E pronto lá foi mais um. O BANIF, desta vez. Mas agora vamos apurar os responsáveis por mais este pesadelo financeiro para os contribuintes. Vamos caçar os patifes. Palavra dada que, presumo, seja palavra honrada. Acho muitíssimo bem. Há que levar à justiça quem nos anda a desgraçar. Estes e os outros. Todos. Os responsáveis por três falências das finanças públicas, os que estoiraram os bancos e os que rebentaram com o tecido produtivo do país. Mesmo que quase todos continuem instalados nas cadeiras do poder ou a banquetearem-se à mesa do orçamento. Acho bem mas, pelo sim pelo não, vou esperar sentado.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
sábado, 19 de dezembro de 2015
Será que assim já vão pedir factura?
Afinal, ao contrário do que personalidades ligadas ao PS chegaram em tempos a anunciar, o sorteio do fisco "factura da sorte" é para continuar. Embora, ao que parece, com outros prémios que não os polémicos autómoveis. Desta vez, diz, são certificados de aforro. Sempre estou para ver que argumentos, mais ou menos rebuscados, vão agora arranjar os criticos desta medida. Que, por acaso ou talvez não, eram maioritariamente apoiantes da trupe que está agora no poder. Por mim acho muitissimo bem esta alteração. Ainda que me suscite algumas reservas. É que, sabendo a simpatia que os partidos do governo manifestam pela renegociação da divida, não sei se esta ideia não será uma espécie de piada de mau gosto. Ás tantas o melhor é sortearem entradas para a festa do avante...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Um pandego, este Costa.
Logo que a hipótese da existência de um governo das esquerdas começou a ganhar forma vaticinei que iríamos viver num estado de divertimento permanente. Mas, reconheço, não esperava tanto. Hoje, por exemplo, naquela conferência onde ameaçou nacionalizar a TAP – não vejo que outro sentido se pode extrair da conversa do homem – esteve ao melhor nível de um qualquer ditadorzeco latino-americano com pinta de narco-traficante. Teve piada. E depois aquilo de um governo não poder estar dependente da vontade de particulares, também teve a sua laracha. Cuidava eu que preocupante era os particulares estarem à mercê dos humores dos governos. Mas isso sou eu, que tenho a mania de achar que sei governar a minha vida e não aprecio que o governo – este ou outro qualquer - o queira fazer por mim.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
A oportunidade de ser generoso...
A generosidade tuga não conhece limites. Surpreende até os mais cépticos. Grupo onde faço o que posso para me incluir. Somos solidários como o caraças. Uns altruístas quaisquer, lá para o norte, não tinham melhor alojamento para oferecer aos refugiados do que uma casa em ruínas mas, ainda assim, num gesto de assinalável desprendimento e solidariedade, mostraram-se disponíveis para ali alojar uma família necessitada de acolhimento. Um gesto bonito, sem dúvida. Até porque quem dá o que tem a mais não é obrigado. Tocou-me profundamente tanta solidariedade. Tanto que também estou disponível para ceder um edifício, com jardim, para acolher uma família de refugiados. Precisa é de pequenas obras. Coisa pouca. Assim tipo, portas, janelas e telhado novo. Como a outra que os misericordiosos transmontanos disponibilizaram. Espero é que haja quem pague. Como os outros.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Ajudar os bancos agora já é uma coisa boa...
Deve ser impressão minha. Andarei distraído, na certa. Mas, assim que me lembre, ainda não ouvi dos se indignam com os custos das intervenções públicas no BPN e no BES para os contribuintes, o mais pequeno reparo às declarações de António Costa acerca do BANIF. O homem, só para recordar aos menos atentos, garantiu a integral protecção de todos os depósitos dos clientes daquele banco. Todos. Mesmo aqueles que ultrapassam os cem mil euros. Garantidos à custa dos contribuintes, como é óbvio. A somar, seja lá quanto for o montante, aos muitos milhões que já lá foram injectados e que iremos igualmente pagar.
O curioso é que desta vez parece que ninguém está contra. Nem o PCP, o BE, a imensa chusma de comentadores encartados ou os sábios de pacotilha que percebem de tudo e têm a solução para todos os males. Está tudo caladinho. Devem estar a reunir argumentos para nos convencerem que se trata de uma coisa completamente diferente das anteriores falências. Por mim tudo bem. Podem continuar em silêncio. Ou a justificarem as manigâncias do ilusionista que chegou a primeiro ministro pela porta do cavalo. Continuarei a achá-los parvos na mesma.
Como está tudo garantido pelo Costa – palavra dada é palavra honrada – tomei finalmente uma decisão. Vou mesmo deixar de beber café. Com o dinheiro poupado compro o Banif. Uma semana de privação da cafeína deve chegar.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
O nó
Tive, há muitos anos, uma colega que topava à distância aquilo a que chamava o “arrastar da asa”. Ou, desconfiava eu, era a sua prodigiosa imaginação a pregar-lhe partidas. Seja como for se a coisa demorasse muito tempo a concretizar-se, ou não se concretizasse de todo, a culpa era invariavelmente do “nó”. Algo que definia como a incapacidade do cavalheiro verbalizar perante a alegada pretendida tudo o que sentia pela dita. Uma espécie de nó, explicava, que apertaria a goela do fulano, comprometendo irremediavelmente ao fracasso o desfecho do “arranjinho”.
Quem fez estes gatafunhos manhosos deve padecer do mesmo mal. Se a declaração se limitou a isto, é bem feito que ela – ele, ou outra coisa qualquer, que eu não sou de discriminar ninguém – procure outro. Ou outra. Ou seja o que for. Mas deste o melhor é só querer distância. Que é para não ser parvo.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Só para memória futura
Vai uma aposta em como para o ano já não vai existir essa coisa do ranking das escolas? E nem será tanto pelo facto de, invariavelmente, as escolas privadas açambarcarem as primeiras dezenas de lugares. Isso é pouco relevante por todas as razões que se conhecem. O problema será outro. Mesmo que em causa estivessem apenas as escolas públicas, uma classificação desta natureza causaria sempre incómodos. Nomeadamente aos que acham que somos todos iguais e que, quando não somos, o fracasso dos menos capazes é sempre dos outros, da sociedade, da chuva ou da falta dela, do grande – o pequeno escapa-se, o que me parece uma discriminação em função do tamanho - capital, dos EUA e da Merkel. Ah, espera. Da Merkel não, que ela agora já é boazinha.
domingo, 13 de dezembro de 2015
A caixa prioritária
Quando tirei a carta de condução ensinaram-me que a regra da prioridade era isso mesmo, uma regra. Nunca devia ser confundida com um direito absoluto. Ou, aplicada aos tempos actuais, como um direito adquirido.
O mesmo, achava eu, seria aplicável noutras circunstâncias que não o trânsito automóvel. Como naquelas caixas prioritárias dos supermercados, por exemplo. Mas não. Ao que tenho visto, enquanto observador atento destes fenómenos, ali a prioridade é um direito inalienável exercido à custa de empurrões e sem uma palavra – nem sequer um simples “destó” - aos restantes consumidores da fila. Uma ultrapassagem forçada e está o caso arrumado.
Não contesto a priorização de grávidas, portadoras de crianças de colo ou de pessoas com maleitas diversas. Era o que mais faltava. A hierarquização da prioridade é que se me afigura demasiado complexa para deixar ao simples bom-senso da populaça. Deve a grávida de seis meses, apesar de saudável, passar à frente da de dois meses com uma gravidez de risco? A mamã com um rebento de três semanas dentro daquela coisa de transportar bebés deve ser preterida em detrimento de outra com um pirralho de cinco anos ao colo? E o gajo, que até podia ser eu, com uma unha encravada a tentar equilibrar-se apenas numa perna deve aguardar que toda esta malta seja atendida? Questões inquietantes, de facto. E que de vez em quando, tal como acontece no trânsito, dão em “desinquieta”.
sábado, 12 de dezembro de 2015
Parem lá de me defender, se fazem favor...
Se há coisa que me aborrece no Partido Comunista – e até há muitas – é aquela conversa parva, repetitiva e desconchavada de se auto-proclamarem defensores dos interesses dos trabalhadores e do povo. Começam logo por fazerem uma distinção, cujo sentido me escapa, entre trabalhadores e povo. Será que, para a camaradagem, o povo não trabalha? Ou os que trabalham não integram o povo? Povo é só quem está desempregado ou reformado? Admito que a resposta às minhas dúvidas seja óbvia mas, o que é que querem, não estou a captar a ideia. Ou então há uma gritante ausência de rigor terminológico no discurso comunista.
Depois, sendo eu trabalhador ou eventualmente povo, não me lembro de ter pedido a ninguém para me defender fosse no que fosse. E se tivesse pedido não seria, de certo, ao PCP. Parece-me, portanto, abusivo que o camarada Jerónimo e os seus sequazes me atormentem com a insistência de defender os meus interesses. Fazem lembrar as testemunhas de Jeová. Ou os vendedores de cartões de crédito. No fundo, no fundo, andam todos ao mesmo.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Sim, claro. Toda a gente sabe que a culpa é do IVA...
Existe um estranho consenso acerca da culpa da taxa máxima do IVA na alegada crise do sector da restauração. Posso, admito, estar enganado mas não concordo mesmo nada. A proliferação de estabelecimentos do ramo é capaz de ser mais culpada. E, depois, há aquela coisa dos preços. Ainda que à beira-mar, cobrar um euro e vinte por um simples café quando à volta todos os outros vendem a pouco mais de metade não deve dar grande vida ao negócio. Como, de resto, anunciava a esplanada praticamente vazia onde um dos raros clientes garantia, para quem o queria ouvir, estar morto. Tal como todos nós, acrescentava. Só que, concluía, ainda não sabíamos. Nada o demovia da sua convicção. Por mais que o parceiro o tentasse convencer do contrário. Aquilo era o álcool da noite anterior a falar. Ou então – ao contrário de mim que não olhei para o precário antes – já sabia o preço. A boa noticia é que se lá voltar daqui por uns meses cada café vai custar “apenas” um euro e dez...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Arte?! Talvez, mas mázinha.
Não acredito que alguém, em seu perfeito juízo, admita a hipótese do funcionário da CP que impediu a vandalização de um comboio possa ser acusado da morte dos jovens grafiteiros. Pelo contrário. A acção merece um louvor da sua entidade patronal e o reconhecimento da sociedade pelo seu empenho na defesa da segurança e bem-estar dos utentes. De todos. Dos que estavam naquela altura na composição e dos outros que são obrigados a viajar em carruagens vandalizadas por artistas auto-proclamados.
A morte, seja de quem for é sempre de lamentar. Ainda que nuns casos mais que outros. Há, no entanto, actividades que envolvem risco. Entre elas a delinquência. Que, recorde-se, neste caso nem era motivada por qualquer intuito de satisfazer necessidades básicas ou essenciais à subsistência dos intervenientes. Entenderam, livre e espontaneamente, colocar a vida em risco em troca de algo inútil. Tiveram azar. Acontece.
Algum problema, palhaços?!
Não estou a ver qual é o problema das nossas elites bem pensantes relativamente aos resultados eleitorais em França, que colocaram a extrema-direita lá do sitio como o partido mais votado. Então aquilo de não se poder excluir nenhum partido do arco da governação agora já não vale? Mas os votos, lá como cá, não valem todos o mesmo? Noto aqui uma estranha dualidade de critérios. E por mais argumentos bacocos que a insanidade mental de uns quantos consigam encontrar, não me convencem. A extrema-direita tem tanto direito a governar – lá, cá ou pelo caminho – como a extrema esquerda. Assim o povo queira. E em França, nomeadamente aqueles que sofrem na pele as maravilhas do multi-culturalismo, querem. Vide, por exemplo, os resultados da Frente Nacional na região de Calais… É que isto defender o ladrão que rouba a casa do vizinho é muito bonito. Já quando é a nossa que está a ser roubada...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
É capaz de existir ainda alguma diferença entre pessoas e cães...não sei, digo eu!
Se há comentários que merecem ser apagados este não é, seguramente, um deles. Merece reflexão. Mesmo que acerca dele não haja muito para acrescentar. Esta criatura parece demonstrar uma visceral aversão pelos outros seres humanos. Causam-lhe nojo, pelos vistos. Se os pais pensassem assim o mais certo era não estar cá para escrever estes disparates. O que, diga-se, tornaria o mundo um lugar melhor. Seja como fôr, dentro de alguns anos provavelmente alguém vai ter de lhe voltar a limpar o vómito, a baba e o cocó. Coisa que, caso desse uso ao cérebro, já devia ter percebido.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Há muito tuga corajoso escondido atrás de um teclado...
O post anterior esteve em destaque no Sapo - obrigado equipa dos blogs do Sapo - o que atraiu um inusitado número de visitantes e originou uma quantidade de comentários absolutamente fora do normal. Insultuosos na sua maioria, discordantes quase todos e impublicáveis uma dúzia deles. Nada disso me surpreende. Nem, sequer, me aborrece. Pelo contrário. Diverte-me.
O conteúdo do post parece ter irritado muita gente. Ainda bem. Era essa a ideia. Seguir-se-ão outros sobre as pessoinhas que empatam as filas nas caixas dos supermercados. Ou que conduzem a dez à hora. Ou que não apanham os cocós dos cães. Só porque quero. E também porque posso.
domingo, 6 de dezembro de 2015
Vá lá pessoas modernizem-se. Adiram ao Home banking!
Se há coisa que me aborrece é ficar largos minutos à espera que uma criatura qualquer pague as contas, suas e de todos os familiares, no multibanco. Mais desesperante ainda se, após cada pagamento, fizer uma consulta ao saldo da conta. Tudo assuntos que podem, com muito mais segurança e tranquilidade, ser feitos em casa. Mas não. Vá lá saber-se porquê há ainda quem prefira fazê-las na rua. Uns corajosos, é o que é. Não só revelam um destemor enorme face à bandidagem, como não se importam de enfrentar os olhares de desprezo dos que têm de aguentar pela conclusão das suas transações. É por estas e por outras – mas especialmente por estas, reconheço – que me agrada a ideia de lançar um imposto sobre este tipo de operações. O que até se pode concretizar em breve se essa for a vontade do PCP.
sábado, 5 de dezembro de 2015
Governo fantoche e deputados “faztudos”
Contrariando aquelas teses populistas que asseguram ser os deputados pessoas pouco dadas ao trabalho, temos agora, que me lembre pela primeira vez vez, um parlamento disposto a trabalhar. Até demais, a julgar pela amostra dos primeiros dias. Trabalham por eles e pelo governo. Preparam-se para legislar acerca de tudo e de todos. Como se não houvesse amanhã. Está tudo previsto. Desde os temas fracturantes às nacionalizações. Do fim dos exames à proibição das praxes. Deverá seguir-se, quiçá, a criminalização do piropo. Ou, com a obsessão que este gente tem com as bichas, a fixação administrativa de preços dos bens de consumo.
Bem visto bem visto nem precisávamos de governo. A Assembleia da Republica faz-tudo. E é isso, mais ainda que as maluquices do ilegítimo, que me faz temer o futuro. Daqueles “faztudos” qualquer coisa se pode esperar.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
O primeiro que acenda a luz... (actualizado)
Assim que as trevas da noite caem sobre a terra, diz que ali para os lados do resort cá do sitio fica um breu do caraças. Nem uma luzinha se acende. Parece que a EDP se fartou de fornecer energia gratuitamente às centenas de habitantes e tratou de resolver o problema. Electrodomésticos de toda a espécie serão, enquanto a normalidade não for reposta, monos sem utilidade. Uma chatice. Ou não, nunca se sabe. O pagode que por lá vive, estranhamente, não está a ser particularmente efusivo na reacção ao acontecido. Às tantas até andam satisfeitinhos – e satisfeitinhas - da vida. Daqui por uns mesitos ficamos a saber...
Actualização - Diz que o assunto estará resolvido e a luz regressado ao resort. Parece que agora irão "abastecer-se" de energia noutro poste um pouco mais distante. Tudo isto alegadamente, como é óbvio.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Bombas boas e bombas más
Os russos andam há semanas a bombardear a Síria. Não se sabe ao certo para quê, pois ao que garantiram fontes altamente credíveis - sites comunistas da América-latina amplamente citados por cá – no fim de três ou quatro dias já tinham aniquilado mais de noventa por cento do Daesh. Mas, independentemente do tempo que estão a demorar a rebentar com os restantes dez por cento, o que impressiona é a invulgar pontaria da aviação russa. Nem uma criança esventrada, uma velhinha desgrenhada a lamentar o rebentamento da casa ou um habitante indignado pela criminosa violência e a clamar vingança pelos actos criminosos de uma potência imperialista. Nada. Nicles. As bombas estão a acertar em cheio nos alvos e isso dos danos colaterais é coisa que nem sequer existe. Para desespero das TV's e dos próprios terroristas, presumo.
Já a hipótese de alguns países ocidentais se juntarem aos bombardeamentos está a provocar a ira de alegados pacifistas. Acreditam estes idiotas inúteis que estas acções irão provocar uma mortandade geral. Manifestam, vá lá saber-se porquê, uma evidente falta de confiança na pontaria dos pilotos franceses, ingleses e americanos. De qualquer forma, podem sempre colocar em prática aquela tese fantástica das flores que derrotam armas, que ouvimos tão propalada quando dos atentados de Paris. Mandem muitas flores para a Síria e o Iraque. Depois digam se resultou.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Indignação de barriga cheia
Percebo a indignação dos reformados relativamente à anterior governação. Foram chamados, pela primeira vez, a partilhar as dificuldades de um Estado falido e isso, por mais que se tente justificar, dificilmente é compreendido por quem é vitima daquilo que considera ser uma injustiça. Compreendo-os, reitero. Até porque fui, de longe, muitíssimo mais prejudicado do que eles. Logo a começar, ainda no tempo do outro governo socialista, pelo fim do abono de família para quem auferia, salvo erro, mais de oitocentos euros. Isto enquanto deixava intactas todas as reformas. E sublinho todas. Nessa altura não me recordo de ninguém, desde a Isabel Moreira à outra senhora anafada da associação de reformados, achar que estávamos perante uma inqualificável injustiça. Nem, sequer, me lembro de ter ouvido falar nessa coisa da solidariedade intergeracional. Ou lá o que chamam àquilo de cortar os direitos aos novos para manter os dos velhos.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Organizem-se!
As famílias portugueses têm cada vez menos filhos. O que, presumo, no conceito de uns quantos iluminados deve constituir uma espécie de evolução social, de melhoria da qualidade de vida ou outra parvoíce qualquer que os alarves bem pensantes e fazedores de opinião em geral gostam de papaguear.
Os portugueses estão, também, cada vez mais tolerantes. Excepto na politica e no futebol. Quando ao resto aceitam tudo. Agora até parece que inventaram uma idiotice qualquer de “especismo” ou lá o que é. Diz que é assim uma coisa tipo discriminação mas aplicada quando não se dão à bicheza os mesmos direitos que gozam as pessoas. Deve ser por isso – consta - que aquilo do tudo ao molho será cada vez mais frequente. Modernices.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Koisas
Como escrevi noutra ocasião – num post ali mais abaixo e que envolvia sushi, ou lá o que é – uma coisa leva a outra. Quase sempre, diz. De vez em quando, vá. Ou então há excepções que confirmam a regra. São as coisas que não levam a outra. Também conhecidas por aquelas coisas que não levam a lado nenhum...
sábado, 28 de novembro de 2015
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Aceitam-se animais...crianças é que não!
Será, de certo, tudo muito legal. Estará, acredito, inserida numa opção estratégica de negócio que, porventura, dará óptimos resultados. Pode ser isso tudo e mais o que se quiser. Mas, para mim, é uma estupidez. Coisa de gente que nem merece que a reconheçam como tal.
Por breves instantes ainda ponderei incluir o estabelecimento hoteleiro em causa – culpa do Booking - entre as opções de escolha para uma curta estadia. Mas foi só até ver as condições do empreendimento. Não me serve. Recuso-me a pernoitar num sitio que permite animais. E, a juntar a isso, se não aceitar crianças, como é este, é coisa para o desaconselhar vivamente. Vade retro!
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
O gajo que perdeu as eleições já tomou posse. Cuidado, portanto!
E pronto. Quarenta anos depois voltamos a ter um governo apoiado pelos comunistas, esquerdistas burgueses e outros malucos. Acerca do que aí vem nem vale a pena especular. Basta ter estado atento à história do país e do mundo no último meio século. Ou, para não nos maçarmos muito a esmiuçar o passado, na última meia dúzia de anos.
Entretanto, se puderem, vão pensando na possibilidade de abrir uma conta na Suíça. Noutro país governado por gente séria também serve. Mas, se não souberem como se faz ou o pé de meia não justificar a trabalheira, o Paypal pode sempre constituir uma boa alternativa. Em último caso ponderem dar utilidade à parte inferior do colchão.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Bons sonhos...enquanto podem!
O pagode de esquerda e todos os que acreditam no Pai Natal, mesmo que ele não use barbas e tenha uma tez mais escura, podem finalmente dormir descansados. Os pesadelos, esses, virão mais tarde. Mas depois não sejam rabugentos.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Comissão de boas-vindas
Apenas agora, perante as evidências, é que alguns – muitos ainda nem assim - começam a despertar para o perigo de islamização da Europa. Receio que seja demasiado tarde. Aquilo a que uns quantos idiotas chamam multiculturalismo é apenas o principio do fim da civilização tal como a conhecemos. De pouco servirá levantar barreiras, fechar fronteiras ou jogar toneladas de bombas em cima deles. Eles estão cá dentro. No meio de nós. A impor os seus valores. Se é que podemos chamar valores àquilo.
Quiçá a nossa última esperança esteja no porco. Não no indicado, mas no outro. No verdadeiro. Diz que àquela malta lhes dá azar.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
E que tal começar pela própria casa?
Todos temos direito à opinião. Seja lá o assunto o que for. Independentemente do grau de conhecimento que tenhamos da matéria sobre a qual exerçamos o nosso direito opinativo. Daí que não exclua legitimidade a todos que, convictamente, manifestam uma opinião diferente da minha acerca dos destinos políticos, económicos e financeiros do país. Só estranho que muitos, sabendo exactamente o que é melhor para o governo, para a economia e para as finanças nacionais não saibam governar a sua própria casa, gerir a economia doméstica e organizar as respectivas finanças pessoais. Mas isso sou eu e o meu mau feitio.
domingo, 22 de novembro de 2015
Hoje fico-me por cá
Embora a qualidade – ou a falta dela – da imagem não deixe perceber, a placa por baixo do sinal de transito proibido diz “excepto veículos afectos ao transporte para o CCVE”. Que é como quem diz Centro de Ciência Viva de Estremoz.
Presumo que o problema se situe mais ao nível da minha compreensão. Talvez, reconheço, não revele grande capacidade para assimilar todos os conceitos que envolvem a ciência da colocação da sinalética de trânsito. A incompreensão que manifesto quanto à sinalização do meu bairro é disso um bom exemplo. Mas, neste caso em concreto, sempre gostava de saber para que serve ao certo – ou até mesmo ao incerto - aquele sinal.
sábado, 21 de novembro de 2015
E a ejaculação precoce, pá?
Os chamados temas fracturantes parecem constituir a prioridade das prioridades para a nova maioria parlamentar. De uns já trataram de levar a plenário e mais uns quantos, ameaçam, se seguirão. Tal como outros que, inexplicavelmente, têm ficado de fora da discussão política. Assim, de repente, lembro-me da ejaculação precoce. Problema que devia, também, ter o tratamento assegurado pelo Serviço Nacional de Saúde. E, naturalmente, sem estar sujeito a essa tirania das taxas moderadoras. Embora, admito, a oposição de direita possa sempre argumentar que isso se cura a pensar na Isabel Moreira.
Por mim – ainda que possa parecer o contrário - até nem acho mal que os deputados da nação ocupem o seu tempo a discutir problemática desse nível. Pelo menos enquanto andam entretidos com esses assuntos manhosos não apoquentam quem trabalha e lhes paga o entretém. O que me deixa inquieto é que aquilo não dura para sempre e, um destes dias, vão começar a tratar de coisas realmente importantes. De cenas sérias, vá.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
A ignorância também paga imposto
Tendo a desconfiar dos estudos. Mas, no caso do que foi divulgado hoje que coloca os portugueses entre os povos mais ignorantes do mundo relativamente a assuntos financeiros, acredito que não deve falhar por muito. Basta ouvir o que se diz na rua e ler o que se escreve nos jornais ou nas redes sociais para facilmente se concluir pela ignorância que por aí grassa quando o tema são as finanças.
Atente-se, por exemplo, no caso das facturas com NIF com as quais os contribuintes podem obter deduções a nível fiscal. Os comentários que tenho lido e ouvido sobre o assunto são de arrepiar. Reveladores de uma desinformação e de uma mentalidade distorcida que, acreditava eu, já não existiam nos tempos em que vivemos. Coisa que, reitero, nada tem a ver com a idade nem com o nível de escolaridade de cada um. Que o diga uma senhora a quem todos os anos preencho a declaração de IRS, analfabeta e com mais de oitenta anos, que não deixa escapar uma factura sem o respectivo número de contribuinte.
A ignorância costuma sair cara. E, como ando a escrever de há um ano a esta parte, todos os que alarvemente se recusaram a pedir factura vão, lá para meados do ano que vem, sofrer na carteira as consequências dessa alarvidade. Depois queixem-se do Passos, do Costa ou de quem quer que seja que lá esteja nessa altura. Por mim, que não gosto mesmo nada de pagar impostos, cada cêntimo conta. É pouco? É. Mas ainda assim deve ser mais do que a devolução da sobretaxa…