Há
quem tenha o topete de catalogar este governo de neo-liberal, liberal
ou, até mesmo, como ultra-liberal. Não estou a ver porquê. E a lei
anti-promoções, de que hoje se fala, está aí para o demonstrar.
De facto não lembra a ninguém, muito menos devia lembrar a gente
que alega defender a economia de mercado, que se condicionem desta
forma os negócios entre particulares. Com a agravante, no caso, de
prejudicar os consumidores no imediato e os produtores nacionais, que
alegadamente se pretende proteger e que terão estado na origem da
legislação, num prazo não muito distante.
Quem
esteja atento e aguarde que os produtos - aqueles que habitualmente
consome, naturalmente - estejam em promoção numa das muitas
superfícies comerciais pode poupar mensalmente algumas dezenas de
euros. Pelo menos até agora. O que, presumo, não agrade a quem nos
governa. De facto eles têm-se esforçado tanto por nos limitar o
poder de compra, reduzir o consumo, deixar-nos com menos dinheiro na
algibeira e, depois, o pagode troca-lhes as voltas, poupa uns trocos
e minimiza as medidas que deram tanto trabalho a engendrar?!
Estava-se mesmo a ver que tinha de sair uma leizinha qualquer a
acabar com o regabofe.
Como
habitual cliente das promoções espero que também esta lei não
seja para cumprir. Ou que lhe dêem a volta, como habilmente os
portugueses fazem em quase todas as circunstâncias.




