sábado, 19 de setembro de 2020

Indignação selectiva

O presidente do Benfica será, segundo a comunicação social, um crápula da pior espécie. Entre outros crimes que lhe são imputados estará o de dever uma pipa de massa ao antigo BES. A ser paga pelos contribuintes, alegadamente. Coisa que deixa indignada uma multidão gente. Se até eu, que pago impostos e já estou habituado a pagar os desmandos destes figurões, sou gajo para me aborrecer, mais ainda se indignarão os que não sabem o que é ser tributado e não contribuem para tapar estes buracos. E têm, naturalmente, toda a razão em estarem lixados com o homem. Uma pessoa não anda a fugir ao fisco para isto.


A diferença entre mim e essa legião de indignados é apenas uma. A minha já vem de longe. Do tempo em que a banca, incluindo o herdeiro do banco acima mencionado, perdoou noventa e cinco milhões de euros a um certo clubezeco de futebol cujo nome aqui não será mencionado mas, sempre digo, veste de verde e branco. Milhões esses que, por mais que me esforce, nem sou capaz de adivinhar quem estará a pagar.


Também me causou uma certa comichão – mas, lá está, foi só a mim – aquela coisa de uma certas SAD’s não terem reembolsado os obrigacionistas na data em que era suposto. As pessoas, veja-se bem a parvoíce, investiram as suas economias naquilo à espera de, na data acordada, terem o seu dinheiro de volta acrescido dos juros contratados. Mas não. Com uma enorme cara podre foi-lhes dito apenas, “agora não, que não temos guito”. Isto perante a indiferença geral. Até das manas Mortágua.


Por mim, reitero, o Vieira será tudo o quiserem mais um par de botas. Acho bem toda a indignação por causa dele, do Costa e de todos os outros. Não suporto é a indignação selectiva. Principalmente porque ajuda sempre o prevaricador.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Burlar também é trabalhar

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Esta malta das burlas tem uma capacidade empreendedora notável. Um espírito de iniciativa ao alcance de poucos, diria. Merecem o meu respeito, tenho de confessar. É que isto de burlar dá muito trabalho. Dizem, que eu nunca estive envolvido no meio. Mas acredito que engendrar esquemas para ganhar a vida a ludibriar os demais não será coisa fácil. Nem que se consiga fazer assim sem mais nem menos. Será necessário, presumo, ultrapassar diversas etapas. Desde o surgimento da ideia até à sua concretização será um longo percurso. Plano de acção, aquisição de equipamento, formação profissional, escolha do público-alvo e outras que provavelmente nem desconfio envolvem decerto muito esforço, dedicação, empenho e, se calhar, um avultado investimento.


O MB Way tem sido um dos alvos preferenciais. Até, consta, os primos aqui da região terão estado envolvidos numa tramoia irritantemente simples de sacar dinheiro aos mais incautos utilizadores daquele meio de pagamento, a que entretanto as autoridades puseram fim. Mas, esses ou outros dinâmicos empreendedores do ramo da burla, já maquinaram outro esquema. Igualmente simples. Há, contudo, que melhorar a comunicação. É que os e-mails que ando a receber, assim como estão, parecem-me demasiado descarados. Devem ser obra de burlão estagiário.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Okupas e a oportunidade de negócio

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Os portugueses nunca foram muito de ocupar coisas. Tirando aquele curto período de tempo que se seguiu ao 25 do A, em que uns quantos oportunistas e desmiolados diversos invadiram e se aboletaram em prédios e terras como se fossem suas, nunca por cá se assistiu a um movimento mais ou menos organizado de ocupação da propriedade alheia. Embora, de vez em quando, surja uma ou outra tentativa isolada.


Já em Espanha o chamado movimento Okupa constitui um problema. E dos sérios. Segundo o Sistema Estatístico da Criminalidade, em 2019 foram ocupados quase quinze mil imóveis e em 2020, com dados disponíveis apenas em relação ao primeiro trimestre, os delitos desta natureza estão prestes a atingir os sete mil e quinhentos. Perante, diga-se, a permissividade das autoridades espanholas que pouco ou nada fazem para apoiar os legítimos proprietários ou, no mínimo, fazer cumprir a ordem e a lei. Embora esta última tenha vindo, principalmente desde que o esquerdume chegou ao poleiro, a estar cada vez mais do lado dos marginais que tomam de assalto o património alheio.


Mas o país vizinho, tal como nós, ainda é um regime capitalista. Por enquanto. E o capitalismo baseia-se na livre iniciativa, na economia de mercado e noutras maravilhas a que apenas daremos o devido valor quando a escumalha comunista da moda conseguir acabar com elas. Daí que em Espanha tenham surgido várias empresas que se dedicam ao negócio da desocupação. Com elevadíssima taxa de sucesso, parece. O que não admira. Os seus métodos, documentados em inúmeros vídeos partilhados em diversas redes sociais, para além de legais são tremendamente eficazes. E, sobretudo, convincentes. Qualquer okupa pensará duas vezes antes de reagir para o pessoal daquelas empresas da mesma maneira que o faz com a policia. São “freak’s” mas não são parvos.

domingo, 13 de setembro de 2020

Populismo valorizável

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A cada dia os populistas fofinhos arranjam um novo motivo para indignar a populaça. Foi o Novo Banco onde, nos últimos cinco anos com o apoio do BE e PCP, o governo injectou milhares de milhões de euros mas agora nenhuma das partes da geringonça parecem nada ter a ver com o assunto e até se mostram indisponíveis para cumprir o contrato que assinaram com o comprador daquilo. Mudaram de ideias, pelos vistos. Coisa muito comum em políticos.


A indignação seguinte – se calhar para fazer esquecer a anterior, que estava a começar a virar-se contra os promotores – é por António Costa e Fernando Medina fazerem parte da comissão de apoio à recandidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica. Confesso que, no caso, também me sinto ligeiramente indignado. Gente desta só dá mau nome ao Glorioso.


Já por destacadas figuras do aparelho socialista manifestarem publicamente a intenção de dar o seu voto às candidaturas comunistas à presidência da Republica, ninguém se aborrece. Mas devia aborrecer. É que se este apoio diz muito acerca do estado lamentável a que chegou o Partido Socialista e na circunstância o país, a ausência de indignação dos socialistas que apreciam a democracia – presumo que ainda existam uns quantos – diz muito mais.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Anjinhos de quatro patas...patudinhos m'ai lindos...donos m'ai porcos!

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Admiro a cortesia do autor deste recado. Deve ser alguém dotado de uma paciência de santo e de uma educação de fino recorte. Pedir por favor – em dose dupla – e no final ainda deixar um obrigado, não são palavras que um javardo mereça.


A rua onde a mensagem está afixada é o principal acesso a uma das mais afamadas unidades hoteleiras cá da terra. Além do lixo e da sujidade habitual, tem os passeios, como outras, frequentemente decorados com várias bostas de cão. Não é que me incomode com a imagem que os turistas levam de cá. Se calhar na terra deles acontece o mesmo e, provavelmente, alguns também não recolhem o cocó do seu canito. O que me chateia é que passo ali a pé todos os dias e ainda me lesiono por causa dos desvios repentinos de trajectória que sou forçado a fazer para evitar os montes de merda. Os verdadeiros.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Profunda é a tua tia...

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Alentejo profundo. Outra vez. Porra pá, estes gajos aborrecem. Agora é Arraiolos a receber a distinção. Não sei se a besta que redigiu a noticia sabe, mas aquela localidade fica a cento e vinte e três quilómetros de Lisboa. Que será, presumo eu, o ponto que serve de referencia para calcular a profundidade às alimárias que não se conseguem referir ao Alentejo sem acrescentar o adjectivo profundo. Isto partindo do principio que a distância até à superfície se mede de lá para cá. Por mim prefiro pensar – só para os contrariar, senão era igual a eles – que a profundidade se devia medir de cá para lá. É que, parecendo que não, nós estamos muito mais perto do centro da Europa do que Lisboa. No meu caso, uns cento e setenta quilómetros mais próximo. Ora toma, ó estagiário.


E, já agora, rotular qualquer terra desta região como sendo do Alentejo profundo parece-me configurar assim uma espécie de estereotipo. De preconceito, até. Uma afirmação de alguém que pensa habitar num lugar mais elevado, com um cheirinho a discriminação e que revela um sentimento de superioridade. Se fosse o Ventura a dizer tal disparate era coisa para classificar como discurso de ódio, ou isso. Assim é só mais uma bacorada do jornalismo fofinho.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Anedotas de alentejanos

Nunca tive jeito para contar anedotas. Nem sou, sequer, especial apreciador desse tipo de humor. Muito menos quando ridicularizavam os alentejanos. Aí, então, sentia vontade de partir os cornos aos cabrões que as contavam. Vá lá que esta coisa do politicamente correcto, apesar de todos os defeitos, acabou com esse suplicio e, de maneira geral, com os contadores de anedotas. Sim, porque isto a bem dizer não se podem fazer piadas. Há sempre alguém que fica ofendido.


No anedotário nacional o alentejano foi o mandrião e o idiota que era permanentemente enganado pelo lisboeta sabido e espertalhão. E a malta ria-se. Muito engraçado, isso. Até os alentejanos adoram, só tu é que te ofendes, cansei-me de ouvir. Saber rir de si próprio é sinal de inteligência diziam-me, que era uma maneira de me chamarem parvo.


Mas hoje sou eu que conto a anedota. De alentejanos, obviamente. De um que tinha uma vinha com uma adega lá no meio. Como o Alentejo não tem gente, o homem não arranjava quem lhe fizesse a vindima e pisasse as uvas. Daí que o risco daquilo se estragar, causando-lhe um avultado prejuízo, fosse grande. Até que, assim do nada, surgiu-lhe uma ideia brilhante. Tão brilhante que mesmo ele ficou visivelmente impressionado com o seu brilhantismo. Criou um programa turístico. Uma experiência, resolveu chamar-lhe, a ver se os maganos iam na conversa. E não é que foram? Agora os turistas visitam a adega, passeiam pela vinha, colhem uns cachos, pisam as uvas, no fim bebem um trago de um vinho manhoso e pagam (!!!) cem euros cada um ao alentejano. O que eu me tenho rido. Afinal as anedotas de alentejanos até têm a sua piada...

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

E a aquela cena do “é proibido proibir”, camaradas activistas?!

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Cuidava eu, na minha imensa alarvidade, que os actuais activistas das causas fossem assim uma espécie de herdeiros espirituais do movimento estudantil de Maio de 68. Até porque a generalidade do pagode envolvido nestas lutas provém dos sectores mais esquerdistas da sociedade, é jovem, urbano e com formação académica. Características mais ou menos coincidentes com os estudantes franceses que fizeram aqueles desmandos em Paris. Mas não. Enganei-me. Não são nada disso. Do léxico deles fazem parte dois verbos que usam com inusitada frequência. “Proibir” e “obrigar”. Linguagem que deixaria horrorizados os estudantes franceses que protagonizaram aquele movimento e, julgo eu, todos quantos nele participaram. Para quem, recorde-se, "era proibido proibir”. Mas estes novos “revolucionários” são o contrário. Querem proibir tudo o que não apreciam e obrigar-nos a seguir todos os seus devaneios. Mas isto, a bem dizer, nem é o que mais me surpreende. O que verdadeiramente me espanta é o silêncio - ou mesmo a concordância - da imensa legião de adoradores do Maio de 1968 perante tanta vontade de obrigar e de proibir.

sábado, 5 de setembro de 2020

Arte, cultura e cenas assim...

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Já devo ter visto centenas de fotografias do Museu do Berardo. Sinal que muita gente gostou daquilo. Ainda bem. O espaço está catita e merece uma visita. Versejei e é verdade. O que, constando deste blogue, nem sempre acontece.


Tal como muitas outras criaturas também eu tirei umas quantas fotos. Mais a quem me acompanhava e a mim próprio do que à azulejaria. Até porque pode ser tudo muito bonito mas, olhando para aquilo dos mais diversos angulos, não capto dali grande mensagem. Excepto – tudo na vida tem a sua excepção – numa ou noutra obra. Como nesta que serve de ilustração ao texto. Percebo tudo. Mesmo não estando familiarizado com isto das artes. Não admira, está por demais explicita. Até um maneta percebe.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

A esquerda é invejosa.

Precisamos de uma carga fiscal mais baixa, a começar pelo IRC. Este é um problema ideológico da esquerda, que, no fundo, é o problema cultural da inveja, porque somos um país pobre”. Quem assim fala é Álvaro Beleza, um dos raros militantes do PS que, na actual deriva esquerdista e populista daquele partido, ainda parecem manter uma razoável sensatez.


Impostos a um nível que ultrapassa em muito o esbulho, nomeadamente o IRC e o IRS, são o principal problema do país. Daqui derivam quase todas as maleitas que, colectivamente, nos atormentam. Mas os portugueses não entendem isso. Não é por mal. É só porque, genericamente, são burros e também, como refere aquele socialista, invejosos. O facto de metade deles não pagarem impostos directos e uma larguíssima faixa da população beneficiar de apoios sociais do Estado, contribuirá igualmente para que este tema não conste das nossas preocupações colectivas.


Entretanto vamos discutindo, como se isso interessasse para alguma coisa, problemas imaginários que apenas existem nas mentes delirantes dos malucos que nos governam, respectivos camaradas, subsidio-dependentes do sistema, beto-urbano-depressivos e activistas das causas que os doidos varridos vão inventado. O racismo, o fascismo e a canzoada são, hoje, as da moda. Amanhã será o que calhar. Enquanto isso, nós, os que pagamos, vamos sustentando toda esta fauna.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

O cúmulo da intelectualidade

Houve uma época em que o pessoal gostava de fazer piadolas acerca do “cúmulo” disto ou daquilo. O cúmulo da rapidez, por exemplo, seria fechar uma gaveta à chave e meter a chave lá dentro. Algo impossível, está bem de ver. Hoje, depois de anos sem ouvir graçolas a propósito de cúmulos, alguém escrevia “imaginem serem estúpidos ao nível de ainda acharem que o comunismo funciona”. Imaginar algo assim, ou ainda que vagamente parecido, é capaz de ser um bom cúmulo para a estupidez. O pior é que há muitos que acreditam nisso. Só no parlamento estão trinta e um. Ou mais, se contarmos com uns quantos que militam no PS mas que evidenciam todos os sinais de quem padece dessa maleita psicológica.


Por falar em comunistas. Na composição do comité central – que está disponível no site do pcp – há gente de inúmeras profissões. Uma delas deixou-me profundamente intrigado. Há três ou quatro camaradas que exercem a profissão de “intelectual”. Deve ser ignorância minha – ou distração, se calhar – mas não me lembro de ter ouvido falar numa greve dos intelectuais. Nem, sequer, num sindicato de intelectuais. Sinal que será uma actividade profissional onde não existem problemas laborais e, provavelmente, bem paga. Apesar de ter feito uma busca exaustiva, não encontrei empresas a recrutar intelectuais. Uma chatice. Será que já não há vagas?

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A bicha ridicula

Nenhuma das superfícies comerciais cá da terra adoptou o sistema de fila única. Mas, por alguma razão que me escapa, numa delas tenho reparado que alguns clientes insistem em formar uma fila nos arredores das caixas de pagamento em lugar de se dirigirem a qualquer uma que esteja em funcionamento. Este comportamento é ainda mais bizarro por não existir no local nenhuma indicação de que esse é o procedimento a adoptar, nem fitas balizadoras a delimitar o espaço ou, ainda menos, monitores com a informação da caixa a que os clientes se devem dirigir na sua vez.


Ver gente aparentemente normal fazer esta triste figura é coisa que me deixa para lá de perplexo e me suscita uma série de inquietantes questões. Nomeadamente – talvez a mais pertinente – a estranheza por pessoas que não conseguem seguir regras simples e devidamente estabelecidas, como respeitar o distanciamento em relação aos outros ou ceder a vez a clientes verdadeiramente prioritários, cumprirem bovinamente outras inventadas na hora por um maluco qualquer. Pior. Que apenas complicam o atendimento, causam atritos desnecessários com quem não segue a manada e que, no caso, são absolutamente ridículas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

O barato sai caro. Nos ordenados também...

Diz que o número de aposentações na função pública terá aumentado, face ao período homologo do ano anterior, vinte sete por cento nos primeiros sete meses de 2020. Nada de surpreendente, convenhamos. A miserabilidade dos vencimentos dos funcionários públicos é gritante. Daí que a motivação de quem se pode aposentar - mesmo com todos os cortes - para continuar a trabalhar seja praticamente nula. Nomeadamente aqueles, como por exemplo um operário especializado, que ao fim de trinta e seis anos de trabalho ganham 740,26 euros brutos e levam para casa 673,09 líquidos. O salário mínimo, sensivelmente.


Não admira, por isso, que na função pública quem saiba fazer qualquer coisa opte, assim que pode, por se reformar. Um pedreiro, canalizador ou eletricista que antecipadamente se aposente ficará com uma pensão a rondar os 440 euros. Pouco e, ainda assim, com uma perda substancial de rendimentos. Mas que facilmente será compensada e até largamente ultrapassada se fizer meia dúzia de pequenos biscates. Com a inegável vantagem de aí o fisco não meter a unha.


Obviamente que, a longo prazo, este será mais um problema. Para todos. Ou, pelos menos, para a metade dos portugueses que pagam impostos. Dos muitos que se aposentam com estes valores, poucos terão no futuro recursos para viver uma velhice digna. Terão, naturalmente, de ser os contribuintes a resolver o problema. Que, ao contrário do que muitos possam pensar, existe, não será barato e alguém terá de pagar.

sábado, 29 de agosto de 2020

A inocuidade do perdigoto comunista

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Faz-me espécie esta nacional-subserviência para com o Partido Comunista. Ele é a festa do avante, que ninguém é capaz de proibir ou, entre outras, aquela alarvidade da dita agremiação de adoradores de ditadores criminosos ser imprescindível à democracia. Mais estranha ainda esta reverência perante os comunistas quando os seguidores dessa ideologia constituem apenas um insignificante e meramente residual número de eleitores ou, quanto a isso da imprescindibilidade do pcp à democracia, ninguém conseguir explicar a necessidade de tolerar a sua existência. É apenas porque sim. Por mim, se como faria sentido fosse ilegalizado, não lhe achava a falta. Ou melhor, faz cá tanta falta como a fome. Ou como o Chega.


Igualmente estranho é que não faltem alarves a reclamarem da influência do futebol na política, na justiça e sabe-se lá mais onde. Não raras vezes com razão, diga-se. Contudo poucos se incomodam com a influência dos comunistas nos meios de decisão. Nomeadamente, no caso presente da festarola, em instâncias que, cuidava eu, se preocupavam com a saúde pública. Afinal parece que não. Ou, então, já algum especialista da especialidade concluiu, após mais um aturado e financiado estudo, que um adepto a gritar golo manda muito mais perdigotos do que um comunista aos berros num comício do Jerónimo.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Um "perro maricon" seria ainda mais valorizável...

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Leio que em Espanha um indivíduo, interceptado pela policia local em virtude de não usar máscara, terá começado a andar “de quatro” imitando um cão. Não evitou, ainda assim, a multa aplicável nestas circunstâncias.


A ocorrência está a ser noticiada, pela generalidade da imprensa, na secção de noticias insólitas, bizarras ou simplesmente parvas. O que se me afigura profundamente reprovável e suscita umas quantas questões inquietantes. O senhor tem o direito a identificar-se com aquilo que muito bem lhe apetecer. Se foi um ser canino, todos, policia e jornalistas incluídos, temos de aceitar a sua condição e não desatar a zombar das suas opções. E aqui reside a segunda inquietação. O que terá levado os presentes a considerar que a criatura em causa era um homem e não uma mulher? Ou um transexual? Ninguém, ao que é relatado, o que terá interrogado quanto a isso. Outra questão pertinente é o género do animal. Porquê um cão? Alguém lhe perguntou se ele – ou ela – se identificava com um cão e não com uma cadela? Ou, até, um canito transexual? Pelo sim pelo não, de maneira a evitar equívocos e tratar a coisa de forma inclusiva, a noticia podia resumir-se a isto: “Ser humane interceptade pele policix identifica-se como ume cachorre”. Todes percebíamos e não havia cá discriminações.

domingo, 23 de agosto de 2020

Gente à beira de um ataque de nervos

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Costa chama cobardes aos médicos. O Expresso, que noutras ocasiões terá publicado conversas privadas a envolver o Trump obtidas à socapa, insurge-se contra a divulgação das declarações do primeiro-ministro, obtidas igualmente à sorrelfa, durante uma conversa privada com um jornalista daquele pasquim. Tudo porque a ordem dos médicos, atente-se na ousadia, lembrou-se de fazer um inquérito às circunstâncias que envolveram as mortes no lar de Reguengos. Como se o Estado pudesse ser fiscalizado por alguém que não dependa do próprio Estado. Ou como já dizia Mussolini, esse grande socialista, “tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado”.


Deve ser por também pensar assim que o BE manifesta a sua incompreensão por a rede de lares de idosos se encontrar, quase exclusivamente, entregue aos sectores privado e social. Daí que pretenda mandar de volta para casa – ou dos familiares, certamente - muitos dos velhotes que se encontram “institucionalizados”. Para a Segurança social tratar deles, propõe. Só falta, mas não deve tardar, sugerirem a nacionalização de todas as instituições e empresas do sector. Das duas uma. Ou é a ideologia que os deixa cegos para a realidade da vida ou é inveja de não conseguirem criar uma teia como a do PS.


É por estas e por outras que preciso urgentemente que alguém me garanta que o louco sou eu...só para me tranquilizar quanto à sanidade mental de quem manda nesta choldra.

sábado, 22 de agosto de 2020

Ter cão é coisa de facho

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Nem sei mais o que lhes chamar. Porcos, seria claramente vexatório para os suínos. Burros, era capaz de constituir uma ofensa para os asnos. Bestas, ofendia a bicharada em geral. O melhor, desta vez, é apelidá-los de pessoas extremamente mal-educadas e com uma relação deveras conflituosa com o asseio. Talvez, só assim para reforçar a ideia, pouco dadas à higiene e sem noção de respeito pelos demais. Embora o que me apeteça seja lançar a ideia que ser dono de um cão é coisa de facho. De gente da extrema-direita, vá. Só por causa daquilo de tirar a liberdade e de impor a sua vontade, quase sempre de forma ditatorial, a um ser senciente…

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Sete recomendações para fazer a 69

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Podia ser apenas uma piadola. Ou uma daquela fake news, ou lá o que chamam às pantomimices publicadas nas redes sociais ou na comunicação social. Mas não. É mesmo a sério. No meio da maior crise por que já passaram as actuais gerações é com isto que os deputados da nação se entretêm. Depois queixam-se das críticas depreciativas que lhes são dirigidas.


Desemprego? Impostos? Fome? Velhos a morrer à sede? Que raio importa isso? Nada, como é óbvio. Há coisas muito mais importantes para resolver. Nomeadamente recomendar a distribuição de dinheiro público em função das actividades que os cidadãos praticam na cama, wc´s públicos ou seja lá onde fôr.


Se toda a gente merece ser apoiada neste momento difícil? Claro que sim. Mas, quando se passa por dificuldades e necessita de apoio, o que cada um faz com o respectivo rabo ou com qualquer outra parte do corpo interessa para quê e a quem?!


 


 


 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Pragas urbanas

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Nem devia ser necessário o dono do estabelecimento dar-se ao trabalho de escrever este aviso. Bastava bom-senso por parte dos clientes. Senso, apenas, também chegava. Mas não. As pessoas insistem em alimentar a bicharada. E o pior é julgarem que estão a praticar uma acção muito meritória.


Já não basta aos maluquinhos dos animais dar comida a cães e gatos errantes ou distribuir milho aos pombos nas ruas e praças das cidades. Agora é vê-los nas esplanadas, todos ternurentos, a oferecer migalhas e restos das refeições ou do que estiverem a comer, a pombos, pardais ou gaivotas. Sem perceberem o quão estúpidos estão a ser.


A loucura desta gente é de tal ordem que vi em certa ocasião, numa esplanada à beira-rio, um destes indivíduos quase bater num idoso que tentava afastar, agitando a bengala, as gaivotas que cirandavam à volta da sua mesa em busca de comida. E o pior é que malucos destes são cada vez mais. Uma praga, também eles.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

A calculadora, a metralhadora e o azulejo

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Quando ouço falar em cultura puxo imediatamente da calculadora. Virtual, quando estou de folga. Ou seja, desato a fazer contas de cabeça. Por norma, poucos segundos depois, apetece-me puxar da metralhadora. Imaginária, está bem de ver.


Apesar de relutante, dado o pouco interesse que tenho por estas cenas, visitei um destes dias o novel museu cá da terra. O do Berardo, ou sabe-se lá de quem. O entusiasmo dos licenciados em revestimento de paredes e dos doutorados em azulejaria, manifestado exuberantemente nas redes sociais, foi determinante para me convencer. Em boa hora o fiz. Ando a pensar em fazer umas obras cá em casa e aquilo deu-me umas ideias. Quanto ao mais, digo como a maioria dos visitantes. Tá bonito, lá isso está...




domingo, 16 de agosto de 2020

Os tomates da crise

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Ter tomates, em tempos de crise, pode ajudar. Este ano, na agricultura da crise e numa inédita parceria, também há disso. Dá para tudo e ao gosto de toda a gente. Uma sopa de tomate para os que gostam de “enfardar”, uma salada para os vegetarianos ou um doce para os gulosos.  Ou, no meu caso que sou um brutamontes em matéria de “morfes”, todos eles. Com crise ou sem ela.

sábado, 15 de agosto de 2020

Radicalismo do bom... daquele com cheiro a pinho e gargalhadas refrescantes.

Leio na primeira página de hoje do Público: “O radicalismo da esquerda nasceu em 1820 e está vivo”. Assim. Sem acrescentar um sinal qualquer de repúdio ou desaprovação. Nem, sequer, de uma leve inquietação. Desconfio que não aconteceria o mesmo se o radicalismo fosse de outra natureza. Nesse caso haveria ali pelo meio um ou mais adjectivos…


Ao que se tem dito e escrito nos últimos dias, alguns utentes do lar de Reguengos que morreram na sequência do surto de Covid-19 terão, alegadamente, morrido por falta de assistência adequada à sua situação clínica. Parece, também, que isso é coisa que ainda se há-de apurar. Mas, só assim para começar, imaginemos que isto teria acontecido quando Passos Coelho ainda era primeiro-ministro. Ou, fosse qual fosse o governo, em vez de idosos se tratava de cães. Havia de ser o bom e o bonito… Assim, tirando as famílias, ninguém quer saber. Preocupante mesmo é a “extrema-direita” e o “fascismo”, mais o “racismo” e outros fantasmas que os alucinados dos urbano-depressivos insistem em imaginar. Se pusessem mais tabaco naquilo que fumam talvez conseguissem perceber que o mundo não gira em torno do cu deles…

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Cartas e manias

Conheci em tempos um gajo que escrevia cartas a ele próprio. Manias de uma época em que cada um ainda podia ter as que muito bem entendesse. Lembro-me também de um outro cavalheiro, na altura chefe dos carteiros, cujo passatempo era escrever cartas anónimas. A mim calhou-me uma. Já nem me recordo a que propósito mas, de certeza, não era nada de especialmente relevante. Recordo-me igualmente de, quando estava na tropa, umas quantas moçoilas cá cidade terem por divertimento telefonar, de forma anónima, para o quartel. Só para reinar com a malta, acho eu.


Soube-se agora que uns certos activistas – gajos e gajas das causas – terão recebido mensagens de correio eletrónico a convidá-los a procurar outro lugar para viver. Coisa que, vá lá perceber-se porquê, está a deixar as “elites” em polvorosa. O resto do país não quer saber. Tem mais com o que se preocupar – os impostos, por exemplo – do que as manias e passatempos de gente que quer é aparecer.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A fome é negra (ainda se pode dizer ou já é proibido?)


Há imagens que nos são mostradas vezes sem conta. Até à exaustão. Ou acharem que já as assimilámos convenientemente. Outras nunca são exibidas. O critério é determinado pelos valores da moral vigente e da doutrina em uso.


Aquilo dos canitos esturricados lá para o norte, por exemplo. Durante dias foi tudo mostrado dos mais variados ângulos e de todas as perspetivas. Nem um pormenor ficou por exibir e foi analisado por conceituados – ou auto proclamados – especialistas da especialidade. Para, suponho, aprendermos a ser bonzinhos com os animais e a proporcionar-lhes uma vida longa e feliz. Ainda que, se outra solução não houver, paga com os nossos impostos.


Depois há outras imagens, como aquelas de um indivíduo a cozinhar um gato em plena via pública, que nunca são exibidas. Pelo contrário, são apagadas assim que descobertas pelos censores da nova ordem. Será por acontecer em Itália? Ou por alegadamente se tratar de um imigrante ilegal, refugiado ou lá o que lhe queiram chamar? Seja como for podiam tê-las exibido. Faziam menção ao multiculturalismo, à pouca atenção que prestamos a essas vitimas do capitalismo e, quiçá, ao racismo. Terminavam culpando o homem branco e ficávamos todos felizes, contentes e mais doutrinados. Até porque se alguém pode garantir que nunca comeu um gato, que atire o primeiro pau...

domingo, 9 de agosto de 2020

Não é um país. É um esgoto a céu aberto.

Sócrates, Berardo, Salgado e Rui Pinto terão, alegadamente, praticado actos alegadamente pouco conformes com a lei. O que leva, então, os portugueses a olhar para cada um destes figurões de maneira diferente? Mistérios. Daqueles que dão razão aos que acham que este país vale um escarro. Ou um peido. Nem isso, talvez.


O antigo primeiro-ministro é, para muitos, um patifório da pior espécie. Para os sectores mais à direita, nomeadamente. Para os restantes o sentimento varia entre a esperança que a acusação seja uma enorme mentira e a certeza de que a genialidade do homem continuará imaculada.


Salgado e Berardo, para a generalidade das criaturas, não passam de uns escroques. Excepto, no caso do segundo, em Estremoz. Aqui a abertura de um museu concedeu-lhe o estatuto de divindade. Acerca da qual os autóctones não devem blasfemar, não vá a sempre atenta guarda pretoriana recordar-lhes que não interessam as alegadas manigâncias desde que se faça alguma coisa. Conceito muito apreciado por cá, diga-se.


O pirata informático, esse, é para a tugalhada o décimo terceiro Deus do Olimpo. Será até, a fazer fé nos cartilheiros e avençados do regime, contratado pelo Estado para fazer investigação, com direito a casa, cadastro limpo e, se calhar, mais umas quantas mordomias. O argumento que o ladrão de dados informáticos proporcionou a descoberta de muitos outros crimes é coisa de tolinhos. Se admitirmos que um crime legitima outro, estamos a abrir uma porta que nos conduzirá por caminhos muito sinuosos.


Perante isto aguardo com ansiedade a nomeação de Ricardo Salgado para conselheiro do Banco de Portugal, de Joe Berardo para a administração da Caixa Geral de Depósitos e de José Sócrates para o Conselho Superior da Magistratura. Experiência não lhes falta.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

"Vamos pilar"

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Sai um gajo trabalho em passo acelerado para ir comer qualquer coisa, que a fome é negra - não sei se ainda posso atribuir uma cor à fome, mas agora já está e não me apetece apagar – e depara-se com isto. E por isto entenda-se, para os menos atentos ou pouco perspicazes, a mensagem que esta senhora tem estampada nas costas da t-shirt.


Não sei se por causa da larica mas, admito, não percebi à primeira. Nem, a bem-dizer, à segunda. Comecei por admitir que o tempo e sucessivas lavagens tivessem apagado uma virgula a seguir ao “vamos” e um ponto de exclamação depois de “pilar”. Mas não. Vendo melhor constato que nunca lá estiveram. Hesitei depois entre a mensagem significar uma proposta manhosa ou a revelação da actividade que vão praticar. Já perto de casa, que o trajecto é curto e tenho passada larga, conclui que não seria nem uma nem outra coisa. Aquilo foi engano. Vestiu a camisola do neto. Ou da neta, que não quero ferir a susceptibilidade das maluquinhas das causas. Nem dos maluquinhos, tão-pouco.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Em vez de "estudos" vão mas é às "aulas"...

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Isto há malucos para tudo e, já dizia a minha sábia avó, cada maluco com sua maluqueira. A diferença para o tempo dela é que, nessa época, ninguém ligava aos malucos e não havia problema nenhum em lhes chamar o que realmente são. Uns malucos. Hoje não. Têm palco em todo o lado e quem ousar questionar a sanidade mental dessa gente ainda é olhado de soslaio, se tiver sorte, ou enxovalhado na praça pública, que é o que acontece quase sempre.


Às maluqueiras de hoje, não sei se para dar credibilidade ou apenas por ser moda, chamam-lhes “estudos”. Um desses estudiosos – um conceituado maluco que em tempos vendeu colchões – anuncia que “os humanos não foram programados para dormir acompanhados”. Justifica a ideia com um conjunto de lugares-comuns que, para quem vive sozinho ou mal acompanhado, até podem servir de consolo. Mas apenas isso. Deixemo-nos de merdas. Só pensa assim quem nunca dormiu com o cu na pilheira.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

(F)actualidades

O que se passa em Espanha tem sempre importância para Portugal. Por todas as razões que se conhecem e, certamente, por mais umas quantas que se desconhecem. Mas, acho eu que não sou especialista na especialidade de política internacional, este caso do ex-rei Juan Carlos não tem para o nosso país qualquer relevância. Ou, pelo menos, aquela que por cá lhe estão a atribuir. Nem mesmo que lá para o meio daquilo existe alguma ligação manhosa aos mafiosos do nosso regime. Até porque, a haver, é quando o caso deixa de ter importância.


Cá para mim - que, reitero, não percebo nada dessas cenasquem tramou o monarca espanhol foi o elefante. E as gajas, vá. Tivesse ele ficado em casa a comer tofu e a ir ao cú a um paneleiro qualquer e ainda hoje era o maior da península ibérica e arredores.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

"Experiência", dizem eles...

Não há assim tanto tempo quanto isso, alguém da chamada província que se deslocasse à capital corria o sério risco de ser enganado, burlado ou, se tivesse sorte, apenas vitima de uma partida qualquer. Enquanto miúdo ouvi incontáveis histórias que relatavam essas ocorrências. Na época, a malta das grandes cidades considerava-se num patamar acima – ou mais, se calhar - do desenvolvimento humano. Eles eram os espertalhões e nós, os provincianos, uns atrasados quaisquer. E isto não constituia exclusivo de Portugal. Era coisa universal.


Hoje assiste-se ao inverso. Confesso que às vezes até me dão pena e questiono-me como é que alguém consegue tirar partido da idiotice de outro, assim, de uma forma tão descarada. Já nem digo vender um penico, apanhado no lixo, por vinte euros. Ou pêssegos espanhóis como se fossem genuinamente alentejanos. Isso, reconheço, é para meninos. Gozo, partida, burla ou o que se queira é alugar um palheiro, por mil euros a semana, para os turistas pernoitarem. E, ao que parece, está a ser um sucesso.


Não tenho, naturalmente, informação acerca da origem da clientela desta, chamemos-lhe assim, unidade agro-turistica extremamente inovadora. Mas não acredito que alguém que não resida habitualmente numa metrópole, fosse idiota ao ponto de pagar um balúrdio para dormir naquelas condições. Só um parvo o faria. E há muitos a fazê-lo, pelos vistos. Deve ser pela experiência. Que é o que chamam agora àquelas partidas manhosas, em que o pessoal paga para fazer uma coisa que alguém minimamente inteligente não faria nem que lhe pagassem.

domingo, 2 de agosto de 2020

"A gaja das causas"


Hoje algo que só não é absolutamente novo porque já aconteceu numa outra ocasião. Quando muito em duas, vá. Ainda assim é uma cena inusitada por estas paragens. Uma musiquinha. Não sei quem é o artista – mas vou tratar de saber, para o parabenizar – que eu destas coisas das artes não conheço ninguém. Mais depressa sou capaz de dizer o nome do guarda-redes suplente da equipa B do Glorioso do que o nome de um qualquer cantante da moda.


Dura cerca de três minutos e meio e vale por cada segundo. O homem sabe o que canta. E, principalmente, o que diz. Eu não diria melhor. É ver e ouvir antes que os censores do regime o apaguem.