sexta-feira, 24 de março de 2017

Noutro tempo a mãe ter-lhe-ia arranjado um motivo suficientemente bom para se queixar...

Que a loucura tomou conta dos habitantes deste planeta, não constitui nenhuma espécie de novidade. Tanto assim é que noticias tão idiotas, que à primeira vista tomamos por pantominice ou brincadeira de um ou outro piadista mais desinspirado, são, afinal, o retrato fiel de acontecimentos reais. É o caso de uma cidadã espanhola, relatado pela comunicação social lá do sitio, para quem o equivalente ao nosso ministério público pediu uma pena de prisão de nove meses. Presumo que este prazo, dado o motivo da acusação, envolva algo de simbólico. A senhora era acusada de um delito de maus tratos ao filho de quinze anos. O pirralho, parece, ter-se-a queixado ao tribunal por a mãe lhe ter retirado o telemóvel com o intuito de o obrigar a estudar. Coisas que, obviamente, irritaram o fedelho. Não bastava o confisco do aparelho, foi ainda submetido à tortura do estudo. Uma violência, de facto. Não se faz. Nomeadamente a um filho.


Mas, apesar de tudo, a senhora teve sorte. O juiz era uma pessoa normal e tratou de a mandar em paz. E é assim, ao aceitar queixinhas bizarras como esta, que se esbanjam recursos, prejudica a vida das pessoas e, em última análise, contribui para o descrédito das instituições públicas e de quem as representa. Mas é a isto que nos temos de habituar. Será, cada vez mais, esta a realidade com que temos de conviver. Por mim, confesso, sinto uma imensa pena. Da mãe, por ter uma besta daquelas em casa, dos pais do gajo que decidiu levar o caso a julgamento, que não deve ter sido para ver o filho fazer figura de urso que lhe pagaram os estudos, e, por fim, de todos os que aturam passivamente as manias de uma escassa minoria que pretende obrigar as pessoas normais a seguirem as suas alucinações.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Estacionamento tuga

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Tenho manifesta dificuldade em perceber gente que sente a estranha necessidade de estacionar em segunda fila. Mais ainda quando o motivo da paragem não constitui um daqueles imperativos urgentes, inadiáveis e que mais ninguém pode fazer pelo próprio sujeito. Ir ao tasco ali ao lado mordiscar qualquer coisa – seja em sentido real ou figurado – não parece que se enquadre nos preceitos minimamente toleráveis. Nomeadamente quando se trata de uma cidade pequena, onde qualquer sitio é perto de tudo e não faltam lugares para estacionar. Para já não falar que, mesmo ao lado, está um enorme parque de estacionamento gratuito onde cabe sempre mais um. Ou, em dias como este, mais uma centena.

terça-feira, 21 de março de 2017

A malta quer é copos e gajas boas!

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E pronto, já cá faltavam as virgens ofendidas com as declarações do presidente do Eurogrupo. Aquilo do gajo ter considerado que nós, a malta do sul, esturramos o guito todo em bebida e com as gajas, caiu mesmo mal às alminhas mais sensíveis. O homem, coitado, estava apenas a usar uma metáfora para salientar o quão mal gastamos o dinheiro que os outros nos emprestam. Nós também podíamos, por exemplo, dizer que os holandeses estoiram demasiado graveto com marroquinaria. Metaforicamente falando, também. Poder, podíamos. Mas não era a mesma coisa. É que eles gastam-no, mas é deles. Convinha, digo eu, percebermos estas nuances.


Isto é mais ou menos como aquela cena do pedinte a quem damos uma esmola porque, afiança-nos, não tem dinheiro para comer mas, depois e já com as moedas na mão, vai comprar tabaco ou beber um copo. Ou como aquele amigo a quem desenrascamos umas massas e, em vez de orientar a vida, vai esbanjá-las em inutilidades. Todos, nestas circunstâncias, não se coibiriam de mandar o seu bitaite. Tal como o fez este socialista holandês.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Um mártir dá sempre jeito...

De repente ficou toda a gente com muita peninha do Sócrates. Coitadinho. Está, garantem, a ser vitima da incompetência da justiça que não ata nem desata nessa coisa da acusação, ou lá o que é. Um atentado aos direitos, liberdades e garantias de um cidadão que não pode ficar eternamente sob suspeita. Pois. Deve ser isso tudo, deve. E aquela parte do “cada tiro, cada melro”, também. Ou, então, é aquilo das barbas do vizinho. É que, não é por nada pois eu destas coisas só sei o que ouço dizer, se a investigação se prolongar por muito mais tempo isto ainda chega ao nível de “paróquia”...

domingo, 19 de março de 2017

Desinspiração

Confesso a minha falta de inspiração. Isto apesar de temas para escrever ser coisa que não falta. Pelo contrário. Culpo a esquerda por isso. Pela falta de inspiração e pela abundância dos temas. Tantos que até se torna difícil escolher. Esta acusação não é em vão. Por um lado a esquerda é óptima a criar factos, visões paralelas, mundos alternativos e reinos de fantasia. Tudo coisas que proporcionariam inúmeros posts e, em condições normais, um rol quase infindável de tiradas jocosas e outras tantas piadolas a escarnecer dos seus autores. Mas, por outro lado, a esquerda bafienta e retrograda tomou conta das televisões, das rádios e da opinião publicada em geral. O que, naturalmente, me afasta dos locais onde essa malta destila a sua verborreia irracional. Prefiro não saber o que dizem e, consequentemente, ficar sem motivo para os gozar, a ter de os aturar. Assim como assim, ainda prefiro aqueles programas onde, entre gritos histéricos, concorrentes e apresentadores admitem publicamente a sua burrice. Sempre são mais honestos.

sábado, 18 de março de 2017

Populismo...mas do bom!

Concordo com a pequena líder do Bloco de Esquerda quanto a isso da disparidade de vencimentos entre os trabalhadores e os manda-chuva das empresas. Há que fazer alguma coisa. Tanto nas públicas – em relação às quais a criatura não parece ter preocupações de maior – como nas privadas. E nem venham, os ultra liberais ou outros tansos quaisquer, reclamar da ingerência do Estado nem argumentar que, sendo privado, cada um paga o ordenado que quiser. Sem dúvida que sim. Mas deve existir um leque salarial minimamente razoável. Desde que, obviamente, se salvaguarde sempre a vontade dos accionistas. Se quiserem pagar mais, pagam. A todos.

E urinar sentado, também...


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A Internet está cheia de noticias falsas e aquela a que hoje me refiro pode ser apenas mais uma. Espero que sim, mas temo que não. Ao que é relatado por uns quantos sites espanhóis, diversas organizações feministas estarão a preparar uma proposta, para apresentar ao parlamento do país vizinho, visando obter “a igualdade real entre sexos, géneros e identidades sexuais”. Seja lá o que for que isso queira dizer. Assim, entre outras parvoíces, pretende-se que os “médicos, durante a gravidez, fiquem proibidos de revelar aos progenitores se o bebé que aguardam é menino ou menina. Devem, isso sim, informar que tem órgãos sexuais de masculinos ou femininos.”



Todo o rol de disparates – e são muitos - constitui um excelente motivo para umas boas gargalhadas. Se, como tenho esperança, não passar apenas de uma piadola com o intuito de ridicularizar as feministas e restante a gentalha do politicamente correcto. Há, no entanto, uma ideia preocupante. Daquelas que, de alguma forma, já é defendida, e em alguns países aplicada, relativamente a outros tipos de doutrinas. Querem “impor sanções legais aos pais que inculquem ou permitam que inculquem aos seus filhos estereótipos machistas”. Se assim fosse a educação das crianças ficaria entregue aos valores e crenças de gente destravada, completamente doida e, em muitas circunstâncias, com conceitos de vida repugnantes ao comum dos mortais.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Ainda as eleições holandesas

Tenho manifesta dificuldade em perceber a euforia que o resultado das eleições holandesas provocou na comunicação social, nas esquerdas em particular e na intelectualidade bem pensante em geral. Deve ser problema meu, admito. Afinal quem é que ganhou aquilo? Parece-me, se percebo alguma coisa disto, que foi um partido assim mais ou menos parecido com o PSD de cá. Estranho é isso constituir motivo de satisfação para os gajos de esquerda... mas pronto, eles lá sabem.


Celebra-se, também, a estrondosa derrota da extrema-direita. Pois que não sei se será bem assim. Hesito em considerar a subida de cinco lugares no parlamento como uma derrota. Mais ainda daquelas derrotas que fazem estrondo. Nomeadamente se, como padrão de análise, seguir os critérios de alguns partidos portugueses nas noites eleitorais. Todos se lembrarão que, desde as primeiras eleições, o Partido Comunista tem, a cada eleição, menos votos e menos deputados mas, nem assim, deixa de proclamar retumbantes vitórias. Mas, para a propaganda oficial das novas verdades, isso agora não interessa nada.

Bacorada do dia

Bacorada é uma expressão que se usa com frequência por estas bandas quando se pretende qualificar uma opinião como disparatada. É, segundo qualquer dicionário online, um dito disparatado ou uma asneira.


 


A de hoje foi proferida por um tal Gustavo Santos e foi publicada na página do Semanário Sol no facebook. Diz a criatura: “Foi o meu cão que me ensinou a ser pai”. Pois. Só espero que o sujeito não dê um osso ao filho.

quarta-feira, 15 de março de 2017

O último que feche a porta e atire a chave ao lago do Gadanha!

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Com o aproximar das eleições autárquicas presumo que comecem a surgir ideias para esturrar dinheiro. Novas umas, velhas outras e parvas a maioria. O habitual, portanto. Que nisto de gastar o que temos e, principalmente, o que não temos poucos conseguem fazer melhor do que nós. E, a bem dizer, nem é coisa que me preocupe. Esturre-se tudo. Não faz mal. Agora somos poucos, dentro de alguns anos seremos muito menos e num futuro não muito distante não restará ninguém para pagar a conta. Não estou particularmente pessimista. Nada disso. Limito-me a acreditar nas estatísticas. Quando nascem menos de metade do que aqueles que morrem, o futuro não parece muito difícil de adivinhar. É por isso que, quase de certeza, todos os candidatos à autarquia vão incluir nos seus programas eleitorais a construção de novos cemitérios. Parece-me o mais ajuizado. Ou mais escolas, que isto há visionários para tudo.

terça-feira, 14 de março de 2017

Qualquer coincidência será pura semelhança

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Se tivesse o meu dinheiro depositado no Montepio teria ficado, após ouvir as explicações dos entendidos acerca da situação do banco, muito mais descansado. Ainda assim, não sendo depositante, os meus níveis de traquilidade atingem valores bastante elevados no que se refere ao futuro da instituição. Mesmo enquanto contribuinte escuso de me preocupar. Garantem-me os gajos que sabem destes assuntos que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Assim tipo o BES, estão a ver? Aquele banco que, como toda a gente ficou a saber, nada tinha a ver com o GES, ou lá o que era, como não se cansaram de nos explicar, em tempos, os gajos que sabem mesmo destas matérias.

domingo, 12 de março de 2017

O último que feche a porta e atire a chave ao Alqueva

Passear pelo Alentejo, para um turista, pode ser algo de fantástico. Não sei por que raio há-de ser, mas vá, concedo que constitua uma experiência agradável. Para mim – e, acredito, para quem conheceu outro Alentejo, é apenas deprimente. Percorrem-se quilómetros de estrada sem encontrar qualquer veículo, não se avista vivalma nos campos e atravessam-se lugarejos e aldeias outrora repletos de vida hoje praticamente desertas. Depois são as ruínas e as casas abandonadas, tanto em zonas rurais como urbanas, quase a fazer lembrar um cenário fantasmagórico digno de um filme pós apocalíptico. A continuar assim bem podem as entidades promotoras do turismo na região esforçarem-se mas num futuro próximo, por mais milhões que gastem a divulgar o Alentejo, nem os turistas aqui vão querer vir. A não ser, talvez, para ver uma espécie em vias de extinção. O alentejano.


A este propósito refiro apenas dois dados. Do meu concelho, para não ir mais longe. Na década de sessenta, do século passado, residiam aqui mais de vinte sete mil pessoas. No final de dois mil e dezasseis, no mesmo espaço territorial que o concelho não aumentou nem diminuiu de tamanho, restam menos de treze mil habitantes. E, mesmo de entre entre estes, um número bastante significativo apenas será residente em termos estatísticos. Desconfio que este constitui o nosso maior problema. Do meu concelho, do Alentejo e do país. Mas isso sou eu, que tenho a mania de me preocupar, em primeiro lugar, com o que está perto. Uma parvoíce. Devia era estar raladíssimo por causa do Trump.

sábado, 11 de março de 2017

Bonés há muitos...

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Depois do alarido por causa das opiniões de um fadista qualquer acerca da atribuição dos “Óscares”, estava à espera que o desabafo do tenista João Sousa, por causa daquela cena do boné, motivasse um nível de indignação relativamente elevado. Mas não. A policia da linguagem, os guardiões da nova moralidade e a esquerdalha em geral, desta vez, não estão com paneleirices. Ainda bem. Devem estar a lamber as feridas resultantes da “sova” que têm levado nos últimos dias por causa daquilo da palestra na Universidade Nova. Ou, então, perceberam finalmente que há limites para aquilo que as pessoas estão dispostas a aturar-lhes. Deve ser uma espécie de recuo estratégico...

sexta-feira, 10 de março de 2017

Falem como deve ser, porra!

Decididamente não me entendo com isto da novilíngua. Ou lá o que é que chamam agora a esta nova maneira de, entre outras coisas, dar as noticias. Deixou de se saber, por exemplo, a origem étnica, religiosa ou outra dos terroristas. Hoje qualquer um que se faça explodir, atire um camião ou um automóvel para cima de uma multidão, desate aos tiros para um restaurante ou pegue num machado e ataque quem lhe aparecer pela frente é, quando muito, alguém com distúrbios emocionais ou, na pior das hipóteses, um jovem com dificuldades de socialização. Mesmo por cá, onde ainda não temos formas de luta tão radicais, segue-se o mesmo principio. Qualquer crime nunca é relatado como tendo sido perpetrado por um cidadão de uma qualquer minoria. Mesmo que isso esteja mais que provado. A menos que seja um branco e português. Nesse caso até a cor dos boxers da criatura ficamos a saber.


Mas existem excepções. Incompreensíveis, a meu ver. Continuam, por exemplo, a dizer ou a escrever “homens armados” quando descrevem um assalto. Ora, seguindo o mesmo principio, parece-me estarmos perante uma clara discriminação de género. Até porque, em muitas circunstâncias, não poderão ter a certeza. Que isto, com estas modernices todas, nem tudo é o que parece. Menos mariquices linguísticas e um pouco mais de rigor terminológico não faziam mal nenhum.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Pelo fim da discriminação no âmbito pecado.

Depois de já ter revertido quase tudo o que havia para reverter, António Costa decidiu agora abrir uma nova frente no âmbito da reversão. Os ditados populares. Essa coisa da sabedoria popular não parece ser lá muito do agrado do primeiro-ministro em particular nem, mas isso sou eu a especular, dos geringonços em geral. Há, disse hoje o homem, que acabar com aquele dito de "entre marido e mulher ninguém mete a colher". Está, de facto, ultrapassado esse conceito. Actualmente – dizem, pois eu dessas cuscuvilhices não sei nada -  metem-se pelo meio do casal muitas coisas. E poucas, parece, são talheres. Mas fiquemos por aqui, que isto é um blogue frequentado por gente séria.  


Neste aspecto não discordo do tipo. Digamos que até acho bem. E, já agora que vem aí o Papa Xico, podíamos aproveitar para ir mais longe. Metia-se uma cunha -  coisa para a qual os tugas têm uma especial habilidade – para a igreja acabar de vez com aquela idiotice de considerar a cobiça da mulher alheia como um pecado. Não faz, nos tempos que correm, qualquer sentido manter em vigor esta visão discriminatória acerca do mulherio que se pode ou não cobiçar.  

segunda-feira, 6 de março de 2017

Mais confiantes do que nunca. Outra vez.

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Diz que os consumidores estão mais confiantes do que nunca. Ou quase. Estarão, até, prestes a entrar num estado de euforia como raramente se viu por cá. Ainda bem. Eles lá saberão porquê. Por mim, que gosto de ver as pessoas felizes, fico satisfeito. Isto apesar de ter alguma dificuldade em lobrigar motivos – só um, que seja – para tanta animação de índole consumista. Deve ser aquela coisa das expectativas. O Marcelo e o Costa têm distribuído tantas – expectativas – que o pessoal começou a acreditar que era mesmo a sério.  


Não é que queira ser do contra, mas, se calhar, sou o único a reparar no recibo de vencimento. Mania minha, isso. Se não o fizesse talvez estivesse também mais confiante do que nunca e com vontade de gastar o que não ganho. Não reparava, entre outras coisas,  que recebo menos este ano do que recebia no ano passado. E, já avisaram, para o ano ainda vou receber menos do que neste. Pelos vistos devo ter sido só eu a ouvir. Não fora isso e uma estranha sensação de "déjà vu" que me ocorre sempre que vejo os telejornais, era gajo para estar optimista.   

domingo, 5 de março de 2017

Um grande bardamerda também para ti, Grunho!

Frogs+used+to+be+normal+then+obama+allowed+for+che


"Bardamerda para todos aqueles que não são do Sporting Clube de Portugal" terá regurgitado ontem o sapo Grunho de Carvalho após a reeleição para a presidência daquela agremiação verde às riscas sedeada ali para os lados do Campo Grande. Fica-lhe bem. Nem, de uma criatura daquelas, é de esperar outra coisa. Assim tipo um discurso ligeiramente acima de boçal, vá. Daí que não vá aqui desfiar aquele rosário de, por se tratar de uma grande instituição, o clube merecia melhor e outras tretas do género. Nada disso. Estão todos bem uns para os outros. A começar nos sócios, por terem escolhido um coiso daqueles. Mas ainda bem que o escolheram. O reles batráquio inchado, agora reeleito, constitui uma garantia de fracasso desportivo e um quase certo ainda maior descalabro financeiro. 


Estranho é a comunicação social não dar o merecido destaque a tão erudita declaração. Ou, então, não. Dos pequenos e dos fracos não reza a história. Já se fosse o presidente de um clube daqueles à séria - dos que ganham coisas e isso - teríamos conversa para umas quantas semanas. Melhor assim. Ele, todos, que vão para a santa senhora que os concebeu à beira de uma estrada qualquer.  


 

sábado, 4 de março de 2017

Maioria silenciosa explicada aos novos esganiçados.

Maioria silenciosa é um conceito que parece não estar a ser muito bem entendido por alguns génios auto-proclamados. Eu explico. Com o exemplo nacional, que é para não ir mais longe. Nos idos do pós-25 de Abril o PCP fazia grandes comícios. Mobilizava magotes de gente. Centenas de milhares em cada manifestação, segundo as próprias contas. Na rádio, televisão e jornais as posições amplamente dominantes eram as do partido comunista. Nem sequer havia contraditório, que isso da democracia pluralista era coisa de reaccionários e burgueses. Mesmo nas ruas poucos eram os que se atreviam – como hoje, quase – a exprimir opiniões contrárias à verdade vigente. O politicamente correcto da época, portanto. Criou-se, por causa disso, no país a sensação que as eleições dariam uma estrondosa vitória aos comunistas. Até porque, nessa altura, ainda não havia sondagens. O pior foi aquilo do voto. Tiveram doze por cento. Uma minoria esmagadora. Por mais esganiçados que tivessem sido os seus arautos.


A história é uma coisa lixada. Mostra uma preocupante tendência para se repetir, a marota. Embora, por mais que se repita, haja sempre burros que não a entendem.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Ainda sou livre de discordar?!

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De repente toda a gente começou a discutir política. Bom, discutir é uma maneira de dizer. Insultar quem não comunga dos mesmos pontos de vista é muito mais apropriado ao que, por estes dias, vamos assistindo em todos os espaços onde cada um pode partilhar a sua opinião. Ou, supostamente, devia poder sem que, em consequência da exposição pública do seu pensamento, se visse insultado por gente que se diz tolerante, garante ser acérrima defensora de todas as formas de liberdade e, mas isso sou eu a concluir, quase capaz de dar a vida por todos esses nobres ideais.


Esta intolerância perante a opinião do outro constituiu algo de muito perigoso. Começa por afastar da discussão quem tem opiniões diferentes das maioritariamente publicadas, promove a constituição de maiorias silenciosas e acaba por, nas urnas de voto, ter os resultados que se conhecem. Depois admirem-se.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Tropa fandanga

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A Suécia restabeleceu – ou vai fazê-lo em breve, não interessa – o serviço militar obrigatório. Diz que não há suecos em número suficiente com vontade de ir para a tropa e que não estarão reunidas todas as condições necessárias à defesa do país. Depois há aquilo da Rússia, da Nato e outras balelas que tais. Até pode ser. Mas não será apenas isso. Por mais desculpas que se arranjem para dourar a pilula, a maior ameaça, se calhar, é outra. E, pelo menos em parte, já a têm dentro de portas. 


Igual medida estará a ser equacionada por cá. Tem, ao que se sabe, confessos adeptos à esquerda. Embora, quero acreditar, por motivos substancialmente diferentes dos evocados pelos governantes suecos. Por mim acho mal. Mas, admito, tal ideia, a concretizar-se,  constituiria um factor capaz de contribuir para a revitalização de cidades como a minha. Mais umas quantas centenas de pessoas aqui a viver teriam de fazer alguma diferença. Para melhor, reconheço. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Voltámos ao tempo da censura...

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Anda por aí, à solta, uma nova PIDE. Uma espécie de policia dos costumes. Uns disciplinadores da linguagem, digamos. Uns fulaninhos que tratam de perseguir todos aqueles que, por uma ou outra razão, ainda não estão a par das novas tendências da moda em matéria linguística. Cuidai-vos pois. Tudo o que disserdes constituirá certamente uma ofensa. Mesmo que esse não seja o propósito. E, mais dia menos dia, vós é que tereis de provar que não era vossa intenção ofender o ofendido e não, como agora, o ofendido a provar que o ofendestes. O melhor, antes que arranjais problemas, é contratar um interprete. Ou, no caso do fuçasbook e dos blogues, submeter os posts nao exame prévio dessa gentinha.


A este propósito, cito hoje o meu avô. Um sábio, também. Que, perante idiotices desta natureza, não hesitaria em os mandar ir “levar no cú ali para a muralha”. E, antes que alguém pense nisso, não estou a atentar contra a liberdade ou orientação sexual seja de quem fôr. Que se saiba o olho do cú não vê, nem tem sexo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Percebe-se a ideia...

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Compreendo que aquela parte das gajas nuas não entre nos corsos carnavalescos cá da zona. Está fresquinho e as moçoilas não estão para apanhar um resfriado. Seria um aborrecimento. Daí que não se desnudem e deixem isso para, digamos, outros carnavais.


Já quanto à sátira, ou falta dela, percebo um bocadinho menos. Embora um espectador atento cujo nome não será aqui revelado tenha, num momento de rara sagacidade e inusitada perspicácia, descortinado neste dinossauro uma subtil referência satírica. Pois, espectador atento cujo nome não será aqui revelado, assim de repente, não estou a topar. O pessoal não é dessas coisas. É mais destas.


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

"Ganda" cena!

Não sou de me congratular com a desgraça alheia. É coisa que me foi ensinada logo em pequeno. Mas, confesso, deu-me um certo gozo aquela barracada dos óscares. Bem feita. Estavam mesmo a pedi-las. É o que dá preocuparem-se mais com a política. Quando, diga-se, não é para isso que ali estão. A opinião deles – seja qual for o assunto – não interessa para nada. Não tem qualquer relevância. O prémio que obtêm significa, só e apenas, o reconhecimento pelo seu trabalho. É por isso que os admiramos. Quanto ao que pensam do Trump, do aquecimento global ou da exploração do trabalho infantil pelas marcas de roupa que ostentam a sua opinião, naquele contexto, é absolutamente desprezível. Se querem lutar contra tudo isso, fazem muito bem. Estão no seu direito. Mas duvido que o façam. A maior parte deles só quer é aparecer.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

É a conta...ó faxavor!

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Os taberneiros continuam a fugir ao fisco. Como sempre fizeram, diga-se. Estimam uns entendidos no assunto que a marosca chegue aos quinhentos milhões de euros. Coisa pouca, convenhamos. Nada que surpreenda. É, até, algo perfeitamente normal. Mais ainda desde que a geringonça decidiu baixar o IVA e, por força da menor dedução no IRS, desincentivar a exigência de factura pelo consumidor. Se, antes, a porta do galinheiro estava entreaberta agora, com esta medida, está totalmente escancarada e a chave entrega às raposas. Hoje em dia ninguém quer factura. Nem eu já ligo a isso. Qual é, portanto, o espanto?! Quanto aos milhões a menos, alguém os pagará. Tenho uma vaga ideia acerca de quem vai ser... 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Irritações nórdicas

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Isso de aliciar reformados de outros países a vir esturrar as suas pensões em Portugal, mesmo sendo ideia do Sócrates, sempre me pareceu um golpe de génio. E, pelos vistos, funciona. Tanto que até irrita a ministra sueca das finanças. Ainda bem. Problema dela. Por mim, se fosse reformado e sueco, também fazia a trouxa e punha-me ao fresco. Ou, no caso, ao sol. Livrava-me de impostos, do frio e de outras coisas igualmente indesejáveis que por aquelas bandas existem cada vez em maior número. Pena que não venham mais. Desses, com graveto. Doutros não fazem cá falta nenhuma.  

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Reformas ou esquema em pirâmide?

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As conversas em torno das reformas baixaram de intensidade. Deve aquela táctica de, perante um assunto  manifestamente desagradável, garantir que o caso está encerrado. Nem sequer quando um economista de renome veio, um dia destes, dizer umas coisas acerca da sustentabilidade – ou da falta dela – do sistema de pensões as hostes se agitaram. Tirando um ou outro cão de fila. Daqueles que rosnam a tudo o que, mesmo vagamente, se assemelhe a uma critica à coligação de esquerda.   


Não sei se, como afirma o tal senhor,  o sistema de pensões é ou não sustentável. Assim de repente, olhando para a demografia, não parece. Por mim olho para aquilo e vejo um esquema em pirâmide. Desses manhosos, em que quem chega primeiro ganha muito dinheiro e os últimos perdem tudo. Com uma diferença, nesses esquemas quando se descobre a tramóia os que perderam, ao menos, sabem que já não vão perder mais. Nisto das pensões não é assim. Nós, os que vamos perder tudo o que descontámos, somos obrigados a continuar a pagar. Mesmo sabendo que dali não levaremos nada e que todo o nosso dinheiro irá parar a outros bolsos. A isto, no meu dicionário, chama-se burla.  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Quando a noticia ainda é mais parva do que a ideia...


A ideia daquele vereador sueco que propõe uma pausa diária de uma hora nos serviços da autarquia para o pessoal tratar de ir dar uma queca, perdoem-me os admiradores da proposta, não passa de uma idiotice. Por todas as razões. A maior parte delas facilmente entendíveis até por qualquer mentecapto.


Estranho - ou, talvez, nem tanto - é isto ter sido notícia por cá.  Com destaque em letras garrafais e tudo, como se de algo importante se tratasse. Já outras coisas que se passam por aquelas bandas não merecem da comunicação social tuga nem uma leve referência. Critérios. Que, diga-se, também são fáceis de entender. Carros a arder, desordens quase diárias e relatos de vítimas de todo o tipo de violência constituem quase sempre um excelente material para exibir em televisão. Mas isso para os gajos das notícias, nos tempos que correm, depende da cor da pele, da origem e da religião professada pelos desordeiros.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Fora do sitio do costume.

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De certo alguém se arrependeu de levar a botelha para casa. Vai daí ficou mesmo ali, junta com a farinha. Nada de mais. Outro alguém tratará de a recolocar no lugar devido. É, no entanto, uma atitude que diz muito acerca do nosso modus vivendi.  Qualquer coisa assim do tipo, "outro o fará por mim" ou isso.  

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Velhinha terrorista

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Concordo que o mundo é um lugar perigoso. Muita gente começou a reparar nisso há coisa de um ou dois meses. Ainda que pelos motivos errados, pois a ameaça vem de outro lado. Reconheço que a liberdade está ameaçada e que, um destes dias, aquilo que consideramos como adquirido, nomeadamente em matéria de direitos, poderá não ser algo tão garantido como supúnhamos.  


Esse dia já chegou para muitos. Aqui, na Europa dita democrática. Que o diga uma senhora inglesa, de setenta e oito anos, que foi detida pela policia local depois de ter escrito no seu blogue pessoal que o país está a ser invadido por uma "maré de guerreiros islâmicos". Apesar de libertada pouco depois, ficou sem o telemóvel e o computador pessoal - confiscados pelas autoridades policiais -  e, provavelmente, enfrentará a acusação de promover o ódio racial.  


E é a isto que, cada vez mais, iremos assistir. A criminalização da liberdade de expressão. Algo particularmente sinistro que julgávamos completamente erradicado da sociedade ocidental. Parece que, afinal, os europeus não têm o direito a expressar, no seu próprio país e em público, opiniões contrárias à ditadura do pensamento único estabelecida pelos imbecilóides do politicamente correcto. Depois admiram-se que Trumps, LePens e outros figurões ganhem eleições ou estejam cada vez mais perto disso... 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Corrida inclusiva. Ou quase.

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Este cartaz todo catita parece constituir um incentivo à salutar prática desportiva. Exorta os portugueses a correr. Com todos, que os seus autores não gostam de discriminações. Embora, olhando bem para a mensagem, seja possível detectar uma ou outra discriminaçãozinha. Os coxos, por exemplo, não podem praticar a saudável actividade que é a corrida. Logo estarão excluídos do "todos". Não se faz.  


Por mim não alinho nisso. Não corro. Não me apetece. Prefiro caminhar. Pratico todos os dias e, por enquanto, com resultados positivos. Ali entre a meia-noite e as oito da manhã, mais coisa menos coisa, farto-me de caminhar. Com a minha Maria. Que isso do todos – ou todas, que não quero ser acusado de polidiscriminar ninguém - seria uma grande confusão.