domingo, 25 de outubro de 2020

Deixem lá a malta (o)pinar, pá!

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Quanto a esta medidinha da limitação de deslocações entre concelhos, para combater o vírus chinês, não tenho grande opinião. Nem pequena, a bem dizer. Até porque os portugueses quando querem – e querem muitas vezes – são exímios a contornar as leis. Mas há quem se sinta incomodado com esta decisão. Por muitas razões, que isto cada um sabe de si. A deste cavalheiro parece-me pertinente. E atendível, também. Devia, na minha modesta opinião de opinador que gosta de opinar, enquadrar-se nas excepções legalmente previstas. Só quem passou por estas coisas é que sabe dar-lhe o devido valor. Ainda bem que quando eu catrapiscava a minha Maria não havia Covid.

sábado, 24 de outubro de 2020

O melhor é contar outra vez...

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Os portugueses não têm grande propensão para os números. Dos que vão para jornalismo, então, nem se fala. Deve ser por isso que onde uns contam mil manifestantes, outros apenas vislumbram umas dezenas. Já se fosse uma manifestação da CGTP ou dessas causas da moda, seriam aos milhões. Cenas do rigor informativo que por aí se vai vendo. Ou, como diria a minha avó, por estas tirem outras. 


Não sei se usar máscara ajuda, ou não, alguma coisa no combate ao vírus chinês. Hoje ainda não tive ocasião de ler a posição da DGS acerca do assunto. Só sei que o PSD fez mais um frete ao PS e ao governo. E prepara-se, ao que parece, para fazer outro. Com aquilo da aplicação para telemóvel, ou lá o que é. Querem outra. Por mim não tenciono usar nenhuma. E nem é por causa dessa treta da privacidade. É só mesmo pela discriminação, naquela parte da obrigatoriedade, entre portadores de telemóveis. Já quanto à máscara, não vejo mal nenhum. Pelo contrário. Reconheço-lhe até muitas outras vantagens para além daquelas que andam para aí a apregoar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

A solidariedade é uma coisa muito linda...

O deputado e simultaneamente secretário-geral do partido comunista, Jerónimo de Sousa, desceu hoje as escadarias da Assembleia da República e juntou-se aos trabalhadores das autarquias que ali se manifestavam. Nada de mais. André Ventura fez mesmo com outros manifestantes. E, tenho até uma vaga ideia, foi muito criticado por isso.


Como era de esperar, o líder do pcp solidarizou-se com a luta daqueles trabalhadores pois, afirmou cheio de pena, têm vencimentos baixíssimos. A esmagadora maioria ganha apenas o salário mínimo, acrescentou. Considerações que revelam toda a enorme desfaçatez tão própria de todos os que apreciam a causa comunista. É que nenhum daqueles manifestantes ganha, actualmente, o SMN. Isso acontecerá em Janeiro quando, então sim, os vencimentos mais baixos da função pública forem, outra vez, engolidos pelo salário mínimo. Na sequência, aliás, daquilo que a esquerda tem andado a promover desde que chegou ao poder. Que é colocar toda a gente a ganhar o mesmo. A nivelar por baixo. Ou seja, a multiplicar os pobres.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Em cada português há um especialista em politica americana

O tema “Trump” aborrece-me particularmente. Admito, no entanto, que os meus compatriotas – gente muito mais informada e entendida na política dos States do que eu – apreciem a bastante o diluvio de noticias que a comunicação social trás diariamente até nós. A mim não me interessam. Mudo sistematicamente de canal assim que ouço o nome ou vejo as trombas da criatura. Sou gajo que gosta de ouvir umas piadolas e o figurão presta-se a isso. Mas, não sei se é só a mim que acontece, uma piada pode ou não ter graça dependendo de quem a conta e eu não me consigo rir das anedotas que os órgãos de informação fazem acerca do fulano. Daí já nem ter paciência para as ouvir.


Há, depois, o factor desilusão. A presidência do cavalheiro é uma decepção absoluta. Ainda me lembro de garantirem, na anterior campanha eleitoral americana, que a eleição do Trump constituía uma ameaça à paz no mundo. Iam ser guerras até mais não, juravam os entendidos. Quase toda a gente, afinal. Vai-se a ver e nada. É que nem uma escaramuça. Desta vez já me passou por baixo dos olhos uma parangona qualquer a afiançar que vai ser a democracia. Diz que acaba, se o Trump for reeleito. Muitos, inclusivamente por cá, são capazes de acreditar. Se calhar os mesmo que preferem o Xi Jinping.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Deixem-se de fitas, pá!

Mais uma taxinha. Agora é sobre as plataformas de streaming. Trata-se, ao que parece, de taxar filmes e séries que toda a gente quer ver, para arranjar dinheiro que permita subsidiar os que entretêm a fazer cenas que ninguém está interessado em ver.


Não é que tenha pena das empresas a quem vai ser aplicado essa taxa. Pelo contrário. Tenho é pena - e muita - daqueles palermas que acreditam que essas ditas empresas não vão repercutir esse custo na conta que apresentam aos consumidores dos seus serviços. Ou seja, de uma ou de outra maneira - que isto anda tudo ligado - todos pagaremos mais esta taxinha.


Esta maneira mesquinha de fazer política e sempre a fazer dos outros parvos causa-me elevadíssimos níveis de irritabilidade. Se querem aumentar impostos digam-no sem rodeios. Sigam o exemplo de Vitor Gaspar, olhem os portugueses nos olhos e digam-nos: “Vamos fazer um enorme aumento de impostos”. Não têm, obviamente, tomates para isso. Não é o género desta gentinha asquerosa.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

O virus chinês

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Há anos que uso sistemas operativos Linux, em vez do tradicional Windows, nos computadores cá da maison. Por várias razões. A segurança, o facto de todas as aplicações serem gratuitas e a opção por não usar pirataria são apenas algumas. Embora, reconheço, a principal seja apenas porque sim. Das vantagens já aqui escrevi em várias ocasiões e, apesar de algumas lacunas, continuo a considerar que a escolha vale a pena.


O Linux fica apenas a perder – dentro do software de que faço uso, obviamente – para o “Office”. Aí não há volta a dar. A alternativa ao pacote de escritório da Microsoft, que vem por defeito com o sistema, deixa bastante a desejar. Daí a tentativa de encontrar outros programas melhorzinhos. Ou simplesmente menos maus, vá. A busca levou-me ao WPS. Apesar de chinês resolvi testar. Em má hora o fiz. Deu nisto. Aquilo não presta e, pior, criou uma pasta que não mostra o conteúdo nem se deixa apagar. Mas este, ao contrário do outro vírus dos gajos, tem solução. E rápida. Graças ao fantástico Linux.

domingo, 18 de outubro de 2020

Agricultura da crise

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Com a plantação dos primeiros bróculos e alfaces está oficialmente aberta a época agrícola 2020/2021. Meia-dúzia de cada, para começar, que o espaço é pouco e, descontando a passarada de diversas marcas, as bocas a alimentar também. Ao lado estão semeados coentros, espinafres e meia dúzia de grãos de sementes de uma espécie não identificada. Agora é esperar que chova e que os gatos das redondezas se entretenham pelos quintais dos respectivos donos e deixem o meu em paz.


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Entretanto o compostor cumpriu o seu papel. Finalmente, quase um ano após a “inauguração”, o produto acabado está praticamente em condições de ser aplicado. Mais uma ou duas semanas de secagem e estará apto. Engoliu muitos quilos de restos de vegetais e devolve agora este composto que, garantem os especialistas da especialidade, é do melhor que há para hortas e quintais. Merecia um desconto na factura da água – naquela parte em que pagamos uma barbaridade de TGR, não sei se topam – mas isso é esperar demais dos que mandam nestas cenas. Se eles, sem que ninguém se importasse, até aumentaram esta taxa em 100%...

sábado, 17 de outubro de 2020

Não se arranja um "teachers lives matter" ou isso?

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Um professor foi assassinado em Paris. Na Europa. Da qual fazemos parte, recorde-se. O crime não ocorreu do outro lado do mar, nem se tratava de um criminoso a resistir à policia. Era apenas um professor que ensinava a tolerância aos seus alunos e que teria cometido a blasfémia de mostrar caricaturas nas suas aulas. Foi decapitado por isso. Por um daqueles cavalheiros com ideais que, ao que nos garantem as cabecinhas bem pensantes, devem merecer a nossa tolerância. As mesmas que, perante mais este crime de ódio, nem piam. O que só confirma a minha tese que todos os que se indignam quando os mortos têm a pele mais escura, que se manifestam berrando “black lives matter” e outras parvoíces do género se estão perfeitamente nas tintas para as vitimas. Eles apenas aproveitam a ocasião para expressar o seu ódio aos agressores. Excepto quando o assassino não é branco, pertence a uma minoria ou se trata de um islamita. Nestas circunstâncias, invariavelmente, calam-se que nem ratos. Das duas uma. Ou estão do lado dos criminosos ou têm medo. Não sei o que é pior.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Anda comigo ouvir os aldrabões...

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A TAP, empresa nacionalizada, tem uma gestão que devia deixar orgulhosos todos os portugueses. Mesmo aqueles que, parvos, acham que os governos não têm nada de gerir empresas. Sejam elas transportadoras aéreas ou agências funerárias. É que, a acreditar naquilo que tenho lido e ouvido na comunicação social, aquela companhia de aviação terá daqui por uns tempos menos mil e seiscentos trabalhadores, mas – milagre dos novos gestores – nem um será despedido. As noticias mais recentes dão-nos conta que aquela companhia de aviação perde, dispensa, afasta ou fica com menos trabalhadores. Quanto muito, mas isso já é o jornalista a arriscar a pele, não renova contratos. Despedir é que não. A TAP não despede ninguém. Que isso é muito feio e próprio daqueles empresários malvados que apenas visam o lucro. Os patifes.


 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

E, já agora, um guizo, não vá ficar sem rede...

Já escrevi noutras ocasiões que em situações de crise segue-se o líder sem levantar objeções ou questionar as suas decisões. O que houver para discutir, nomeadamente se as opções foram as adequadas ou não, vê-se depois. Havia de ser bonito, numa batalha, os soldados questionarem a estratégia do general.


É nisto que estamos. Numa batalha. E até aqui a maioria da população tem cumprido aquilo que os “generais” têm decidido. Mas convém que não abusem. Senão, como na guerra, as deserções multiplicam-se. Esta ideia de tornar obrigatória – ainda que em determinadas circunstâncias e apenas para certos grupos populacionais - uma aplicação para telemóvel, ultrapassa em muito as fronteiras do razoável. Não vou entrar em considerandos, como já por aí li, acerca do preço pouco acessível dos aparelhos que permitem o uso desses aplicativos. É do conhecimento comum que quanto mais baixo o rendimento, mais alto o nível tecnológico do telemóvel. Nem, tão pouco, justificar com a pouca intuição dos mais velhos para lidar com essas coisas. Que esses, para o que lhes convém, sabem tudo. Limito-me apenas a considerar que, em democracia, a sua aplicabilidade é praticamente impossível.


Esta ideia, para além do mais, suscita-me duas questões inquietantes. A primeira é desconfiar que a obrigatoriedade do uso desta “app” terá uma finalidade económica. Aquilo, cheio daqueles anúncios irritantes que costumam acompanhar este tipo de produto, é coisa para render uns milhões em receita publicitária. Capaz de dar para uma TAP, uma CP ou um Novo Banco, assim por alto. A segunda inquietação tem a ver com futuras finalidades de aplicações desta natureza. Olha se eles, por exemplo, se lembram de uma cena assim parecida para combater a escassa natalidade...

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Se tivesse Twitter o gordo da Coreia do Norte não diria melhor...

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É preciso lata. Muita. E este individuo tem-na para dar, distribuir pelos amigos e vender a todos os papalvos que lha queiram comprar. Comigo não faz negócio. Nem ele nem o idiota-chefe do PSD que, em lugar de fazer oposição, anda a negociar tachos e tachinhos com a criatura que temos o infortúnio de ter como primeiro ministro. Só alguém muito cínico pode escrever aquilo ali em cima. Deve pensar que andamos todos a comer gelados com a testa. E relativamente à maioria, se calhar, não se engana.


 

domingo, 11 de outubro de 2020

Defender uma ditadura não constitui uma espécie de crime?

Parece que um deputado do actual partido socialista, quando questionado se preferia Trump ou Xi Jinping – o presidente da China, terá optado por escolher o último. No presente contexto não me surpreende que muita gente dentro daquele partido nutra uma especial simpatia por ditadores. Daqueles sanguinários, como é o caso. Até porque não falta por aí, no PS e fora dele, quem ache preferível uma ditadura de esquerda a uma democracia de direita. Não é surpreendente, mas é preocupante. Principalmente pelo facto destas ideias ocorrerem a pessoas que ocupam cargos públicos, militam num partido que passa mais anos no poder do que fora dele e, pior, podem até chegar aos lugares mais altos da governação do país. Como este deputado que, recorde-se, será candidato a presidente dos jotinhas socialistas.


O que já nem espanta é a falta de indignação geral perante esta declaração. Nem digo que demitissem o homem ou, como fizeram com aquele alarve dos ovários, gastassem horas a malhar na criatura. Mas, sei lá, umas piadolas ou meia-dúzia de reacções mais ou menos encolerizadas era o mínimo que estava à espera. Porque, se calhar, condenar esta declaração num telejornal ou gozar com o rapazola num programa de humor de domingo à noite é capaz de ser expectativa a mais. Embora a verdadeira anedota seja um povo que tem um governo apoiado por um partido que tem dúvidas se a Coreia do Norte é ou não uma democracia e é governado por outro com gente que entre a democracia americana e a ditadura chinesa não hesita em escolher a segunda. 

sábado, 10 de outubro de 2020

É para atestar de impostos, se faxavor...

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Não é que isto seja novidade. Longe disso. Toda a gente sabe que quando abastecemos o depósito do carro estamos, mais do que a meter combustível, a pagar impostos. Confesso que não são os que mais me custam pagar. Ali, na bomba, somos todos iguais. Todos roubados por igual. E isso, tirando a parte do roubo, é que é justo. Sim que a igualdade – tal como o amor, que agora não é para aqui chamado - é uma coisa muito linda.


No caso presente, para um abastecimento de quarenta litros que me custaram quase sessenta euros euros, paguei trinta e sete euros e noventa cêntimos de impostos. Enquanto defensor acérrimo da taxação do consumo, em detrimento da taxação do trabalho e do rendimento, não fico particularmente escandalizado. Excepto para os que dependem do carro para trabalhar, pagar mais ou menos depende da vontade de cada um. E, a julgar por aquilo que vou vendo, não são muitos os que se chateiam por pagar tanto. Se isso os incomodasse faziam como eu. Andavam e pé e o carrito era mesmo só para o estritamente indispensável. Mas, se gostam de pagar impostos, continuem a andar de cu tremido. O Costa e a Catarina agradecem.


 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Nojo

Aquela deputada que abandonou o partido pelo qual foi eleita apresentou duas propostas de alteração ao código do trabalho. Ambas as coisas, convenhamos, serão bastante valorizáveis. Abandonar o PAN revela ter ganho algum juízo e apresentar propostas é o que se espera daqueles a quem entregámos o poder de fazer as leis ou alterar as existentes.


Propõe a senhora que os donos de animais de estimação tenham direito a um dia de folga pelo falecimento do bicho e sete em cada ano para acompanhamento e assistência em caso de doença do animal. Nem duvido que a ideia mereça o acolhimento da bicharada restante Assembleia. E muito bem. Aplaudirei de pé tão sábia decisão. Chapeau - é francês, para os menos familiarizados com o franciú - para eles. Só espero que a licença em causa seja por cada animal e, como fará todo o sentido, independentemente da espécie. Se assim não for até já estou a ver a quantidade de gente que se vai manifestar contra a discriminação entre animais. Especismo, ou lá o que é.


A propósito. Não sei se já partilhei aqui no Kruzes a minha preocupação com o estado de saúde das formigas do meu quintal. Tenho notado que andam um bocado pálidas...

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Uma questão de contexto

Parece que o governo já terá informado os sindicatos do sector que, no próximo ano, derivado ao actual contexto – pandemia e isso - não há condições para aumentos salariais na função pública.


Entretanto o governo já anunciou publicamente que, no próximo ano, derivado ao actual contexto – pandemia e isso – o salário mínimo nacional terá de ter um aumento com algum significado.


Compreendi-te.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Take-way para gatos

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O meu gato imaginário - o Bigodes – é um finório. Vai todos os dias almoçar e jantar fora. O que é bom. Poupa-me um dinheirão imaginário em comida igualmente imaginária.


Mas se fosse real também ia. E era eu que o mandaria refeiçoar na companhia dos da sua espécie. Opções não lhe faltariam. Teria à sua disposição, em qualidade e quantidade, uma diversificada oferta gastronómica. São mais que muitos os locais onde poderia apreciar ração em abundância e dessedentar-se com a água da região. Tudo proporcionado por umas tontinhas que – dizem, que eu nunca as vi - correm a cidade a servir refeições aos pequenos felídeos. Com, imagino, o alto patrocínio das autoridades. Ou, pelo menos, com a sua tolerância. Se assim não fosse o lixo seria prontamente removido e as beneméritas presenteadas com a respectiva coima. Mas não. Isso já era imaginação a mais.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Boas noticias...para os do costume.

Estará encontrada a solução – ou parte dela – que faltava para o orçamento de Estado do próximo ano merecer a aprovação do PCP. Parece que uma lei a aprovar um dia destes no parlamento, permitirá criar mais seiscentas freguesias. É obra. Ou, melhor, é muita freguesia. Para muita freguesia. Se este retrocesso na organização administrativa do país deixa os trabalhadores e o povo ficam mais felizes é coisa que, para já, não sabemos. Mas que muitos fregueses estarão todos contentes, não existirão grandes dúvidas. É muito lugarzinho para preencher e muita gente à espera de ir trabalhar para o bem comum. Altruístas é o que por aí não falta.


Por falar em altruísmo, que a gente estamos cá é para ajudar as pessoas. O que também não tem faltado são noticias relacionadas com a chuva de euros aos milhões se prevê venha a fustigar o país. Simplificação dos processos de expropriação, agilização da contratação pública e não recondução do Presidente do Tribunal de contas são, apenas, algumas. Todas de criar água na boca. Que isto, mal comparado, é juntar a fome com a vontade de comer. Ou, como diria o outro, anda tudo ligado. Por mim, prefiro aquela de dar a chave da capoeira à raposa.

domingo, 4 de outubro de 2020

Resistir ao saque fiscal

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A maioria dos portugueses – de entre os que pagam, naturalmente - não tem a mais parva ideia dos impostos a que estão sujeitos nem, sequer, a consciência do rombo – e do roubo – que isso constitui para os seus rendimentos. Alguns, infelizmente não tão poucos quanto isso, têm ainda a sensação que na data em que o fisco devolve o IRS retido em excesso lhes está a ser dada alguma coisa. Uma ignorância que dá muito jeito a quem está no poder e ajuda a não colocar o tema do esbulho triburário de que somos vitimas na ordem do dia. Embora, reconheço, o Trump e outros assuntos como o racismo, a extrema-direita ou cães sejam temas muito mais importantes e muito mais merecedores de atenção do que a nossa carteira...


Apesar dos sucessivos ataques aos contribuintes, ainda é possível minorar ligeiramente os danos do brutal saque fiscal. E esta, agora que estamos a três meses do final do ano, é a altura certa para preparar a defesa. Fazer contas é o segredo. O primeiro passo será revisitar a declaração do ano anterior – disponível no portal da AT – e simular com os dados do ano corrente. Depois tomar decisões. Por exemplo constituir um PPR. Dependendo das circunstâncias, com uma aplicação de três a quatro mil euros pode obter-se uma poupança fiscal entre seiscentos a oitocentos euros por casal. É dinheiro. No bolso do contribuinte, que é o sitio certo para ele estar.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Os valentes da internet


Cada um, tanto nas redes sociais como na vida real, sabe de si. Aqui no Kruzes, por exemplo, já escrevi em diversas ocasiões que não pratico a democracia e só aceito as opiniões que muito bem – ou muito mal, depende do ponto de vista – me apetece aceitar.


Percebo, por isso, que haja por aí muita gente, nomeadamente daquela que bate no peito e ergue o punho em defesa de um estranho conceito de democracia, a banir das suas redes sociais pessoas com simpatias políticas diferentes das suas. Varrer o lixo, dizem eles. Com toda a legitimidade, diga-se. O espaço é deles e gerem-no como muito bem lhes aprouver.


Também a vida real cada um governa como quiser. Festeja o que lhe apetecer, rodeia-se de quem entende e toma as opções que, em cada momento, lhe parecem as melhores. Em tempos de dificuldade, provavelmente também. Quero acreditar que, nas alturas difíceis, será igualmente junto dos que politicamente lhes estão próximos que buscarão auxílio. Nem outra coisa se espera daqueles que escolhem os amigos em função da ideologia política.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Brincar c'a tropa

Não guardo boas recordações da tropa. Pelo contrário. Detestei cada dia que o Estado português me obrigou a prestar serviço militar. Tinha emprego, vencimento e durante dezasseis meses fui privado de fazer a minha vida normal sem que ninguém me indemnizasse, até hoje, por isso. Coisa que não aconteceu com as mulheres desse tempo que, curiosamente, não reivindicavam o direito de engrossar as fileiras militares. Só os homens passavam por este calvário. Nem elas nem os ciganos. Depois venham para cá falar de discriminação, ou o catano.


Este desabafo vem a propósito das recentes notícias sobre a linguagem inclusiva que as forças armadas pretendem implementar. Acho bem. Isto há que clarificar a questão do inimigo ou inimiga, do canhão ou da canhona, da bazuca ou do bazuco. Entretanto, chamar “Maria Amélia” ao pessoal que não sabe fazer os exercícios deve passar a ser uma coisa extremamente valorizável. Quase tanto – ou mais, na optica do BE e do PAN - como aquilo que diziam os graduados durante a recruta com o intuito de aborrecer os “maçaricos”. Garantiam eles que recruta está na escala da evolução humana dez pontos abaixo de polícia que, por sua vez, está vinte abaixo de cão.


Só falta, mas não tardará, um manual de boas maneiras e espírito de tolerância do combatente. Ou combatenta.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Diz o roto ao nu...

Parece que estarão para breve umas normas quaisquer acerca de tatuagens e indumentárias que os policias portugueses poderão ostentar. Ao que leio, tatuagens de cariz partidário ou racista não serão permitidas. Coisa que está a indignar os agentes da autoridade. Não vejo, sinceramente, motivo para tanto. Nem, sequer, acredito que entre os policias haja gente capaz de desenhar uma foice e um martelo nas costas ou um Che-Guevara no braço. Era demasiado mau-gosto e refinada parvoíce.


O mesmo com a vestimenta. Não podem, parece, entrar e sair das esquadras de t-shirt, calções e chanatos. Que policia é uma profissão digna e as esquadras locais de respeito. Nada que se compare, por exemplo, à Assembleia da República, por onde qualquer marmanjo circula de saia. Daí, reitero, não vislumbrar motivo bastante para suscitar grandes preocupações aos agentes da autoridade. Nada os impedirá de entrar, ou evacuar a área, de saia rodada ou vestidinho de chita. Impedi-los seria discriminação ou, sei lá, coisa pior. Assim tipo, machismo, ou isso.

domingo, 27 de setembro de 2020

A cultura é uma arma...

Cultura. Reconheço que não escrevo o suficiente acerca do tema. Penitencio-me por isso. Melhor do que penitenciar-me talvez seja, até, enveredar por uma carreira no sector. O pior é que não tenho jeito nenhum para as artes. Cantar, dançar ou representar não são actividades artísticas onde possa aspirar a ter o mínimo de sucesso. Ainda que, como sobejamente se vê por aí, não falte gente com o mesmo grau de inaptidão a ser “levado em ombros”.


Talvez escreva uma peça de teatro. Como o outro que escreveu aquilo da “Catarina ou a beleza de matar fascistas” e, em vez de ser processado por discurso de ódio, ainda lhe pagaram. Posso revelar em primeira mão e rigoroso exclusivo para os leitores do Kruzes que já tenho alguns títulos em mente. “Adolfo ou o encanto de exterminar judeus”, “António ou as maravilhas de torturar comunistas”, “Joseph ou a satisfação de chacinar democratas” e “André ou a espectacularidade de malhar nos ciganos” são apenas algumas ideias. Quanto à trama, logo se vê. Por enquanto mantenho aquela máxima. “Quando ouço falar em cultura só me apetece puxar da metralhadora”. Uma ou outra vez, confesso, no real sentido do termo.

sábado, 26 de setembro de 2020

Meliante bom é meliante filmado!

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No actual contexto pouco me surpreende a recepção que um grupo de “jovens” – agora é assim que os meliantes são tratados pelos órgão de (des)informação - dispensou a uma patrulha da GNR num bairro de Cascais. O sentimento de impunidade é generalizado e sovar as autoridades é coisa mais ou menos normal e prática comummente aceite. Bater num cão é hoje muito mais grave do que chegar a roupa ao pelo a um policia. Pelo menos a nível de indignaçãozinha da populaça.


O que ainda me consegue espantar é aquela rapaziada que tentou sovar os GNR’s, ter filmado os desacatos e, no final, ameaçar entregar as imagens à televisão e ao tribunal. Achando, muito provavelmente, que retirariam daí alguma vantagem ou que o seu comportamento sairia legitimado e, em contrapartida, os agentes da autoridade feitos ao bife. Se calhar têm razão. E esse é o problema.


 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

IRS - Quando os argumentos descem ao nível da pré-primária...

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Acabo esta série de posts que tiveram como tema a proposta da Iniciativa Liberal no sentido de ser implementada uma taxa única de IRS, com as reacções que esta ideia suscitou. Duas, basicamente. Ambas bastante básicas, diga-se. “Não, porque assim os ricos pagariam menos”, uma delas e “não, porque quem não paga não é beneficiado”, a outra. Elucidativo. Um argumentário bastante revelador. Nem vale a pena dizer do quê. Mas que nos devia deixar em alerta sobre o carácter de quem o usa. O desprezo a que votam a metade dos portugueses que pagam IRS diz muito acerca de quem nos dirige e dos badamecos gravitam à sua volta.


Um dia destes voltarei ao assunto. Por agora, que o fim do ano começa a aproximar-se, vou fazer planeamento fiscal. O meu. Que isto, sem taxa plana, há que fazer tudo para pagar a taxa mínima.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

“O IRS é o imposto que mais contribui para a eliminação da desigualdade salarial”

Uma afirmação lapidar, esta. Dita assim até parece ser uma coisa muito virtuosa. Nomeadamente para alguns tolinhos, iletrados, demagogos diversos e gente com o cuzinho cheio de boa vida, como remataria a minha avó.


Vejamos o contributo - no âmbito da função pública - desse imposto virtuoso para eliminação das desigualdades salariais. Nomeadamente ao igualar o vencimento de quem ganha um pouco mais do que o SMN. Uns ricaços, na perspetiva comunoide dos moluscos esquerdistas para quem apenas importa o discurso populista e demagógico do aumento do salário mínimo que esquece todos os demais.


Carreira Vencimento TSU IRS ADSE V. Liquido
Técnico Superior 1 205,08 € 132,56 € 174,74 € 42,18 € 855,61 €
Assistente técnico 693,13 € 76,24 € 29,11 € 24,26 € 563,51 €
Assistente Operacional 645,00 € 70,95 € 0,00 € 22,58 € 551,48 €
SMN 635,00 € 69,85 € 0,00 € 0,00 € 565,15 €

 


Digamos, perante estes números, que o objectivo é praticamente atingido. Em termos líquidos um assistente técnico – o administrativo de um centro de saúde, por exemplo – aufere mais doze euros do que a senhora da limpeza. Que, por sua vez, recebe menos trezentos euros do que a técnica trata das análises. Ainda assim, se calhar, uma diferença demasiado grande do ponto de vista dos que acham que devemos ser todos pobres.


Há, em conclusão, que rejeitar liminarmente a ideia de uma taxa plana – igual para todos - e ponderar o aumento do IRS. Mais dinheiro no bolso de quem trabalha pode levá-los por maus caminhos. Melhorar de vida, nomeadamente. E depois, como ouvi dizer em inúmeras ocasiões a alguns “camaradas”, aburguesam-se e já não votam na gente. Uma chatice, de facto.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

IRS - Se a inveja fosse dedutível...

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Para muita gente cinquenta euros ao fim do mês a mais no ordenado não são nada. Setecentos, no final do ano, também não. Mesmo que estejamos a falar de vencimentos abaixo ou a rondar os mil euros. São, curiosamente ou talvez não, os mesmos que rasgam as vestes sempre que recordam a austeridade, as patifarias do Passos Coelho, o roubo dos salários e que se afirmam convictos defensores dos trabalhadores. E do povo, como diz o outro.


Não me surpreende este pensamento. Tal como não me espanta a incapacidade de muitos outros em perceberem que sim, efectivamente a generalidade dos trabalhadores por conta de outrem ficariam a ganhar com a taxa plana de irs. Talvez vendo a imagem que que acompanha o post percebam. Os valores referem-se à tabela de retenção na fonte de “casado – dois titulares – sem dependentes”. É esta apenas por ser a que se me aplica, mas ser outra qualquer. O resultado não teria diferenças substanciais.


Sendo um imposto anual, o resultado final não é, obviamente, a soma das catorze retenções. Há que ter em conta toda uma panóplia de deduções e abatimentos. Nomeadamente de despesas de saúde, educação ou exigência de factura que poderão ter alguma influência no apuramento. O que constitui um dos principais argumentos dos que são contra a taxa única. Válido e muito pertinente, diga-se. Só é pena que se esqueçam de acrescentar que, ao arrepio das suas alegadas preocupações, essa benesse é quase irrelevante nos rendimentos mais baixos. Mas, no fundo, nada disso lhes importa. Desde que dez ou vinte ricaços não deixem de pagar umas centenas de milhares de euros, querem lá eles saber se centenas de milhões de portugueses ficam ou não com mais dinheiro disponível. A isso chama-se inveja. Ou parvoíce, sei lá.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

IRS - É a ignorância que os faz felizes

Tal como se esperava, a proposta da Iniciativa Liberal visando a criação de uma taxa única de irs não “incendiou” as redes sociais. Um fogaréu aqui ou ali e nada mais do que isso. Ainda se fosse um cão esquelético que urgisse salvar…


A ignorância generalizada relativamente a este assunto não me surpreende. Mas diverte-me. As pessoas não sabem fazer contas nem, a esmagadora maioria, tem sequer a mais pálida ideia do que se está a falar. Mesmo aquelas que, por força dos cargos que ocupam, tinham a obrigação de possuir um conhecimento, ainda que mínimo, daquilo que está em causa. Um bom exemplo foi o debate entre os representantes da Iniciativa Liberal e do Bloco de Esquerda, uma noite destas na SIC Noticias, sobre a taxa única de IRS. Foi algo assim:


(IL) - “Todos os portugueses vão pagar menos”


(BE) - “Isso é mentira, pois quem não paga nada não paga menos”


(IL) - ?!?!?!? (siderado perante a idiotice do argumento)


(BE) - “as pessoas não sabem que não pagam…”


A argumentação do esquerdista radical que sustenta o governo passou depois para as comparações. Para ele o grande beneficiado será um CEO qualquer que ganha dois milhões por ano que verá, de acordo com a proposta da IL, a factura do IRS reduzida de oitocentos mil para “apenas” trezentos mil euros. Já um trabalhador que aufere oitocentos euros mensais terá, segundo os cálculos do extremista, uma redução mensal de cinquenta euros. Curiosa esta maneira de fazer as contas. Ao ano para um e ao mês para outro. Podia ter acrescentado que no segundo caso era quase mais um mês de ordenado. Ou, mas isso já era pedir demasiada honestidade intelectual, quantos trabalhadores ganham por mês oitocentos euros – ou menos – e quantos CEO’s ganham por ano dois milhões – ou mais. E, já que estava com as mãos na massa, podia também ter dito por que raio sustenta no poder um governo que pratica esse tipo de discrepância salarial em entidades sob a sua responsabilidade.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Impostos?! Isso não interessa nada.

O IRS é um assunto que desinteressa profundamente à maioria dos portugueses. Não admira. Metade não pagam e uma grande parte dos outros não quer saber. Têm outras preocupações. Coisas sérias e importantes como fascismo, racismo, Ventura, Trump, Bolsonaro, extrema-direita, o que cada um faz com o rabo, as diatribes do Vieira ou seja lá o que for que a comunicação social resolva promover como assunto do dia. Isso sim, é que é de preocupar. Agora cá impostos...que perda de tempo.


Pois a mim, que tenho um prazer imenso em ser do contra, é o que mais importa. E aborrece, principalmente. Não gosto nada de olhar para o meu recibo de vencimento e constatar que os valor dos “descontos” representam cerca de cinquenta por cento da coluna do “vencimento liquido”. Ou seja, em termos práticos, em cada mês trabalho vinte dias para mim e dez para o Estado. Isto deixando de lado que do “liquido” que escorre para a minha conta ainda vai verter uma parte significativa para IVA, ISP, IMI, IUC, mais todas aquelas taxas e taxinhas das facturas da luz e da água ou incluidas no preço de muitos outros bens.


Este é um tema que não me traz leitores. Pouco me interessa. Vou escrever sobre ele toda a semana. É que aquela frase que ouvi ontem pronunciada por um dirigente – deputado, ou lá o que é – do Bloco de Esquerda, não me sai da cabeça. “O IRS é o imposto que mais contribui para a eliminação da desigualdade salarial”. Pudera. Até o meu gato imaginário, o Bigodes, sabe porquê.

domingo, 20 de setembro de 2020

Só ralações

A agenda da comunicação social é notável. Demonstra que quem está nas redacções conhece o país como a pele das suas costas, que era uma expressão muito usada pela minha avó para evitar chamar ignorante a alguém. Desde ontem que a morte de uma juíza velhota lá do States não sai da ordem do dia dos telejornais. Realmente os portugueses só querem mesmo é saber se a criatura vai ser substituída antes ou depois das eleições para presidente da América. Por mim falo, estou raladinho de todo com isso. Tanto que esta noite quase não preguei olho, a matutar no assunto. E não sou só eu. Hoje na rua não se falava noutra coisa. Na padaria, as duas pessoas que a lotação permite tinham ideias antagónicas. Uma achava que sim, era de substituir já – que isto é como na bola, acrescentava – e a outra indignava-se com essa possibilidade – mais uma patifaria do Trump, esse malandro. Também quando registei o Placard do dia, esse era o assunto dominante. Alguns até faziam apostas sobre o caso.


Entretanto, cá pelo país, vão acontecendo coisas para além do covid. Acho eu.

sábado, 19 de setembro de 2020

Indignação selectiva

O presidente do Benfica será, segundo a comunicação social, um crápula da pior espécie. Entre outros crimes que lhe são imputados estará o de dever uma pipa de massa ao antigo BES. A ser paga pelos contribuintes, alegadamente. Coisa que deixa indignada uma multidão gente. Se até eu, que pago impostos e já estou habituado a pagar os desmandos destes figurões, sou gajo para me aborrecer, mais ainda se indignarão os que não sabem o que é ser tributado e não contribuem para tapar estes buracos. E têm, naturalmente, toda a razão em estarem lixados com o homem. Uma pessoa não anda a fugir ao fisco para isto.


A diferença entre mim e essa legião de indignados é apenas uma. A minha já vem de longe. Do tempo em que a banca, incluindo o herdeiro do banco acima mencionado, perdoou noventa e cinco milhões de euros a um certo clubezeco de futebol cujo nome aqui não será mencionado mas, sempre digo, veste de verde e branco. Milhões esses que, por mais que me esforce, nem sou capaz de adivinhar quem estará a pagar.


Também me causou uma certa comichão – mas, lá está, foi só a mim – aquela coisa de uma certas SAD’s não terem reembolsado os obrigacionistas na data em que era suposto. As pessoas, veja-se bem a parvoíce, investiram as suas economias naquilo à espera de, na data acordada, terem o seu dinheiro de volta acrescido dos juros contratados. Mas não. Com uma enorme cara podre foi-lhes dito apenas, “agora não, que não temos guito”. Isto perante a indiferença geral. Até das manas Mortágua.


Por mim, reitero, o Vieira será tudo o quiserem mais um par de botas. Acho bem toda a indignação por causa dele, do Costa e de todos os outros. Não suporto é a indignação selectiva. Principalmente porque ajuda sempre o prevaricador.