Decididamente não me entendo com isto da novilíngua. Ou lá o que é que chamam agora a esta nova maneira de, entre outras coisas, dar as noticias. Deixou de se saber, por exemplo, a origem étnica, religiosa ou outra dos terroristas. Hoje qualquer um que se faça explodir, atire um camião ou um automóvel para cima de uma multidão, desate aos tiros para um restaurante ou pegue num machado e ataque quem lhe aparecer pela frente é, quando muito, alguém com distúrbios emocionais ou, na pior das hipóteses, um jovem com dificuldades de socialização. Mesmo por cá, onde ainda não temos formas de luta tão radicais, segue-se o mesmo principio. Qualquer crime nunca é relatado como tendo sido perpetrado por um cidadão de uma qualquer minoria. Mesmo que isso esteja mais que provado. A menos que seja um branco e português. Nesse caso até a cor dos boxers da criatura ficamos a saber.
Mas existem excepções. Incompreensíveis, a meu ver. Continuam, por exemplo, a dizer ou a escrever “homens armados” quando descrevem um assalto. Ora, seguindo o mesmo principio, parece-me estarmos perante uma clara discriminação de género. Até porque, em muitas circunstâncias, não poderão ter a certeza. Que isto, com estas modernices todas, nem tudo é o que parece. Menos mariquices linguísticas e um pouco mais de rigor terminológico não faziam mal nenhum.
Toda a excepção é incompreensível.
ResponderEliminarIsso é que 'era de homem' fazer um assalto sem armas.
E parece, segundo as crónicas, não ser possível haver mulheres (nem larilas) a fazerem assaltos.
Descriminalizações discriminatórias.
Isto vai de mal para menos bom...
E, no âmbito do crime, é tudo "alegado". Ainda não perdi a esperança de um dia mencionarem um "alegado morto"...
ResponderEliminarNão perca aquela que é a última a morrer.
ResponderEliminarAntes do estouro final, cumprir-se-à o escrito: 'Crescei e multiplicai-vos'.
Haverá cada vez mais 'alegados'. Vivos ou desfalecidos.
Vai uma apostinha?
E um abraçinho, v.g., um abraço pequenino (não é larilice).