terça-feira, 21 de julho de 2015

Eles, com os computadores, sabem tudo da nossa vida...Portanto, se calhar, é melhor voltar ao papel. Por causa disso da privacidade, ou lá o que é.

Repugna-me a ideia – com muitos seguidores, diga-se – de o Estado ser o paizinho de todos nós. Aquela entidade de que não gostamos nada quando toca a pagar impostos, mas que adoramos quando se lembra de regulamentar todos os aspectos da nossa vidinha. Por mais comezinhos que sejam. Ou parvos, por assim dizer.


Hoje chegou a vez do Estado, através do seu braço judicial, determinar que os pais não podem colocar fotografias dos filhos nas redes sociais. Não é que o assunto me importe. Não quero saber. O que me inquieta é a quase unanimidade no apoio a esta ideia. Abana-se o chocalho sem que se questione o alcance da decisão. Que será nulo porque, obviamente, ninguém vai ligar. Se fosse levada a sério, teríamos, por exemplo, um pai babado impedido de partilhar com o mundo uma foto do filho que, qual Messi em ponto ainda mais pequeno, acabou de marcar um grande golo num jogo do campeonato de benjamins aqui do distrito. Já, em contrapartida, o clube e eventualmente toda a comunicação social ou os adeptos presentes podiam fazê-lo.


Não discuto essa coisa da privacidade. Não existe, por mais que haja quem pense o contrário, portanto nem vale a pena perder tempo com ela. É por isso que decisões destas servem de pouco. Só para fazer ruído. Ou para nos fazer rir.

4 comentários:

  1. carneiro1:14 a.m.

    a iniciativa foi do Ministério Público. Nem foi um dos pais que se queixou contra o outro.
    O Big Brother está aí.
    Agora que a Maçonaria perdeu a maioria no Conselho Superior do Ministério Público, os poderosos começaram a ser incomodados pelo MP. Mas atenção, atrás dos processos mediáticos vem um reforçar do poder do MP que já se revela em coisas como esta palermice do FB.
    Em qualquer país ocidental, o MP tem a função de advogado do Estado. Ponto final. É portanto, uma das partes em Tribunal. Mas por cá, o MP acha que é "magistrado".
    È um dos jogadores no jogo judicial, mas é ele que marca os fora de jogo. É o decalque do modelo do Procurador soviético. Têm uma agenda de poder mas não foram eleitos. Não têm qualquer legitimidade democrática. Mas têm o rei na barriga.
    Na boleia da revisão dos estatutos, queriam um aumento de 40%, e como a Ministra disse que não havia dinheiro, já andam aos berros com má criação, aproveitando a boleia do processo sócrates.
    Colocar o MºPº no lugar exacto no nosso Estado de Direito é uma necessidade para proteger a Cidadania.
    O MªPº representa a opressão do Estado sobre o cidadão. E mete-se em assuntos ridiculos como por exemplo os processos para impedir a venda dos Mirós....

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  2. Enquanto isso não fazem aquilo para que são pagos...E, graças a isso, o país não funciona. Veja-se, por exemplo, o caso das dividas que andam anos pelos tribunais sem que nada se resolva.

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  3. Ora, digam o que disserem...a justiça continua com rodas quadradas pelo maravilhoso MP que temos.

    Falando do tema e desconhecendo por completo o processo, a proibição não "foi para toda a gente", foi apenas no e ou para os envolvidos do dito processo.Ouvi a notícia e achei a história mal contada, não sei!

    Não ando no Facebook e quanto ao Estado não me preocupa nada que me "espie" porque aplico o velho ditado "quem não deve...não teme". Mas devo dizer-te que há imensas trapalhadas, erros e outras coisas tais nas diversas funcionalidades do mesmo.

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  4. De facto não foi para toda a gente. Mas pode vir a ser se a coisa fizer jurisprudência.

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