1 – A TAP, para mal das nossas carteiras, é uma empresa pública. A CGD também. Ambas estratégicas e importantes para a economia do país, ao que nos garantem. Na Caixa o Estado opta por não intervir para, por exemplo, influenciar a baixa de juros dos créditos à habitação, aumentar a remuneração dos depósitos ou acabar com o abuso das comissões. Já na TAP intervém até nos horários dos voos. Opções.
2 – Quando a transportadora aérea foi nacionalizada o ex-ministro e futuro chefe do governo, Pedro Nuno Santos, avisou que, daí em diante a música seria outra e que essa nacionalização daria a Portugal e ao resto do mundo uma lição do que é a gestão pública. Hoje é indesmentível que essa lição dificilmente podia ter sido mais eloquente.
3 – Muitos dos que lamentam a impossibilidade de um jovem comprar ou arrendar um apartamento em Lisboa ou Porto – em todo o país, diria eu – são os mesmos que aplaudem a política, via aumento do SMN, de nivelamento por baixo. Hoje a diferença liquida entre o salário médio e mínimo é quase nenhuma. E, como é óbvio, dá para quase nada. Quer o mínimo, quer o médio. Que, graças às políticas socialistas, são praticamente a mesma coisa.
















