
Hoje, dezasseis de Junho, assinala-se o dia da libertação dos impostos. Não é que os tributos tenham acabado. Nada disso. Significa apenas que, para o contribuinte médio, todo o rendimento do seu trabalho, desde o principio do ano até ao presente dia foi direitinho para o Estado.
A julgar por algumas reacções, expressas nas caixas de comentários a esta noticia, há quem não veja nisto nada de especial. Pelo contrário, não desdenhariam mesmo que o dia em que o Estado deixa o nosso bolso em paz fosse lá mais para diante no calendário. Deve ser gente que não paga impostos. Daquela, provavelmente, para quem isso é um conceito desconhecido. Mas, desconfio, para aqueles que estão sujeitos ao saque fiscal em vigor, o dia ainda não terá chegado hoje. É que isso das médias é uma coisa lixada.
Lixados – ainda mais – estaremos também se, como tudo indica, vier a ser aprovada uma nova lei das finanças locais. O objectivo, entre outros, é pôr ponto final nos poucos constrangimentos ao despesismo autárquico e reforçar os meios financeiros das autarquias, para que os caciques possam voltar a esturrar à tripa forra. Nomeadamente dar emprego aos eleitores das respectivas circunscrições. É que existem localidades onde ainda nem todos os habitantes trabalham para a respectiva autarquia. Uma injustiça a que urge pôr cobro, reconheço.
Se pudesse comprovar com números o que afirma seria credível. De forma geral houve, nos anos recentes, um alívio de certos impostos, mas como a carga fiscal aumentou ainda, isso significa que é possível e necessário baixar ainda mais os impostos, por exemplo, o imposto sobre os combustíveis. É necessário ainda combater a fuga aos impostos, que até é só possível para alguns, urge também promover a justiça fiscal, os maiores rendimentos devem pagar mais, e até criar novos impostos, por exemplo, sobre as compras e vendas em bolsa.
ResponderEliminarNão precisamos de novos impostos, precisamos é de menos despesa. O que urge é baixar o IRS e cobrar mais noutros impostos. Por exemplo baixar o IVA da restauração fui uma burrice descomunal. Ninguém, a não ser os donos dos tascos, ganhou nada com isso e quem disser o contrário não sabe do que fala.
ResponderEliminarQuanto aos rendimentos mais elevados - apesar de não auferir daquilo que se considera um rendimento dessa natureza - não acho justo que o Estado fique com mais de metade daquilo que alguém ganha. Para mim é roubo. Ou furto, vá.
Vamos é "botar um imposto" sobre os partidos que elegem deputados a mais. A ver se me explico:
ResponderEliminar100% dos votos neste país tem direito a eleger 350 deputados. Correcto?
se só 50% dos eleitores votarem só deverão ser eleitos 175. Correcto?
aos 175 que faltam eleger, mas que querem sentar as nalgas no anfiteatro de S.Bento, deverão pagar imposto, ou então não sentavam lá os glúteos, pois se o povo lá não os quer nem vota neles o partido ou os próprios é que teriam que abonar os custos isentando o contribuinte. Um milhão de euros por cada cadeira ocupada daria para pagar a despesa dos ditos deputados (a totalidade). E sopesavam bem mais e melhor a oportunidade de serem representantes da república. Outros impostos se poderiam implementar nomeadamente a cotveia do trabalho comunitário sobre os vagabundos, ciganos e sem abrigo (dando o corpinho ao trabalho duro) ou aproveitando os barcos que trazem os imigrantes ilegais de àfrica, contribuindo assim de forma efectiva, para um muito frutuoso intercâmbio cultural em plena igualdade de direitos e oportunidades ( como diz o prof. Marcelo) e o "fujão do pântano" que anda por Nova Iorque farto de jejuns do ramadão e de feijoadas e lampreadas e outros petiscos por esse mundo afora.
Digo: - "corveia do trabalho"
ResponderEliminarUm dia destes ainda vamos é ter um imposto para sustentar as hordas invasoras trazidas do outro lado do Mediterrâneo...
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