Cada um tem o que merece. E se nós temos um presidente da república que considera Arnaldo Matos um “defensor ardente da liberdade” é porque o merecemos. Nada de mais. Se o homem dá entrevistas em cuecas, aparece nos sítios mais inusitados e tem absoluta necessidade de opinar acerca de tudo e mais um par de botas, não será de espantar que tenha aquela opinião sobre a criatura agora extinta.
Mas eleger pessoas exóticas, chamemos-lhes assim, para presidentes seja do que for, parece ser a nossa sina. Olhamos à volta e, sem grande esforço, constatamos que câmaras, clubes de futebol e associações de todo o tipo são dirigidas por gente pouco recomendável. Todos os dias temos exemplos disso. Daí que, como não me canso de escrever, o mal não está neles. Nós é que os elegemos. E, pior, não raras vezes até reelegemos.





















