segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Parcerias

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O turismo constitui um sector importantíssimo para o país. Convém, portanto, que recupere rapidamente. Será, de certeza, bom para todos. E, ao que se vê, os empresários do sector estão a apostar tudo e mais um par de botas na retoma. Ele são descontos, promoções e ofertas variadas. Tudo, está bem de ver, para conquistar mais clientes. Há até quem promova a oferta de outro parceiro aos hospedes. O que, assim de repente, não me parece mal. Nisto dos negócios as parcerias costumam contribuir para a dinamização dos mesmos. Principalmente quando satisfazem todos os parceiros.

domingo, 7 de novembro de 2021

Não há?! Não os procuram...

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Leio no semanário Sol desta semana que a pousada de Estremoz não reabre portas por escassez de mão de obra. Leio também, nos muitos comentários a esta noticia, que a culpa de não encontrarem pessoal para trabalhar terá a ver com os baixos salários praticados. Todos - não tenho motivo nenhum para pensar o contrário – terão razão. Há apenas um graozinho nesta engrenagem de causas e consequências que me está a atazanar. É que a autarquia cá da terra não teve problema nenhum em, nos últimos anos, recrutar mais de cem pessoas a ganhar o salário mínimo, nem nenhuma dessa centena de pessoas teve qualquer espécie de problema em aceitar um emprego a auferir a retribuição mínima. Das duas uma. Ou foram todos para a Câmara e agora não sobeja ninguém para trabalhar nas empresas, que é onde se produz a riqueza que permite pagar os vencimentos da função pública, ou, então, os donos daquela chafarica não estarão muito interessados em voltar à actividade. Aliás, se estivessem já teriam trazido brasileiros, asiáticos ou africanos. E só não digo europeus de leste, como faziam há vinte anos atrás, porque quase todos esses países já nos ultrapassaram em termos de riqueza.


Um dos comentários que li acerca desta noticia alguém sugeria que o município tomasse conta daquilo. Uma boa ideia, essa. Pelo menos candidatos a ir para lá de certeza que não iam faltar. E se assim fosse, a julgar por amostras públicas e visíveis, aquilo era coisa para gerar para aí uns duzentos empregos. Ou mais.

sábado, 6 de novembro de 2021

Miúfa da direita

Uma deputada afirmar em pleno debate parlamentar que todas as mulheres têm medo físico da direita, podia constituir apenas um pretexto para fazer uma quantidade de piadolas brejeiras de gosto duvidoso. Ou, no caso da família, recorrer a serviço medico especializado no sentido de, se ainda for a tempo, lhe recuperar a saúde. Tratando-se de uma destacada deputada da maioria que apoia o governo o caso suscita alguma inquietação. Não tanto pela declaração destrabelhada da senhora. A isso já estamos habituados. Mas, isso sim, pela “qualidade” das pessoas que decidem sobre as nossas vidas. Afirmações deste tipo dizem muito acerca do estado a que chegámos. Voltar a integra-la na lista de candidatos a deputados e, pior ainda, reelegê-la dirá também muito acerca de quem a candidatar e de quem contribuir para a sua reeleição.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Apanhados do clima

Longe de mim pretender negar seja o que for em matéria de alterações climáticas. Apesar de, também entre os cientistas, isso não ser assunto consensual. Essas coisas eles é que estudaram, leram os livros e, portanto, eles que opinem. Mas lá que não gosto dos activistas dessas causas, isso não gosto. Nem, tão pouco, consigo aceitar como boas as ideias de criaturas que – maneira geral – têm mau aspecto, berram nas ruas, ameaçam partir tudo e reivindicam opções que nos levariam num ápice à miséria e à fome generalizada.


Desconheço se existe – muita gente afiança que sim – uma agenda oculta por detrás de todos estes movimentos alegadamente ambientalistas e de pessoas aparentemente preocupadas com o clima. Será, provavelmente, apenas uma teoria da conspiração, que é um peditório para o qual não dou. O certo é que à conta disso vão aparecendo novos impostos, vão sendo criadas proibições que até à alguns anos julgávamos impensáveis e vão-nos impingindo novos hábitos até agora apenas seguidos por meia-dúzia de malucos. Enquanto isso, por cá, generalizar o uso de painéis solares por parte do cidadão comum, transportes públicos de qualidade em todo o território ou plantação de árvores nas localidades – nomeadamente no Alentejo – é cena que não assiste a quem manda nem, sequer, a quem reivindica.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Escavacar o mensageiro

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As noticias nos últimos tempos não têm sido as melhores. Para alguns, que isto o que é mau para uns não é necessariamente ruim para outros. O dono deste aparelho estará, quase de certeza, incluído no primeiro grupo. Mas, como sempre acontece, matar o mensageiro constitui uma má opção. Ainda que alguns mensageiros mereçam tal sorte. Mas isto sou eu a imaginar que o triste fim do televisor se deveu a uma súbita irritação do proprietário pela queda da geringonça, pelo golo que deu o empate ao Estoril ou outro acontecimento igualmente inesperado. Se foi isso tratou-se de uma tonteria. Só um tonto se surpreenderia com o desfecho de um ou do outro cenário.


 

domingo, 24 de outubro de 2021

A Merkel agora é boazinha?!


 


Comovente a despedida que tem sido feita à Merkel. Hoje praticamente toda a gente elogia a senhora. Até aqueles que, ainda não há assim tanto tempo, apoiavam cartazes tão bonitos como estes.


Isto de um gajo se esquecer das coisas não é maleita que afecta apenas o Salgado. Políticos, comunicação social, comentadores, malta que manda postas de pescada nos blogues ou no Facebook e o povo em geral padecem do mesmo mal. Ou, se não perderam a memória, perderam a vergonha.


Ao que se sabe a governante alemã não alterou as suas opções políticas. Tanto quanto é público não mudou de partido e continua a defender o mesmo rumo para o seu país e para a Europa. Daí que esta mudança radical de opinião em relação à personagem se afigure absolutamente ridícula. Tanta adoração virá, presumo, da sua decisão de abrir as fronteiras alemãs aos refugiados. Independentemente da bondade - ou não - de tal decisão, julga-la apenas por isso, para além de ridículo, evidencia bem a inteligência de quem o faz.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Os diabretes esquerdalhos do nosso contentamento

O governo tem andado numa roda viva para aprovar o orçamento. PCP, BE e PAN pedem e o Costa dá. Mais ou menos como aqueles putos irritantes a quem se dá a mão e os pirralhos querem tudo até ao ombro, assim são aqueles três pequenos partidos extremistas.


O pessoal, aparentemente, está a gostar. Não surpreende. É sempre assim o caminho para o socialismo. Mais tarde, quando chegar a conta, o saco de pancada – criminoso da pior espécie – será o “Passos” que na altura estiver do poder.


As medidas no sector laboral propostas por PCP e BE – excelentes do ponto de vista de quem tem emprego – fazem-me lembrar os tempos do PREC. Por essa altura eram os sindicatos que iam às herdades e impunham aos respectivos donos a contratação do número de trabalhadores que muito bem lhes dava na real gana. Mesmo que não fizessem falta nenhuma ou nem sequer houvesse qualquer trabalho para realizar, o agricultor, que até nem precisava de ser muito abastado, tinha de os aceitar e pagar o ordenado. Talvez num dos próximos orçamentos se lembrem de algo assim para combater o desemprego, integrar migrantes ou só por que sim. Isto, claro, se entretanto o diabo não aparecer por aí...

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Mas afinal somos ou não amiguinhos do ambiente?

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Não percebo tanto alarido à volta dos preços dos combustíveis. Nem, menos ainda, a admiração que a carestia dos ditos está a provocar. Tudo isto era de esperar. Pior – ou melhor, dependendo do ponto de vista – não vai ficar por aqui. Os combustíveis e tudo o resto. É que esta coisa de salvar o planeta custa dinheiro. Muito. E isto, reitero, é apenas o principio. Um destes dias o mesmo se passará com a alimentação. A taxação e as restrições à produção de alimentos alegadamente causadores de danos ao ambiente – que é como quem diz, aqueles que os pseudo-ambientalistas da treta não consomem – farão o resto.


Mas, escrevia eu, causa-me algum espanto a indignação que por aí ouço relativamente ao preço do gasóleo e da gasolina. A julgar pela minha vizinhança não deve fazer grande diferença. Poucos, para além de mim, são os que percorrem a pé os setecentos metros que nos separam do centro da cidade. Das duas uma. Ou ambas, vá. Ou não está assim tão cara ou aquilo é malta que gosta de pagar impostos. Podia acrescentar uma terceira, que seria não se preocuparem com o ambiente. Mas não. Até porque essa aplica-se mais a mim, o gajo que desdenha de ambientalistas e das causas ambientais.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Fake coima

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Isto do “pesado” é um conceito muito relativo. Mesmo no âmbito da coima. Depende de quem paga. Cem euros para mim seria pesadíssima. Coisa, até, para me tirar o sono durante umas semanas. Para gente endinheirada, os mesmos cem euros, não passariam de uns trocos e tal penalidade não constituiria inquietação de maior.


Deve ser por isso e, também, pelo medo de desagradar aos eleitores que a generalidade das autarquias não aplicam coimas a ninguém. Muito menos das pesadas. A uns, coitados, ainda os atirava para a ruína financeira e a outros não aquecia nem arrefecia. Daí que, farto de ver lixo à porta, haja quem recorra a estas ameaças na tentativa de desmotivar os potenciais prevaricadores. Aparentemente resulta. Ainda que, para dar credibilidade à coisa, falte o brasão da Freguesia ou do Município. Fica a intenção. Boa, no caso.

domingo, 17 de outubro de 2021

Altos, louros...e pobres!

Cresci a ouvir citar a Suécia como um exemplo. Nomeadamente no que toca às condições de vida que proporcionava aos seus cidadãos. Ainda hoje muitos garantem que assim continua a ser. Mas, se calhar, essa conclusão é capaz se revelar manifestamente exagerada. Ou, como diz a camaradagem sempre que a conversa não lhes agrada, isso não é bem assim. Tanto que alguns habitantes daquele país escandinavo demandam Portugal – e até o Alentejo, uma zona pobre e onde o emprego escasseia – para se instalarem e obterem aquilo que a sua pátria não lhe dá. Sim que, por norma, são essas as principais causas que levam alguém a procurar uma vida melhor, para si e para os seus, noutro país.


Por mim, estou cansado de me repetir, toda esta gente é bem-vinda. Somos poucos, velhos e, muitos de nós, com pouca vontade de trabalhar. Precisamos desesperadamente de sangue novo. De quem trabalhe, financie a segurança social e, em suma, garanta o futuro do nosso Estado-social. Daí que me pareça muito mal que os corramos a chumbo, como fez aquele fulano ali para a Póvoa de São Miguel. Um crime de ódio racial contra uns suecos, ao que dizem as noticias. Vão ver o gajo não gosta de ter ao pé da porta pessoas altas e louras, com muitos filhos e cheias de ganas para vergar a mola. Manias.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Aquilo do holodomor foi apenas larica...

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Dizer que o capitalismo mata à fome vinte cinco mil pessoas por dia enquanto se nega a mortandade, agora e em diversas fases da história da humanidade, provocada pela falta de alimentos em diversos regimes comunistas, não tem importância de maior. Cada um, baseado em teorias mais ou menos rebuscadas construidas por si ou por outros da mesma súcia, diz o que quer e sobra-lhe tempo para mais. Por mim, limito-me a olha-los com pena e a desejar-lhes as melhoras. Preocupante é quando afirmações destas vêm de gente que se senta na mesa onde se discute o destino do país. Quem é como quem diz, o nosso. Afinal, ao contrário do que para os nossos antepassados era um dado adquirido, agora as vozes de burro chegam ao céu.

domingo, 10 de outubro de 2021

Praga de moralistas fiscais

Aquela cena dos “Pandora papers” e offshores em geral tem suscitado uma animada discussão. Seja na Internet ou fora dela. É sem surpresa que constato a existência de um inusitado número de especialistas na especialidade a debitar os mais deliciosos bitaites como se fossem verdades absolutamente indesmentíveis. Como aquele conceito extraordinário que – confesso a minha ignorância - me era completamente desconhecido e que envolve uma “obrigação moral de pagar impostos”. Deixemo-nos de tretas. Pagamos porque, tal como o nome indica, isso nos é imposto. Claro que os impostos são inevitáveis, mas quando os ditos ultrapassam o limite do razoável a obrigação moral será, quando muito, a de resistir ao seu pagamento. 


Admito que gosto de ouvir os moralistas de serviço acerca deste assunto. Nomeadamente alguns cá da terra. É ver as suas redes sociais ou ouvi-los por onde calha a barafustar contra esses malandros que tratam de colocar o seu dinheiro fora do alcance das garras do fisco. Atitude que condenam veementemente, como é óbvio. Claro que eles não são desses. É malta detentora de um elevado espírito patriótico e de uma moralidade a toda a prova. Especialmente no âmbito da fiscalidade. Só abrem uma excepção para ir ali a Badajoz comprar botijas de gás, abastecer o carro ou adquirir uma fatiota nova no “El Faro”...

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Quê...

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Não acredito! Pode lá ser! Vão ver é como diz o outro: “Isso não é bem assim...” Então o Estado, ainda mais nos últimos anos em que é governado à esquerda, ia lá fazer uma coisa dessas?! Tal como não o faria nenhuma daquelas autarquias onde este figurão tem uns “investimentos”. Decerto nenhum autarca terá tido o topete de conceder benefícios fiscais, ou criar as condições objectivas, subjectivas ou outras para o sujeito beneficiar de isenções no âmbito do IMI, IMT ou seja do que for. Se não o fazem para o IRS do comum dos cidadãos iam lá fazer para este gajo?! Mas tá tudo parvo ou o quê?! Podemos não gostar deles, mas temos de confiar na coerência e no sentido de justiça - e também do ridiculo, já agora - dos nossos politicos.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

T'arrenego, satanás! Vade retro, cenário macro-económico!

Afinal, contra todas as expectativas e ao contrário do que reiteradamente nos têm tentado convencer, o diabo continua a andar por aí. Agora, ao que parece, anda disfarçado de cenário macro-económico, ou não fosse o mafarrico um especialista na arte da dissimulação. É por causa dele, do belzebu, que este ano não há aumento de vencimento para a função pública. Tirando, claro, para aqueles que ganham o ordenado mínimo e para os desgraçados que o vão passar a auferir, engrossando assim o número cada vez maior de pobres. Aos outros, os que se vão aproximando cada vez mais da pobreza, ficam à espera que o SMN os apanhe para, então sim, terem direito a aumento.


Por mim não acho mal isso da ausência de crescimento salarial. Nem eu, nem a malta que noutras ocasiões reclamava até da pouca valorização do subsidio de refeição. Quando nesses tempos, para além do vencimento, o dito subsidio era actualizado em meia dúzia de cêntimos, não faltavam os defensores dos trabalhadores e do povo a bufar contra um aumento que nem dava para uma carcaça. Agora estão calados que nem ratos. Pior. Exultam por o funcionário que limpa a retrete já ganhar mais do que o colega que lhe processa o vencimento. Coisas do tinhoso. Ou do cenário macro-económico, que é mais democrático.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Cerejas, caroços e afins

Infame, a ser verdadeiro o vídeo que por aí circula, o comportamento daquela senhora forte que exerce o cargo de presidente de junta de freguesia. Aquilo incomoda qualquer um que se incomode com a falta de vergonha dos que escolhemos para nos representar. Mas, de uma ou de outra forma, é um “modus operandi” que, não constituindo regra entre os autarcas, se repete em demasia. Seja com cerejas ou com outra coisa qualquer. Só falta, naquele vídeo, a rechonchuda criatura afiançar que a culpa não é dela mas dos patifes dos funcionários que lhe estavam a enfiar a fruta pelo carro adentro e, por consequência, deviam ser eles a pagar a conta. Não constituiria, se o tivesse feito, nenhuma originalidade. Já outro tentou que lhe pagassem as “cerejas”. Parece é que se engasgou com os caroços...

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

No fim pagam os mesmos...

A ideia de tornar obrigatório o englobamento de todos os rendimentos para efeitos de IRS, defendida pela esquerda, não me parece descabida. Tem, pelo contrário, toda a lógica. É, de resto, uma opção que os contribuintes já hoje podem usar, caso isso lhes seja mais favorável. O problema está nas taxas do imposto. São um roubo. E o pior é que ninguém parece incomodado com isso. Está tudo anestesiado pela propaganda, gostam de ser roubados ou estão convencidos que isso apenas afecta os ricos. Que são, como se sabe, uns patifes que merecem ser exterminados. O que, a acontecer, tornará os pobres muito menos pobres e, simultaneamente, bastante mais felizes. Embora, para a nossa bitola, o rico seja o gajo que tem – ainda que só na aparência – um pouco mais do que nós.


O debate tem-se centrado, essencialmente, nos rendimentos prediais. Que, face à fraquissima remuneração do capital, serão o objectivo desta eventual alteração legislativa. Por mim, reitero, não se afigura despropositada. Rendimento é rendimento, seja lá qual for a proveniência. Desconfio é que as vitimas vão ser as do costume. Nomeadamente quem precisa de arrendar casa. É que não estou a ver alguém a prescindir do seu dinheiro para o entregar de mão beijada ao Estado. Será, como é óbvio, o inquilino a pagar a “factura”. Ele que agradeça à esquerda!

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Miséria engravatada

Tenho alguma dificuldade em perceber este frenesim esquerdista à volta do salário mínimo. É que, assim de repente, para além de aumentar o leque de subsidio-dependentes – o que é bom para os objectivos eleitorais da dita esquerda – não estou a ver em que medida o crescimento do SMN vai melhorar a vida seja de quem for. O dinheiro na carteira até pode ser mais, vai valer é bastante menos. Só um tolo acreditará que o aumento dos custos não terá, quase no imediato, reflexo nos preços nos bens de consumo o que, só por si, engolirá o generoso aumento oferecido pelo governo.


O objectivo, presumo, será encostar ainda mais a retribuição mínima ao salário médio e por esta via continuar a empobrecer o país. No caso os trabalhadores e povo, como diz o outro. Embora, como garantia um sindicalista, essa cena do salário médio não passe apenas de um conceito. Auferido por gente preconceituosa, calculo que tivesse vontade de acrescentar. Já quanto à intolerável carga fiscal que temos de suportar – quem trabalha, saliente-se – o homem nada disse. Nem precisava. Sei desde há muito que para os sindicatos existem trabalhadores de primeira e trabalhadores de segunda e os que, por enquanto, ainda estão acima do SMN não lhes interessam nada. É por isso que para mim os sindicalistas são todos iguais. Todos de terceira.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Autárquicas 2021

Surpreendentes, os resultados das autárquicas. Isto porque contrariaram, no que diz respeito a alguns municípios de maior dimensão, as sondagens e as opiniões de todos os opinadores de serviço. Prova que opinião pública e opinião publicada só muito raramente coincidem. E se Lisboa foi a surpresa maior, as perdas do PCP – que muitos insistem em incluir no lote dos resultados pouco expectáveis – não me parece que mereçam o mais pequeno espanto. A estranheza, a existir, será apenas por, apesar de tudo, os comunistas ainda exercerem o poder em quase uma vintena de autarquias.


Nestas eleições intervieram, directa ou indirectamente, um inusitado número de dinossauros do poder local. Intriga-me esta indómita vontade de exercer o poder. Nomeadamente aqueles que ou já tem idade para ter juízo, ou gozam de uma saúde física e financeira que lhes permite viverem a vida sem os aborrecimentos do exercício de um cargo que, em muitas circunstâncias, dá mais chatices do que outra coisa. Gente que governou anos a fio – dezenas, às vezes – e que, por uma qualquer razão que foge à minha compreensão, insiste em perpetuar-se no poder. Desconheço o que os move mas, seguramente, não será apenas a nobre missão de bem servir o povo. Deve ser, se calhar, a vontade de morrer presidente. Como a que parece assistir ao agora eleito presidente de um município vizinho que, aos setenta e seis anos e após uma extensa carreira política, voltou a ocupar a cadeira do poder. Por cá, há quem garanta ser provável que alguém, num futuro próximo, lhe siga o exemplo. Talvez. Mas se isso acontecer, a vergonha – ou falta dela – não será só dele. Será, principalmente, nossa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Santos e pecadores

Desta vez tenho seguido com especial atenção, como gajo atento a estas coisas da política, a propaganda eleitoral dos diversos candidatos aos órgãos autárquicos cá da terra. Nomeadamente ao que se vai publicando nas redes sociais. A julgar pelas muitas fotografias que o partido – movimento, ou lá o que é - no poder foi divulgando, parece que, nos últimos doze anos, foi feita obra até mais não. E, se calhar, foi mesmo. Se eles dizem, não sou eu que os vou contrariar. Do que tenho a certeza é que no meu bairro, nesta dúzia de anos, não fizeram coisíssima nenhuma. Nada. Népia. Nem sequer, assim que me lembre, plantaram uma árvore. Ou, ao menos, um arbusto, vá. Isto apesar do líder espiritual deles e de mais uns quantos discípulos habitarem aqui. Deve ter a ver com aquela reconhecida incapacidade dos santos de ao pé da porta...

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

E um dia europeu sem activistas, não se arranja?

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Simpatizo muito pouco com as causas ambientais. Principalmente quando a alegada luta dos chamados activistas se transforma numa espécie de palhaçada inconsequente. Como, por exemplo, o dia europeu sem carros. Data que, felizmente, de há uns anos a esta parte passa praticamente despercebida. Não sou, de forma nenhuma, um adepto do automóvel. Sempre que posso – e posso muita vez – ando a pé. A principal razão para o fazer é que não gosto de pagar impostos. É uma coisa que me aborrece e da qual fujo como o diabo da cruz.


Ora o automóvel constitui uma importante fonte de financiamento do país. Se todos seguissem o meu exemplo ou as exigências dos apanhados do clima fossem aplicadas, a receita pública teria uma quebra significativa e tudo aquilo que são as funções do Estado seria colocado em causa. Convinha, portanto, que houvesse juízo. Que isto o capitalismo não é verde mas os activismos bacocos, especialmente em matérias ambientais, põem as contas públicas no vermelho.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Uma questão de papel

Muito papel – de boa qualidade, diga-se – já me deram nestas autárquicas. Mais no que em eventos análogos realizados anteriormente, acho eu assim à primeira vista. Deve ser pela quantidade de candidatos. É que, sem ofensa para ninguém muito menos para os candidatos, são sete cães a um osso. Daqueles que apetece chupar até ao tutano, ao que parece. Tanto assim é que quem o tem abocanhado faz o que pode para o manter entre os dentes.


Mas, dizia eu, isto é papel até mais não. Sem necessidade. Excepto, quiçá, para os colecionadores. Se é que os há. Embora entre a vizinhança haja quem garanta que é material do bom para forrar o balde do lixo. Nomeadamente agora, que o plástico começa a rarear. De resto, quem lê um lê todos. É que isto nem promessas de jeito temos para apreciar. Eu já nem digo o teleférico do Rossio até ao Castelo, o centro de acolhimento a investidores de outros planetas ou mais um investimento chinês qualquer. Contentava-me que alguém se propusesse abdicar da totalidade do IRS que cabe à autarquia. Menos de quinhentos mil euros em mais de vinte milhões – dados oficiais publicados no site do município – não devem fazer assim tanta diferença. Um presidente ganha isso em dez anos...

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Ainda alguém se lembra das gorduras do Estado?

Muito se falou e escreveu, noutros tempos, acerca das gorduras do Estado. Hoje, pelo contrário, o que está em permanência na ordem do dia é a excessiva magreza do dito. Até parece que foram removidas todas as adiposidades e, fruto de um qualquer zeloso nutricionista, o Estado ficou apenas com a pele e o osso. Só que não. Por mais que a propaganda oficial da esquerda comunista, bloquista, estado-dependente e outros malucos diversos nos queiram fazer acreditar, o Estado português fica a cada dia mais gordo.


Uma dessas gorduras, por sinal daquelas perigosas, é aquela coisa a que deram o sugestivo nome de “comissão para a igualdade contra a discriminação racial”. O tal comité que resolveu implicar com um cartaz de um partido político por, na sua opinião, conter uma mensagem discriminatória relativamente aos cidadãos chineses. Só porque usava a expressão em “Mao Maria” e lamentava o facto de os habitantes do concelho andarem à quarenta e cinco anos a “comer arroz”. Um piadola eleitoral, evidentemente, que desagradou aos comissários.


Lamentavelmente os ditos comissários não serão apenas uns macambúzios com pouco apreço por graçolas que envolvam regimes políticos apreciados pela esquerda. Numa breve vista de olhos pelo seu site, na parte onde publicam as decisões, aparentam ser um pouco mais do que isso. Assim quase uma espécie de grandes educadores do povo, no âmbito da linguagem. Para além de diversas coimas aplicadas a expressões usadas por espectadores de jogos de futebol – curiosamente, ou talvez não, nenhuma dirigida aos árbitros – também alguém foi devidamente punido por numa “situação de atendimento ocorrida num supermercado, em que o funcionário referiu a palavra “sapo” na comunicação com uma cliente, expressão suscetível de ofender pessoas pertencentes à comunidade cigana, consubstanciando uma prática discriminatória em razão da origem étnica na forma de assédio”. Da próxima vez que me perguntarem o endereço do blogue ou pedirem o e-mail, vou ter de olhar ao redor não vá alguém ouvir e ficar ofendido e queixar-se a essa gordura do Estado. Gordura vegetal, vá. Só para evitar discriminações, ofensas e assédios.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Gente que nem f*** nem sai de cima...

No Alentejo não se pode fazer nada sem que isso suscite a indignação dos patetas de Lisboa. Ou de outros. Agora até uns bacocos de uns alemães se insurgem contra explorações agrícolas do sudoeste alentejano. Como se não chegassem os que se irritam com a culturas intensivas, a criação de gado, o turismo no Alqueva, a caça, a pesca desportiva, os painéis solares e mais sei lá o quê. Para esta gente o Alentejo devia ser um deserto, sem nada nem ninguém. Apesar da voz destas alimárias ser cada vez mais escutada, não terão essa sorte. A vida é feita de ciclos. Uns melhores, outros piores. Acredito que o pior do ciclo mau desta região já tenha ficado para trás e que no futuro, com tudo isto que os urbano depressivos odeiam e muito mais, o Alentejo deixará de ser o parente pobre do país. E, principalmente, nunca será a reserva de “índios” que tanto anseiam por ter ao pé da porta. Num fundo são uns tristes. Daqueles que nem f**** nem saiem de cima, como diria o meu avô.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Perguntas parvas

Um candidato de esquerda a uma autarquia chama panasca a um adversário político, no caso de direita, igualmente candidato à mesma autarquia. Um destacado deputado tece considerações pouco abonatórias sobre a orientação sexual, recentemente revelada, de um eurodeputado do PSD. Uma ministra vai para um serviço público berrar com os funcionários. Sobre estas ocorrências já passaram alguns dias mas, até agora, ainda ninguém de esquerda piou. Onde andam os “colectivos” de defesa da maricagem?! Onde pára o Bloco de Esquerda? E aquela comissão, paga pelos nossos impostos, para a igualdade e cidadania, ou lá o que é, já processou alguém? O PCP e a CGTP já se puseram ao lado dos trabalhadores, condenando veementemente a prepotência e os métodos salazaristas da ministra? Nem sei para que estou para aqui a fazer perguntas parvas...já tenho idade para saber que as bichas boas são as de esquerda e que ministros prepotentes só no tempo do Passos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Onde vota um votam todos?! Tá tudo parvo, é o que é...

Diz que o Ventura é o cabeça de lista do Chega à Assembleia Municipal de Moura. Provavelmente não vai ganhar. Nem, mesmo que vença, a sua eleição alterará o quer que seja. As assembleias municipais são órgãos de relevância muito limitada - quase decorativos, diria - limitando-se a sua competência a pouco mais do que aprovar ou rejeitar as propostas da câmara.


Haverá nesta candidatura, quando muito, um simbolismo bacoco. Aplicando a bacoquice do simbolismo que lhe atribuem aos dois lados. Os “pró” e os “anti”. Daí que me pareça absolutamente parvo, quiçá até ligeiramente anti-democrático e eventualmente a merecer uma intervenção da Comissão Nacional de Eleições, que os ciganos lá do sitio se juntem para decidir em conjunto o partido em que – todos – vão votar. O lema, ao que leio, será “onde vota um votam todos”.


O comportamento de manada é perigoso. Seja qual for o objectivo ou a fauna envolvida. No caso, dentro da comunidade em questão, haverá gente com opiniões e interesses diversos que, só por idiotice alinhará neste esquema. Se a ideia – legitima, diga-se – é que o peso eleitoral do dito candidato seja o menor possível, basta-lhes ir votar ao invés de, como é hábito da maioria daqueles cidadãos, ficarem em casa. Se todos, cada um de acordo com a sua livre escolha, votar noutro partido que não o Chega o resultado percentual deste será exactamente o mesmo. E ganha a democracia.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Vai ser cá um crescimento do PIB na freguesia...ui, ui!

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Admito que por razões válidas – embora, assim de repente, não esteja a ver nenhuma – os candidatos aos órgãos políticos locais assumam a vontade de manter os impostos e taxas sobre os quais incide o seu poder de decisão, nos valores actuais. Ou por acharem que sãos os adequados, apenas porque sim ou, até mesmo, por simples demagogia populista.


O que já não admito – ou melhor, admito, que outro remédio tenho eu se não admitir – que existam forças políticas que nada propõem em matéria de IRS, mas prometem, caso cheguem ao poder, isentar os fregueses do pagamento da licença do canito. Por mim, obviamente, estou absolutamente contra. Por várias razões. Mas fico-me por duas. Uma é que esta licença, até por questões ambientais, devia ser muitíssimo mais cara e ser objecto de uma fiscalização digna desse nome. A outra é que esta borla não beneficia quem não tem cão e, outro aspecto a ter em conta, pode comprometer o apoio que a Junta deve providenciar aos cães vadios.

sábado, 4 de setembro de 2021

É só fumaça...

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Descarto qualquer hipótese de incluir no rol das minhas preocupações a possibilidade do céu se abater sobre a minha cabeça. Nem, sequer, tenho nenhuma espécie de temor que algum avião se despenhe em cima de mim. Mas lá que o espaço aéreo cá da zona estava hoje especialmente congestionado, lá isso estava. E, garanto, a imagem mostra apenas uma pequena parte dos rastos que, logo pela manhã, ainda eram visíveis. Ao contrário do que aconteceu durante meses, em que nada disto se via nos nossos céus. Sinal, mais um, de que felizmente a vida, tal como a conhecemos, está de regresso.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

A eficácia da bazuca

Segundo um dos muitos estudos que todos os dias se publicam, a maioria dos portugueses desconfia da eficácia da chamada bazuca. Acham que os fundos europeus aplicados no PRR vão deixar tudo na mesma. Não estou, assim de repente, a ver nenhum motivo razoável para tanto cepticismo. Vai mudar alguma coisa, sim senhor. Vidas haverá que vão melhorar muito. Atente-se ao que aconteceu com os anteriores quadros comunitários e veja-se o quanto a vida de alguns melhorou nesse espaço temporal. É só ver onde moravam antes e onde moram agora, que carros tinham então e que automóveis têm hoje, onde petiscavam noutros tempos e onde se repastam nos dias que correm. Nada disso deve constituir surpresa. Nem, de resto, a evolução destes espécimes representa qualquer indicio de marosca. É apenas a vida, como diria o outro. Ou, como se cá estivesse haveria de dizer a minha avó, para ficarem todos mal mais ficar só um bem.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Impostos bons e impostos maus

Isto do IRS enerva-me. Ouvir argumentos a defender a manutenção das elevadas taxas a que vencimentos miseráveis estão sujeitos, só para que outros ainda mais miseráveis não se sintam prejudicados, dá-me cabo dos nervos. De acordo com este ponto de vista nunca nenhum imposto pode baixar. Desde o ISP ao IVA. O primeiro porque o pobres não têm carro ou fazem menos viagens e o segundo porque os ricos compram mais e se o IVA baixasse tirariam daí mais beneficio. Um pouco, convenhamos, o argumentário daqueles que são contra a taxa plana do imposto sobre o rendimento.


É uma ideia interessante, essa, a de fazer justiça social através do IRS. Lamentavelmente parece ser o único imposto com queda para justiceiro. O IMI e o IMT são uns mariquinhas. Verdadeiros cobardes, até. Pior. Esquivam-se a ajudar os pobres de uma maneira perfeitamente ignóbil. Basta um gajo, coitado, cheio de boas intenções declarar que um pardieiro qualquer é, afinal, um chalé todo catita e cheio de pedigree, que aquela dupla de tributos deserta de imediato da guerra contra a pobreza e nunca mais ninguém o vê a lutar pela justiça social. Mas não faz mal. Quem precisa de estrupícios como o IMI e o IMT quando tem o IRS?

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Um caso pouco sério

Nunca levei essa cena da religião muito a sério. Confesso até que, por vezes, acho-lhe uma piada dos diabos. Como agora, por causa dessa polémica que por aí anda, em resultado da leitura da epistola do tal Paulo que manda as mulheres baixar a bolinha e obedecer mas é aos respectivos consortes. Uma lengalenga velha como o caraças que eu me lembro de ter ouvido, pela primeira vez há mais ou menos quarenta anos, recitar a um padre na cerimonia religiosa de um casamento. Palavreado que, recordo-me como se tivesse sido hoje de manhã, nessa ocasião deu origem a uma animada troca de piadolas entre alguns convivas mais jovens.


Mas, reitero, acho piada a toda esta polémica. Isto porque, tal como eu, a esmagadora maioria dos indignados com a leitura do tal texto não leva a religião a sério. E, por outro lado, até a própria igreja vem agora esclarecer que a tal passagem da bíblia não é para levar a sério. Ou seja, se a igreja não se leva a sério e se os indignados de ocasião não levam a igreja a sério, por que raio estão a fazer disto um caso sério? A sério pá, não vale a pena.