A esquerda sempre gostou de proibições. Adora proibir. Seja o que for. Não admira pois que à medida que se vão conhecendo os programas eleitorais dos partidos daquele espectro político o rol de cenas com que a esquerdalha se propõe acabar vá aumentando.
O Livre – curioso nome para um partido que gosta de proibir – inscreveu no seu programa eleitoral a proibição de abertura aos domingos das grandes superfícies comerciais porque, justificam, “a situação actual favorece os maiores espaços em relação ao comercio de bairro ou de proximidade, além de prejudicar dinâmicas familiares”. Provavelmente poucos se recordarão que, com os mesmos argumentos isto já foi posto em prática durante uns tempos. E, obviamente, não resultou. Nem para os tais comerciantes de bairro – que na altura já eram poucos e agora ainda são menos – nem para os trabalhadores do sector. Estes seriam mesmo os mais afectados. Quer pelo desemprego quer pela quebra de rendimentos. Situações que, como qualquer pessoa percebe, costumam contribuir para excelentes dinâmicas familiares. Mas disso pouco sabem os tipos do Livre. Na bolha onde habitam esses problemas não os afectam, logo não existem.
Mas sim, haverá de certo quem aprecie esta ideia. Os comerciantes das lojas dos chineses, nomeadamente.
























