Começa a ser preocupante a paranóia em relação aos animais. As histórias sucedem-se e, em cada uma, a apreciação feita por uma franja significativa da população é mais radical que na anterior. Tudo devidamente amplificado pela comunicação social e pelas novas tecnologias a que qualquer matarruano tem acesso.
A vida de um animal e de uma pessoa são colocados no mesmo patamar. Chega-se a exigir – pasme-se – a pena de morte para o idiota que matou um leão numa caçada em África. Quando cães atacam e mutilam pessoas defende-se o animal e culpa-se o ser humano. Se alguém ousa manifestar o seu desagrado pela presença próxima de bichos de estimação em locais onde o seu acesso não é permitido, é ferozmente atacado como se o prevaricador fosse ele e não as bestas dos donos dos animais. Pior do que isso. Começa a ser problemático emitir opiniões contrárias a este estado de coisas. Ameaças e insultos é o que espera quem se atreve a contrariar o pensamento vigente. A mim foi coisa que nunca me incomodou. Pelo contrário. Ainda que, obviamente, a minha opinião não interesse a ninguém, nem represente outros interesses que não os meus, jamais me calarei.
Nos próximos posts, se me apetecer, voltarei ao tema. Se possível abrilhantados com com exemplos do que escrevi acima. Com nomes e fotos. Só porque sim.