A existência de um saldo de gerência próximo do zero ou de vários milhões, no final de um exercício orçamental, não significa grande coisa acerca do que foi a gestão de um município durante o período em questão. Tanto pode ter sido excelente como péssima. Mas, tratando-se de Rui Rio, inclino-me mais para a primeira hipótese. Embora sem grandes certezas, dado que a maneira como muitas autarquias – e também a do Porto - publicam as contas nos respectivos sites, não permite o acesso fácil e intuitivo às mesmas. Até parece que têm algo a esconder. Ou então sou eu que não tenho jeito para procurar este tipo de informação.
Já a reacção do PS aos números do saldo da gerência da Câmara do Porto - não do “resultado” como aparece na noticia, por que isso é outra coisa – nada tem de surpreendente. Toda a gente conhece a veia gastadora do Partido Socialista. Estamos todos a pagá-la. Mesmo ao nível das autarquias, se alguém tiver dúvidas, basta ver a lista de municípios alegadamente em dificuldades financeiras, recordar quem esteve no poder nos últimos anos nessas câmaras municipais e depressa deixará de acreditar em coincidências.
Não são precisos grandes dotes adivinhatórios para prever qual vai ser o nosso futuro assim que o Costa de Lisboa chegar a primeiro-ministro. O rebanho, que tem andado meio escondido, começa a espreitar. Está ansioso por se chegar à gamela dos milhões e desatar a esturrá-los. Façamos-lhes a vontade. Assim como assim já rebentámos a vida dos nossos filhos, por que não rebentar também com a dos nossos netos?













