segunda-feira, 11 de junho de 2018

Finados em demasia

Diz que se está a morrer imenso em Portugal. Nunca, ou pelo menos nos últimos dez anos, se morreu tanto como agora. O que não deixa de ser surpreendente, convenhamos. Até porque já não podemos culpar a troika, a crise, a austeridade, o doutor Morte, o Passos Coelho e as suas políticas que não visavam mais do que desgraçar os trabalhadores e o povo por esta mortandade. A culpa, desgraçadamente, desta vez não pode ser atribuída ao maléfico do governo de direita. O que é uma pena. Logo agora que tínhamos um culpado tão jeitoso é que vai acontecer isto.


Estou em crer que a culpa de haver tanta gente a finar-se não será de quem actualmente nos governa. Antes pelo contrário. Deve ser dos velhinhos, que não se resguardam do frio. Ou, hipótese a não descartar, deste tempo esquisito. Quiçá, até, do turismo e dos desgostos causados por aquela lei dos despejos feita pela Cristas. De uma coisa tenho a certeza. Deste governo é que não é. Sim, que com eles a esperança média de vida até aumentou. E muito. Que o digam os "candidatos" à reforma...

3 comentários:

  1. alvaro silva5:07 p.m.

    Tá bom de ver caro KK!A culpa é do fassismo e do salazarismo. O compadre não está a ver que os maganos/as nasceram quasi todos durante a "longa noite do fascismo" como diria o Kamarada Barreirinhas do Cunhal

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  2. Já desconfiava. Mas o pior é que nem com este fantástico odor a pinho, alfazema e outras ervas patrocinadas pela fantástica esquerdalha o pessoal se aguenta nas canetas.

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  3. Álvaro Silva, o dedo na ferida !
    A velhada d'agora nasceu toda (ou 98%) na longa noite. Em geral, é de noite que as fêmeas parem, evitando a maioria dos predadores. Em geral, é de noite (ou às escuras) que são feitos os embriões.
    Grande visão, para a qual nem o Álvaro tinha resposta à La Gardère.

    Tanto paleio só para o felicitar. Há cada panca !

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