que há, estas eleições para o parlamento europeu. Uns malucos acham que os direitos das mulheres estão em perigo – quais direitos e de que mulheres, convinha esclarecer – outros doidos varridos apostam em teorias da conspiração que vão para além da indigência mental e os alucinados do costume continuam a alucinar como sempre. A sorte é que, relativamente aos últimos, será quase de certeza a última eleição em que ainda fazem parte da primeira liga. Para a próxima já estarão na liga dos últimos. Ou dos pequeninos.


Com mais interesse está a política nacional. Não se sabe muito bem quem governa, constituem-se as coligações mais improváveis e atira-se dinheiro para cima dos problemas como se o guito estivesse a nascer das árvores. Daí que não me pareça mera coincidência o conteúdo da minha caixa do correio. É, antes, sintomático. O PS e o Chega, para além de partilharem os mesmos objectivos politicos, partilham igualmente o mesmo distribuidor de propaganda. Diria até, aproveitando a publicidade da óptica que vinha junta, que aqueles dois partidos são o reflexo um do outro e têm ambos o mesmo foco.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Eles comem tudo...eles comem tudo!

Diz que os portugueses nunca tiveram tanto dinheiro em depósitos a prazo como agora. Apesar dessa coisa da crise, ou lá o que é. Serão, ao todo, 183.2 mil milhões de euros. É muita massa. No entanto, para quem usa esse mecanismo de poupança, o ganho não é significativo. Assim numas contas rápidas e básicas digamos que a remuneração média será de 2.5% ao ano. O que se traduzirá em 4.58 mil milhões em juros pagos pelos bancos aos depositantes dos quais o Estado vai sacar 1.29 mil milhões de euros. Um terço, quase. Ora atendendo a que, depois do saque fiscal, a taxa de juro líquida cifra-se em 1.8% e a inflação anda pelos 3.5% está-se mesmo a ver quem é que ganha com este negócio. A banca e o Estado, que nem um nem outro estão cá para perderem. Ou, como dizia a minha avó, junta-se a fome com a vontade de comer. E, estes dois, comem que se fartam. Mas, como quem o alimenta não reclama, deve estar tudo bem. Desconfio, até, que para os invejosos do costume se calhar ainda podiam taxar mais, que isto há desgraçados para tudo.


Vá lá. Consegui escrever este texto sem usar a palavra roubo, que é a primeira que me ocorre quando penso no IRS, mas não quero ofender os profissionais do gamanço que, perante tal apropriação do dinheiro alheio, não passam de reles amadores na arte se surripiar o graveto ao próximo.

terça-feira, 4 de junho de 2024

Usem a faixa da esquerda, porra! (III)

Também fora das cidades, ainda que no perímetro urbano, se multiplicam as vias com quatro faixas. Duas em cada sentido. O que, como é óbvio, não tem mal nenhum. Construtora que faz duas, faz quatro. Até porque o terreno já ali está e nunca se sabe o trânsito, ou os condutores, que o futuro nos traz. Os do presente não querem saber disso. Um deles seguiu-me numa dessas vias, sem ultrapassar, pelo menos umas boas centenas de metros. Quando, já exasperado com a minha lentidão, resolveu finalmente dar uso à faixa da esquerda – completamente disponível e sem utilizadores em todo o espaço livre e visível – buzinou furiosamente no momento da ultrapassagem. E é aqui que não me contenho. Já irritado com os outros, que uns minutos antes dentro da cidade me tinham “perseguido”, colei a buzina e, de janela aberta, vociferei mais insultos do que o capitão Haddock num livro inteiro do Tintim. Acho que o tipo, a julgar pelo sinal dos travões, ainda pensou em parar à minha frente. Lamentavelmente não o fez. Podia-me ter ajudado com o maldito GPS ou explicar-me como chegar ao destino. Eu, em contrapartida, ensinava-lhe como circular numa via daquela natureza.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Usem a faixa da esquerda, porra! (II)

gkxbrdiitirw1oucvttbac0p4a2.jpg


 


Os autarcas são pessoas conhecidas por amarem os seus munícipes mais do que a si próprios. Amam-nos tanto que não querem que nos falte nada. Nem, sequer, aquelas coisas que não nos fazem falta nenhuma. Mas, justiça lhes seja feita, é graças ao seu inusitado dinamismo que vão surgindo as cenas importantes que contribuem para o desenvolvimento das nossas terras. Como, por exemplo, amplas avenidas com duas faixas rodagem em cada sentido entre-cortadas por inúmeras rotundas. O que é bom, pois faz fluir o trânsito melhorando a circulação de pessoas e bens. Ou não. Porque, como escrevi ontem, o pessoal está sensibilizado para usar apenas a faixa da direita.


Circulava eu um destes dias numa dessas terras, com um olho no GPS e outro nas rotundas à procura de uma saída que me levasse ao destino, na faixa mais à direita e a baixa velocidade, quando dou por mim a comandar um pelotão mais ou menos compacto de seis ou sete carros. Todos devidamente alinhados atrás do meu bólide. O primeiro dos quais coladinho à minha rectaguarda. Por mais que eu reduzisse a velocidade nenhuma das criaturas me ultrapassava. Isto numa recta com centenas de metros, pouquíssimo trânsito e com a faixa da esquerda completamente livre. Afinal para que andou o desgraçado do autarca a esturrar dinheiro?! Se aquilo está ali é para ser utilizado, porra. Ou é apenas vontade de pressionar o forasteiro que não conhece a urbe? Seja como for, é parvo. Mas a coisa ainda piora, como hei-de contar amanhã. Ou um dia destes.

domingo, 2 de junho de 2024

Usem a faixa da esquerda, porra!

screenshot.jpg


De nós dizem que, quando não temos um volante nas mãos, somos o povo mais simpático do mundo. Não me revejo neste estereotipo. Primeiro porque não sou simpático e, segundo, tenho uma paciência de santo para as tropelias dos demais condutores. Desde que não me aborreçam, obviamente. Também se diz que os automobilistas tugas não fazem caso nenhum de campanhas de sensibilização e que apenas ficam sensibilizados – e ainda assim por pouco tempo, porque esquecem estas coisas depressa – quando são multados. Até ontem acreditava nesta premissa. Mas não. É falsa. Estão a ver aquelas campanhas em que, quando existem duas ou mais faixas de rodagem, nos instigam a circular pela mais à direita? Os portugueses adoptaram esse comportamento e agora não querem conduzir de outra maneira. Só mudam de faixa se obrigados à base do estaladão. Que foi, diga-se, o que me deu vontade de fazer como forma de os convencer. Nomeadamente se tivesse menos vinte anos, outros tantos quilos a mais e o meu irritómetro não estivesse programado para disparar um cagagésimo acima.


(Continua amanhã – ou quando calhar – que o texto já vai longo e desconfio que pelo menos quatro dos meus três leitores não tenham paciência para uma leitura demasiado prolongada)

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Uma espécie de prostituição politica...

IMG_20240526_232205 (1).jpg


 


Estou abismado. Não devia, que já não tenho idade para isso, mas ainda há coisas que me conseguem surpreender. Então não é que o PS, aquele partido de esquerda agora conhecido por combater ferozmente a direita, se quer coligar com ela para se alcandorar ao governo da Madeira?! Perdeu as eleições – melhor dizendo, levou uma banhada – mas isso não impede os socialistas de tentarem chegar ao poder. Para o conseguir aliam-se a tudo o que tenha deputados no parlamento regional. Desde, pasme-se, os betos do CDS aos queques que guincham da IL – indignadinhos de serviço, pode-se chamar queques que guincham? – todos lhe servem para meter as mãos no pote. E, cá para mim, só não inclui o Chega na equação porque a maioria se faz aos vinte e quatro. Tudo para defender o povo, o Estado social, os valores de Abril, os direitos das mulheres e o que mais calhar.


Se nos próximos meses houver eleições para a Assembleia da República, no caso de não ganhar, a quem irá o PS propor uma coligação de governo? A qualquer um desde que faça maioria, obviamente.

domingo, 26 de maio de 2024

Catapultar a coisa

IMG_20240518_104111.jpg


 


Esta catapulta, colocada estrategicamente frente ao edifício dos Paços do Concelho, pode significar, para uma mente sempre pronta a procurar um significado alternativo e geralmente parvo a qualquer coisa ou a cada acontecimento, o inicio da batalha pelo poder na autarquia. “Batalha” do mais legitimo que há, obviamente, ao contrário de muitas outras que vamos vendo noutros locais do planeta.


Vai sendo tempo disso, diga-se. E ainda bem que assim é. Que há gente disposta a sacrificar-se pela sua terra, pelo bem comum e, principalmente, a aturar malucos com as consequentes chatices que tudo isso acarreta. Mas, lá está, alguém tem de o fazer. Aqui ou em qualquer outro lugar. O que me surpreende – ou talvez não – é que possa haver quem, pelos mais que muitos mandatos que vai cumprindo ao longo da vida, pareça querer fazer dessa entrega aos outros um emprego. Ou um negócio, quiçá. Tudo alegadamente, claro. Trezentas e oito vezes.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Dinheiro? Há que esturrá-lo!

É por demais conhecida a iliteracia financeira dos portugueses. Tanta que muitos até acreditam que recebem IRS. Daí que não exista entre nós a valorização da poupança e do investimento. Estes conceitos são até, em muitas circunstâncias, alvo da critica social. E quando se trata de usufruir do retorno desse investimento ou dessa poupança o investidor ou o aforrador é visto quase como um criminoso. Provavelmente, mais do que qualquer outro, talvez seja este o principal motivo do atraso e da pobreza do país. Até porque os dirigentes replicam na governação estes sentimentos da população.


Um bom exemplo do que escrevo foi o diálogo entre a jovem vencedora de um concurso televisivo e a apresentadora do dito programa. “E agora, o que vai fazer como o dinheiro do prémio? Uma viagem, não?”, questionava a apresentadora. “Não…”, retorquiu a premiada. “Oooohhhhhh…” interrompeu desapontada a apresentadora sem deixar a jovem ganhadora terminar a frase. “Vou investir num projecto que tenho em mente...” concluiu esta perante o manifesto desinteresse da interlocutora.


E é isto. Valorizável mesmo é esturrar. Depois a culpa da falta de guito é do capitalismo selvagem, das políticas liberais e do que mais calhar. Nossa é que não é.

quinta-feira, 23 de maio de 2024

A causa da carteira

Tenho alguma dificuldade em identificar-me com determinadas causas. A dos professores é uma delas. Ainda que seja legitimo a todos e cada um lutar pelo que entende ser melhor para si, a luta dos docentes pela reposição do tempo de serviço alegadamente perdido parece-me despropositada. Não tanto pelo direito à carreira - que esse é mais do que legitimo - mas pelo discurso. Aquilo é do mais desconchavado que há. Desde os sindicatos até aos professores que individualmente vão sendo ouvidos pela comunicação social. Eu já nem digo aquela parte de pretenderem que os reformados aproveitem do que vier a ser acordado com o governo. Parece despropositado, mas entende-se. Pretender que os que já atingiram o topo da carreira venham também a ter direito a mais qualquer coisinha é que se afigura absurdo. Suscitar a ideia diz muito sobre esta “luta”. Já estou como em certa ocasião me disse, a mim e a mais uns quantos colegas, um antigo presidente da Câmara. “Carreira... carreira...vocês querem é mais dinheiro, pá!”.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Enriquecimento cultural

IMG_20240519_105907.jpg


Certamente a maior parte dos que aqui moram já repararam que nos últimos meses a cidade tem sido “invadida” por gentes de outras paragens que trazem consigo costumes, digamos, questionáveis. Assim do tipo andar de chinelos mesmo quando chove ou está frio, passear-se ou ir ao supermercado em pijama, gamar a carteira aos mais incautos ou assediar moçoilas. Não terão, também, uma relação particularmente amistosa com a limpeza. Nem com o sitio onde mijam. Embora, concedo, se calhar alguns até aliviariam a bexiga no local apropriado se este estivesse disponível. Também acredito que só não está porque outros que sempre aqui viveram têm comportamentos igualmente estranhos que incluem destruir as coisas destinadas ao uso público. Digo eu, porque não há dados estatísticos que comprovem seja o que for do que escrevo. E se houvesse provariam o contrário. Fosse lá isso o que fosse.

terça-feira, 21 de maio de 2024

E peixeirada, pode dizer-se?

Há quem não se canse de dar palco ao Ventura. Qualquer motivo é bom. Como se não fosse isso mesmo que o homem procura de cada vez que abre a boca. A mais recente promoção que lhe estão a fazer é do mais parvo a que já assistimos e, convenhamos, das mais perigosas. É que, assim de repente, demos connosco, cinquenta anos depois de Abril, a discutir os limites da liberdade de expressão. Pior do que isso, a sugerir impor-lhe limites a pretexto de conceitos vagos e quase impossíveis de balizar com clareza. Quantos daqueles que se indignaram com as palavras do líder do Chega, acerca da alegada pouca apetência dos turcos para o trabalho, contaram ou pelo menos acharam muita graça às anedotas de alentejanos em que estes são retratados como inveterados apreciadores da ociosidade e pouco dados ao labor? O mesmo relativamente a piadas mais ou menos jocosas acerca de carecas, louras, padres, coxos, gordos, marrecos, magros, políticos, funcionários públicos e mais uma interminável lista de pessoas ou grupos. Vamos banir tudo isso do nosso discurso? Ou, relativamente a povos estrangeiros, vamos deixar de dizer que de “Espanha nem bom vento nem bom casamento” para não ofender os espanhóis?! Eh pá, vão mas é para aquele cestinho das caravelas…


Se aplicarmos o principio do “olho por olho, dente por dente” acabaremos todos cegos e desdentados. Se calarmos tudo o que não gostamos de ouvir, acabaremos todos amordaçados. Pelos vistos é isso que os defensores de Abril defendem. Não me surpreende.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

"Tou" de volta...

Voltei. A culpa desta inusitada ausência foi de uma catarata que se instalou no meu olho direito. Já foi removida, a magana. A espera foi longa – cerca de oito meses – mas, dois vales cirurgia depois, lá se resolveu a coisa. Desta vez a “oferta” incluiu uma clínica na capital do distrito como, de resto, devia sempre acontecer quando em causa estão pacientes da região.


O Serviço Nacional de Saúde não tem, nem nunca terá, capacidade para, por si só, dar resposta a tudo e a todos dentro de um prazo razoável. É impossível. Terá sempre, a menos que se pretenda que as pessoas morram ou no caso fiquem ceguetas, de contratualizar estes serviços com os privados e pagar os tais muitos milhões que andam sempre a servir a demagogia dos que, dada a sua juventude ou boa saúde, não necessitam de recorrer ao SNS. Isso e o preconceito ideológico que os leva a preferir que os outros morram à espera de vez no público do que sejam tratados no privado. Os outros, reitero, porque quando são eles ou a respectiva família a coisa fia mais fino.


Presumo que, dada a quantidade de gente a padecer da mesma maleita que foi enviada para a clínica em causa, a conta a pagar pelo SNS seja para lá de astronómica. No entanto – apesar de não ter lá ido confirmar – tenho a certeza absoluta que o serviço no hospital público continua repleto. É o que dá as pessoas viverem mais anos e a cada dia existirem mais tratamentos para mais doenças. Uma maçada, isso. Nomeadamente para os que acham que deve funcionar tudo como funcionava há quarenta e cinco anos.

domingo, 28 de abril de 2024

Agricultura da crise

IMG_20240424_184218.jpg


IMG_20240424_160250.jpg


IMG_20240424_184202.jpg


IMG_20240424_184215.jpg


IMG_20240424_184206.jpg


A agricultura da crise tem ficado nos últimos tempos para segundo plano na ordem das prioridades cá de casa. As obras de recuperação da, digamos assim, segunda habitação – apenas do interior, se não a “tragédia” ainda seria maior – têm consumido todo o tempo disponível. Para além de, durante meses, terem inviabilizado a utilização do quintal. Mesmo assim, graças à persistência da minha Maria, uma parte foi cultivada. Depois da ervilhas – que já foram – estão agora as favas a dar as últimas. Seguir-se-ão os alhos, que estão com este excelente aspecto e as cebolas também a prometerem uma boa colheita. Isto para além do básico e tradicional de qualquer quintal digno desse nome. Morangos, salsa, coentros, couves e hortelã. Há ainda uns quantos “projectos” de chuchu. Mas esses vamos ver quem é que os vai comer...

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Jornada de luta

IMG_20240424_203703.jpg


Isto dos feriados tem que se lhe diga. Só são bons para quem não tem onde cair morto, garantia um vizinho dos meus tempos de gaiato. Na altura não percebia bem o alcance do dichote, mas há muito que lhe dou razão. Hoje, entre pinturas e restauros diversos, trabalhei mais de dez horas. E não fui o único. O vizinho da frente, que tem uma “agrária” nos arredores da cidade, fez mais ou menos o mesmo horário e outro vizinho plantou batatas o dia todo. Até os pintores que andam a pintar um prédio aqui na rua trabalharam como em qualquer outro dia. Trabalham por conta própria e, feriado ou não, dia em que não pintam é dia em que não ganham.


Ontem desloquei-me a uma grande superfície especializada em toda a espécie de equipamentos eléctricos, electrónicos e afins. Não tinham em stock o item que precisava, mas a jovem funcionária afiançou-me que se optasse por comprar me seria entregue hoje em minha casa por uma transportadora. Recordei-lhe que hoje seria feriado, o que adiaria a entrega para sexta-feira e inviabilizaria a compra. Com a maior das naturalidades disse-me que não, que ficasse descansado pois de certeza o objecto estaria hoje na minha posse. E estava. Foi-me entregue ao principio da tarde. Questionei os jovens funcionários da empresa de transportes sobre o facto de estarem a trabalhar nesta data e a resposta foi a mais óbvia. Há que ganhar mais “algum”. Afinal este é, também, o espírito de Abril. Lutar por uma vida melhor. Não com balelas, mas lutar à séria.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Lamentam, mas não fazem uma vaquinha...

Diz que numa cidade não sei onde – só sei que é em Portugal – vai encerrar portas mais uma loja histórica. Histórica, bem entendido, no sentido que existe há muitos anos. Uma mercearia, ao que parece. No seu lugar irá surgir uma “ALE HOP”. Os lamentos perante esta ocorrência não tardaram. Que se perde isto, mais aquilo e ainda outra coisa qualquer que ocorra no momento ao queixoso de serviço. Terão todos muita razão. Mas, se têm tanta pena, deviam ter pensado nisso antes. Nomeadamente cada vez que optaram por fazer as compras numa grande superfície comercial em detrimento da tal mercearia. É que o dono da loja histórica não se governa com histórias e, segundo consta, como bom capitalista selvagem prefere receber a renda que o novo explorador do espaço lhe vai pagar aos prejuízos do seu próprio estabelecimento. Veja-se o topete. Isto há gente com cada pancada. Mas quem é que, no seu perfeito juízo, tomaria uma opção destas?! Eu não, que Deus me livre. Ficaria para ali, a ver passar os turistas e a vender um ramo de salsa e uns caldos knorr lá de vez em quando. Tudo em nome do património cultural, do desenvolvimento sustentado e coiso.

sábado, 20 de abril de 2024

Reformados futuros, esses é que têm cortes à séria...

Encontrei hoje no mercado cá da terra um ex-colega e amigo a quem, desde que se aposentou há mais de vinte anos, raramente ponho a vista em cima. Reformou-se em bom tempo, ele. No tempo em que a pensão era igual ao último vencimento o que, em termos líquidos significava que se passava a ganhar mais do que quando se trabalhava. Mas hoje estava preocupado. Homem de esquerda, comunista desde que o conheço, manifestou-me a sua preocupação com o governo da AD e a sua desilusão com a política e os políticos. Garante que não paga as quotas do partido há meia-dúzia de anos, não vota e apenas quer saber das dezenas de cabras que tem lá pela propriedade. Continua, no entanto, a detestar a direita e teme que a história se repita e, tal como em dois mil e treze, lhe voltem a cortar a reforma. “Cento e tal paus foi o que me roubaram na altura”, recorda visivelmente aborrecido com a possibilidade de lhe voltarem a atacar a pensão de dois mil e setecentos euros que agora aufere. Não o pude tranquilizar quanto a isso. Só manifestar a minha solidariedade. Compreendo perfeitamente o seu drama. Até porque, enquanto ele só tem a expectativa, eu tenho a certeza que a minha reforma vai mesmo ser roubada. Se amanhã me reformar roubam-me mais de seiscentos euros. Ligeiramente mais do que a ele, acho eu.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Tarifa social(ista)

Muita gente se tem admirado – e outra tanta indignado – por os consumidores de electricidade irem pagar uma taxa que servirá para financiar a tarifa social de que beneficiam os, alegadamente, mais pobres. Não sei do que estavam à espera. Obviamente que o encargo nunca seria suportado pelos fornecedores de energia. Uma cervejeira, uma empresa de tabaco ou uma pastelaria, por exemplo, também não vendem os seus produtos mais em conta aos clientes menos abastados. Por mais prioritários que sejam nas suas opções de compra. Pensar que isso é possível é coisa que apenas ocorre às mentes delirantes dos esquerdistas que inventaram essa legislação.


Causa-me pouca surpresa a admiração e a indignação suscitada por mais esta taxa. Nem, sequer, me espanto por essa indignação ser dirigida para os comercializadores e para os beneficiários da tarifa social. Ambos, há que reconhecer, com poucas culpas no assunto. Uns e outros apenas pretendem, muito legitimamente, aumentar o seu pecúlio. Os responsáveis por este assalto ao nosso bolso são os do costume. O PS e os seus aliados de Esquerda. Quem mais?!

terça-feira, 16 de abril de 2024

Os ignorantes de Abril

Não sei se ouvi bem, mas pareceu-que o realizador de um filme, recentemente estreado, sobre o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 terá confessado, numa entrevista televisiva, que desconhecia terem naquela data falecido cinco pessoas vitimas dos tiros disparados pela PIDE sobre a multidão. Terá sido por isso que, quando soube, teve a ideia de realizar um filme sobre o assunto. Provavelmente muitos das gerações mais novas também não saberão. Nem isso nem outros dramas que se sucederam nos meses seguintes. Sabem pouco mais do que a visão romanceada que lhes é transmitida pela propaganda. Alguns até acreditam que o PCP lutou pela liberdade dos portugueses, pasme-se. É, contudo, esta gente que hoje me quer dar lições acerca do significado da “Revolução de Abril”. Talvez pelo entusiasmo deste pessoal quase me deixar comovido – a ingenuidade das pessoas tem o efeito de me comover – evito o mais que posso as dissertações sobre a época revolucionária daqueles que não a viveram. Lamento, mas se não estiveram lá não sabem nada. Há coisas que não se explicam, têm de ser vividas para as perceber. E aquilo, apesar de tudo, foi bonito de viver.

domingo, 14 de abril de 2024

Já compraram a bandeira do Irão?

Calculo que com o agudizar da crise entre Israel e o Irão, a bandeira iraniana passe a incorporar as manifestações promovidas pela esquerda ou pelos promotores das causas da moda, passe o pleonasmo. Faz-me espécie a fixação desta gente por regimes ditatoriais e por países onde os direitos das mulheres e das diversas minorias, que tanto alegam defender, são absolutamente ignorados e, pior, são vitimas de todo o tipo de violência. Está para lá da minha compreensão que feministas, gente que enche a boca de valores de Abril e que passa a vida a ver fascistas em todo o lado enquanto guincha contra os perigos da extrema direita colocar em causa aquilo a que chamam “conquistas civilizacionais” ficar do lado dos palestinianos ou tomar partido pelo Irão defendendo, inclusivamente, o fim de Israel. Ou seja contra um Estado democrático, onde os direitos de todas as pessoas são respeitados e colocando-se do lado de energúmenos que se os apanhassem a jeito lhes fariam a folha. Se bem que provavelmente nem se importariam. Morreriam felizes por saberem que teriam uma morte multicultural. Mas isso é lá com eles. Gostos, por mais estranhos e incompreensíveis que sejam, não os discuto. Dispenso é a pretensa superioridade moral com que se pavoneiam.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

IRS - O outeiro pariu um escaravelho

Afinal parece que a anunciada redução do imposto sobre o rendimento vai ser uma coisinha de nada. Começam bem. Para continuarem melhor só falta darem aos professores e às força de segurança o que estes reivindicam. Ou seja, não podem reduzir o imposto à generalidade da população porque precisam do dinheiro dessas pessoas para o dar a outras. Bonito.


Imposto, para além do razoável, é roubo. E o actual nível de fiscalidade sobre o rendimento – seja do trabalho ou das poupanças – está muito para além do suportável. Há quem goste de argumentar, especialmente a metade que não paga ou paga um insignificância, que baixar o IRS coloca em causa o estado-social. Pois que coloque. Quem, depois de todos os descontos, ganha pouco mais do que o salário mínimo não deve ser sacrificado para que outros usufruam das benesses dadas pelo governo. Mas, pelos vistos, vai continuar a ser.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Para quê comprar se posso okupar?!

Captura de ecrã de 2024-04-09 22-14-28.png


O imobiliário foi um tema que sempre me interessou. Tenho mesmo a pretensão de achar que podia, se a vida tivesse levado esse caminho, ter sido um profissional do sector. Assim um pedreiro, ou isso. Gabarolice à parte, tenho até um certo jeito para a arte.


Por isso – ou apenas porque sim – subscrevo newsletser’s de diversas empresas do ramo. Numa das últimas eram apresentadas vários imóveis para venda que constituíam verdadeiras pechinchas, desmontando assim a ideia segundo a qual comprar casa é uma impossibilidade para quem tem o azar de não ser milionário. Estava, no caso, a ser comercializado um apartamento T2, com 73 m2, no centro de uma capital de distrito, pela interessante quantia de vinte cinco mil euros. Pela fotografia que promovia o imóvel – reproduzida em cima – pode ver-se que a vizinhança gosta de conviver na rua e que existe na zona uma quantidade significativa de furgões brancos. Propriedade dos moradores, certamente. Há, contudo, um pequeno senão. Uma coisinha de nada. O apartamento está ocupado ilegalmente. E, mas isso sou eu a especular, se algum dia alguém o conseguir desocupar, estará todo partido. É nesta parte que me lembro sempre da outra fulana. Aquela que recomenda que não “lhes dês descanso”, referindo-se, presumo eu, a esses patifes especuladores que fazem, com a sua ganância, com que a malta tenha problemas em arranjar uma casa barata e, por consequência, fique impossibilitada de ter uma “vida boa”. Essas palavras de ordem são aqui seguidas em todo o seu maravilhoso esplendor. Por um lado, descanso é - a julgar pelo preço que estão a pedir - o que os donos do apartamento não têm tido. Por outro, os okupas estão certamente a levar uma vida boa. Ou seja, um magnifico exemplo do que o Bloco de Esquerda pretende para o país. As melhoras a quem votou neles.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Não passarão!

Screenshot_2024-04-07-00-08-41-452_com.instagram.a


As pessoas andam a fumar merdas esquisitas, a beber zurrapas manhosas e a comer coisas estragadas. Provavelmente, a juntar a tudo isto, também devem andar a meter na água uma cena marada qualquer. Só pode. É que a maluqueira é generalizada. As pessoas vão para as redes sociais debitar alarvidades como se não houvesse amanhã, para manifestações defender causas que são manifestamente contra os seus interesses ou modo de vida e, pior do que tudo isso, aqueles que têm a responsabilidade de informar andam com esta gente ao colo. Que é como quem diz, ficam embevecidos com estes comportamentos doentios e transmitem-nos a mensagem da bondade destas tomadas de posição. Quando tinham obrigação de fazer o contrário. Não basta andar, sempre que há manifestações da extrema-direita, à procura de criaturas a fazer a saudação nazi ou de cartazes que exaltem valores que a esquerda reprova. Há que ser coerente e denunciar quem faz a apologia de regimes criminosos e, principalmente, quem apela à violência. Como, por exemplo, este manifestante. Para alguns será apenas uma violência fofinha e tolerável. Nada contra. Desde que façam essa tal revolução comunista no vosso quintal.

sábado, 6 de abril de 2024

Fascistas de Abril

 


Screenshot_2024-04-06-22-17-38-043_com.twitter.and


Está finalmente identificada a origem da crise da habitação. É o fascismo. Foi o Livre, esse partido de um homem só, que descobriu. E não se riam, que divino líder daquilo tem toda a razão. Durante o regime fascista – pronunciar “fascista” com a “boca cheia de favas” e em tom enraivecido – os senhorios estavam impedidos de aumentar as rendas para, pelo menos por aí, não provocar conflitualidade social. Mais ou menos o mesmo que sugerem agora o Livre e restante malta que enaltece os valores de Abril para resolver o problema. Ou seja, não têm a mais parva ideia de como a coisa se resolve e, vai daí, culpam o “fascismo”. Há sempre uns quantos parvos que acreditam.

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Riqueza envergonhada

Parece que nos últimos dez anos – oito dos quais governados pelo Partido Socialista, recorde-se – duplicou o número de famílias ricas. Um excelente indicador que, vá lá saber-se porquê, ninguém ligado à máquina de propaganda daquele partido veio reivindicar como uma grande conquista da governação de António Costa. E, obviamente, deviam tê-lo feito. Mas não. Ser rico parece mal. O povo não aprecia a riqueza. Nomeadamente a dos outros. Quanto muito inveja-a. Daí que este seja um indicador exibido quase como uma critica. Como se fosse um dado que representa algo de negativo. Quando não é. Pena é que não tenha sido multiplicado por dez, cem ou mil.


A propósito de milhões, diz que vamos pagar mais uns quantos na conta da luz. Para ajudar as Câmaras que, coitadas, viram o seu território atravessado por linhas de alta tensão. Não percebo o conceito. Então os potenciais prejudicados por esse atravessamento, que são os habitantes, ainda vão pagar por isso?! Ou seja, são – somos – duplamente lixados. O lado positivo da coisa é que haverá mais dinheiro para a festa. Electrizante, espera-se.

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Cenas da "oposição"...

Há gente que repara em tudo. Aqui há atrasado foram os sapatos que uma secretária de estado - que acabou por ficar conhecida por outros motivos – ostentou na cerimónia de tomada de posse, a constituírem motivo para falatório. Agora foi a caneta com que uma ministra assinou o termo de posse, na investidura do novo governo, a suscitar reparos. No primeiro caso diz que os sapatos eram caríssimos, no segundo parece que a caneta também é a atirar para o carote. Coisas pouco compatíveis com a frugalidade com que os cargos públicos devem ser desempenhados, talvez seja esse o ponto de vista motivador das criticas. Ou outra coisa qualquer igualmente merecedora de censura, pouco importa.


A mim o que me espanta é haver quem repare nessas cenas. Mas que espécie de tarado é que vai dirigir o olhar para os calcantes ou para a esferográfica com que uma gaja está a assinar um papel?! Pior, quem é o idiota que vai perder tempo a analisar detalhes como a marca ou preço das coisas que as criaturas calçam ou escrevem?! Se dissertassem sobre a generosidade de algum decote mais atrevido – se é que há disso, nessas cerimónias - ainda vá que não vá. Agora sapatos e canetas?! Vê-se mesmo que são da “oposição”…