quinta-feira, 19 de julho de 2018

Reciclem, porra!

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Não separar o lixo é caro. Muito caro. Em termos ambientais não sei quantificar quanto isso custa. A todos. Mas no que diz respeito ao dinheiro que os contribuintes têm de pagar pela não reciclagem isso é fácil de saber. Basta olhar para a factura da água que mensalmente chega a casa de cada um. Daí que cenas destas me causem um elevado nível de aborrecimento. Porra pá, o ecoponto está mesmo ao lado. Custava alguma coisa ter usado o contentor adequado para cada tipo de resíduo? Bom, se calhar até custava. Se quem assim procede não fizer intenção nenhuma de pagar, não estará muito preocupado com isso da reciclagem. Mas essas já são outras contas. Daquelas que estes burros tão bem sabem fazer.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Interior mas pouco

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Gosto mesmo de ouvir políticos, comentadores e gente entendida em geral a dissertar acerca do interior. A sério. Volta e meia até lhes dá para apresentar medidas, propor coisas e estimular a criação de sinergias. O que é bom, acho eu.


O caso dos descontos nas portagens para veículos de mercadorias que utilizam as auto estradas do interior, por exemplo. Parece-me bem. Há, no entanto, um pequeno pormenor. Uma coisita de nada, por assim dizer. Noto, na lista dos tais descontos, a ausência da A6. Aquela auto-estrada que vai da Marateca até ao Caia atravessando todo o Alentejo central. Deve ter sido esquecimento. Ou, então, já nem interior somos. Mas, como ainda não dei por ninguém se queixar, também não ser importante isso do desconto.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Multiculturalidades

Anda por aí muito boa gente a exaltar a multiculturalidade da selecção francesa de futebol. A exaltação é tanta que alguns chegam mesmo a considerar que aquela é verdadeiramente a equipa de todos nós. Nós habitantes do planeta, entenda-se. Ora tamanha idiotice revela, pelo menos, duas coisas. A primeira uma profunda ignorância em matéria futebolística. Atendendo aos antecedentes a maioria dos portugueses, para já não falar noutras rivalidade históricas, jamais iria – ou irá – torcer pela França. E a segunda, a pior, aparenta envolver uma critica às selecções africanas e asiáticas. É que, pareceu-me, multiculturalidade não foi propriamente o seu forte.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Homofobia cigana. Da valorizável, portanto...

Tirando uma ou outra nota de rodapé, a bárbara agressão a uma parelha de homossexuais por uma família de ciganos quase não constitui noticia. Por mais que o queiram silenciar, tratou-se de um crime de ódio, um acto discriminatório e um ataque à liberdade de orientação sexual. É o tipo de acção que, quando praticada por “brancos”, suscita indignações de toda a ordem e apelos à mão pesada da justiça enquanto, de imediato, surgem clamores de que o “país não pode tolerar” este tipo de comportamentos.


Desta vez, nada. Nadinha. Népia. Nenhuma “plataforma”, associação, ministro, deputado, partido de esquerda ou, pasme-se, o presidente da república, apareceram a condenar a agressão. Será que estão com medo de serem acusados de ciganofobia? Ou isto só faz mal se os agredidos forem estrangeiros? Ou negros? Ou apenas constitui motivo de preocupação se os agressores não pertenceram a nenhuma minoria? Pois. Estou a ver. Vai ser uma chatice desatar este nó cerebral...


Também aqui nos blogs do Sapo, ao contrário de quando foi aquilo da colombiana espancada no Porto, impera o silêncio. Nada que me espante. Nem eu esperava outra coisa. Vá lá saber-se porquê...

sábado, 14 de julho de 2018

Sexismo? As coisas que estes fascistas inventam...

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Diz que a FIFA vai proibir a exibição de imagens de espectadoras consideradas atraentes nas transmissões televisivas dos jogos de futebol. Para já será apenas no jogo da final do campeonato do Mundo mas, prometem, a intenção é alargar a toda e qualquer jogatana que envolva pontapé na bola. Parece que é por causa de uma coisa chamada sexismo, ou lá o que é, que eu na minha ignorância nem desconfio o que seja. Às tantas ainda é alguma doença, ou isso. Contagiosa, se calhar. Mas, de uma coisa eu sei. De ora em diante cada mulher que, estando nas bancadas de um estádio, veja o seu rosto num ecrã vai achar que é feia.


Isto parece cada vez mais aquela cena da rã que cai no caldeirão que vai ser posto ao lume. De inicio a agua morna até lhe é agradável. O pior é que a temperatura vai subindo e quando dá por ela está cozida. Assim estamos nós enquanto sociedade. Somos diariamente martelados com campanhas de desinformação acerca de perigos imaginários – desde a extrema direita ao Trump – enquanto aos poucos, com falinhas mansas e a coberto de conceitos aparentemente muito evoluídos vão impondo a ditadura, a repressão e acabando com os valores ocidentais. Um dia destes estamos como a rã. Cozidos.

sábado, 7 de julho de 2018

Operação carta na manga

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De vez em quando sou surpreendido por noticias reveladoras do elevado grau de heroísmo dos bravos agentes das nossas forças de segurança. Tanta bravura e tanto heroísmo que, mais que surpreso, me deixam estupefacto.


Li um destes dias o relato de uma perigosa operação, levada a cabo – desconheço se terá participado algum sargento ou, até mesmo, um ou outro oficial – pela PSP que, à custa de mil perigos, pôs fim a um esquema manhoso de jogo ilegal. Terão sido detidos quatro patifes – um deles com mais de oitenta anos – e apreendidos os instrumentos utilizados na actividade criminosa desenvolvida pelos meliantes. Nomeadamente uma mesa, quatro cadeiras, um baralho de cartas e, ainda, uma avultada quantia em dinheiro. Dezasseis euros, mais exactamente. Três contos e duzentos, em moeda antiga. Bem feita. Que é para essa malandragem aprender.


Lamentavelmente não são conhecidos mais pormenores acerca da ocorrência. É que tenho uma curiosidade danada para saber se a investigação resultou de uma denuncia anónima, o nome dado à operação - “Carta na manga”, talvez – e se a mesma envolveu algum agente infiltrado. 

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Importante, mas mesmo importante, é a bicharada

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Num dia em que o parlamento discute as propostas do CDS para a valorização do interior ou as alterações à lei laboral, os portugueses entretêm-se a discutir as touradas. Nomeadamente o fim, ou não, das ditas. Prioridades. Um povo que escolheu a bicharada como desígnio nacional não merece grande consideração. Nem, sequer, tem razão para se andar sempre a queixar de tudo e de todos. Tratem mas é dos bichinhos que é aí que está o vosso futuro.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Um pombo-correio para cada português é que era uma coisa catita...

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Um dos motivos de indignação dos últimos dias tem sido o ViaCtt. Aquela caixa de correio electronico que um governo qualquer – não me interessa qual, nem vejo a relevância que isso possa ter – resolveu, num gesto revelador da sua infinita sabedoria, colocar à disposição de cada português. Por mim, ao contrário daquilo que tenho lido e ouvido, considero que este é, quiçá, um dos melhores e mais eficazes serviços prestados pela administração pública. Graças a ele nunca perco uma notificação das Finanças. Nem mesmo que quisesse. Eles tratam sempre de me mandar um e-mail, para o endereço registado no site da AT, a alertar que enviaram uma notificação para o e-mail ViaCTT. Já pensei em questioná-los da razão de não enviarem logo a tal notificação na primeira mensagem. Mas desisti. Achei melhor não os questionar. Se calhar era uma pergunta parva.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Quer estacionar? Venha para cá morar!

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Percebo que a senhora dona Madonna precise de quinze automóveis para se fazer deslocar. A ela, à sua prole e à multidão de lacaios que, presumo, a acompanham. Compreendo, também, a vontade do autarca da capital em lhe agradar. Um habitante satisfeito hoje é um potencial eleitor amanhã.


O que tenho mais dificuldade em perceber é o prurido da oposição camarária por causa da cedência do espaço ter sido, ao que suspeitam, assim coisa de trinta e um de boca. Embora, ao que parece, até exista um papel mal amanhado qualquer. Mas, mesmo que não houvesse, era o que mais faltava que o senhor presidente não pudesse ceder o uso de um espaço da autarquia a quem muito bem entendesse.


Se, como admiti, compreendo a necessidade dos quinze popós, faz-me espécie que a senhora insista em instalar-se num sitio onde não os pode estacionar. Ela que viesse para cá. Espaço para aparcar é coisa que não falta. Podia deixar os carritos mesmo à porta e mantê-los por lá o tempo que quisesse. Como faz, por exemplo, o dono desta carripana que a tem estacionada no mesmo local desde que o Sporting foi campeão. Ou isso ou perdeu as chaves.


 

sábado, 30 de junho de 2018

Insultar está a ficar difícil...

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Sabe-se que quem disputa não mede bem as palavras. Daí que qualquer desinquieta entre duas pessoas – ou mais, mas fiquemos pela parelha para simplificar – envolva a troca de insultos. Mas isso, pelo caminho que isto está a levar, terá os dias contados. A menos que os envolvidos queiram arriscar pesadas condenações. Não pelas eventuais maleitas físicas que possam provocar ao outro – que um olho furado ou uns miolos à mostra não têm importância nenhuma - mas, antes, por causa das palavras proferidas durante a refega. Estas sim, são perigosas. Podem consubstanciar uns quantos crimes de ódio. Daqueles gravíssimos. E que, certamente, consubstanciam.


O mais avisado é evitar zaragatas. Mas, não sendo de todo possível, o ideal é o oponente ser um homem, branco, heterossexual, sem qualquer defeito físico ou mental e, preferencialmente, que não seja pobre. Mas, ainda assim, são de evitar durante a peleja referências à mãe da criatura ou às suas orientações políticas. A menos que as últimas incluam a admiração por Trump ou a simpatia por tendências fascistas, o que constituiria um insulto bastante valorizável. Todas as restantes ofensas podem ser consideradas como uma atitude discriminatória ou, pior, uma fobia. Conhecida ou, ainda, por inventar.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Os políticos vão pronunciar-se sempre que houver uma rixa? Ou depende da raça do agredido?

A classe política está manifestamente preocupada com aquilo da agressão a uma jovem colombiana a quem um segurança terá chegado a roupa ao pêlo. Da direita à esquerda, de ministros a parlamentares mal-vestidos, sucedem-se as declarações acerca do assunto e repete-se a intolerância relativamente a atitudes de caracter racista, xenófobo e discriminatórias em geral. No fundo aquilo que se espera dos políticos. Mesmo daqueles maltrapilhos e com ar de vagabundo que andam lá pelo parlamento. Ou principalmente desses. Pena que quando das agressões a um jovem em Coimbra, no ano passado, não tenha existido igual unanimidade nem, sequer, tanta manifestação de repúdio. Presumo que não tenha sido por, neste último incidente, o agressor ser cigano. Devem ter tido, na altura, mais que fazer ou isso.   


Por falar em ciganos. Calculo que, de acordo com aquela lei do atendimento prioritário, estejam entre os clientes que devem ser atendidos primeiro. A par de grávidas, idosos, coxos, marrecos e gente com crianças de colo. Ainda hoje, num certo local, três casais daquela etnia com um pirralho todo ranhoso a tiracolo, tiveram o privilégio de passar à frente da restante clientela. Estavam com pressa para ir trabalhar, certamente. O gaiato era sempre o mesmo... mas isso é apenas um pormenor acerca do qual não vou especular. 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Ó "fáxavor", posso invadir?

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Não estou, assim de repente, a ver o que será uma invasão autorizada. Até porque não consta que os invasores tenham por hábito pedir autorização para invadir. Não solicitar permissão tem sido, ao que julgo saber, o modus operandis de todos os que ao longo da história dedicam o seu tempo a fazer invasões. Os franceses, recorde-se, invadiram isto tudo e não pediram licença a ninguém. E pior, fizeram-no por três vezes, os trastes. Ou, muito antes, os mouros sem passar cavaco à malta que cá morava, também invadiram a península, os patifes. A excepção, eventualmente, talvez seja aquilo da academia do Sporting. Mas, convenhamos, não é coisa que sirva de exemplo.


Fica, portanto, o aviso. Invadir só depois de devidamente autorizado. Mai’nada!


 

terça-feira, 26 de junho de 2018

Falta muito para o Trump ser bonzinho?

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Ainda me lembro do tempo em que a comunicação social nos fazia acreditar que a Merkel era um ser execrável. Hoje, os mesmos jornaleiros, fazem dela uma quase divindade. Ideias que - para o bem e para o mal, mas quase sempre para este último - a opinião pública vai engolindo como se de verdades absolutas se tratassem e por isso reproduz sem questionar as razões de tão súbita mudança. Basta ver as alarvidades que qualquer cidadão absolutamente desinformado, embora convencido da sua sapiência, vai escrevendo nas redes sociais.


Hoje o monstro, garante-nos, chama-se Trump. Como, por mais inacreditável que pareça, ouvi um destes dias um jornalista da rádio pública referir-se ao presidente norte-americano. Mais ou menos o mesmo que antes chamava à chanceler alemã, que agora não se cansa de elogiar. E é isso que é altamente preocupante. O poder que uns quantos jornalistas imbecis têm para criar anjos e demónios. Por este andar não deve estar longe o dia em que estarão a santificar o Donald. O Trump. Enquanto isso vão fazendo figura de "pato" ...

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Engenharias...

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(Imagem obtida na internet - autor desconhecido) 


Haverá, alegadamente convém sublinhar, muitas obras públicas que apenas viram a luz do dia para alguém – que não aqueles que seriam os supostos beneficiários – ganhar dinheiro com elas. É, pelo menos, disso que está convencida a generalidade dos portugueses. Exemplos que nos forçam a acreditar nessa tese, infelizmente, não faltam. Mas, convenhamos, há quem tenha elevado este conceito a outro patamar...


 

domingo, 24 de junho de 2018

Deve ser arte urbana...

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Fruto das mais variadas circunstâncias é amplamente reconhecida, em especial no interior do país, a escassez de pessoal qualificado. Ou seja, de gente que, fruto da sua especialização, sabe fazer coisas que a maioria não é capaz de realizar. Pedreiros, carpinteiros, electricistas, canalizadores ou calceteiros estão entre os profissionais cuja falta mais se faz sentir. Daí que sobrem os exemplos de incompetentes e alarves – não raro cumulativamente - a procurar desempenhar essas tarefas.


Mas depois há isto que a foto evidencia. Um “trabalho” que nem sequer pode ser qualificado – passe a ironia – como mal executado. É burrice pura. Idiotice da boa. Para um “profissional” destes não há formação que lhe valha. Embora, se calhar, nem precise. Na volta tem uma classificação de serviço que o dispensa dessas maçadas.

sábado, 23 de junho de 2018

Eles mijam muito...

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Tenho manifesta dificuldade em perceber as inúmeras criticas a estes “WC’s”. Somos uma cidade de velhos, desocupados a maioria, que levam a vida no Rossio a ver quem passa. Ora quando se caminha para a velhice surgem as maleitas. Nomeadamente naquela coisa da próstata, que obriga o pessoal a deslocar-se a trote em direção ao mictório mais próximo vezes sem conta. Daí que o caixote constitua, assim como assim, o menor dos males. Pior seria se o pagode tivesse de andar a levantar a perna atrás das árvores.


Mas o que me parece mal, muito mal mesmo, não é a porra do equipamento nem, menos ainda, a opinião de quem não aprecia a estética do dito. O que me aborrece de verdade é olharem em todas as direções antes de verbalizarem o que lhes vai na alma. Mas têm medo do quê, porra?!

quinta-feira, 21 de junho de 2018

E os outros, pá?

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Nem sei como é que nenhuma daquelas associações parvas que vivem à custa do dinheiro do contribuinte e que apenas servem para aborrecer as pessoas, ainda não se pronunciou acerca desta frase promocional de uma conhecida cadeia de supermercados. Mas não deve tardar. Não é coisa para escapar à policia do politicamente correcto. Logo essa cambada que detecta ofensas a tudo e a todos em qualquer lado.


Por mim prefiro o tinto. Alentejano. Mesmo que a comezaina inclua deglutir uma ave.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O amor é uma coisa muito linda...

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Isto das novas tecnologias é uma coisa catita. Antes - em tempos idos, digamos – havia os anúncios nos jornais e nas revistas, nomeadamente na “Crónica Feminina”, onde o pessoal – tropas e presos na sua maioria, acho eu – publicitava a vontade de conhecer a miúda dos seus sonhos.


Hoje é tudo muito mais moderno, rápido e eficaz. A começar por – e ainda bem que assim é – serem também elas a publicitar o desejo de encontrar um parceiro. Depois, graças à Internet e outras modernices, queimam-se logo uma quantidade de etapas. Nada de esperar pela volta do correio. Nem, tão-pouco, pela chegada de uma fotografia que confirme os atributos até aí imaginados. Agora sabe-se e vê-se logo tudo. Bom...mais ou menos!

terça-feira, 19 de junho de 2018

Cá, onde Judas perdeu as botas...

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Consta que o Judas, nas suas deambulações apostólicas, terá perdido as botas. Num lugar muito distante, a fazer fé na letra da lenda. Mas não se sabe onde, ao certo. Nem mesmo ao incerto. Ou melhor, não sabia. Agora, graças à perspicácia e a outros atributos absolutamente geniais do autor deste blogue que apenas a minha avó reconheceria, foi possível desvendar o mistério que ao longo dos séculos tem atormentado a humanidade. Foi aqui, precisamente aqui, que um Judas qualquer desta vida perdeu este par de botas.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Xenofobia dourada. Da boa, portanto.

O Bloco de Esquerda, Ana Gomes e outras personalidades politicamente execráveis estão contra a vinda de estrangeiros para o nosso país. Argumentam, como justificação, que a chegada dessas pessoas tem contribuído para a proliferação da criminalidade e da especulação.  


Ora, parece-me, esta posição é de uma xenofobia intolerável. Não devemos generalizar. Nem considerar que todos os que vem de outras partes do mundo, decididos a viver entre nós, são criminosos. E, mesmo que sejam, constitui um dever da sociedade que os acolhe proceder à sua integração e nunca, mas nunca, discriminá-los.  


Curiosamente não há quem questione aquelas alminhas acerca deste discurso xenófobo, discriminatório e intolerante. Deve ser por se tratar de gente de esquerda. A quem, como se sabe, tudo é permitido. Ou, então, estamos perante xenofobiazinha da boa, discriminaçãozinha do melhor e intoleranciazinha valorizável, a. 

domingo, 17 de junho de 2018

Morangos do pós-crise

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Fraquita a colheita de hoje. É o que há. A produção da dúzia e meia de morangueiros segue o seu curso natural, não há cá adição de produtos manhosos nem nenhuma qualquer técnica de cultivo e, por isso, não são de esperar grandes safras.


Este ano, para além dos ataques habituais de lesmas e bichos de conta, também a passarada está a atacar os morangos. São mais que muitos, os pássaros. De todas as marcas. E diz que não se podem matar. A lei não permite, parece. Coisa que, presumo, deve ser do conhecimento dos bichos. Não fogem quando nos aproximamos, fazem os ninhos cada vez mais perto, não querem saber de gatos nem espantalhos e estão, em suma, mais atrevidos que nunca. Um dia destes ainda nos pousam em cima. Cá os espero...


 

sábado, 16 de junho de 2018

Dia da libertação de impostos

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Hoje, dezasseis de Junho, assinala-se o dia da libertação dos impostos. Não é que os tributos tenham acabado. Nada disso. Significa apenas que, para o contribuinte médio, todo o rendimento do seu trabalho, desde o principio do ano até ao presente dia foi direitinho para o Estado.


A julgar por algumas reacções, expressas nas caixas de comentários a esta noticia, há quem não veja nisto nada de especial. Pelo contrário, não desdenhariam mesmo que o dia em que o Estado deixa o nosso bolso em paz fosse lá mais para diante no calendário. Deve ser gente que não paga impostos. Daquela, provavelmente, para quem isso é um conceito desconhecido. Mas, desconfio, para aqueles que estão sujeitos ao saque fiscal em vigor, o dia ainda não terá chegado hoje. É que isso das médias é uma coisa lixada.


Lixados – ainda mais – estaremos também se, como tudo indica, vier a ser aprovada uma nova lei das finanças locais. O objectivo, entre outros, é pôr ponto final nos poucos constrangimentos ao despesismo autárquico e reforçar os meios financeiros das autarquias, para que os caciques possam voltar a esturrar à tripa forra. Nomeadamente dar emprego aos eleitores das respectivas circunscrições. É que existem localidades onde ainda nem todos os habitantes trabalham para a respectiva autarquia. Uma injustiça a que urge pôr cobro, reconheço.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Piscinas para cães

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Praias para cães são já umas quantas. Mas, com tanto pulguento por aí, ainda serão poucas. Diz que este ano abrirão mais umas tantas, que isto os autarcas estão ansiosos por agradar aquela franja de eleitores que não dispensa a companhia do seu patudinho mai’lindo nem mesmo quando vai a banhos. Uma javardice, é o que é. Mas, pronto, isso é lá com eles.


Por cá ainda não se lembraram de criar piscinas onde o anjinho de quatro patas se possa banhar mais o seu tutor. Que agora, diz, é assim que se chama a quem tem um animal. Deve estar para breve, isso das piscinas. Sim que a ausência deste tipo de equipamento, nomeadamente no interior, constitui uma lamentável lacuna. Para a qual, convenhamos, qualquer autarca minimamente sensível à problemática já devia ter encontrado uma solucionática. Pois. Que isto os bichos e as bichas de cá não são menos que os do lá.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Negociatas solidárias

Por muito que associações de diversa índole tenham tentado, Portugal ainda não conseguiu entrar no mercado da traficância de gente do norte de África para a Europa. Um negócio chorudo que em nome de uma alegada solidariedade movimenta muito dinheiro. Mas isto pode, infelizmente para o país, estar prestes a mudar. Este esquema manhoso, depois de fechadas as rotas dos Balcãs, da Turquia e prestes a encerrar a italiana, poderá estar a chegar a estas bandas. Está, pelo menos, cada vez mais próximo, pois o conglomerado de interesses que gere a marosca tem vindo a deslocar a travessia de migrantes cada vez mais para ocidente. Já o fazem em direcção à costa do sul de Espanha e, quem sabe, talvez um destes dias comecem a aportar ao Algarve. Afinal Marrocos é já ali. Do outro lado.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Finados em demasia

Diz que se está a morrer imenso em Portugal. Nunca, ou pelo menos nos últimos dez anos, se morreu tanto como agora. O que não deixa de ser surpreendente, convenhamos. Até porque já não podemos culpar a troika, a crise, a austeridade, o doutor Morte, o Passos Coelho e as suas políticas que não visavam mais do que desgraçar os trabalhadores e o povo por esta mortandade. A culpa, desgraçadamente, desta vez não pode ser atribuída ao maléfico do governo de direita. O que é uma pena. Logo agora que tínhamos um culpado tão jeitoso é que vai acontecer isto.


Estou em crer que a culpa de haver tanta gente a finar-se não será de quem actualmente nos governa. Antes pelo contrário. Deve ser dos velhinhos, que não se resguardam do frio. Ou, hipótese a não descartar, deste tempo esquisito. Quiçá, até, do turismo e dos desgostos causados por aquela lei dos despejos feita pela Cristas. De uma coisa tenho a certeza. Deste governo é que não é. Sim, que com eles a esperança média de vida até aumentou. E muito. Que o digam os "candidatos" à reforma...

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Viva a liberdade!

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Vivi o tempo suficiente em ditadura para dar valor à liberdade. Nomeadamente à liberdade de opinar. Aquela coisa a que chamam liberdade de expressão, ou lá o que é. Daí que conviva muito mal com todos, todas e todes que andam por aí a arrogar-se no direito de determinar o que se pode ou não dizer ou escrever. Assim tipo policia religiosa e dos costumes ao melhor estilo saudita.


Não aceito censuras e detesto censores. Mais ainda quando aqueles que pretendem exercer – e, o pior, é que muitas vezes exercem mesmo – a arte de censurar, representam uma minoria detestável. Vá lá que a visibilidade deste blogue é, neste caso felizmente, praticamente nula. Caso contrário, acredito, já teria tido chatices. À semelhança do que acontece em muitos países europeus – Inglaterra, Alemanha ou Suécia por exemplo – onde é feita uma intensa perseguição a quem se atreve a ter uma opinião diferente da determinada pelo politicamente correcto. Criticar a submissão ocidental aos valores do islão e expressar uma posição que condene a invasão de que a Europa está a ser alvo por uma chusma de ocupantes muçulmanos é hoje, naqueles países, quase uma garantia de ter a policia a bater à porta.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Do contra...

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Preocupada com a mobilidade – ou a falta dela, no caso - dos munícipes residentes nesta rua, a autarquia colocou ali uma rampa com o intuito – digo eu, que ninguém me contou nada – de melhorar a acessibilidade ao local. Mas isto de ser do contra não é exclusivo meu. É mais comum do que parece. Nomeadamente quando se chega a velho. Pois, como também mostra a imagem, a aversão aos modernismos vai crescendo à medida que aumenta a idade...

terça-feira, 5 de junho de 2018

Jornalixo

Seguramente que o futebol português não vive o seu melhor momento. Para isso muito tem contribuído, desde que chegou à presidência do Sporting, um indivíduo ex-gordo e com cara de sapo que tem tratado de lançar o ódio, a desconfiança e a suspeita de que todos são corruptos menos ele.


Mas não é o único a ajudar à festa. Dos adeptos, que durante os últimos cinco anos o seguiram como carneiros, não me admiro. Que clubes rivais apanhem a onda e fazendo uso da larga experiência relativamente a estas matérias ataquem a maior instituição nacional, também percebo. Agora que os jornalistas entrem pelo mesmo caminho é-me mais difícil de entender. Afinal o que os move? Apenas o amor – legitimo – a outro emblema? Seja lá o que for – e ainda que seja apenas isso do amor clubístico - não se me afigura muito compatível com a ética profissional. Ou lá o que se chama a uma série de deveres que alguém deve respeitar no desempenho das suas funções.


Afinal a reportagem recentemente exibida pela SIC, onde foi denunciado um alegado esquema de corrupção que alegadamente envolveria o suborno de jogadores do Marítimo para facilitarem a vitória do Benfica, terá sido feita com recurso a actores. Vale mesmo tudo. Até fingir que se entrevistam jogadores alegadamente alvos de alegadas tentativas de alegada corrupção. É isto o alegado jornalismo e os alegados jornalistas que temos.


Quanto ao resto...investigue-se!

Apetece-me sacar da calculadora. E da metralhadora, também.

O país e o mundo ensandeceram. Só pode. Isto o melhor é fazer como o gajo do Sporting. Desliga-se o fax, a internet, fecha-se a porta e se alguém tocar à campainha responde-se que não está ninguém em casa. É que o melhor é nem saber o que se passa lá fora. Para não ficar agoniado com tanta idiotice.


Como, por exemplo, aquela de um colégio inglês sugerir que os gaiatos vão de saia para escola. Para, alegam os anormais, fomentar a inclusão. Pois, deve ser, deve. De certeza que um catraio vestido com trajes femininos se vai sentir muito mais incluído. E a inclusão será ainda maior se a isso acrescentar umas cuecas de renda ou, porque não, um fio dental.


Também por cá – como quase sempre, diga-se – não faltaram bacoradas. A dificuldade é escolher apenas uma. Mas, por envolver a possibilidade de mexer com o nosso bolso, escolho a ideia do líder do PSD em premiar com dez mil euros cada nascimento. Ia ser uma coisa bonita, ia. Até parece que já estou a ver uma certa malta a fazer fortuna. E, também, quem pagava a conta. Que, só a valores actuais, chegaria aos mil milhões, por ano. Uma bacatela.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Que ninguém fique com urticária...

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Pouca coisa contribui mais para a beleza de uma localidade do que os seus espaços ajardinados. Sejam canteiros, rotundas ou um qualquer recanto. Refletem o esmero e o empenho com que os seus habitantes – ou de quem trabalha para eles – tratam do que é seu. Afinal são essas imagens que os visitantes retêm. Mesmo que a verdura, à falta de melhor, sejam apenas urtigões.