Surpreendentes, os resultados das autárquicas. Isto porque contrariaram, no que diz respeito a alguns municípios de maior dimensão, as sondagens e as opiniões de todos os opinadores de serviço. Prova que opinião pública e opinião publicada só muito raramente coincidem. E se Lisboa foi a surpresa maior, as perdas do PCP – que muitos insistem em incluir no lote dos resultados pouco expectáveis – não me parece que mereçam o mais pequeno espanto. A estranheza, a existir, será apenas por, apesar de tudo, os comunistas ainda exercerem o poder em quase uma vintena de autarquias.
Nestas eleições intervieram, directa ou indirectamente, um inusitado número de dinossauros do poder local. Intriga-me esta indómita vontade de exercer o poder. Nomeadamente aqueles que ou já tem idade para ter juízo, ou gozam de uma saúde física e financeira que lhes permite viverem a vida sem os aborrecimentos do exercício de um cargo que, em muitas circunstâncias, dá mais chatices do que outra coisa. Gente que governou anos a fio – dezenas, às vezes – e que, por uma qualquer razão que foge à minha compreensão, insiste em perpetuar-se no poder. Desconheço o que os move mas, seguramente, não será apenas a nobre missão de bem servir o povo. Deve ser, se calhar, a vontade de morrer presidente. Como a que parece assistir ao agora eleito presidente de um município vizinho que, aos setenta e seis anos e após uma extensa carreira política, voltou a ocupar a cadeira do poder. Por cá, há quem garanta ser provável que alguém, num futuro próximo, lhe siga o exemplo. Talvez. Mas se isso acontecer, a vergonha – ou falta dela – não será só dele. Será, principalmente, nossa.
ResponderEliminarBeijinhos, Kruzes
Feliz Dia
A minha estima por si, KK, apoia-se em dois tópicos:
ResponderEliminar1. Quando discordamos, nós damos primazia à diferença e não praticamos baixezas nem inferioridades. Isto aproxima-nos.
2. Tivemos Avós muito sabedoras da pulhice da nossa humanidade e como mulheres (são quem são mais inteligentes) cuidaram de transmitir-nos as verdades da vida.
Toda esta lenga-lenga para que este comentário seja encarado como uma exclusiva despesa da minha mioleira.
Não gosto de ideias, de políticas, nem das coisa vindas da «esquerda». Há anos que entendo que, neste País, a única agremiação que sabe de política é o PCP. Até acho que é ele quem manda!
A sua derrota parece-me que foi um ganho em relação ao PS e ao BE. Penso que instruiu os seus votantes a não votarem nestes — nem em PSD, CDS, IL, Chega, etc.
Eles também sabem que são poucos. Mas são óptimos políticos.
Com estima
O que eu me rio quando ouço o camarada Jerónimo queixar-se de uma campanha anti-comunista, como se ser anti-comunista fosse um crime. O homem não está a ver bem. O PS e a comunicação social andam há anos com o PCP ao colo numa vâ tentativa de não o deixar extinguir, têm-lhe uma veneração que escapa ao meu entendimento e o gajo ainda se queixa? Vá lá perceber-se estes comunas! Já estou como o outro que dizia que num comunista bate-se sempre, se não souberes porque lhe bates ele sabe porque apanha.
ResponderEliminarCumprimentos