quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Orçamento participativo

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Essa cena do orçamento participativo é das ideias mais parvas, demagógicas e populistas que já vi ocorrerem aos políticos. Até ainda não há muito tempo afectava apenas a moleirinha de uns quantos autarcas. Este ano contagiou, também, o governo. Estão, ao que é anunciado oficialmente, reservados uns quantos milhões - poucos, felizmente – destinados a promover iniciativas propostas pela sociedade civil e que, depois de submetidas a sufrágio, mereçam a escolha do maior número de cidadãos. Isto, dito assim, até se afigura como uma coisa muito valorizável. O pior é que, ao contrário do que se pode depreender, o país não tem dinheiro. Nem estes milhões, nem outros. Tem é divida. Muita. Daí que esta gente, se tivesse o mínimo de juízo que se exige a um governante, tratava de, pelo menos, não promover ainda mais despesa e, consequentemente, mais calote. 


Nem vale a pena dizer que tenho esperança que, entre as propostas apresentadas ao governo para gastar os tais milhões, se encontre uma que sugira utilizar o dinheiro para pagar a divida. Não tenho. Mesmo que surgisse, duvido que recolhesse mais do que um voto. O meu. É por isso que, já que é para esturrar,  irei tratar de apresentar a minha ideia quanto à maneira de desbaratar o guito. É mais ou menos aquilo de "já que não os podes vencer junta-te a eles". Tratarei de propor, assim que descubra onde o posso fazer, a construção - até pode ser aqui, na minha terra – de um centro empresarial intergaláctico. Uma coisa em conta, sem luxos e que acolha condignamente os investidores oriundos dos confins do universo. Até pode ser o Sócrates a elaborar o projecto e uma qualquer das muitas empresas do amigo a fazer a obra. Por mim, desde que os custos não derrapem, tudo bem.  

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A discriminação entre pensionistas - próximos e futuros - não é inconstitucional?

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Diz a OCDE que os futuros pensionistas serão lesados nas reformas. Diz, mas não precisava. Toda a gente sabe. O problema é que poucos se importam. Anda tudo satisfeitinho da vida com as fantásticas reversões do Costa que quase ninguém quer saber disso.


A iliteracia financeira – e da outra, já agora – é a maior aliada do governo. Deste, do anterior e do próximo. Só assim se percebe que a população aceite pacificamente cortes brutais nas futuras pensões, enquanto as actuais permanecem intocáveis. Não que eu seja apologista de redução de rendimentos seja de quem fôr. Quem tiver dúvidas acerca disso leia, se tiver paciência, outros posts que por aqui fui publicando. Mas, a ter de se fazer alguma coisa para garantir a sobrevivência da Segurança Social – e pelos viste tem – então que o sacrifício se distribua por todos.


Para se perceber o que está em questão, nada melhor do que um exemplo. Os meus anteriores chefes aposentaram-se há vinte anos. Tinham, então, a idade que eu tenho hoje. O montante da pensão atribuída foi o equivalente ao valor do vencimento que auferiam na altura. Já eu, se me quiser reformar amanhã, ficarei com menos de um terço do que ganho agora. Ou, ninguém me manda ter pressa, espero mais uma dúzia de anos para, depois, ficar com cerca de oitenta por cento. Se tiver sorte. Deve ser a isto que chamam solidariedade intergeracional, ou lá o que é.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Chinês com fezada

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Não estou a ver, assim de repente, motivo para tanto alarido por causa da aposta de cem mil euros na derrota no Rio Ave na sua deslocação à casa do Feirense. Eu próprio apostei como os de Vila do Conde iam perder. Um pouco menos que o tal chinês, é certo. Mas isso sou que, para além de apostador muito moderado, não frequento aqueles lugares tão próximos do local onde está sediado o clube contra o qual apostei. Nem, por isso mesmo, conheço – sequer de vista – ninguém ligado à agremiação vilacondense que me pudesse informar do estado anímico dos atletas para jogar à noite, ao frio, no campo do adversário ou se havia muitos jogadores constipados.
Tudo informações a que – diga-se – não sei se o chinês teve ou não acesso. Mas, estando ali mesmo ao lado, é natural que possa ter tido. O que, obviamente, nada tem de mal. São, como sabe que analisa estes assuntos, pormenores de uma importância extrema no momento de apostar e, mais ainda, quando a bola começa rolar. Ou então – e certamente terá sido – foi apenas uma questão de fé. Muita. E, nestas coisas da fé, cada um acredita no que quer.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Xenofobia da boa. Valorizável, até.

Dizem que os americanos são estúpidos. Mesmo não tendo especial apreço por generalizações, admito que sejam. Até porque quem o garante, por vezes de forma categórica e cheia de convicção, são os mesmos que por cá votam no PCP, na Bloca – é aquilo do género, ou lá o que é – e que elegeram gajos como Sócrates. Não os vou contrariar. De certeza sabem do que falam. E, também, como já dizia a minha avó - essa sábia senhora que não me canso de citar - um bêbado e um maluco nunca se contrariam. 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Muitos sapos vai ter a comunicação social de engolir...

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Não me parece que constitua papel da comunicação social fazer oposição ao poder. Ou, ao invés, servir de suporte aos governos. Nem, exceptuando os jornais partidários, doutrinar os seus leitores. E, lamentavelmente, é isso, ou algo ainda pior, que hoje em dia se tenta fazer nos diversos órgãos de informação. Que disso – informação – é coisa que há muito já se esqueceram de fazer. Pelo menos daquela isenta ou que, vá lá, trate mesmo de informar quem lê sem que o jornalista nos queira impingir a sua opinião. A que, obviamente, tem direito mas que a mim, enquanto leitor, não interessa nada.
É por essas e por outras que a minha leitura de jornais se resume aos que existem cá na terra. Dois, no caso. Sou assinante de um e leitor ocasional de outro. Mas mesmo estes, à sua maneira, estão também a trilhar caminhos idênticos aos que a restante imprensa já segue. Daí que, não raras vezes, me limite a ler o obituário. Rigorosamente, mais nada.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Mais um corte...ah, espera, é só um adiamento.

 


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Outro corte no ordenado, este ano. Mais um. Já vou estando habituado. Tal como também me vou habituando a que todos achem muito bem o que antes achavam mal só por ser mais uma reversão à moda do Costa, esse santo milagreiro. Verdade que, desta vez, não será bem um corte. É mais um adiamento. Restituem-me daqui por dez meses o que me tiram hoje. Ainda assim surpreende-me que todos aqueles – e são mais que muitos – que passam a vida a reclamar que o vencimento só lhes chega até ao dia cinco – ou nem isso – não se queixem agora que, quase de certeza, ainda acaba mais cedo.


A ideia de pagar “por atacado” estará fundamentada na tal dinamização da economia através do consumo. O governo terá esperança que, quando o pessoal se deparar com muito mais dinheiro na conta, desate a consumir como se não houvesse amanhã. Por mim não lhe vou fazer a vontade. Se puder – e também para contrariar – ainda irei gastar menos. O mesmo deverá acontecer com o restante pagode que entende a medida como mais uma genialidade da geringonça. Ou muito me engano ou os cinquenta por cento do décimo terceiro mês nem para metade do cartão de crédito há-de chegar...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

E uma manifestação contra a burka? Ou uma carta, vá...

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Como sempre acontece de cada vez que é anunciada, num país ocidental, a proibição do uso de burka – ou outro adereço ridículo qualquer que apenas deixe os olhos de fora às mulheres que o vistam – levantam-se umas quantas vozes ofendidas com a falta de respeito pelas tradições das criaturas. Não percebo a condescendência. Nomeadamente quando não é reciproca.


Compreende-se que os imigrantes oriundos desses países forcem as respectivas esposas a usar aquele traje repugnante. Ou, pelo menos, que não as incentivem a deixar de usá-lo. Isto porque, ao que é confessado pela esmagadora maioria dos invasores que demandam a Europa, as mulheres são um dos principais motivos porque vêm para cá. Ora, sabendo das intenções dos seu patrícios, é natural que queiram esconder as deles.


Apesar disso é intolerável que gente disfarçada de sacos de batatas circule nas nossas cidades. Nisto faço minhas as palavras do xeique Munir, chefe dos muçulmanos portugueses, relativamente aos seus irmãos de fé que habitam na Europa. Se não gostam vão-se embora.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A sério?! Até o Carnaval incomoda esta gente?!

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Os portugueses perderam o sentido de humor. E, de caminho pois um mal nunca vem só, o do ridículo. Ou, hipótese igualmente a não descartar, estão a ficar parvos. Já não aceitam uma piadola, um dichote ou uma brincadeira inocente. Nem no Carnaval. Isto, pasme-me, apesar de reclamarem pela terça feira do dito não ser feriado.


Hoje, vá lá saber-se porquê, aborreceram-se e trataram de derramar indignação nas redes sociais por causa daquela empresa que comercializa uma fantasia carnavalesca a que deu o nome de “fato de refugiado”. Outros, ainda que em menor número, também não apreciaram que, no mesmo site, estivesse à venda uma burka sexy. Pode constituir uma ofensa para os muçulmanos, justificam. Porra pá, deixem mas é de ser parvos. A continuar assim, o melhor é acabar com o Carnaval, vamos todos trabalhar nesse dia e as autarquias poupam uma pipa de massa com a organização das festividades. É que isto, se entrarmos por essa coisa das ofensas, ninguém pode sair à rua mascarado seja do que for. Presumo, por isso, que imagens como a que ilustra este post em breve deixarão de ser vistas nos nossos desfiles. Algum idiota se há-de queixar de uma potencial ofensa. E depois ainda me dizem que não vivemos numa ditadura...


 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Uns pândegos, estes animalistas

Se há leitura que me diverte são os blogues dos alegados defensores dos animais. Ciclicamente dou uma vista de olhos por uns quantos. É uma maneira de ficar a par das causas mais recentes no âmbito das ideias parvas. Que há muitas, por lá. Uma delas, das parvoíces, é que os cavalos não devem ser montados. Coitados, diz que se fartam de sofrer. Devem ficar, presumo, com espondilose, lumbago, bicos de papagaio e outras maleitas correlacionadas. O mesmo para as carroças. Nem pensar nisso. Diz que ficam todos derreados por servirem de força motriz. Vá lá que a agricultura se modernizou. Aquilo de puxar um arado devia ser uma coisa lixada para as bestas.


Por falar em bestas. Uma delas, a propósito da festarola que envolveu uma “matança de um porco” numa terrinha aqui das redondezas, classifica os habitantes da aldeia em causa como “civilizacionalmente atrasados”. Não deve ter gostado de saber que lhe mataram o parente. Mas os moradores do lugar não se devem sentir ofendidos com a classificação. A mulher é maluca. Aquilo é o resultado de animais a mais e homens a menos.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Um dia destes é um monumento. Classificado e tudo.

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Reza a lenda que Jesus Cristo terá sido avistado nas redondezas no dia em que este chaço ali foi estacionado. Mas pode não passar disso mesmo, uma lenda. Até porque segundo um mito urbano, terá sido um sportinguista a deixá-lo naquele lugar na sequência das comemorações do último campeonato ganho pelo clube do Lumiar. O que, convenhamos, não fará grande diferença. É, em termos de espaço temporal, quase a mesma coisa. Mas isso agora não interessa nada. O que surpreende é o facto da carripana, após tantos séculos no mesmo sitio, ainda estar relativamente bem composta, digamos assim. Numa altura em que se colocarmos uma lata ou um cano podre junto ao contentor do lixo eles desaparecem quase de imediato, não deixa de espantar que tanto metal ainda por ali se mantenha. Deve estar sob apertadas medidas de vigilância...ou então é uma espécie protegida que importa preservar por já fazer parte da paisagem.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Trumpofobia

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O meu tio Alabaça, um velhote que por alturas do PREC rondava os oitenta anos, tinha, na época, uma visão muito critica do que então acontecia no país. Detestava comunistas, não apreciava o rumo que as coisas estavam a seguir e não via sustentabilidade nenhuma nas generosas medidas que os sucessivos governos iam tomando. O que, como seria de esperar, num Alentejo tomado de assalto por malucos e assolado numa onda de loucura colectiva, não o tornava numa figura muito popular entre a vizinhança. Infelizmente não viveu o suficiente para confirmar quanto a sua análise dos acontecimentos estava correcta. Teria dito aquilo que sempre dizia quando as suas previsões se revelavam certeiras. Um categórico “eu já sabia”.


Mesmo não tendo a veleidade de, sequer, me pretender aproximar do nível de saber de experiência feito daquele meu antepassado, também “eu já sabia” de que massa são feitos os que espalham aos quatro ventos conceitos como tolerância, respeito pela diversidade de opiniões, vontade popular e muitos outros chavões com que gostam de encher a boca. Bastou um idiota qualquer ganhar umas eleições do outro lado do mundo e é o que se vê. Veio ao de cima toda a intolerância, arrogância e falta de respeito relativamente a quem pensa diferente que, subtilmente, sempre evidenciaram. Quanto a essa gentalha insuportável não sei, mas, por mim, gosto da democracia e de poder dizer, se me apetecer, que gosto do Trump. Ou - e apetece-me mesmo - dizer que urge fazer qualquer coisa que impeça os fascistas islâmicos de tomar conta disto tudo. Mas isso sou eu que, ao contrário desses trumpofobicos, gosto da democracia. Ou lá o que é que chamam aquilo de termos direito a expressar publica e livremente a nossa opinião sem medo de represálias ou ameaças. E a vê-la respeitada, já agora.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Ajudem os animais celibatários, pá!

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Acho muita piada àquelas pessoas que relatam as aventuras dos seus animais de companhia como se estivessem a falar das traquinices dos filhos ou dos netos. Sou capaz de ficar largos minutos, embevecido, a ouvi-las. E, ao contrário do que se possa supor, levo-as muito a sério. Aprende-se bastante a escutá-las.


Exemplo disso era uma balzaquiana – muito bem conservada, diga-se – que contava a quem a ouvia que o mariola do canito – ou seria o gato? – à falta de companhia da mesma espécie – feminina, suponho, que o bicho se calhar não é paneleiro – se esfregava como se não houvesse amanhã, feliz da vida, numa almofada especialmente destinada para o efeito.


Não é que tenha nada a ver com isso, mas acho mal. Não que o bicho se esfregue, evidentemente. O que me parece grave – uma lacuna imperdoável, diria - é o mercado, a tecnologia, a ciência ou seja lá o que for ainda não dar resposta adequada às necessidades mais básicas dos nossos amigos de quatro patas. Ou de três, como o do meu amigo Joaquim O. (Só alguém cujo nome não será aqui revelado percebe o sentido da coisa, mas isso agora não interessa nada. Desculpa lá pessoa cujo nome não será revelado, mas tinha mesmo de fazer esta piadola!). Mas, dizia, é uma pena que ainda não tenham generalizado a produção e comercialização de uma cadela – ou uma gata, vá – insuflável. Ou outros briquedos sexuais, até. Seriam, de certo, um sucesso de vendas. E substituiriam as almofadas com inegáveis vantagens. Isto para além de, quase de certeza, nos proporcionarem histórias ainda mais animadas. Fica a ideia para um potencial investidor na nossa nova zona industrial…

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Delação familiar. Deve ser um novo conceito de democracia...

Está muito na moda criticar aquilo que chamam populismo. Um conceito a atirar para o parvo, que serve para quase tudo quando escasseiam os argumentos para justificar as opções políticas das elites ocidentais que nos estão a conduzir em direcção ao fim trágico da nossa civilização.


Está, também, muito em voga lamentar os perigos que corre a democracia. Concordo, quanto a isso. Embora pelas razões opostas às daqueles que culpam o Trump e a extrema-direita pelo Apocalipse que anunciam. A democracia está, de facto, em perigo. E quem está a fazer de tudo para acabar com ela é a esquerda e a intelectualidade bem pensante.


Veja-se o exemplo finlandês. Diz que a policia local está a instigar as crianças a denunciarem os pais que, em casa, lhes transmitam ideias politicamente incorrectas. Entre os casos denunciáveis estarão, segundo a fonte que adianta a noticia, queixas sobre o excesso de imigrantes, opiniões negativas sobre o feminismo, reprovar a homossexualidade, fazer comentários negativos sobre o islão ou associar os muçulmanos a atentados terroristas. Este plano para impedir opiniões contrárias às do ‘establishment’ conta, como não podia deixar de ser, com o apoio de partidos e organizações “progressistas”. Que é como esses velhacos gostam de ser conhecidos.


Aqui chegados, não é de admirar que a reacção do eleitorado seja aquela que se está a verificar um pouco por todo o lado. Só um idiota chapado pode ficar surpreendido com a ascensão meteórica de figurões que até há poucos anos todos odiariamos. Com democracias desta natureza ainda um destes dias vamos ter saudades de muitas ditaduras.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

E de número de contribuinte, também se pode mudar?!

Sempre preocupado com os grandes temas que preocupam os portugueses o governo prepara-se para produzir legislação que permita às crianças transexuais a possibilidade de escolherem, para usar na escola, o nome com que se identificam, independentemente da mudança no Registo Civil que, por enquanto, apenas pode ocorrer quando tiverem dezasseis anos. Por mim, ao contrário de uns quantos comentários que já li e ouvi acerca do assunto, não acho mal. Nem bem. Apenas parvo. Mas vindo de quem vem não é caso para estranhar. A malta já está habituada a que daquelas cabecitas só saiam ideias destas.


Mas, além dos sarilhos que vão arranjar aos professores, esta aberração legislativa, a contemplar apenas os casos das ditas crianças transexuais, pode configurar mais um caso de evidente discriminação. Que o Tomás e Constança, por serem portadores desse problema, queiram ser chamados, respectivamente, por Carlota ou Martim ainda é como o outro. Do mal o menos. Agora se a lei não permitir igual prerrogativa ao Eleutério, um futuro craque do pontapé na bola que gosta de ser chamado de Messi, então temos um problema.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Trump e as badalhocas

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Também por cá umas quantas centenas de pessoas, principalmente mulheres, se manifestaram contra o Trump. Custa-lhes engolir a vontade popular. É quase sempre assim quando os resultados das eleições não são aquilo que os iluminados acham que deviam ser. É uma parvoíce, mas entendo. Estão no seu direito de expressar todo o azedume que lhes vai na alma por a democracia estar a funcionar.


O que tenho manifesta dificuldade em perceber é o tipo de ameaça que – enquanto mulheres - preocupa essa gente. Acharão as criaturinhas que a sua liberdade está em perigo? Pensarão realmente que os direitos das mulheres vão regredir cem anos? E que isso, apesar de termos um oceano pelo meio, vai acontecer igualmente em Portugal? Se sim, então são mesmo estúpidas, hipócritas ou, não sendo nada disso, foram pagas para se manifestarem. É que não me consta que estas pessoas – ou outras, não importa – já se tenham manifestado contra a maneira como o islão trata as mulheres. E, neste caso, não é do outro lado do mundo. É aqui, na Europa. Na nossa casa. E não é apenas o que impõe a quem professa essa religião. É também a imposição desses usos e costumes medievais, que já afecta mulheres de muitas regiões europeias. Mas isso não as preocupa. Badalhocas!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Mas qual é o vosso problema com o Trump?!

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Depois de os últimos dias terem sido dedicados a endeusar o casal Obama, hoje voltaram em força os discursos anti-Trump. Uma coisa fina, isso. Dá ares de intelectual. Ou, no mínimo, de criatura bem-pensante. Por mim não tenho pachorra para os aturar. Nomeadamente aos que se recusam a perceber que são os argumentos usados para promover os Obamas ao patamar de divindade e o ódio que destilam relativamente ao Trump – aos que o elegeram, também - que ajudam ao surgimento de mais clones do agora Presidente americano.


Por cá bem podem os pé de microfone, os paineleiros de serviço nas diversas televisões e os bloguistas de inteligência superior prepararem-se. Vão ter muito para falar. Ou teclar. França, Holanda e Alemanha são já a seguir. E se não for nestas, será nas próximas eleições que acontecerá aquilo que tanto temem. A extrema-direita no poder. A culpa, essa, não será dos russos. Será vossa. De todos os politicamente correctos. Da ditadura do pensamento único que querem impor ao povo. Ou mudam de discurso ou, mais cedo do que tarde, vamos todos ter um azar do caraças.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vão trabalhar, palhaços, vão trabalhar!

Apesar de benfiquista de todos os costados sinto-me solidário com os futebolistas do Sporting. Está-lhes tudo a correr mal. O seu futebol mete dó, os adversários teimam em marcar golos nos últimos minutos e, como se isso não fosse pouco, têm de aturar um chefe idiota e um patrão doido varrido. Para já não falar nos adeptos – provavelmente um bando de rufias e mandriões - que fizeram questão de os ir esperar ao estádio, altas horas da madrugada, só para ofender quem trabalha. Sim, porque os jogadores, bem ou mal, trabalham. Coisa que aqueles energúmenos, provavelmente, só conhecem de ouvir falar. Se bulissem de certeza que não teriam grande vontade de estar ali a aborrecer quem exerce honestamente a sua actividade profissional. Se soubessem o que é trabalhar de certeza que, àquela hora, preferiam estar a descansar o coirão.


Obviamente que, enquanto benfiquista, fico satisfeito sempre que o Sporting tem um desaire. Mas, enquanto trabalhador, aborrece-me que quem trabalha não seja respeitado. Mesmo quando as coisas não correm bem. Ter um chefe habituado a perder, um patrão que nunca soube o que é ganhar e depois levar com a culpa das derrotas deve ser uma coisa lixada.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Frio?! Assustava-me era se estivesse calor...

Os gajos das televisões e mais uns quantos maganos andam há uns dias a esforçar-se por me convencer que está frio. Decretaram, até, que vamos estar em alerta laranja por causa disso. Da frialdade. Não me parece caso para tanto. Frio, frio era quando a malta fazia uma espécie de derrapagem artística nas poças de água que tinham congelado durante a noite. Ou no tempo em que as torneiras amanheciam com uma estalactite. Agora não. Estará, quando muito, fresquinho. E, mesmo assim, só para o pessoal mais friorento. Ainda hoje o coveiro foi para o trabalho de manga curta a acelerar na sua mota, os ciganos do resort andavam de t-shirt no Continente e o puto ranhoso navegava na internet sentado no portado de mármore da biblioteca já era noite cerrada. Um dia perfeitamente normal, portanto.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

E o povo, pá?! Não tem direito a ficar com tsu?!

Gosto de ouvir o comentário semanal do Marques Mendes. O homem fala bem. Nomeadamente por não ser gago. Como diria a minha avó, essa sábia senhora. Mas ontem não gostei assim tanto. Ao contrário do que é costume a opinião do baixote não foi tão esclarecedora quanto o habitual. Isto, claro, relativamente àquela coisa da redução da TSU para as empresas que empreguem trabalhadores pelo salário mínimo. É que parece-me ter existido, em tempos não muito distantes, uma certa unanimidade acerca do país não dever basear o seu modelo de crescimento numa economia de baixos salários. Ora isto, desconfio, constitui um incentivo a que isso aconteça. E depois há aquilo da despesa pública. O facto de ser o orçamento de Estado a financiar a manigância não tem, desta vez, importância nenhuma para o pequenote.


Fiquei, pois, pouco esclarecido acerca do que leva aquele comentador a defender esta ideia. Deve ser problema meu, presumo, ter ficado sem saber se ele quer a redução aprovada por ter acordo – mesmo que a medida seja má, como é – ou se a quer aprovada por a achar boa. E, neste último caso, boa para quem. Se calhar, entre outros, para muitos escritórios de advocacia que assim poupam uns cobres com os jovens licenciados que contratam pelo salário mínimo...


 


 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Investimentos e outras tolices.

Há duas coisas – haverá mais, mas fiquemos pelas boas - que deixam qualquer autarca prestes a afogar-se na própria baba. Fundos comunitários e investidores dispostos a investir nos seus Concelhos. Dos primeiros já muito rezou a história. Nomeadamente para nos endividar. Quanto aos segundos é uma pena as “estórias” não serem mais conhecidas. Há de tudo. Deliciosas, a maioria. Como, por exemplo, a daquele príncipe da Transilvânia que estaria disposto a investir em fábricas de aviões e que levou à certa meia-dúzia de Presidentes de Câmara.


Percebo o voluntarismo dessa malta. Os eleitores gostam de ver obra. Mas, uma vez por outra, convinha ter juízo. Aceitar, por exemplo, a instalação de um centro internacional de realojamento de animais que, logo à partida, servirá para acolher seis centenas e meia de galgos vindos directamente de Macau, não me parece a mais feliz das ideias. Verdade que essa bicheza corre como o caraças mas, digo eu, podiam ficar lá pela zona. Na China, por exemplo. É que só para os trazer para o Alentejo deve ser preciso um grande monte de massa.


É por estas e por outras que ainda não perdi a esperança de, mais cedo do que tarde, ver surgir num qualquer Município alguém a propor-se construir um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas. Ou, até, um pavilhão de negócios intergalácticos. Isso é que era uma ideia do outro mundo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Não é a Miss. É o júri.

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Vivemos num mundo em mudança. Mais do que imaginamos. Para mim uma mulher nórdica era alta, loura e muito branca. Algumas delas bonitas, também. Mas isso era dantes. Fará apenas parte do nosso imaginário colectivo, quando muito. Agora tudo é diferente. Deve ser aquilo do multiculturalismo. É que, na Finlândia, a senhora mais escura da foto foi eleita “Miss Helsínquia”. O que não teria nada de mais se, por exemplo, tivesse sido a única candidata. Mas não. Havia mais. Só que, lá está aquela coisa do multiculturalismo e do politicamente correcto, as outras eram todas brancas. E por acaso, independentemente da cor da pele, mais bonitas. A explicação para tão estranha eleição pode, admito, não ser a que eu estou a pensar. Dado que a fonte informativa não esclarece quanto à composição do júri, pode dar-se o caso de serem todos invisuais ou pouco entendidos em matéria de beleza feminina. Mas, face ao resultado, inclino-me mais para que sejam, na maioria, apenas extremamente parvos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O direito à queca.

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Diz que na Alemanha há quem proponha que seja o Estado a providenciar gratuitamente serviços de índole sexual aos mais necessitados. Parece-me bem. Acho uma grande ideia. Não estou a ver é, assim de repente, o conceito de necessitado. Ou com base em que considerandos se pode incluir alguém – ou pior, excluir – no âmbito da necessidade sem tornar a coisa discriminatória. Quiçá inconstitucional, até.


Parece que, a avançar, será por prescrição médica e que a medida se destina a quem não consiga ter sexo de outra forma. O que, convenhamos, é muito relativo. Então se a patroa não estiver para aí virada? Ou, ao contrário, o marido estiver farto do camafeu que lhe calhou em sorte? Terão ambos, digo eu, o mesmo direito que o marreco meio amalucado que não arranja ninguém para dar uma queca. Podem é ter de lhe ceder a prioridade no atendimento, mas isso já é outra história.


 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O país parou? Não dei por nada…

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Para alguns, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Para os jornalistas da capital nem isso. O país resume-se à sua secretária ou, quando muito, à redacção onde trabalham. Não, Portugal não parou. Nem, sequer, Lisboa permaneceu quieta. Afirmá-lo, talvez ao contrário do que pretende a criatura que publicou o texto, não constitui nenhuma homenagem ao homem que foi hoje a enterrar. É apenas parvo. Coisa própria de ignorantes, diria.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Epitáfios

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Parece que toda a gente tem necessidade de escrever qualquer coisa acerca de Mário Soares. Até Ricardo Salgado. Ainda bem que o fez. Ficámos, assim, todos mais esclarecidos relativamente a umas quantas coisas. Nomeadamente que não se nega um favor aos donos disto tudo sem que daí resultem consequências pouco agradáveis. Passos Coelho ao fazê-lo assinou a sua sentença de morte política. Dentro e fora do Partido. O resto é conversa. Fiada.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Uma sugestão aos apoiantes da geringonça. Tratem-se!

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Se há coisa que me aborrece é sentir que alguém está a tentar dar-me a volta. Assim do tipo pretender levar-me a concordar com a sua ideia de verdade, por mais evidente que se revele que essa suposta verdade, de que me pretendem convencer, pouco ou nada coincide com a realidade. Isso ou para idêntica situação apresentarem como boas e absolutamente verdadeiras duas soluções antagónicas consoante a que dá mais jeito à sua causa.


É isto, mais do que qualquer outra coisa, que não suporto nos geringonços e na sua tropa de choque. Antes tudo o que de mau acontecia no país era culpa do governo. E, em muitas circunstâncias, de facto era. Agora, quando ocasionalmente reconhecem que algo corre mal, a responsabilidade nunca é do governo. É sempre de um factor estranho e fora do controlo do poder político. A gripe, por exemplo. Nos anos precedentes o culpado do caos nas urgências e das mortes que ocorreram devido à doença era, inevitavelmente, o ministro da saúde. Um tal dr. Morte, como lhe chamaram. Este ano, a culpa das mortes e das intermináveis horas de espera pelo atendimento já não é do governo. Nem do ministro. É do vírus. Diz que está pior do que nunca, o maroto.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Tatuagem islamofóbica. Seja lá isso o que for.

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Não gosto de tatuagens. Nem percebo as motivações que levam alguém a tatuar-se. Verdade que não me esforço por entender. A bem dizer pouco me importa. Excepto naqueles casos em que aparece um gajo – ou uma gaja, tanto faz – todo indignado a protestar contra qualquer coisa a que se julga com direito e que, segundo a criatura, o Estado devia providenciar em seu beneficio. Um dia destes – e já não é a primeira vez – reclamava um individuo da falta de dentistas no Centro de Saúde. Uma vergonha, garantia. Isto enquanto exibia um “faqueiro” completamente “enferrujado”. Vá lá que não protestou contra a inexistência de dermatologistas. Não vá precisar de remover algumas tatuagens. Que isto cada um tatua-se a seu livre prazer, não precisa é de aborrecer os outros com conversa fiada acerca da falta de dinheiro para arranjar os dentes.


PS - Reitero o meu desprezo pelas tatuagens. Mas, depois de encontrar a imagem acima, admito que vou passar a tolerar algumas. As que são por uma boa causa, nomeadamente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Remate kruzado

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Não percebo a indignação dos lagartos pela eliminação da taça da Liga. Primeiro, já é um hábito. Deviam estar acostumados. Depois porque, ao contrário do que afirmará Bruno de Carvalho – esse grande especialista em arbitragem, parvoíces diversas e assuntos derivados da questão – a culpa não foi do árbitro. É que o clube do Lumiar não foi afastado da competição por ter perdido o jogo. Ficou de fora por aplicação do terceiro critério de desempate. A média de idade dos jogadores utilizados. Utilizou menos jovens do que o adversário directo, no caso. O que, para quem se gaba de ter a melhor escola de formação de futebolistas do mundo inteiro e arredores, não deixa de ser estranho. E há, ainda, aquilo do treinador. Se nunca ganhou nada de jeito antes de chegar ao Benfica por que raio alguém há-de pensar que vai ganhar depois de lá ter saído?!


 


PS - Na foto um dos muitos penaltis que permitiram ao Sporting ganhar o seu último campeonato

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

É a ditadura, estúpido!

"Esperem um minuto, agora tenho de ter cuidado com o que digo sobre Donald Trump?"


Esta inquietante questão, suscitada por um jornalista americano a que o Público deu voz, surge na sequência do facebook ter censurado uma publicação onde os apoiantes do Presidente eleito eram, entre outros mimos, apelidados de fascistas.


Deu-me graça, isto. O homem, uns quantos comentadores aparvalhados e, provavelmente, o jornal em questão ficaram visivelmente transtornados. Para eles a democracia, a liberdade de expressão e o direito a expressar o que vai na alma apenas se deve aplicar àquilo que coincida com a sua visão do mundo. Aplaudem o encerramento de sites e a censura imposta nas redes sociais a quem opina contra a invasão muçulmana da Europa ou critica determinados comportamentos, mas estranham que o mesmo aconteça quando usam as mesmas práticas contra pessoas que, no uso dos seus plenos direitos democráticos, se atrevem a pensar a escolher, no uso da sua liberdade individual e de pensamento, o candidato que muito bem entendem. Estranho conceito de democracia, este. Se calhar estamos é a viver numa corrupta ditadura mediática e ainda não demos por isso.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Alguém anda a levar a Mortágua a sério...

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Ainda bem que não sou milionário. Nem, por sorte, multimilionário. É que, a ser verdade o que tem sido relatado na comunicação social especializada em patifaria diversa, a malta do crime está a descobrir um novo filão. Os ricaços. Diz que dois destes cavalheiros foram, por estes dias, espoliados de parte dos seus bens. Isto ou a malta do gamanço está a seguir à letra a conversa da Mortágua sobre aquilo de ter a coragem de ir buscar o dinheiro a quem o tem ou, então, é mesmo azar. Muito azar. Quiçá apenas coincidência. E esta é a parte que me deixa desconfiado. Nomeadamente quanto aos elevados valores que levaram sumiço. Desconfio que se esta vaga de assaltos continua, vamos ter que resgatar também as seguradoras...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Método de poupança. Forçada, no caso.

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Métodos de poupança é o que mais há. Quase tantos como maneiras de gastar dinheiro. Por ser inicio do ano não têm faltado dicas acerca do assunto. Deve ser uma espécie de motivação ou isso. Por mim não alinho muito nessas práticas. Tenho quem o faça por mim. Gente simpática, que se preocupa comigo e com as minhas economias. Tanto que, de agora em diante, vão todos os meses retirar uma parcela ao meu ordenado. Diz que me será entregue apenas lá para Novembro. Vésperas de Natal, quase. Garantem-me que, com este método, consigo poupar o equivalente a meio mês de estipêndio. E já avisaram que para o ano a coisa duplica. Vai chegar mesmo ao mês inteiro. A poupança. Ou corte de vencimento, na minha perspectiva.