Parece que nos últimos dez anos – oito dos quais governados pelo Partido Socialista, recorde-se – duplicou o número de famílias ricas. Um excelente indicador que, vá lá saber-se porquê, ninguém ligado à máquina de propaganda daquele partido veio reivindicar como uma grande conquista da governação de António Costa. E, obviamente, deviam tê-lo feito. Mas não. Ser rico parece mal. O povo não aprecia a riqueza. Nomeadamente a dos outros. Quanto muito inveja-a. Daí que este seja um indicador exibido quase como uma critica. Como se fosse um dado que representa algo de negativo. Quando não é. Pena é que não tenha sido multiplicado por dez, cem ou mil.
A propósito de milhões, diz que vamos pagar mais uns quantos na conta da luz. Para ajudar as Câmaras que, coitadas, viram o seu território atravessado por linhas de alta tensão. Não percebo o conceito. Então os potenciais prejudicados por esse atravessamento, que são os habitantes, ainda vão pagar por isso?! Ou seja, são – somos – duplamente lixados. O lado positivo da coisa é que haverá mais dinheiro para a festa. Electrizante, espera-se.
O número de ricos subiu à boleia de os valores usados serem os mesmos de 2009 (última actualização feita, estava previsto a nova para o final deste ano).
ResponderEliminarQue é rico ganha mais de 2700 euros mensais (incluindo mais valias). Quem é pobre ganha menos de 500 euros mensais. A classe média está entre os 501 euros e os 2700 euros (curioso é que se se retirarem as empresas, dividendos e operações de capitais, o número de ricos despenha-se para 33% do valor actual). O mesmo para a utilização da tabela de IRS, listando os valores acima de 75000 euros mensais, como sendo ricos.
Com as maiores empresas, a subirem lucros em 480% (em relação a 2019) é uma das explicações para a subida do número de ricos. Mas, o melhor da estatística é mesmo a parte de que os que pagam mais de 20% de IRS, efectivo, são 56% do valor da receita de IRS. Ora é para estes que AD, IL e Chega, andaram a promover o IRS de 15%, com milhões em, potenciais, deduções. Ora um "rico" que pague 30% de IRS, efectivo (depois das deduções aplicadas), poderá vir a pagar 1% de IRS, efectivo, pelas normas novas. Um pobre, que não paga IRS, ficará a pagar 11% a 15% de IRS, efectivo, pois não pode usar as deduções disponibilizadas, por não ter dinheiro para elas. Um simples exemplo que TODOS deviam saber mas, nem 5% dos portugueses é capaz de reconhecer.
Os seus números estão errados. Pode ser por demagogia ou ignorância, pouco me importa e nem vou perder a, pela centésima vez, explicar o que está em causa com a tal taxa dos 15%. Se quiser perceber pesquise por "IRS" aqui no kruzes.
ResponderEliminarO drama da riqueza não é produzir ricos, mas sima produzir poucos ricos, não baixar o número de pobres e ainda pulverizar a classe média.
ResponderEliminarIsto tanto pode ser culpa do governo que goverma mal ou que governa bem para poucos porque foi capturado pelas corporações.
Quando à EDP ou `REN a coisa pia mais fino é que nós até já desligamos a produção solar poruqe estamos a produzir acima do consumo e os preço da energia não caem ou se caem, na minha conta não noto nada.
Quando o tempo é de seca lá vem a lenga lenga de que temos que levar com um aumento no preço, agora comas barragens cheias e energia solar a produzir mais do que consumimos a técnica é desliga-se.
Pode ler aqui
https://expresso.pt/economia/economia_energia/2024-04-05-Com-renovaveis-em-alta-e-eletricidade-a-preco-zero-centrais-solares-tiveram-ordem-para-parar-7a334fa9
Assim ercebe-se com se produzi poucos ricos e se mantem a pobreza e isto não é só uma questão de governo mas sim de mercado.
O "mercado" - ou o capitalismo, vá - tirou muitos milhões de pessoas da pobreza.
ResponderEliminarO esmagamento da classe média deve-se ao facto de ser esta a que sustenta toda a gente, ricos e pobres.
As Autarquias vão ser beneficiadas e pergunto e os donos das terras por onde passam essas linhas?
ResponderEliminarA inveja e a definição do que é ser rico.
ResponderEliminarSorte têm eles em não pagar por ter lá os postes!!!
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